Brasil realmente precisa de um projeto de salvação nacional, a ser executado passo a passo

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Charge do Lane (Arquivo Google)

Francisco Moreno

Fala-se que o maior problema brasileiro é a sonegação de impostos, porque o prejuízo seria muito maior do que os totais esvaídos pela corrupção. Mas é preciso destacar algumas diferenças, porque temos leis suficientes contra sonegação, o que falta é mais rigor na fiscalização, enquanto a corrupção depende de investigação administrativa e criminal nos níveis federal, estadual e municipal, além das estatais, e  geralmente só se consegue apanhar os criminosos por meio de delação premiada.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, se eliminássemos a corrupção, a renda per capita poderia crescer 15,5%, ou o sistema educacional aumentar em 47% as vagas, pulando para mais 16 milhões de matrículas. E a saúde pública poderia ter mais 89% de leitos.

NÚMERO ENORMES – Da mesma forma, quase três milhões de famílias poderiam concretizar o sonho da casa própria, enquanto mais de 23 milhões de residências poderiam receber esgoto. Ou, finalmente, no setor de infraestrutura, mais de 13 mil km de ferrovias poderiam ser construídos.

Enfim, um quadro realístico e cruel da Fiesp, mostrando como uma nação se deteriora e se submete à uma escravidão voluntária, que não só rouba nossos direitos e esperanças, como também corrompe os costumes e destrói as mais naturais virtudes do homem.

Por isso, de uns tempos para cá, passei a mentalizar possíveis soluções de iniciativa popular, viáveis e efetivas, e a arquitetar um plano que atacasse preliminarmente a causa mater da corrupção, mediante pesquisa, mensuração e divulgação maciça dos danos financeiros e pessoais causados pela “praga” em nível nacional, usando e abusando da dramatização, para despertar a opinião pública.

SALVAÇÃO NACIONAL – A reação contra a Lava Jato, com base em tecnicalidades processuais, mostra a gravidade da situação. A meu ver, deveria se estruturado um “Projeto de Salvação Nacional”, que conscientizasse a população sobre sua condição de vítima explorada, deflagrando intensa campanha que tipifique o crime de corrupção como “hediondo” e restabeleça as medidas legais alijadas das “10 medidas contra a corrupção”, criadas pelo Ministério Público Federal no “Pacote Anticrime”.

Tenho total e absoluta certeza de que, se conseguida essa missão inicial, seria mais fácil dar os passos seguintes, com a responsabilização dos candidatos pelo descumprimento das promessas de campanha; a diminuição dos gastos eleitorais; a criminalização do caixa dois; a diminuição do número de parlamentares, a mudança na seleção de ministros do STF e na via recursal nacional,

E até um novo plebiscito popular para tentar adotar um regime parlamentarista, mais justo e funcional ou, na visão do ministro Luís Roberto Barroso, um presidencialismo moderado. 

19 thoughts on “Brasil realmente precisa de um projeto de salvação nacional, a ser executado passo a passo

  1. Artigo excelente que prova o mal que os ministros “garantistas” da corrupção estão causando ao povo brasileiro.

    Essa parte do texto é mortal:

    “Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, se eliminássemos a corrupção, a renda per capita poderia crescer 15,5%, ou o sistema educacional aumentar em 47% as vagas, pulando para mais 16 milhões de matrículas. E a saúde pública poderia ter mais 89% de leitos.

    NÚMERO ENORMES – Da mesma forma, quase três milhões de famílias poderiam concretizar o sonho da casa própria, enquanto mais de 23 milhões de residências poderiam receber esgoto. Ou, finalmente, no setor de infraestrutura, mais de 13 mil km de ferrovias poderiam ser construídos.”

    É impossível que os alcunhados “garantistas” da corrupção não tenham ciência do trabalho da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP, o que nos permite entender que agem dolosamente contra o povo brasileiro.

