Bolsonaro quer usar Exército contra o caos ou contra a CPI, o STF e a candidatura Lula?

Charge do Miguel Paiva (Diário do Centro do Mundo)

Eliane Cantanhêde
Estadão

O ex-presidente Lula coleciona vitórias no Supremo e o presidente Jair Bolsonaro reage com medo a Lula e à CPI da Covid, ameaçando os governadores – e o País – com o Exército nas ruas. Está apoiado no GSI, no novo ministro da Defesa, general Braga Neto, no novo comandante do Exército, general Paulo Sérgio, e em todos os seus ministros? Isso não é brincadeira.

O Supremo já tem maioria pela suspeição do ex-juiz Sérgio Moro no caso do triplex do Guarujá, que levou Lula à prisão por 580 dias. O grande vitorioso é Lula, já em campanha para 2022. Os maiores derrotados são Moro e a Lava Jato. E perde também o relator Edson Fachin, que tentou favorecer Lula e a Lava Jato ao mesmo tempo. Não rolou.

“NOSSO EXÉRCITO” – Bolsonaro está em pé de guerra. Já não se refere ao “meu Exército”, mas ao “nosso Exército”, e embrulha seus propósitos com legalidade ao dizer que vai usar os militares para “fazer valer o artigo 5.º da Constituição”, sobre o direito de ir e vir, a liberdade de trabalho e culto. Mero pretexto, porque ele nunca esteve preocupado com direitos e não vê a hora, isso sim, de dar um golpe branco, dentro da lei.

Por que ele inviabilizou o Censo pelo segundo ano seguido? Pelo medo da terrível realidade que o IBGE divulgaria às vésperas da eleição. É justamente por causa dessa realidade, de desemprego, fome, drama social, que o presidente acena com Exército nas ruas.

O que evitaria esse caos? Liberar geral? Deixar o vírus tomar conta do País de vez? Não. É o oposto. Uma política nacional para restringir com rigor a circulação de pessoas e garantir rápida e maciçamente as vacinas é o que seguraria o vírus, aliviaria o sistema de saúde, garantiria a volta à normalidade e a reação da economia mais rapidamente.

ATO DE CAMPANHA – Depois de exibir os generais Braga Neto e Eduardo Pazzuelo num ato de campanha em Goianópolis (GO), sem máscara e distanciamento social, Bolsonaro arranjou um cargo para Pazzuelo, pôs o general debaixo do braço e foi com ele a Manaus, síntese dos erros na pandemia. E há a primeira manifestação do novo comandante do Exército.

O general Paulo Sérgio tirou 10 ao praticar no Exército tudo o que Bolsonaro não praticou no País contra a pandemia. Não foi nomeado por isso, obviamente, mas entrou em sintonia com o presidente ao dizer que o Exército é 1) “vigoroso vetor de estabilidade e de garantia da ordem e da paz social” e 2) “esteve e estará sempre junto ao povo brasileiro”. Isso reforça a dúvida desta coluna em 18/4: que povo? A Nação brasileira ou o “povo” do Bolsonaro?

PARA SALVA VIDAS – Excepcionalidade exige medidas excepcionais. Estados e municípios decretam restrições à circulação, a cultos e compras, não por serem sádicos, contra a Constituição e queiram destruir a economia, mas pelo oposto: porque têm de salvar vidas e recuperar o quanto antes a economia.

Com a incerteza das vacinas, a arma é isolamento. Mas o presidente ataca pelos dois lados: é o grande culpado pela falta de vacinas e guerreia também contra os paliativos.

Bolsonaro é um prato cheio para a CPI e a entrevista do ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten à Veja, apesar da dubiedade, põe mais pimenta ao acusar o Ministério da Saúde de Pazzuelo pelo fracasso na compra da Pfizer em 2020 e relatar que a questão foi tratada – e as chances desperdiçadas – dentro do gabinete presidencial.

