Bolsonaro – quem diria? – depende do auxílio emergencial para sustentar sua candidatura

João Pires در توییتر "Por que essa charge faz uma crítica sem ...

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro, que logo após tomar posse, em 2019, iniciou a campanha eleitoral para as eleições de 2022, necessita manter o abono de emergência para não perder o apoio conquistado nos últimos meses, avanço registrado por recente pesquisa do Datafolha.

O presidente da República antecipou a maratona e o debate e se deu bem na conquista de eleitores das áreas de menor renda. O abono de emergência foi prorrogado por mais dois meses, esse prazo, portanto, terminará no final de setembro.

REAÇÃO NATURAL – Acontece o seguinte. Se interromper a concessão do benefício, Bolsonaro perderá grande parte do apoio conquistado. É natural essa reação por parte das populações verdadeiramente carentes.

Por esse motivo o presidente da República, de acordo com reportagem de Gustavo Uribe, Daniele Brant e Alexia Salomão, Folha de São Paulo de hoje, afirmou que o Ministro Paulo Guedes deve tornar menos rígido o controle dos gastos públicos.

Novamente se coloca assim o debate em torno da meta fiscal. A preocupação com a meta fiscal volta-se no sentido de não ultrapassar o teto do orçamento deste ano e tampouco o teto do orçamento de 2021.

RECEITA E DESPESA –  A lei de meios (orçamento) deste ano tem o total de 3,6 trilhões de reais, não sei por que aliás, Paulo Guedes, nas comparações que faz entre receita e despesa, focaliza as despesas sobre a arrecadação dos impostos. Com isso, amplia o percentual dos gastos públicos, na medida em que diminui o verdadeiro total orçamentário.

Guedes aconselhou Bolsonaro para que deixe para o ano que vem a retomada do abono de emergência. Porém, isso não vai funcionar favoravelmente à campanha da reeleição, porque a lei em vigor determina que a mobilidade da lei de meios comporta apenas um crescimento à base da inflação do exercício anterior. Assim se a inflação deste ano for, digamos, de 3%, esses 3% serão aplicados para corrigir o teto do novo orçamento.

MAIS CONSUMO – O abono de emergência, reportagem de Cassia Almeida, O Globo de domingo, focaliza bem a influência do abono de emergência no consumo de alimentos e na redução da desigualdade social. O programa politicamente está sendo um sucesso. Porém, o sucesso exige continuidade e não interrupção.

Este aspecto, inclusive, ressaltado por William Castanha e Tiago Resende, Folha de São Paulo de ontem, acentua o impacto da medida que impediu que 23,5 milhões de brasileiros caíssem no menor índice de pobreza. Como se vê, a popularidade de um governo depende do que de concreto ofereça à população e assim ao eleitorado.

SUPREMO E CONGRESSO – Enquanto isso, a Folha de hoje, matéria de Igor Gielow, revela que tanto o Congresso quanto o Supremo não se encontram bem cotados em matéria de aprovação popular. Tanto assim que o desempenho do Congresso é aprovado por 27% e desaprovado por 17%.

É muito grande o índice dos que não possuem opinião a respeito. Quanto ao Supremo, a aprovação é de 29 pontos e a desaprovação por parte de 27%.

12 thoughts on “Bolsonaro – quem diria? – depende do auxílio emergencial para sustentar sua candidatura

  1. Então foi para isso que derrubaram Dilma e prenderam Lula sem provas?

    O Orçamento da Defesa em 2021 deve saltar 48,8%,de R$ 73 bilhões para R$ 108,56 bilhões. Enquanto isso, os gastos do Ministério da Educação (MEC) passarão de R$ 103,1 bilhões para R$ 102,9 bilhões.

    https://bit.ly/321kaj9

  2. A frase ‘vida indigna de ser vivida’ (em alemão: Lebensunwertes Leben) era uma designação nazista para os segmentos da população que, de acordo com o regime nazista, não tinham direito de viver. Estes indivíduos eram escolhidos para serem eutanasiados pelo Estado, geralmente por meio da compulsão ou por engano de seus cuidadores. O termo incluía pessoas com problemas médicos graves e aquelas consideradas grosseiramente inferiores de acordo com a política racial da Alemanha Nazista. Este conceito formou um componente importante da ideologia nazista e acabou ajudando a formar o Holocausto. É semelhante, mas mais restritiva do que o conceito ‘Untermensch’ (subumanos), pois nem todos os ‘subumanos’ eram considerados indignos de vida (os eslavos, por exemplo, eram considerados úteis para o trabalho escravo)”

  3. “Com um sistema político podre, com o seu prazo de validade pra lá de vencido, mais furado do que queijo suíço, pra lá de vulnerável, aberto a toda sorte de golpes e golpistas, à mercê de toda sorte de picaretas, ladrões de galinha, ladravazes e afin$, do baixo, médio e alto clero, dependentes de votos de um povo que, em grande parte, por uns trocados no bolso se apaixona até pelo Capeta, à moda povo de quinto mundo, com escribas e papagaios midiáticos de aluguel dizendo que isso é democracia, o Brasil jamais conseguirá ser um país de primeiro mundo, pelo contrário, está irremediavelmente fadado ao insucesso, desgraçado, desbundado e sem futuro, no mato e sem cachorro, no ar, sem escada e com a broxa na mão. “

    • Há comunidades de todos os credos, cujos moradores, em grande parte, vive na dependência de traficantes: cesta básica, enxoval e alimentos para recém-nascidos, escolinhas etc. Ninguém quer nem saber como é ganho o dinheiro para comprar aqueles suprimentos.

  4. Estão fazendo a mesma Jogada que eles reclamavam do Lula/Dilma/PT.

    Brasil não tem partido de direita, de esquerda, de nada, tem um bando de salafrários que se reúnem pra roubar juntos.
    Diego Mainardi

  5. O mais interessante é que Bolsonaro não queria dar o auxílio emergencial, quando foi convencido a dá-lo disse que só poderia ser de 200 reais, foi o Congresso que fez a elevação para 600; depois não queria prorrogar, quando foi convencido falou novamente que só poderia ser começando em 200 reais e decrescendo nos outros dois meses, o Congresso novamente fez a elevação para 600, e agora a aprovação do Congresso cai enquanto a do Bolsonaro sobe por causa desse mesmo auxílio, o povo está achando que foi iniciativa dele…
    Fez a maior lambança no combate à pandemia, mas conseguiu por a culpa no STF e nos governadores e prefeitos, vítimas da incompetência com que ele pressionou e desmontou o Ministério da Saúde e jogou para os estados e municípios a responsabilidade que era dele pela compra de equipamentos e medicamentos. Uma demonstração claríssima do poder das fake news dirigidas.

    • Esta é a nossa realidade. Bolsonaro é um tremendo demagogo que montou, com recursos públicos, uma fábrica de fake news e manipulação de notícias.

      Abs.

      CN

  6. “A Controladoria-Geral da União (CGU) atualizou os dados cruzados na base do Governo Federal e identificou crescimento no número de servidores públicos que receberam indevidamente o Auxílio Emergencial de R$ 600. Entre a primeira divulgação em julho e novos dados informados na última semana, a quantidade de pessoas que nessa condição que receberam o benefício no Amapá saltou de 1.130 para 2.488, aumento de 120%.

    O pagamento indevido gerou aos cofres públicos prejuízo de R$ 2,65 milhões. A nova atualização incluiu também servidores estaduais e municipais cadastrados no Bolsa Família e também no CadÚnico.”

    Matéria G1

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