  2. Basta de 171, eleitoral e golpista-ditatoral. Chega dos me$mo$. Fora todo$. Que venha agora Democracia de verdade, radical, direta com meritocracia. Olavistas, monarquistas, trumpistas, bolsonaristas…, cruz credo, credo em cruz, será o fim do mundo, será que o monstro do Lago Ness não era um só e se levantaram todos no Brasil, dai o complexo de tempestades perfeitas formando uma gigantesca tempestade sem precedentes ? E QUANTO AO DISCURSO DO LULA. Quer saber ? Para lulista fanático que ama oportunismo, cara dura, demagogia barata e bravatas camaleônicas do tipo copia e cola, o discurso do Lula é um prato cheio. Um grande nada, porque na verdade, verdadeira, o povo cansou de discurso e agora quer mais é saber como mudar o percurso. E isso só a RPL-PNBC-DD-ME diz, com todas as letras, como fazê-lo. CABEÇAS BRANCAS X CABEÇAS DE BAGRE. É agora ou nunca, Brasil. Nova Europa brasileira, ou Brazuela ? O que vc quer ser ? Vc decide. Basta de Nó$ versus Ele$. Chega dos me$mo$. Que venha agora e doravante a Democracia Direta, com Meritocracia, o Novo Trem da História, a Terceira Via de Verdade, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, com o qual o Brasil e o povo brasileiro podem mais, muito mais, podem dar o Pulo de Leão adiante dos EUA, dos Tigres Asiáticos e até mesmo da própria Europa-mãe, capaz de torná-lo a vanguarda do mundo civilizado. Nos EUA, o cabeça branca escolhido pelos democratas para quebrar o queixo e cortar o topete do suíno albino chauvinista norte-americano, larga na frente na corrida presidencial, conforme pesquisas de opinião. No Brasil, a coisa é ainda mais complicada, o nosso cabeça branca terá pela frente uma tarefa quase que sobrenatural, derrotar dois “mitos” de araque, pés de barro, telhados de vidro, mas que têm a tiracolo dois exércitos compostos por milhares de apaixonados e apaixonadas, de um lado turbinados pelo militarismo, o crentismo e milicianiasmo, tão fanáticos quanto mercenários, e do outro lado sindicalismo, CUT, MST, UNE e afin$, os quais amam os dois sacos da mesma farinha podre que é o sistema apodrecido, enquanto farsa do capital velhaco, impostos pelo militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos, velhaco$, cheios de fakes news, esquemas, bravatas, sofismas, mentiras e enganações, de modo que entre ambos, bolsonarismo e lulopetismo, é impossível saber qual dele$ mente mais, é o mais camaleônico, e, na dúvida, o melhor a fazermos é despachar ambos, juntamente com o demotucanismo que tb é outro saco da mesma farinha, para o rodapé da nova história do Brasil, e começarmos tudo de novo, do jeito certo, com as pessoas certas, e o projeto certo nos lugares certos, para que tudo dê certo. Ademais, se tem que se correr o risco de morrer afogado, que seja o de nadar em rio fundo, até porque morrer afogado em rio raso é coisa de pobres de espírito. http://www.tribunadainternet.com.br/a-grande-vantagem-do-democrata-biden-esta-na-ampla-frente-que-se-formou-a-seu-favor/?fbclid=IwAR1TMWj6E6XAJr18RL3JXeNnQpuJXCVCOkga5d6SMNN4DZyfxUX5qNx8j7Y

  3. Excelente artigo do meu amigo Francisco Moreno.
    Apesar de opiniões em contrário, a corrupção é o mal maior deste país, pelo fato de estar presente em todo o cenário nacional, mormente nos Três Poderes.

    Evidente que jamais será debelada plenamente, mas precisamos que diminua sensivelmente a extensão de seus tentáculos, que alcança distâncias incalculáveis.

    Indiscutivelmente, a corrupção é uma artéria brasileira sangrando sempre, e sem ter sido estancada a hemorragia.
    A perda de sangue enfraquece partes do corpo desse país que são vitais:
    saúde, educação, segurança e saneamento básico.

    Se não sobra um tostão para manter em dia, pelo menos, esses segmentos fundamentais, cuja causa está relacionada diretamente à corrupção, afirmo categoricamente que serão inúteis e inócuas quaisquer reformas pleiteadas, pois não haverá base de sustentação sólida.

    A corrupção não só está institucionalizada no Brasil como se tornou um hábito cultivado até mesmo com cuidados extremos.
    Diga-se de passagem que, a plantação exuberante de atos desonestos, a sua produção constante é regada pela impunidade, que permite o cidadão e o país serem roubados, explorados e manipulados, sem qualquer empecilho.

