Brasil ultrapassa marca de 50 mil mortos pela pandemia e Moro diz que País ‘já teve ministro da Saúde’

Charge do Adnael (humorpolitico.com.br)

Deu no Estadão

Após o Brasil atingir a marca de 50 mil mortos pelo novo coronavírus, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro afirmou que o País ‘já teve ministro da Saúde’. A indicação foi feita pelo ex-juiz no Twitter, ao compartilhar publicação do ex-chefe da pasta Luiz Henrique Mandetta, que por sua vez declarou que ‘não queria atingir tal marca’ e que ‘governos passam’.

A marca de 50 mil mortes por covid-19 foi superada neste sábado, dia 20, pouco mais de três meses após o registro do primeiro óbito pela doença no País. Até às 13h deste domingo, 21, o Brasil totalizava 1.073.376 casos confirmados do novo coronavírus e 50.182 mortes, mostra o Consórcio de veículos de imprensa.


INTERFERÊNCIA –  Mandetta deixou o Ministério da Saúde no dia 16 de abril, dispensado pelo presidente Jair Bolsonaro. Logo depois Moro deixou o cargo à frente do ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao anunciar sua demissão, o ex-juiz acusou o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal, o que motivou a abertura de um inquérito junto ao Supremo Tribunal Federal.

O sucessor de Mandetta foi o médico Nelson Teich, que ficou somente 28 dias no cargo. Assim como seu antecessor, deixou o governo após confrontos com Bolsonaro sobre a melhor estratégia de combate à pandemia do novo coronavírus.

INTERINO – Desde a saída de Teich, quem comanda a pasta interinamente é o general Eduardo Pazuello, que atendeu o desejo do presidente e publicou um protocolo liberando o uso da cloroquina para todos os pacientes de covid-19 e também chegou a contrariar as recomendações do próprio Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) participando de ato pró-governo ao lado de Bolsonaro.

Na penúltima semana, o ministro ‘virou meme’ após dizer que as regiões Norte e o Nordetse estavam mais ligadas ao inverno no hemisfério norte por causa da posição geográfica e assim estariam em outro momento da pandemia do novo coronavírus.

23 thoughts on “Brasil ultrapassa marca de 50 mil mortos pela pandemia e Moro diz que País ‘já teve ministro da Saúde’

  1. Esse nosso Exército Brasileiro vai mal, nem um mísero vírus microscópico o respeita mais. Já pensou se tiver que enfrentar a China, como a ala ultra dos Mitômanos gostaria?

  2. CAIPIRA PARAENSE
    EM TEMPO DE PANDEMIA

    Você sabe por que as fezes do urubu são brancas? É que, depois de comer seu “caviar”, aqui na superfície, o xengo sobe à ozonosfera, onde será descontaminado e terá suas fezes branqueadas pela ação do gás OZÔNIO.
    Veja o que aconteceu com um caipira paraense: tomou um litro de açaí com farinha de puba. No dia seguinte, ele amanheceu com uma indisposição intestinal do diabo. Foi ao hospital, em cuja entrada, passou por um Túnel de Desinfecção por Ozônio. Já no interior daquele centro de saúde, o primeiro banheiro que avistou, foi logo encaçapando porta adentro!
    Após fazer sua “arriação”, ficou na expectativa de ver ao fundo do sifão, uma turica cor de carvão. Ledo engano! Pois, o que expeliu, era uma sopa branquinha como gesso. Só aí lembrou que havia transitado pelo Túnel de Ozônio.
    Ao chegar em casa, sua mulher mirou a parte traseira da bermuda que o marido trajava, e quis saber: “Como tu te sujaste assim? Então a desdobrou: “Amor, não é nada disso que você está pensando: eu apenas sentei em um meio-fio, daqueles que, pintados pela prefeitura, e um pingo de chuva apaga tudo!”

  3. Bolsonaro não poderia evitar a pandemia no Brasil.
    Bolsonaro poderia e deveria, ter dado valor à vida do cidadão brasileiro.

    Se, desde o início, declarasse que o vírus era grave, que medidas deveriam ser tomadas para evitar o seu alastramento, a sua função principal estava feita.
    Independente de os governadores em seus Estados tomassem medidas diferentes às recomendadas pelo presidente, a preocupação com o povo estaria demonstrada, inequivocamente.

    No entanto, bastou surgir o coronavírus, e Bolsonaro já estava diante dos holofotes declarando que se tratava de uma gripezinha; se a doença matava, a economia também; que o emprego era “vital”; que a mídia estava paranoica.
    Depois, insistiu até recentemente quanto ao uso da cloroquina.
    Demitiu Mandetta porque este sempre se manteve distante de acrescentar no protocolo de tratamento do doente esse remédio, além de recomendar e insistir no distanciamento social.
    O seu substituto não ficou um mês.
    Causa:
    A mesma de seu antecessor, que seria a manutenção do distanciamento social e a não aplicação do “remédio de Bolsonaro”.

