Brasil ajuda a sustentar Cuba, através da semi-escravização de seus médicos 

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Charge do Alpino, reproduzida do Yahoo

Carlos Newton

Para atender a um pedido direto do presidente venezuelano Hugo Chávez, Lula da Silva mandou que o BNDES financiasse a construção do moderno porto de Mariel, a 40 km de Havana, em obra a ser construída pela Odebrecht, sem licitação nacional ou internacional. Não havia nenhum motivo relevante nem garantia de espécie alguma para um empréstimo inicial de US$ 682 milhões, com juros anuais de 4,44%, abaixo da inflação brasileira, e prazo de pagamento de 25 anos, jamais concedido a nenhuma operação da Área Internacional e de Comércio Exterior do BNDES.

SEM GARANTIAS – O governo cubano não tinha como arranjar avalista, e o próprio Ministério da Fazenda, à época comandado por Guido Mantega, resolveu oferecer a garantia, uma decisão absolutamente inexplicável e inaceitável, até porque os portos brasileiros precisavam (e ainda precisam) de urgente modernização para escoar a crescente produção agrícola, mas o governo do PT não deu a mínima.

O financiamento contemplou 80% do projeto, mas Cuba não teve recursos para concluir a obra e a presidente Dilma Rousseff então mandou o BNDES financiar o restante, através de aditivo contratual, com juros anuais de 6,91%, ainda abaixo da inflação, e o total do empréstimo subiu para US$ 840 milhões.

COMO PAGAR? – O governo cubano não tinha a menor condição de pagar ao BNDES, a solução foi adotar o modelo venezuelano criado por Chávez, que exportava derivados de petróleo para Cuba em troca do envio de  médicos para trabalhar na Venezuela.  Foi assim que surgiu também no Brasil o programa Mais Médicos, um dos mais rentáveis produtos de exportação de Cuba.

Cada um dos cerca de 12 mil médicos cubanos ganha R$ 11.520 mensais e tem direito de ficar com o equivalente a US$ 1 mil (R$ 3.180). Sobram R$ 8.340, ou seja, US$ 2,6 mil, que são enviados a Cuba, tirando uma taxa mínima de administração da Organização Pan-Americana de Saúde, uma instituição centenário que Hugo Chávez ressuscitou para justificar a importação de médicos.

Como são 12 mil médicos e cada um propicia o envio de US$ 31,2 mil por ano, o total que o Brasil remete a Cuba chega a US$ 374 milhões de dólares, o equivalente a R$ 1,2 bilhão, nada mal.

EM TRÊS ANOS – Como Cuba deve US$ 840 milhões ao BNDES, poderia pagar a conta em apenas três anos de Mais Médicos, sem necessidade de explorar indefinidamente esses dedicados e obedientes cidadãos. Mas acontece que o generoso banco de fomento brasileiro deu 25 anos de prazo, com juros inferiores à inflação, coisa de companheiro, amigo de fé, irmão, camarada, e o governo de Havana não pode perder essa boca, como se dizia antigamente.

Enquanto isso, os portos nacionais são um entrave às exportações, aumentando expressivamente o chamado Custo Brasil, e há milhares de médicos brasileiros com subempregos e que nem precisariam receber em dólares.

O pior é que o governo Michel Temer, ao invés de repensar o programa, decidiu ampliá-lo. Acaba de mudar as regras, para aumentar o número de médicos cubanos na rede pública de saúde. A diferença é que, nesse caso, as Prefeituras é que passam a pagar os salários dos novos cubanos importados. Os outros 12 mil continuam a ser custeados pelo Ministério da Saúde.

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PS –
Recentemente o BNDES criou uma comissão interna para apurar denúncias no âmbito da Lava-Jato, mas nenhuma delas está relacionada ao Porto de Mariel.  Acredite se quiser, diria Jack Palance, antes de pedir um Cuba-libre ao garçom. (C.N.)