    Logo, não existe plano econômico, de desenvolvimento, educacional e até de saúde pública que daria resultados. A corrupção exige ser atendida em parcelas substanciais locadas para qualquer área por mais carente que esteja.

    Ou assim ou sequer sai do papel a intenção de se fazer algo nesse sentido.

    Volto a frisar:
    O Brasil não tem solução, por mais brilhantes e tentadores que sejam os planos apresentados para o seu progresso.

    Abração, Moreno.
    Saúde e paz.
    Te cuida, meu!

    • Você sempre generoso, Chico, mas andas um tanto desanimado, embora a situação seja depressiva. Ânimo, companheiro, a malandragem e a astúcia não são exclusividade deles, você, eu e os pensam igual a nos, temos um handicap, temos espirito livre, não estamos escravizados por ideologias radicais nem deslumbrados por Alibabás da política e muito menos estimulados por ódios, recalques psicos ou síndromes de protagonismo e vedetismo.
      Não, as nossas únicas travas são a impotência e o inconformismo diante de uma situação de tragédia social permitida e acobertada por uma parte da população permissiva e estupidificada.
      Te cuida , meu.

    • O texto foi baseado um estudo da FIESP de 2010. Li o relatório que é muito enganoso. Claro, a corrupção deve ser combatida sempre, mas dizer que todos os recursos que são desviados irão para os setores essenciais é uma falácia tremenda que querem incutir em nossas mentes.

      E repito sempre, com minha convicção (pode até estar errada) que a corrupção material não é o nosso maior problema. A corrupção moral, sim, essa é o nosso verdadeiro carma e que nós mantém na mesmice.

  4. Os problemas nossos são muitos, quase a perder de vista. Moreno e Chico (gauchão demais) citam eles a exaustão. Provas? Menos o Nascimento que acredita no Lula íntegro, há demais relativamente a podridão dos poderes, todos eles.

    Meio que cansei, falar de bolsonaro, “o imprestável”, é redundância. E torno a repetir, repetir que nós, neste padrão atual somos inviáveis.

    • Realmente. Miguel, fica cansativo e desanimador pregar no deserto, para vítimas conformadas e idiotizadas. Será algum tipo de síndrome de Estocolmo? Que impulsiona as vitimas para o colo do explorador? Não se atreva a resgatá-las, você será apedrejado por elas, senão veja o exemplo da Lavajato.

    • Não vou ficar omisso nessa acusação feita ao Nascimento. Ele jamais disse que Lula é inocente. Apenas disse que o processo judicial não teve a imparcialidade necessária e também que foi usado o conceito do domínio do fato para condená-lo (coisa que começo a ser usada no Brasil no julgamento do mensalão). A pergunta é se esse conceito vai ser usado por e para todos e se vai ser bem ou mal utilizado.

      • Vidal,

        Nascimento é um dos pilares da ti, ASSIM COMO TU tens sido na mesma importância.

        Eu não diria que Nascimento foi acusado, seja por mim ou outro comentarista, mas diferimos no conceito sobre a prisão de Lula.

        Por exemplo, se Nascimento não diz que Lula é inocente, nas tuas palavras, deduzo que Lula é culpado.
        Se culpado pelo domínio do fato ou através de provas incontestáveis ou meramente testemunhais, a sua condenação foi lógica e merecida.

        Mais ou menos como se dizia na minha época:
        “Todos os caminhos levam a Roma”.

        Em outras palavras:
        se os meios não foram impecáveis, se tiveram tecnicismos não obedecidos por parte da Lava Jato, o objetivo foi alcançado, que foi condenar o maior ladrão que tivemos na história brasileira.

        Não se pode deixar de entregar a taça ao vencedor, se dois ou três que estavam à sua frente desistiram, se lesionaram ou não tiveram fôlego suficiente.

        As provas evidentes contra o petista eram mais do que robustas, pois os lesados foram o povo e país.

        Outro abraço.

    • Meu amigo Ricardo Miguel,

      Um forte abraço daqui, dos pampas e dos pagos gaúchos.

      Agora, nesse momento, 22;40hs chove muito.
      Talvez falte luz, então coloco os comentários em dia.

      Me preparo para fazer uma janela de costela como churrasco na grelha, amanhã, domingo, dia que a gauchada almoça a tradicional comida gaudéria.

      Consegui uma janela maravilhosa; carne nova, macia, com uma boa gordura a envolvendo para ficar deliciosa e tenra.
      Meu, se não comemos morremos. se não comemos morremos do mesmo jeito, então vamos comer!