    Nesse meio tempo, a pandemia avançava; registrava mais mortos a cada dia; mais contaminados.
    Hoje somos mais de um milhão de pessoas contaminadas, e passamos de 50 mil vítimas fatais!
    E vamos mais longe ainda, lamentavelmente.

    Até o “grande” amigo Trump, ontem o criticou severamente em um de seus discursos à reeleição nos Estados Unidos, acusando Bolsonaro de ter atuado errado no tratamento da doença.
    Brasil e Estados Unidos juntos até no recorde de mortes no mundo pelo COVID-19.
    Isso que chamo de aliança de sangue!

    A questão é que o Tio Sam tem dinheiro para se recuperar economicamente.
    O Brasil tem dinheiro nas mãos dos bancos, elites e castas, que querem manter o “distanciamento social” dos pobres e miseráveis com os poderosos e donos desta nação com ou sem pandemia, ou seja, nos mesmos moldes que sabemos como tem sido nas últimas décadas:
    Os saudáveis, inclusive vacinados contra a pobreza e miséria, plenamente protegidos e preservados;
    Os fracos e oprimidos, os pelados, plenamente desassistidos, sem qualquer vacina, muito longe dos saudáveis “plenos”.

    A bem da verdade, a pandemia nada mudou para o pobre e miserável, para o desempregado, doente … nada.
    A vida já estava uma questão de sobrevivência antes do vírus, logo, tratava-se de adaptação apenas conviver com o COVID-19.

    Se o presidente de uma República deve gostar do seu povo (amar seria besteira, se eu escrevesse), ter por ele um mínimo de consideração, de cuidados, o erro clamoroso de Bolsonaro, a falha imperdoável e que vai tirá-lo do poder em 2022, pois perderá fragorosamente as eleições, diz respeito exatamente ao DISTANCIAMENTO SOCIAL que manteve com o povo!!!!
    Quem não foi seu eleitor passou a ser inimigo.
    Se a base eleitoral petista se encontrava entre pobres e miseráveis, então esses sofreriam as consequências de serem “esquerdistas”!

    O presidente jamais pronunciou as palavras “pobre e miserável”, pelo fato de ignorar solenemente a maior parcela da população brasileira.

    Em 2022, os distantes socialmente esquecidos pelo presidente irão deixá-lo distante do poder, aposto!

  4. Como se trata de um sujeito escarnecedor e zombeteiro, a ida de Bolsonaro, ontem, ao velório de um paraquedista, no Rio de Janeiro; para muitos, ficou inexplicito como um sarcasmo aos 50.000 brasileiros tragados pela covid-19, que o presidente, simplesmente, ignorou-os
    Nem paraquedista, nem paraquedas, poderão parar a queda dele, cujo pontapé inicial já foi dado!

  5. Moreno,

    Braga Netto foi claro, mais, impossível.
    Se os tanques saírem dos pátios dos quartéis, o civil dança! Vai sobrar para todos nós!

    Mourão, se assumir, vai caçar comunista para matar, e não destituí-los do poder somente. Viraremos uma Síria, só isso.

    Por outro lado, Braga Netto escorregou sem querer, a existência de uma oligarquia nas FFAA e, evidentemente, entre os Oficiais Generais.
    Quem teve pai general, de certa forma a promoção estará garantida, independente da capacidade daquele que chegou a coronel, e estaria pedindo passagem para ser um general de Brigada, depois Divisão até o ápice, General de Exército.

    E foi claro, pois as informações, os segredos maiores, vão sendo passados de pai para filho, ou seja, um pequeno grupo de militares é que comandará o Exército permanentemente, atestando que a democracia não existe, o mérito é desconsiderado, o indivíduo não é valorizado dentro das FFAA em face da hierarquia, o alicerce de uma força armada.

    Em outras palavras:
    Falamos tanto em “elite”, que existe a intelectual, política, financeira, empresarial, científica, industrial, e temos a militar agora, que se encaixa perfeitamente bem nessa condição.

    Se eu sou contra esse critério?
    Sim e não.
    Se, entre as tropas, a renovação é constante, sabe-se que no topo do comando há um conselho de príncipes militares, assim como os cardeais na hierarquia católica, que escolhem o Papa em uma eleição indireta.
    Pois serão os generais que promoverão outros generais, sem que haja um bedelho intruso no meio militar brasileiro, ou seja, a carreira militar vai até coronel, depois entra em cena os antepassados do postulante à vaga para ser general.

