Brasil protela crises por falta de ousadia das lideranças

Este é o verdadeiro retrato da política brasileira contemporânea

Leonardo Boff
O Tempo

Raramente na história houve tanta acumulação de situações de crise como no atual momento. Algumas são conjunturais e superáveis. Outras são estruturais e exigem mudanças profundas, como, por exemplo, a reforma política e a reforma tributária no Brasil. Mas há uma crise que se apresenta sistêmica e recobre toda a Terra e a humanidade. Ela é ecológica e social.

A percepção geral é que, assim, como a Terra viva se encontra, não pode continuar, pois pode nos levar a um quadro de tragédia com a dizimação de milhões de vidas humanas e de porções significativas da biodiversidade.

A crise sistêmica é grave porque carrega dentro de seu bojo a possibilidade da destruição da vida no planeta e, eventualmente, o desaparecimento da espécie humana. Não podemos subestimar sua gravidade. A atual crise brasileira é um pálido reflexo da crise maior planetária.

SAIR MELHOR

É nesse contexto que cabe um aprofundamento da natureza da crise para sairmos melhores dela. Desde o advento do existencialismo, a vida é entendida como processo permanente de crises e de superação de crises. Ortega y Gasset, no ensaio “Esquemas das Crises” (1942), mostrou que a história, por causa de suas rupturas e retomadas, possui a estrutura da crise, que obedece à seguinte lógica:

1) a ordem dominante deixa de realizar um sentido evidente; 2) reinam dúvida, ceticismo e uma crítica generalizada; 3) urge uma decisão que cria novas certezas e outro sentido; 4) tomada uma decisão, mesmo sob risco, abre-se, então, novo caminho e outro espaço para a liberdade. Supera-se a crise. Nova ordem pode começar.

A crise representa purificação e oportunidade de crescimento. Não precisamos recorrer ao ideograma chinês de “crise” para saber dessa significação. Basta nos remetermos ao sânscrito, matriz de nossas línguas ocidentais. Em sânscrito, “crise” vem de “kir” ou “kri”, que significa purificar e limpar. Então, a crise representa um processo crítico, de depuração do cerne: só o verdadeiro e substancial fica, o acidental e agregado desaparece.

SUPERAÇÃO DA CRISE

Ao redor e a partir desse cerne se constrói outra ordem que representa a superação da crise. Ela se traduzirá num curso diferente das coisas. Depois, seguindo a lógica da crise, essa ordem também entrará em crise. E permitirá, após processo crítico de acrisolamento e purificação, a emergência de nova ordem. E assim sucessivamente.

A crise possui também uma dimensão pessoal. A maior de todas é a crise da morte. Possui também uma dimensão cósmica, que é o fim do universo, que para nós não acaba na morte, mas numa incomensurável explosão e implosão para dentro de Deus.

Entretanto, todo processo de purificação não se faz sem cortes e rupturas. Daí a necessidade da decisão, que opera uma cisão com o anterior e inaugura o novo.

O Brasil vive, há séculos, protelando suas crises por faltar às lideranças ousadia histórica de tomar decisões que rompam com o passado perverso. Sempre se fazem conciliações negociadas a pretexto da governabilidade. Dessa forma, sutilmente se preservam os privilégios das elites, e as maiorias são condenadas a continuar na marginalidade social.

A crise do capitalismo é notória. Mas nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma nova ordem econômica. Sempre se recorre a ajustes que preservam a lógica exploradora de base, como ocorreu recentemente na Grécia. Com a decisão, o caos e a crise desaparecem, e nasce nova esperança.