2 thoughts on “Brasil ajuda a sustentar Cuba, através da semi-escravização de seus médicos 

  1. Quando surgiu a notícia que a solução para a saúde brasileira estaria na contratação de mais médicos, pois as alegações eram de que os nossos se negavam a trabalhar nos locais mais distantes dos grandes centros, razão pela qual a quantidade de pacientes sem o devido atendimento, o PT decidiu trazer de Cuba milhares desses profissionais, mediante acordos internacionais.

    O Brasil entrou em êxtase!

    Finalmente o pobre seria atendido, haveria remédios, material de saúde à vontade, uma decisão histórica dos petistas para com os necessitados!

    Deixou-se de lado que os políticos nacionais não convivem com a verdade, com a transparência, pois inevitavelmente haveria algo de podre nessas contratações, envolvendo tanto o povo brasileiro quanto aos profissionais, que viriam de Cuba.

    Com o tempo, soubemos que o salário não pertencia ao médico de fora, apenas um percentual, pois a maior parte era enviado para Fidel Castro. O Brasil não só concordava com a exploração do médico cubano, a irregularidade quanto à forma do pagamento de seus proventos, como enganava o povo sobre a saúde, que finalmente estava resolvendo o problema cuja causa era o médico … brasileiro, uma traição vil e covarde!

    Depois as desistências de muitos deles, tanto em solicitar asilo político para o Brasil quanto a voltar para suas casas.

    Durante as consultas, as constatações que eram muito fracos, que desconheciam muitas das doenças típicas desta terra, além da dificuldade do idioma e desconhecimentos dos fármacos à disposição.

    Mais adiante, haja vista que os médicos cubanos que vieram eram clínicos, a dificuldade antiga de se conseguir uma consulta com especialista, uma cirurgia, exames mais sofisticados.

    Não houve a construção de mais postos de saúde, hospitais, e reposição de materiais de emergência, de modo que esses médicos mesmo com suas limitações pudessem atender o básico, as dificuldades continuavam e se agravavam pela crise econômica.

    Atualmente, mesmo com a presença de médicos cubanos, a saúde pública se deteriorou, agravou-se, mas já prevíamos essa situação desde o início da vinda dessas pessoas, haja vista o problema nacional nesta área ser de estrutura e mau gerenciamento, justamente onde os médicos não atuam, não administram, não são utilizados.

    Agora, alguns anos depois desta iniciativa da quadrilha petista, temos os ingredientes completos de como foram essas tratativas com Cuba, medidas levadas a efeito como indenização pelos investimentos de Fidel aos movimentos ditos “revolucionários” na década de sessenta e setenta, quando Dilma e asseclas lutaram para implementar no país a ditadura do proletariado e nos moldes da revolução cubana.

    Fidel investiu dinheiro nesses movimentos, que redundaram em fracasso, portanto, sem retorno desse empreendimento.

    Decretou o destino que Dilma e cúmplices assumissem o governo federal depois de muitos anos, e deveriam devolver os valores que Fidel emprestara à guerrilha, à baderna, aos sequestros, aos assaltos, e nada melhor que traduzidos em construções e contratação de médicos cubanos, onde na sua ilha ganhavam VINTE DÓLARES MENSAIS!

    O ditador cubano foi devidamente ressarcido, tanto pelo desvio de dinheiro que certamente a Odebrecht repassou ao comandante quanto ao salário dos médicos, na sua maior parte entregue ao Estado.

    O Brasil novamente foi traído pelos que lutaram pela “democracia” no passado, desta vez porém não só repetindo a preferência e atenção para outro país que não o nosso e o que seria deles também, mas nos causando grandes prejuízos materiais!

    Curiosamente, Chávez ao adoecer foi para Cuba se tratar, e morreu.
    Lula e Dilma, que também tiveram seus males e graves, sequer passaram perto de Havana, e sobreviveram!

    Pois é esta gentalha que o povão inculto e incauto quer ver de novo no Planalto, e agora?!

  2. Este programa não tem nada a ver com a saúde dos brasileiros. Para mim, isto é uma forma de mandar dinheiro para um dos regimes mais podres que existe no mudo e talvez ter um retorno deste dinheiro por vias escusas.

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