    Interessante as observações de Braga Netto sobre o seu colega, Mourão:
    “Vocês não têm ideia quem é Mourão! Se ele comandar o país não vai sobrar comunista, vai caçar um por um” – ou mais ou menos isso, basta ver e ouvir o vídeo.
    Complementou que será irmão matando irmão, em uma das mais sérias advertências que ouvi nos últimos anos de um general de Exército.

    Agora, curiosamente – e digo isso porque NÃO SOU COMUNISTA!-, os problemas nacionais de hoje não foram ocasionados pelos comunistas, pois não tivemos um mandato que fosse, desde a Proclamação da República, de um presidente egresso de um partido político que assim se identificasse, comunista!
    Logo, a ânsia de matar comunistas ou até de compatriotas comunistas, teria uma outra concepção de Mourão, que estaria acima da ideologia.

    Enfim, coloquemos as barbas de molho.
    Agora, foi o que escrevi semanas atrás:
    A próxima intervenção militar não será o passeio que foi em 64, e Braga Netto tem plena consciência disso!
    Naquela época, o povo não se solidarizou com os subversivos, que esperavam e precisavam do apoio popular.
    Hoje, a situação não só é completamente diferente, como haveria uma forte atuação contra os militares, e agravada pelo momento caótico social!
    Seria um legítimo SALVE-SE QUEM PUDER e, em consequência, um massacre!

    E será diante desse quadro estilo sírio, que poderemos ficar à mercê de INVASÕES ESTRANGEIRAS, também mencionado pelo general Braga Netto, muito lúcido e calmo nas suas respostas, onde citou a China, os Estados Unidos e a Rússia, exatamente os países que eu escrevera que sequer pediriam permissão para entrar!

    Abraço.
    Saúde e paz.
    Te cuida, meu.

    • Caro Bendl,
      nem sei se foi o mesmo o Braga Netto que falou isso. Ele nem teve coragem de mostrar o rosto, quando falou essas bobagens todas. Mas se foi ele, será que tinha tomado algumas? Ou se dirigiu a débeis mentais?

      Comparar Boçalnaro com Hitler, com Mao Tsé Tung para dizer que 80 milhões de brasileiro o idolatram é dose. Ainda se comparasse o grau de loucura, tudo bem.

      Também não entendo a quem se refere quando fala em comunistas. Serão comunista todos aqueles que criticam o governo?
      Quando ele fala em patriotismo, qual será o significado que ele dá à palavra?

      Lamentável que alguém que se diz representante das Forças Armadas se pronuncie desse jeito tão imbecil (partindo da premissa que foi mesmo Braga Netto).

      • Vidal,

        Meu comentário foi baseado no link postado pelo Moreno, onde a voz do Braga Netto pode ser identificada.

        Qualquer problema, fui induzido a erro involuntário, inclusive Moreno, que também se baseou na informação que recebeu.

        Particularmente acho que era mesmo o general, mas posso estar enganado.

        Abraço.
        Te cuida, meu.

  6. Espectro, Bendl, Vidal, a fala desse general, se é atual, a pesar de sua dicotomia, já que ele é um pouco confuso e acaba expressando posições contraditórias, no meu entender, traz algumas mensagens: reafirma, mesmo que sub-liminarmente, a hegemonia e sentido de casta das Forças Armadas na estrutura social do País; Incita claramente o povo a pedir em massa a intervenção militar para, assim, salvaguardar a alegada ética: ao mesmo tempo, numa estranha contradição, ameaça com consequências graves para para a população a ocorrência de uma intervenção
    em uma atitude covarde, alardeando poderio bélico; se refere ao Gral Mourão de maneira dúbia, elogiando-o e ao mesmo tempo apontando-o como um elemento perigoso e violento e, finalmente, enaltece o chefe Bolsonaro desproporcional e entusiasticamente, como o mais bajulador dos acólitos do Mito. Resumindo, cumprindo ordens do Chefe, mandou recado para os ministros do TSE não caçarem a chapa, aos parlamentares e ao vice para não sonharem com impeachment do Presidente e aos críticos para ficarem mansos, se não quiserem ser tachados de narco-socialistas e estraçalhados pelas patrióticas FFAA.

  7. Nesta guerra de babuínos não sei quem diz mais besteiras, os ex-ministros querendo se justificar, como se eles estando ou não no governo as cosias seriam diferentes hoje. E o atual ministro da Saúde batendo continência para a estupidez. O número de mortes seria menor se o povo realmente ficasse em casa, prova do que digo é o que acontece hoje em Curitiba, nos fins de semana os parques se enchem de gente, o povo brasileiro adora desrespeitar ordens, daí reclama quando as UTIs estão lotadas. Os paraguaios obedeceram o governo, ficaram em casa, hoje já podem começar a voltar ao “novo normal”, e com máscaras.

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