Brasileiros desistem de vender à Venezuela, que está falida, e exportações desabam

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Produtos brasileiros são cada vez mais raros nas prateleiras

Renata Agostini
Folha

O aprofundamento da crise na Venezuela fez as exportações do Brasil para o país caírem ao menor nível em 13 anos. Com pedidos em baixa e dificuldade crescente de receber pagamentos, centenas de empresas brasileiras simplesmente desistiram de embarcar produtos para lá. Até outubro, as vendas somaram US$ 980 milhões, queda de 61% em relação ao mesmo período de 2015 e menor valor desde 2003 . Como resultado, o país, que chegou a ser o sétimo principal destino dos produtos brasileiros no exterior, desabou para 37º.

A ruína do comércio com os venezuelanos é explicada, de um lado, pela aguda recessão vivida pelo vizinho. Em 2016, o país viverá o terceiro ano consecutivo de contração econômica, com queda de 8% no PIB, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional). De outro, a falta de reserva em moeda estrangeira, que fez o governo venezuelano dificultar o acesso dos importadores a dólares. Sem a moeda, os empresários não têm como honrar os pagamentos.

SEM RECEBER – O ambiente de negócios tornou-se, assim, inóspito para algumas companhias. Do início de 2015 para cá, 449 empresas deixaram de embarcar produtos para a Venezuela. Entre elas, a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão e a maior exportadora brasileira de carne de frango, e a Alpargatas, que vende suas sandálias Havaianas para mais de cem países.

“Antes, topávamos demorar a receber. Foi uma opção parar de vender para lá”, diz Márcio Utsch, presidente da Alpargatas. Segundo ele, o que a empresa ainda aguarda receber de clientes venezuelanos é considerado de “liquidação duvidosa”, quando não se tem certeza se o dinheiro um dia virá.

ASCENSÃO E QUEDA – A chegada de Lula à Presidência, em 2003, e a aproximação com o governo do então presidente Hugo Chávez abriram as portas do mercado venezuelano ao país. Grandes obras foram assumidas por empreiteiras brasileiras, como a Odebrecht, e mercadorias de todo o tipo passaram a ser embarcadas – desde arroz até aviões.

A alta do preço do petróleo, principal produto da Venezuela, ajudava a impulsionar as encomendas. Em 2008, quando o barril atingiu a cotação máxima histórica, as vendas para os venezuelanos bateram pela primeira vez a marca dos US$ 5 bilhões. Após arrefecer nos anos seguintes, voltaram a subir em 2012, quando o preço do petróleo novamente subiu.

Os problemas começaram a aparecer em 2013, com o país já sob o comando de Nicolás Maduro. Começaram a pulular empresários na Esplanada em busca de ajuda: eles haviam exportado para a Venezuela e estavam havia até quatro meses sem receber.

MUITAS RECLAMAÇÕES – Após interceder em casos específicos, integrantes do então governo Dilma assustaram-se. “Não paravam de chegar reclamações”, diz um técnico.

Em 2014, com a queda abrupta do preço do barril de petróleo, a situação se agravou. Pesquisa feita pela Fiesp mostrou que mais da metade dos empresários que embarcavam produtos para o país tinha de esperar até um ano para receber.

Os números falam por si: 61% foi a queda na exportação brasileira para a Venezuela de janeiro a outubro deste ano; 449, o total de empresas brasileiras que desistiram de vender para o país vizinho desde 2015; 8% é a previsão de queda do PIB da Venezuela neste ano.

2 thoughts on “Brasileiros desistem de vender à Venezuela, que está falida, e exportações desabam

  1. Eles querem criar uma sociedade só de camponeses, jovens sadios e corados, todos descansando o dia inteiro sobre os montes de fenos, abraçados a leões, cavalos, tigres, girafas, bovinos, onças, veados, patos, marrecos e pastores de ovelhas…
    Alienados, eles imaginam um verdadeiro paraíso na terra: Todo mundo descansando, enamorando-se e vivendo as delícias sem que ninguém precise suar ou sujar a camisa de barro trabalhando ou produzindo alimento!!!
    Tudo muito semelhante às capas daquelas revista dos Testemunhas de Jeová.
    -Daí fizeram uma salada com a ideologia do ecologismo, a ideologia do MST, a ideologia da igualdade social, a ideologia de que os animais são mais importantes do que os seres humanos, a ideologia de que quem trabalha e produz usando a mão-de-obra desses anjos destrói a natureza e a harmonia existente entre todos esses seres vivos maravilhosos, etc…etc…
    Na verdade, destrói o próprio paraíso!

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