      Che, quero deixá-la assando por três a quatro horas, somente do lado do osso, de modo que pronta, as costelas saem da carne sem qualquer esforço.

      Imagina com maionese (saladas de batatas), tomate, cebola, farinha de mandioca, bebida a gosto e, como sobremesa, pudim de leite e sorvete!!!

      Meu, quero mais que o mar pegue fogo para eu comer peixe frito ou, então, não quero saber quem morreu, quero é chorar ou, um ditado militar que aprendi há 51 anos no Exército:
      “não quero saber o nome do soldado desconhecido, mas saber o endereço da viúva”!!

      Abração, parceiro.
      Saúde e paz.
      Te cuida, meu!

  5. A TI aos poucos volta a ter debates interessantes, ainda mais com comentaristas excelentes, pessoas de conhecimentos, cultas, ampla visão política e experientes.

    Pois são esses senhores que aprecio alimentar a discussão, os contrapontos, as ideias diferentes, as interpretações diversas sobre o mesmo fato.

    Evidente que a minha intenção é aprender – digo isso sempre -, além de me fazer constatar se ratifico ou retifico meus pensamentos a respeito ou convicções em bases frágeis, calcadas apenas e tão somente naquilo que pretensamente imagino saber.

    Dito isso, o melhor diálogo possível é com aquele que possui suas posições fortes, que dificilmente irá modificá-las através de argumentações de colegas seus, então a conversa é interessante e salutar.

    O meu conterrâneo, amigo e gaúcho, Vidal, deixou escrito que a corrupção material não seria problema, no seu entendimento, mas a corrupção moral.

    Diante da dificuldade que vejo trazer colocações religiosas e bíblicas à questão econômica, onde a coleção de livros é categórica em afirmar que não devemos pecar por pensamentos, palavras e obras, no plano terreno a corrupção material é em consequência da moral, e só não é maior porque até mesmo para quem tem a chave do cofre se torna difícil carregar o pesado objeto ou construído junto com o prédio onde está instalado.

    A corrupção moral é de cada um; os maus pensamentos, conceitos deteriorados, a obsessão em trapacear, levar vantagens, usar do poder de influência, sonegar, mentir, ludibriar, enganar …
    No entanto, quando essa pessoa de moral inexistente consegue concretizar as suas intenções, o corrupto lesa a todos, traz prejuízos ao povo, à coletividade, à sociedade e ao país.

    Os danos e prejuízos causados pelo imoral Lula e sua quadrilha de ladrões à cidadania e para esta nação, fortunas ainda hoje incalculáveis, ocasionaram muito mais problemas graves, caso Lula e seus cúmplices fossem imorais consigo mesmos e com o partido, menos com o povo e Brasil.

    Que o imoral e antiético ex-presidente fosse mesmo imoral, porém que se contivesse na corrupção que caracterizou o seu governo e depois da sua sucessora, que redundou no roubo inacreditável realizado contra o próprio Estado que administrava!

    Não há como mensurar a corrupção moral, mas temos como avaliar até onde foi a imoralidade de alguém quando se pode somar os danos e prejuízos materiais.
    E também não existem meios de controlar a imoralidade, inata em boa parte dos indivíduos dessa espécie.
    Tal defeito pode ser controlado, limitado, mediante educação, bons exemplos, sistemas de controle e fiscalização do seu comportamento.

    O PT atingiu o ápice porque corrompeu os fiscais – o congresso -, aparelhou o Estado, nomeou ministros para o STF que se aliavam ao pensamento petista de permanência no poder federal, estadual e municipal, de qualquer forma, principalmente roubando escandalosamente o país e povo.

    Ninguém vai preso porque imoral, a menos que a sua falta de caráter redunde em ato concreto.
    Mas o corrupto é julgado, condenado e preso, se a sua imoralidade ou corrupção se deu através do que é público, de outras pessoas, se roubou, explorou ou manipulou os cidadãos em benefício próprio.

    Logo, na minha ótica, se os presidentes que tivemos desde a devolução do poder pelos militares fossem apenas imorais, o Brasil estaria muito melhor. O problema é que por serem corruptos, a moral que tinham era frágil ou inexistente, que concretizaram suas intenções da maneira como sabemos, e onde os petistas extrapolaram a regra fundamental da corrupção:
    “Não se pode viver as delícias dos extremos indefinidamente”.