15 thoughts on “Brasil protela crises por falta de ousadia das lideranças

  1. Embora o regime Capitalista, em geral mal Regulado, tenha grandes imperfeições, como não garantir o Pleno EMPREGO e uma equitativa distribuição de Renda/Riqueza, ele é de longe o mais PRODUTIVO.
    Cegados pelas imperfeições do Capitalismo, Pessoas sensíveis e inteligentes como o Prof. Teólogo LEONARDO BOFF , em vez de pesquisar “cura” para os defeitos do Capitalismo, o que a Doutrina Social da Igreja recomenda, se desesperam e advogam aproveitando “uma Crise”, destruir o Capitalismo, e implantar em seu lugar o Socialismo, tal como LENIN fez na Rússia, e FIDEL CASTRO a partir de 1961, fez em Cuba.
    Como Sistema Produtivo, ambos os Modelos, principalmente Cuba, foram um fracasso, não produzindo nem para o Sustento, ( Cuba, ainda hoje necessita importar mais de 40% de Comida e Produtos Gerais). Alem de se perder a LIBERDADE, também não se teve a tão sonhada IGUALDADE, mesmo na Pobreza Digna, porque só +- 7% puderam entrar para o Partido Único ( estes são Cidadãos de Primeira Classe), e os outros +- 93%, são de Terceira Classe. TODOS querem entrar para o Partido Único, mas quem está dentro não sai, e quem está fora não entra.
    E o Dr. LEONARDO BOFF não entendendo porque o Regime não produz nem para o Sustento, olha com tristeza a formação em Cuba de Zonas de Processamento Especiais, como na China, a primeira das quais feitas com Financiamento e Construtoras Brasileiras, a do Porto de Mariel a 45 Km de Havana, com Área de 250 Km2, e onde vigorará “o mais brutal CAPITALISMO DESREGULADO EXPLORADOR”. E se pergunta o Dr. LEONARDO BOFF: como podem os CASTROS, que implantaram um tão perfeito Regime Socialista onde não era mesmo permitido trabalhar para si próprio como Autônomo, sem explorar ninguém, por ex. um Barbeiro? Não, ele tinha que ser Funcionário Público e cortar cabelos/barba de graça para a População. Como podem então agora os CASTRO permitirem, incentivarem, atraírem as MULTINACIONAIS, para super-explorar o bom Povo Cubano?
    É uma baita decepção para quem acreditou no sonho utópico.
    Palavras do Dr. LEONARDO BOFF: “A crise do Capitalismo é notória. Mas nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma nova Ordem Econômica”. O problema como vemos, é QUAL NOVA ORDEM ECONÔMICA? Abrs.

  2. Mestre Bortolotto,
    Admiro o intelectual Leonardo Boff.
    Mas, a sua intelectualidade apenas o libera para escrever em tese, sem a praticidade necessária, aplicada que deve ser para alterar um sistema cujo responsável não são os regimes e tampouco a natureza, mas o homem!
    E não vejo o ex-frei abordar que o mal está no ser humano, que impede que o verdadeiro socialismo democrata seja posto em execução ou, no mínimo, torne o capitalismo menos selvagem e impulsionando a produção, o emprego, a divisão um pouco melhor dos lucros obtidos por um grupo seleto.
    Então, Boff critica permanentemente o capitalismo e a poluição, a vida no planeta que estaria comprometida, em decorrência.
    Ele não está enganado, a meu ver, porém antecipa-se na solução, que seria primeiramente o homem tomar consciência de si mesmo e de seus erros em consequência, para depois levar adiante projetos mais amplos e de extensão humanitária e natural.
    Enquanto o objetivo for a ganância, a vaidade pessoal, as tentações do poder vencerem os governantes e os transformar em corruptos e desonestos, Boff prega no deserto, escreve para o vento, e seus registros mesmo bem feitos, escritos e elaborados, se tornam inúteis e inócuos.
    O homem necessita vincular-se ao planeta, a si próprio e ao próximo, através de uma consciência humanitária e não individual. Sem esta equação sanada na descoberta da incógnita que nos leva a errar constantemente porque não a encontramos por falta de conhecimentos matemáticos, sequer saberemos enumerar os problemas mais graves, aqueles que devem ter a preferência dos governantes, dos ricos, dos bancos, onde contraditoriamente são eles os responsáveis ao agravamento das crises mundiais e nacionais, e que mais conquistam e ganham mediante o sofrimento do homem, da humanidade, dos países fragilizados.
    Boff deveria se ater a tais detalhes, iniciando criticar veementemente aqueles em que tanto acreditou, os petistas, que hoje nos colocam em péssima situação econômica, política e social, fruto dos roubos, mentiras, corrupção e desonestidade!
    Assim, criticar o capitalismo, Boff precisa começar explicar as razões pelas quais o PT foi, e tem sido, o partido dos bancos, das elites tradicionais, da manutenção das diferenças e aumento nos espaços que antes separavam as classes sociais dos ricos, agora absolutamente inalcançáveis quanto à estabilidade econômica e financeira, condições que o brasileiro tanto sonha, e que jamais vai desfrutar.
    Mais a mais, não é o pobre aquele que devasta florestas, polui rios e mares, lança toneladas de fuligem no espaço, enfraquece a terra com defensivos agrícolas, que oprime o próximo, mas os que detém o poder, a riqueza, quem é dono de terras, capitães de indústrias e grandes empresários, banqueiros e investidores.
    Boff, neste aspecto emudece, nada comenta, nada escreve, nada explica.
    Quer o capitalismo vencido e a Terra bem cuidada.
    Quanto aos poderosos deste mundo, Boff os quer manter incólumes, imunes, impunes, então elabora questões virtuais e as culpa pelos nossos problemas, certamente para não se atritar com o sistema financeiro, que tanto deve a Lula e Dilma a obtenção de uma era sem igual na história, e também de “doações” à manutenção do poder pelo PT!
    Um forte abraço, mestre Bortolotto.

