Brasil-Portugal, França-México, Argentina-Grécia, Itália-Paraguai, Inglaterra-Argélia, Alemanha-Sérvia, Holanda-Camarões, Espanha-Chile, passarão ao definitivo MATA-MATA

Foi o sorteio mais camarada, mais satisfatório e de acordo com os sonhos dos favoritos. Os 7 campeões do Mundo “acertaram” com os adversários que desejavam e principalmente com a movimentação (geograficamente mínima) pelas sedes.

França-México

Dos que já ganharam títulos, só o Uruguai, em plena decadência, será eliminado na primeira fase. Também, foi o único campeão que teve outro campeão do lado. E disputará com o México que já sediou duas vezes, e vem melhorando sistematicamente. Além do dono da casa, que não tem a menor chance, mas logo no segundo jogo pode endurecer com o Uruguai, ganhador do primeiro título em 1930, e o segundo em 1950, no Brasil, contra o anfitrião e 200 mil torcedores chorando e silenciosos.

França e México estarão nas oitavas. É a esperança de pelo menos 24 países que não esperam mais do que isso.

Brasil-Portugal

Serão os representantes do Grupo G. Portugal fez um péssimo inicio de classificação, precisava vencer todos os jogos para chegar à repescagem, ganhou. Nessa repescagem foi tão favorecido que houve até insinuações. Portugal será segundo, enfrentará o Brasil já com os dois classificados.

Muitos lembram do jogo Brasil-Portugal, em 1966, a primeira e única vez que o Brasil “parou” na chave. O Brasil era a reminiscência, que palavra, de 1958 e 1962. E Portugal tinha a sua melhor seleção em toda a história. Perdiam para a Coréia do Norte por 3 a 0, Eusébio fez 4 gols seguidos, venceram por 5 a 3.

Argentina-Grécia

A chave favorece de tal maneira a Argentina, que nem precisavam jogar. E o segundo colocado será a Grécia (que ganhou a Copa de Seleções da Europa, vencendo Portugal em casa), que com muitas surpresas, poderia (mas não pode) perder a vaga para Nigéria ou Coréia do Sul.

A Argentina sofreu nas eliminatórias, mas nessa chave não há sofrimento possível. A partir daí, a Argentina estará sempre a perigo, como aconteceu sempre. Com exceção de 1978 em casa, quando os generais da ditadura (todos punidos) ganharam no vestiário. E em 1986, quando Maradona ganhou sozinho.

Inglaterra-Argélia

É a chave mais fraca do princípio ao fim. Até a Inglaterra é discutível. Só ganhou um título, em 1966, em casa, com um gol que é discutido até hoje. Mas os outros são tão fracos que não eliminarão os ingleses. O segundo colocado deve ser a Argélia, que decide seu destino, não contra a Inglaterra e sim conta os EUA no último jogo. Mostrarão realmente quem continuará.

Alemanha-Sérvia

Excetuada as duas Grandes Guerras, a Alemanha é sempre favorita. E essa chave foi feita para ela. Não pode perder para Gana ou Sérvia. Austrália nem se fala, classificada por ter mudado de continente. Logo no primeiro jogo, Gana e Sérvia decidirão quem faz companhia à Alemanha. A africana deve ficar ali mesmo na casa da anfitriã, também africana.

Holanda-Camarões

A grande sensação das eliminatórias da Europa, não perdeu nenhum jogo, estaria classificada em qualquer chave. E nessa então nem se discute. Camarões vem com toda força e prestígio, deve vencer a Dinamarca no segundo jogo e ir em frente.

Itália-Paraguai

Outro grupo camaradíssimo. Não só a Itália também para o Paraguai. E mais uma chave sem qualquer surpresa possível. O Paraguai foi o segundo da América do Sul, nunca esteve a perigo.

E a Itália é a Itália, pode não ser campeã, mas estará no mata-mata, pelo menos inicial. O primeiro jogo, logo entre os dois favoritos, dando esperança aos outros. Mas essa esperança não sobreviverá.

Espanha-Chile

Outra chave “repetição”, sem emoção ou qualquer dúvida. A Espanha que jamais ganhou um título, nem mesmo em casa (1982), agora vem fortíssima, como demonstrou nas eliminatórias. Não perde para a Suíça, e contra Honduras só se o golpista Zelaya entrasse em campo.

No último jogo, quando se enfrentarão, Espanha e Chile já estarão tranquilos e classificados. O Brasil pode enfrentar a Espanha no primeiro jogo do mata-mata, visivelmente quer fugir desse encontro.

Pode parecer análise arriscada, mas a sedução e a obrigação jornalística são maiores do que os riscos. Dificilmente errarei nos 8 cabeças de chave. Nos 8 segundos pode haver ligeira e improvável alteração.

* * *

PS- Abandonando as Copas de 30 e 34, (não deve haver ninguém mais vivo e eram apenas 8 convidados e mais nada) ficamos com 15 Copas, das quais o Brasil ganhou A-P-E-N-A-S 5. Deveria ter ganho mais 6: 1950, 1974, 1978 (a ditadura daqui perdeu para a ditadura de lá), 1982 (injustiça de Deus), 1986 (com o mais empolgante jogo de todas as Copas, Brasil-França), 1998 (a Copa das convulsões).

PS2- Faltou a coragem e a consciência do risco da análise jornalística. Não tenho a menor dúvida de que o que analisei, acontecerá. Só não sei quem continuará a partir das oitavas ou quem será campeão. Esta Copa tem candidatos tão frágeis quanto a de 1994, decidida nos pênaltis.

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