Bradesco mobiliza investidores e empresários na defesa do verde da Amazônia

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Charge do Bier (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

O Bradesco, um dos maiores bancos do país, criou uma relação de empresas comprometidas com a defesa do verde da Amazônia, uma forma que o estabelecimento financeiro está implantando para barrar o desmatamento e também, isso na minha opinião, livra-se de um desastre chamado Ricardo Salles.

Reportagem de Mônica Scaramuzzo destaca o tema e inclui entrevista com Renato Finisman, diretor-executivo do Bradesco responsável pela gestão referente à criação do Fundo em defesa da Amazônia.

AÇÕES CONCRETAS – Trata-se do seguinte: reunir aplicadores nos papeis oferecidos pelo banco ao mercado e com isso constituir um grupo para ações concretas na defesa do patrimônio verde do Brasil que se estende aos países que têm consciência do que representa o meio ambiente e especialmente o que representa para a sobrevivência universal.

Entre as empresas que se posicionaram para investir contra o descalabro do desmatamento, destacam-se o Banco Itaú, Natura, e a Renner. A ideia é fazer entender a importância das políticas ambientais no projeto, que também reúne Cândido Tracher, presidente do Itaú-Unibanco.

O movimento, penso eu,foi motivado em grande parte para superar a inércia do ministro Ricardo Salles. Um verde é milhões de vezes mais importante do que as labaredas vermelhas das queimadas. É preciso aplicar a lei aos incendiários.

BOLSONARO DELIRA – A repórter Júlia Lindner, O Estado de São Paulo de ontem, destaca pronunciamento do presidente Bolsonaro, levantado na reunião internacional pela internet, dizendo que a Amazônia está intacta e que falar sobre o desmatamento é uma mentira. A afirmação, porém, é contestada pelos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

E o ministro do Meio Ambiente resolveu mudar a estrutura da Pasta. Mas mudar estrutura não significa alterar uma política e muito menos responsabilizar os autores do desmatamento.

CONFUSÃO NO GOVERNO – Na questão que está no palco da política econômica, basicamente, a origem das divisões ideológicas da equipe do Ministério da Economia é causada pelo próprio ministro Paulo Guedes. Ele criou metas fantasiosas que dependem da aprovação de leis. A construção alicerçada por fantasias, claro, não poderia se sustentar.

Finalmente não poderíamos deixar de comentar o caso da juíza Inês Marchalek Zarpelon. Ao condenar Natan Vieira da Paz, ela justificou sua decisão porque o réu é da raça negra. A juíza praticou um crime muito grave, pior do que o próprio condenado.

Tem de ser afastada da função e aposentada antecipadamente, porque a Justiça não pode ser um espaço da injustiça.

4 thoughts on “Bradesco mobiliza investidores e empresários na defesa do verde da Amazônia

  1. Com relação ao texto que versa sobre a degenerada da juíza que expos seu “lado b racista’ em uma sentença , confirma o que sempre defendi com relação aos meus irmãos de pele negra …Que embora busquemos ser cidadãos de bem ..se um dia precisarmos de JUSTIÇA …com certeza NÃO teremos … E se algum de nós descambar para o lado de crimes … Ai então é que a tal JUSTIÇA isenta como deve ser JAMAIS lhe será oferecida…pois em ambos casos , o que sempre vai PREVALECER na mente de quem julga ou acusa é a ” velha ” questão da cor da PELE.

    Quanto a “magistrada” racista , daqui alguns dias ela “pede ” mil desculpas pelo “erro” e então o tal ” CNJ” desprezando a ISENÇÃO DA JUSTIÇA , “aceita as tais desculpas ” e o caso vai para o “arquivo das injustiças sociais deste meu Brasil ( Que foi ERGUIDO em 95% pela força e trabalho do POVO NEGRO .).

    PS. Com negros , negando que houve escravidão e que não há racismo em meu Brasil , as cousas só podiam chegar a onde está chegando e que não era JAMAIS para chegar a saber na JUSTIÇA . ( ai já é outra conversa).

    YAH SEJA LOUVADO SEMPRE …

  2. Vai aqui apresentação de ideias que podem muito bem ser aproveitadas por fundos de longo prazo que visam ajudar na preservação florestal bem como na recuperação de áreas degradadas:

    1) Fundos de aposentadoria ou aplicadores de longo prazo poderiam muito bem investir em reflorestamento de áreas aonde o retorno se dá em prazos superiores a 15 anos. Exemplo plantações de arvores de madeira de ótima qualidade como mogno africano, teka(muito usada em embarcações) e mesmo arvores nativas como jatobás, ipês, pau brasil e outras. Em conjunto governos e instituições financeiras seriam muito importantes para o incentivo dessas atividades.
    – Apicultura e outras atividades extrativistas: Há que se criar cinturões aonde a apicultura seja incentivada e protegida do uso de agro tóxicos. Isso não significa necessariamente acabar com plantações de soja, milho, algodão e outras culturas que utilizam agro tóxicos que são nocivos para as abelhas e outros insetos como bicho da seda por exemplo, mas sim criar cinturões de proteção em areas que naturalmente se tornariam reservas, isto é além de reservas de proteção, seriam reservas rentáveis, talvez mais do que o próprio agro negócio em si.
    Vamos torcer para que o governo federal abra os olhos e se utilizem de idéias como as lançadas acima. Além de tudo isso seriam muito interessante como um marketing saudável que ajudaria o país a mudar a imagem internacional de vilão ambiental. Além disso seria incentivada a formação de milhares, talvez milhões de pessoas qualificadas para o manejo de apicultura, piscicultura,cacaueiros e outras atividades extrativistas. Seriam boas práticas ambientais, sociais gerando renda e preservação.

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