    • Caro Nélio.
      Não é herança da ditadura. O Brasil já é assim desde 1808. Uma parcela dos militares tentaram mudar, mas também não tinham um projeto alternativo (em 15/11/1889 os militares, uma parcela, também tentou mudar). Apenas interromperam a partido-cracia que vinga desde o 2º Império, impondo 2 novos; um à favor não se sabe do que e um contra isso.

      Os “liberais” do 2º Império queriam a república, desde que não se interrompesse a escravidão.
      O marxismo através de Lenin, impôs na Rússia o “poder” do proletariado. Mas acima do proletariado, criou a “vanguarda do proletariado”.

      Quer dizer, continua, mesmo nas ditas demo-cracias, as regras vindo de cima para baixo. Os momentaneamente em cima, fazem de tudo e mais um pouco para permanecer em cima.
      Fidel teve o desplante de anunciar que, como todos estavam de acordo com o novo governo, do povo para o povo, não havia mais necessidade de mudar de comandante, pois ele manteria o novo sistema, demo(povo)-crático(phoder).

  3. Caro Jornalista,

    -Foi “ISSO” que a nossa democracia excretou de melhor para mostrar ao mundo?
    -Foi para colocar “ISSO” no poder que tanta gente apanhou da polícia na época da ditadura?

    A foto dos CINCO CAPATAZES desta fazenda MOSTRA bem porque estamos ONDE ESTAMOS, no que diz respeito à CORRUPÇÃO, ao NÍVEL MORAL, ao ATRASO e à IMPUNIDADE produzida pelas leis que eles mesmos criaram!!!
    Todos os cinco filhos da Nova República, “de mãos dadas”, não passam de FARINHA DO MESMO SACO que se reversam, harmonicamente, na Casa Grande para não dá muito na vista dos serviçais. E enquanto falamos, um novo CAPATAZ já deve estar sendo preparado pelos “patrões” para substituir o atual…
    Se o Poder Judiciário não fosse comprado, paparicado e nomeado por esses senhores e fosse este um lugar sério, hoje todos esses criminosos seriam presidiários!

    A diferença entre eles é tão pequena que se trocassem, na calada da noite, a Dilma por qualquer outro lobo dessa matilha ninguém perceberia a diferença no dia seguinte.
    Essa foto deveria ser impressa no tamanho de PÔSTER para servir de resposta a quem perguntar o porquê do nosso atraso, mesmo com quinhentos anos de existência.

    Ainda bem que o destino poupou o ITAMAR FRANCO desse retrato imoral.

  4. “A crise do capitalismo é notória. Mas nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma nova ordem econômica. Sempre se recorre a ajustes que preservam a lógica exploradora de base, como ocorreu recentemente na Grécia. Com a decisão, o caos e a crise desaparecem, e nasce nova esperança.”

    Estranhei não apresentar a alternativa socialista como remédio. Cansou ou desistiu por inviável ?