MANIPULAÇÃO – Bolsonaro fez tudo errado desde o primeiro momento, deu no que deu. Agora, quer manipular o Exército, atacar os governadores e prefeitos e convencer o “povo” de que a culpa do caos é do combate à pandemia, não da sua total incompetência no combate à pandemia.

Seu real objetivo é usar as Forças Armadas, não contra o caos que ele criou e alimenta, mas contra a CPI, o STF e a candidatura Lula.

20 thoughts on “Bolsonaro quer usar Exército contra o caos ou contra a CPI, o STF e a candidatura Lula?

    • comparsas do miliciano citam nas conversas “Jair” e “cara da casa de vidro

      também quero pela imprensa saber o desfecho dessa história mas pela retórica do Lula do PT, ex-da Silva, o Jair já era miliciano.

      Lembrando que a fonte que está sendo usada não é arial, vem do depto de estado americano, do Pierre Omydiar, é o The Intercept, onde o Glenn Greenwald não está trabalhando, pois se desligou, face da diretiva do órgão de imprensa de não divulgar material comprometedor sobre o filho do presidente Joe Biden durante a campanha e as ligações deste com a deposição do chefe do MP da Ucrânia, caso Burisma.

  1. O “nosso” chefe de milícia Bolsonaro, tb chamado de “Mito”, não passa de um Brancaleone mal interpretado.
    E eu que achava que pior do que o tristemente famoso Idi Amim Dada não poderia existir!

  2. Precismos usar todos os meios para evitar que o Lula volte á Presidência da República , e nesse sentido temos as redes sociais para alertar o povo sobre quem é o Lula.

    *Ladrão
    *Corrupto
    *Ex-presidiário
    *Libertado por um STF sem escrúpulo e fedorento .

  3. Um dos métodos mais antigos, usado pelos Poderes, para cooptar categorias e pessoas, chama-se “aliciamento por supervalorização”. Quando uma classe ou pessoas recebem um deferimento especial, o passo seguinte: é o despertar de um sentimento latente, em todos nós: o ENVAIDECIMENTO. Quem assim passar a ser apreçado, também começa a recusar os tratamentos dispensados aos simples mortais. No estágio seguinte, vem a cobrança das contrapartidas, de tudo que o faça distinto na “imprescindibilidade” que lhe foi atribuída. Tal cobrança será exigida, inclusive, do próprio valorizador.
    O EFEITO REBOTE: Criadores que se ocupam tanto para tornar seus cães ferozes, contra estranhos; amanhã, o treinador poderá vir a ser vítima deles. Foi o que aconteceu, recentemente, com um apresentador de TV daqui perto. Morava só, por isso achou que um casal de de Pitbull seria a melhor companhia. Até que uma dada noite, ao chegar em casa, foi atacado pelo par de feras; se não fosse a intervenção dos vizinhos, jaz!

  4. As FFAA estão entre a cruz e a espada ou, se quiserem, na corda bamba.

    Claramente omissas em duas ou três vezes que o Estado merecia intervenção, e nada fizeram, em se tratando de Bolsonaro, ex-camarada e ex-oficial, a posição dos generais é manter a Constituição e a democracia.

    Em outras palavras:
    As FFAA não apoiarão qualquer iniciativa de golpe ou esquemas que adulterem o regime democrático que estamos vivenciando desde 89, quando Collor foi eleito pelo povo.

    Mas, há um detalhe crucial nesta posição dos militares, que devem estar em ebulição os pensamentos dos comandantes das três Armas:
    Caso Lula for eleito, Exército, Marinha e Aeronáutica, irão aceitá-lo de volta ao Planalto?

    Villas-Boas havia dado o seu recado ao Supremo, ano passado, com relação às especulações, naquele momento, de Lula ser solto porque suas sentenças não haviam sido ratificadas ou retificadas pela Última Instância, o Supremo.

    Mesmo assim, e por margem apertada, a prisão somente depois de ter sido julgada seus recursos finais é que poderia ser efetivada.
    Lula foi solto.

    De certa forma, o STF enfrentou o Exército.
    Mostrou que não se amedrontaria com as possíveis e veladas ameaças, e decidiu pela liberdade do ladrão e genocida.

