Brasil já é o quarto país mais perigoso do mundo para os defensores do meio ambiente

Brasil é o 4º país mais perigoso do mundo para ambientalistas - Época

Mais perigoso do que Brasil, só Colômbia, México e Filipinas

Nádia Pontes
O Globo

O número de assassinatos de ativistas ligados a causas ambientais bateu um novo recorde em 2020. Em todo o mundo, 227 pessoas foram mortas por defenderem seus territórios, o direito à terra, seus meios de subsistência e o meio ambiente. O dado faz parte do relatório A última linha de defesa, da ONG Global Witness, divulgado nesta segunda-feira.

No ranking global, o Brasil aparece na quarta posição, com 20 assassinatos, atrás de Colômbia (65 mortes), México (30) e Filipinas (29).

SUBNOTIFICAÇÕES – Os números, porém, não retratam com precisão a hostilidade crescente, aponta a Global Witness. “Em alguns países, a situação dos defensores é difícil de medir – as restrições à liberdade de imprensa, ou onde o monitoramento independente de ataques não está ocorrendo, podem levar a subnotificações”, alerta o relatório.

A América Latina foi a região mais letal do mundo para ambientalistas. Das 227 mortes, 165 foram em países latino-americanos, 72,7% do total. No Brasil, a maior parte dos crimes (75%) ocorreu na Amazônia e vitimou indígenas.

Além dos assassinatos também aumentaram as ameaças de morte, violência sexual e tentativas de criminalização, relata a Global Witness. Esses tipos de ataques, porém, são ainda mais difíceis de serem capturados no relatório, afirma a ONG, chamando a atenção para a possível subnotificação.

CONFLITOS NO BRASIL – Em 2019, o Brasil apareceu no mesmo relatório como o terceiro país mais perigoso para ambientalistas, com 24 mortes. A ligeira queda nos assassinatos registrada no ano passado, no entanto, não significa que o país esteja menos violento.

“Foi um ano diferente. O nosso centro de documentação teve dificuldade de decidir como registrar os casos. Com a pandemia, houve menos deslocamentos durante alguns meses, o que pode ter influenciado os números”, comenta a irmã Jeane Bellini, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em entrevista à DW Brasil.

O órgão ligado à Igreja Católica, que há 35 anos acompanha o panorama da violência no campo brasileiro, é a principal fonte de dados para o relatório global. Em seu último levantamento, a CPT documentou 1.576 ocorrências de conflitos por terra, o maior número desde 1985.

LÍDER INDÍGENA – Entre os assassinados listados no relatório global está o de Ari Uru-Eu-Wau-Wau. Ele fazia parte de um grupo em Rondônia que registrava e denunciava invasões e roubo de madeira no território indígena. Mais de um ano depois do crime, ninguém foi responsabilizado ou preso.

“O povo parou de ir e vir por causa do perigo de contágio de covid-19, mas os latifundiários, pistoleiros, madeireiros não pararam”, comenta Jeane Bellini sobre a violência e o aumento de invasões em terras indígenas.

Segundo a análise da coordenadora da CPT, o foco dos ataques no Brasil tem sido áreas de conservação e territórios habitados por indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais. “Deduzimos que isso é por causa do discurso contínuo do Bolsonaro, que praticamente convida os invasores e diz que vai garantir a terra para eles”, analisa. Ao que tudo indica, afirma Jeane Bellini, o presidente não deverá recuar nessa retórica. “E claro, vale lembrar que não é só o presidente. Temos um Congresso que está flexibilizando todas as leis de proteção ambiental”, adiciona.

9 thoughts on “Brasil já é o quarto país mais perigoso do mundo para os defensores do meio ambiente

  1. Primeiro precisamos é de saúde mental e espiritual. Nesse sentido, devemos ser o pior país do mundo graças às crises diárias a que nos impõe os políticos. A saúde ambiental se dará depois de salários isso.

  2. Matéria escrota, dirigida. Objetiva enegrecer o Brasil ainda mais no cenário internacional.

    Hoje, nas Ilhas Faroes, dinamarqueses mataram e sangraram centenas de golfinhos. A pirralha sueca ficou caladinha …

  3. Matéria super OPORTUNA.
    Num “governo” onde o guru-mor defende abertamente torturadores, pedófilos e o estupro – a barbárie é consequência.

    (As amebas teleguiados de BROXAnaro babam de ódio quando vêm matéria como essa.)

  4. 1.400 golfinhos, Celso, foram mortos, tingindo de sangue o mar onde foram exterminados!

    Nada foi comentado ou criticado contra os autores dessa chacina.
    Por quê?
    Seria a razão ser escandinavos?

    Autoridades locais alegam ser legal a caça a golfinhos e baleias, nas ilhas Faroe, um território autônomo da Dinamarca, porém impopulares.
    E confessa que, desta vez, exageraram na matança, que deveria ser na ordem de 200/300 espécimes no máximo.

    Enfim, eis o homem:
    destruidor, matador, inimigo da natureza!

  5. Quando se perde um tempinho para para dar uma olhada em algumas notícias e artigos a respeito da camada de oxónio, degelo das calotas polares, poluição dos mares e cursos de água doce, diminuição das chuvas e da concentração de oxigénio, esterilização dos solos e aumento exponencial da poluição do ar e da natalidade mundial, não precisa ser cientista ou algum dono da verdade dos que pululam nesta TI, para entender que a Terra está doente, e que o negacionismo ou os ataques idiotas à menina sueca, não salvarão o planeta de sua agonia e morte.
    Eu posso passar mais um ano ou dois com mais calor e secura neste planalto central, mas logo a terra “me será leve” leve nada, árida, mas aqueles jovens de hoje, que já têm discernimento para gritar, Mito, Mito, poderão conhecer o início da agonia, e que dizer daqueles filhos que nosso netos terão? em que tipo de apocalipse perecerão?
    Quem desfaz da preocupação com o meio ambiente e bate palmas para seus destruidores, só pode estar totalmente desinformado, não ter prole nem consciência social ou ser um a mais na estupidez humana.

  6. Apátridas que odeiam o presidente não se importam com a imagem do Brasil no exterior
    Fazem como os terroristas que quando descobrem que o comandante da aeronave é judeu tenta explodir tudo para matar o judeu.

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