  5. O capitalismo no Brasil não está em perigo. Como demonstra a grande maioria dos comentaristas da Tribuna, e como têm demonstrado as urnas nas eleições, a maioria do povo está com o capitalismo e não abre. Pode ter a crise que for, mas continuaremos pagando juros dos juros aos agiotas internacionais (dealers) à custa do sacrifício da população. Não faremos auditoria da dívida. São as regras do capitalismo. Provavelmente, falar eu auditar a dívida brasileira será interpretado por muitos dos comentaristas como uma atitude marxista-leninista, comunista, coisa de Fidel Castro. Não cabe na cabeça dessas pessoas nada que se faça para modificar o status quo. Continuaremos a eleger presidentes como estes cinco que estão aí em cima e um Congresso igual ao que está aí. O Sr. Martim Berto Fuchs, logo acima, tentando ser irônico, diz ” estranhei não apresentar a alternativa socialista como remédio. Cansou ou desistiu por inviável ?”. Falar em socialismo, para estes fanáticos, é a mesma coisa que falar em comunismo, Fidel Castro, ditadura do proletariado – o disco desta vitrola não muda ! Claro que com a maioria do povo pensando assim, o socialismo é inviável. Pior, toda medida que seja tomada fora dos dogmas capitalistas é taxada de comunista. Azar do Brasil. Mauro Santayana, páginas acima dá um exemplo disso, em seu artigo EUA, CUBA, BRICS E UMA NOVA ORDEM MUNDIAL. Diz Santayana com muita propriedade:”É isso que irrita os radicais antinacionais que pululam nas redes e portais da internet brasileira. Se, mais realistas que o rei, em sua patética subserviência aos Estados Unidos, e seu ridículo, anacrônico e baboso anticomunismo, eles estão indignados com o reatamento das relações diplomáticas entre Washington e Havana, chamando Barack Obama de comunista sujo e de “burro” em seus comentários”. É isso aí. Então fica registrado que Barack Obama é comunista, quem sabe já não é membro do Foro de São Paulo, além de sujo e burro. E estamos conversados.

    • Ednei Freitas. No dia que vocês “socialistas” conseguirem demonstrar em qualquer lugar como funciona esse tal de socialismo que nem vocês sabem definir, podemos conversar, debater. Mas sobre realidades e não sobre fantasias.

      Até agora vocês estão igual aquela carta do Brizola que ele assinou lá em Lisboa em 1979, creio que antes de voltar para o Brasil: aquilo serve para qualquer partido, pois apenas elenca os belos e utópicos fins, sem nem chegar perto de como alcançá-los. Isso chama-se demagogia.
      E até prova em contrário, vocês socialistas não passam de demagogos e enganadores, que quando algum país eleva o percentual da arrecadação para aplicar em justiça social, vocês aproveitam a carona e chamam à isto de socialismo.
      O único socialismo posto em prática até hoje foi o de Lenin, do açougueiro Stálin, Mao Tse Tung, Fidel, e outros menos votados, não obstante terem em comum um ponto: morte aos contrários.
      Se não fosse a produção pela iniciativa privada, o socialismo (coletivismo da propriedade e da produção), teria levado a população desses países à morte por inanição ou ao canibalismo.

      Portanto Ednei Freitas, quando tiveres um exemplo que possa se chamar de real e que possa ser confrontado com a produção pela iniciativa privada, estou disposto a ouvir.

      Leia Capitalismo Social. Não demora muito. E confronte-o com uma proposta socialista não utópica, irreal, que seja mais do que apenas um desejo de futuro melhor.

      Futuro melhor para todos eu também quero e mostro como alcançar, respeitadas as individualidades e sua evolução. Até prova em contrário, não somos manada para que um Fidel qualquer toque o “berrante” e todos tenham que se perfilar por horas à sua frente babando na gravata.

  6. Prezado Dr. EDNEI FREITAS,
    Com sua licença, tomo a liberdade de explicitar Conceitos:
    Na sua réplica acima, o senhor se declara contra o CAPITALISMO, especialmente o mal Regulado Brasileiro. Também somos.
    Contra o COMUNISMO ( Propriedade dos Meios de Produção Estatais; decisões de Produção do que? quanto? para quem? Coletivas; e Alocação dos Recursos e distribuição da Renda via DIRIGISMO do Plano Central), tal como implantado na Rússia por LENIN. Ditadura Científica do “Proletariado, através de sua VANGUARDA, representada pelo Partido Comunista ( ÚNICO), que só permite entrada para +- 7% do Povo. Também somos.