    Uma vez que os militares deixaram que o Supremo fosse mais incisivo nos carinhos, e desnudasse alguns generais, que estavam no cinema com o STF, para intimidades maiores e mais pecaminosas, tempos depois a Alta Corte querendo, agora, ir para os “finalmente”, decide que o foro de Curitiba era incompetente para julgar Lula.

    A decisão anularia o julgamento de Moro e suas sentenças, a ratificação pelo Tribunal Federal de Porto Alegre, e a concordância do STJ, pois os processos recomeçariam do zero!

    Uma vez que os militares estavam pelados em cima da cama prontos para um sexo violento e demorado, com alguns ministros do STF não contendo mais suas lascívias e desejos carnais obsessivos, o Supremo inventa mais um artifício para Lula ser o opositor de Bolsonaro nas próximas eleições:
    Moro foi julgado suspeito!

    O êxtase, o gozo, o prazer de alguns julgadores na Alta Corte, colocaram a célebre película japonesa, O Império dos Sentidos, como um filme para coroinhas!

    Pornografia explícita, surubas, orgias, que fariam Calígula sentir-se envergonhado, caso assistisse até onde vai a libido do ser humano e de homens togados, aparentemente circunspectos, sérios, adeptos de sexo somente com as esposas e sem maiores evoluções que o tradicional papai-e-mamãe.

    Por baixo de suas capas pretas – imagino que alguns andam pelados -, a volúpia excede o desejo natural, dando espaço ao instinto sexual, o predador, o macho ou a …

    Pois bem:
    Se as FFAA gostaram desse encontro íntimo, tudo bem, Lula poderá ser eleito e as tropas o aceitarão como seu comandante de novo;
    Agora, se houve algum general almirante ou brigadeiro, insatisfeito com o desempenho ridículo de alguns ministros neste particular, Lula mesmo eleito não ocupará o Planalto.

    Vou mais adiante, repetindo o que eu já escrevera semanas antes:
    Bolsonaro decretará a transferências das eleições com o apoio do congresso, alegando a gravidade da pandemia, e terá implicitamente o apoio das FFAA, pois a questão ficará restrita entre o Executivo e Legislativo, livrando os militares de serem acusados de golpistas!

    O STF sofrerá um contra-ataque no seu incontrolável anseio por sexo grupal, pois de nada adiantarão seus esforços e entregas de suas intimidades, diante dessa legítima manobra tática e estratégica de quem entende do riscado.

    Em resumo:
    Os ministros apenas deixaram suas imensas, gordas e flácidas nádegas à mostra para todo o Brasil.
    Lula continuará em campanha inócua, improdutiva, criticando, acusando, querendo mudar a sua natureza desonesta, que todos sabemos ser impossível.

  5. Vamos apenas imaginar o Bolsonaro mandando o exercito atuar contra os toques de recolher determinados por governadores e prefeitos, por questões sanitárias altamente justificadas. Primeira providencia seria destituir todos os chefes de segurança publica de estados, principalmente dos estados rebeldes que não obedecessem às ordens do Mandrião. Na prática seria como acabar com as autoridades dos governadores, eleitos tão democraticamente quanto ele. Situação parecida ocorreu com o Pezão, numa circunstancia totalmente diferente da atual. E a intervenção federal acabou sendo um fracasso com todo o empenho das forças armadas, até mesmo porque o principal problema não é só segurança pública, é muito mais profundo do que isso, é uma gravissima questão social que não se resolve só com força policial. S egundo para tomar uma atitude dessas teria que passar por cima do Congresso e fatalmente do STF também. O BOZO está com essa bola toda? Duvido!
    E terceiro mas igualmente importante. As forças armadas, principalmente o exercito, estariam dispostos a essa virada de mesa? Mais uma vez , duvido! Ainda acredito nas forças armadas, acho que para cada sabujo como Pazzuello há pelo menos uns 10 qualificados como Santos Cruz que não dariam apoio a aventuras de um ser psicopata como o Bozo.

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