    Mais ou menos, quero dizer que um veículo só é assim classificado se ele se move, onde a razão principal para esse movimento está nos pneus. Depois tem motor, caixa, diferencial … mas, sem rodas, será apenas um objeto inanimado.

    A corrupção moral isolada não causa danos e prejuízos, a não ser à própria pessoa. Porém, se concretizada, lesando seres humanos de maneira sórdida, desonesta e hedionda, a corrupção moral e material se tornam uma só, pois interligadas, uma simbiose perfeita entre a intenção e o ato.

    Na razão direta que não se pode aferir a quantidade de imoralidade ou de corrupção nos indivíduos, há condições de medir o mau caráter quando rouba, então calcula-se o montante tirado do povo porque possível, calculável.

    Assim, a meu ver, de acordo com os meus parcos conhecimentos, visão política limitada, e por eu ter plena consciência que pertenço à plebe ignara, um semianalfabeto, a corrupção é o problema mais grave que temos no Brasil!

    A corrupção é a causa maior do nosso atraso científico e tecnológico; é o motivo principal da estagnação da nossa economia; é a razão preponderante do aumento a cada ano de pobres, miseráveis, desempregados e analfabetos absolutos e funcionais.

    Enquanto não conseguirmos diminuí-la, pelo menos, o país e povo estarão à mercê da imoralidade e corrupção inatas e inerentes à política. Em consequência, tornam-se componentes daqueles que se dizem “homens públicos”, que se aproveitam do poder para concretizar seus defeitos de caráter.

    Se o meu caro amigo Vidal afirmasse que residiria no poder em demasia que nossos eleitos possuem, então a facilidade para roubar e se locupletar, eu concordaria plenamente.
    Mas, discordo da afirmação, que a corrupção moral é pior que a material, se é esta última que nos possibilita aferir até onde atingiu essa corrupção, imoralidade daquele que nos governou ou o comportamento venal do representante popular no parlamento.

    Abração.
    Saúde e paz.
    Te cuida, Vidal.

    • Caro Bendl,
      escrevi que a corrupção material não é nosso MAIOR problema (não que não fosse problema).
      Quando falo em corrupção moral, essa coisa invisível que fingimos ou até nos induzem a pensar que não seja tão danosa é que deixam a população anestesiada, sem que haja a necessária reflexão sobre nossas mazelas permanentes.

      Quando o teto salarial constitucional é ultrapassado por penduricalhos, quando os ganhos financeiros são astronômicos, quando a forma tributária do país penaliza os mais pobres, quando membros de categorias específicas tem seus eternos privilégios, quando achamos justo que as desigualdades sociais se mantenham, quando achamos justo que por possuir um diploma superior, o cidadão tenha regalias na prisão, quando achamos justo vendermos nossas riquezas por preço vil, quando achamos justo que sejamos um eterno país exportador de produtos primários. Quando achamos justo que empregados formais se tornem PJ para as empresas pagarem menos impostos. Quando achamos justo o perdão e a procrastinação de pagamentos de tributos. Quando achamos justo que os direitos sociais sejam diminuídos em nome de uma pretensa empregabilidade. Quando achamos justas as reformas que só mexem no andar de baixo. Quando achamos justo que a criminalidade seja combatida de forma violenta, de preferência com a polícia matando os criminosos sem nos questionarmos as causas. Quando achamos justa a sonegação. Quando achamos justo a criação de leis falhas criadas apenas para engambelar e alimentar nosso sistema judiciário.

      Poderia ficar enumerando muito mais coisas mais, mas acho que já é suficiente para que eu justifique a minha opinião. Quanto à palavra (essa palavra pode ser substituída por sem importância).

      Uma parte dessa corrupção moral, a de levar vantagem (como dizia a propaganda de Gerson), às vezes se materializa em forma de corrupção material e aí a gente se escandaliza, bradamos por justiça ou pior, por justiceirismo). Não nos damos conta que essa é apenas a ponta do iceberg, o que a gente vê. O invisível, as causas, estão lá.
      E para a massa, nada melhor que mostrar o espetáculo do combate às consequências (algumas), enquanto o que é mais importante, as causas, permanecem escondidas, de vez em quando emergindo.

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