    A FAVOR do SOCIALISMO, que muitos dos Jornalistas chamam SOCIAL-DEMOCRACIA, Welfare State, representado +- pelos Países Bálticos. Alguns de nós, chamamos este Regime Econômico-Social de CAPITALISMO BEM REGULADO, o Sr. MARTIM BERTO FUCHS aperfeiçoando sua Teoria, o chama de CAPITALISMO SOCIAL, porque nele a Propriedade dos Meios de Produção é Mista ( Estatal e PRIVADA, nos Países Bálticos com certa predominância da INICIATIVA PRIVADA, as Decisões são INDIVIDUAIS e a Alocação dos Recursos e distribuição da Renda é feita pelo Mecanismo de MERCADOS), e onde os Funcionários Públicos NÃO TEM ESTABILIDADE NO EMPREGO, nem Regime Especial de Salários/Bônus e Aposentadorias/Pensões, há PLURI-PARTIDARISMO, e são ESTADOS DEMOCRÁTICOS DE DIREITO.
    Se entendi certo, também penso como o senhor, só que com viés um pouco mais INICIATIVA PRIVADA COM MATRIZ NO BRASIL, porque depois de um certo ponto na parte Empresas Estatais, a Produção, devido a inevitável nociva influência Política, por falta de MERITOCRACIA, prejudica muito a PRODUÇÃO. A própria Suécia está no momento, indo nessa direção.

    Nosso grande Professor de Economia Política, o grande Governador CARLOS LACERDA ( UDN- RJ ), através de suas grande Obra Política e diversos Livros, nos ensinou assim, e depois de muita análise e giro de horizonte, nós também achamos que é a mais Produtiva e Justa solução. PRODUÇÃO COM LIBERDADES INDIVIDUAIS. Abrs.

    • Isto sim, Sr. Flavio Jose Bortolotto ! Suas conclusões batem com as minhas, e afinal alguém entendeu o que eu escrevi. Temos apenas terminologias diferentes para falar basicamente a mesma coisa. O senhor entendeu certo o que eu quis dizer, a saber : “Se entendi certo, também penso como o senhor, só que com viés um pouco mais INICIATIVA PRIVADA COM MATRIZ NO BRASIL, porque depois de um certo ponto na parte Empresas Estatais, a Produção, devido a inevitável nociva influência Política, por falta de MERITOCRACIA, prejudica muito a PRODUÇÃO. A própria Suécia está no momento, indo nessa direção”. Também sou a favor da iniciativa privada, e o socialismo democrático é a favor da iniciativa privada e, claro, de preferência com matriz no Brasil. Concordo que as estatais não devem se meter a concorrer com a iniciativa privada, porque nas estatais há muita corrupção. Sou favorável à auditoria da dívida pública do Brasil, Tenho certeza que há fraude (como se encontrou no Equador e na Grécia) e que não precisamos ficar submetidos a arrocho fiscal, queda de salários, inflação alta, para fazer um “ajuste” para pagar os juros dos juros de uma dívida que não contraímos. Note que a economia de dinheiro que se quer fazer (bilhões de dólares) às custas do desemprego, fome e miséria dos brasileiros, não se reverterá para serviços aos brasileiros, e sim para pagar os dealers. Claro que isto não está certo. Muito obrigado pelo seu comentário, que me dá o conforto de não ter escrito em vão. Outros comentaristas sequer entenderam meu texto e dele fizeram ilações absurdas. Mas isto eu já esperava. Peço sua permissão para passar estes comentários para o trabalho do Dr. Santayana, para que este comentário seu e esta minha resposta não se percam, porque estas páginas logo irão para o limbo da TI.

      Abraços,

      Ednei Freitas

    • De novo a insistência com a palavra socialismo (socializar). Não há como socializar o capitalismo. Socialismo é uma coisa (coletivismo). Capitalismo é outra (individualismo).
      Onde o capitalismo tem que chegar, através da evolução dos seus procedimentos, é a uma mais justa distribuição da riqueza que ele gera, e gera melhor que ninguém.
      E gerar riqueza começa por um Estado que não seja um fim em si mesmo. A iniciativa privada não pode produzir riqueza apenas para manter (40%) um Estado hipertrofiado, paquidérmico, esbanjador, enquanto falta gasolina em ambulâncias da SAMU e remédios em hospitais públicos e até escolas em número suficiente para atender a demanda de quem não pode pagar pelo estudo.
      Chega de acobertar e fazer cara de paisagem para os milhões de cabos eleitorais, parentes, amantes e amigos pendurados em folhas de pagamento do setor público. Isto sim é REAL. E já tem 207 anos !

  7. Essa foto é, disparado, a coisa mais nojenta que já vi na Tribuna da Internet. Um atentado ao pudor, uma indecência, uma infelicidade completa. E pensar que querem porque querem adicionar um outro tucano ali…
    Ah, Brasil, está aí a sua cara…

    Saudações,

    Carlos Cazé.

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