Briga entre Lula e DIlma esquenta a sucessão, que pode ter Barbosa como protagonista

Carlos Newton

Enquanto as facções de Luiz Inácio Lula da Silva (criador) e de Dilma Rousseff (criatura) brigam incessantemente nos bastidores, dividindo e enfraquecendo o governo e o próprio PT, a sucessão presidencial de 2014 está pegando fogo na internet, muito mais do que na imprensa escrita, falada e televisada, e essa disputa antecipada tem a participação ativa dos defensores da candidatura do ministro Joaquim Barbosa.

Comprova-se que economista Márcio Henrique Monteiro da Costa, ex-diretor do BNDES, realmente tem toda razão ao chamar atenção para essa possibilidade, que se mostra cada vez mais concreta. De fato, a candidatura de Barbosa já está mais do que lançada na web, onde desde o ano passado circulam vários sites e blogs que defendem o nome do presidente do Supremo, invadindo as redes sociais, com presença no Facebook e no Twitter.

Um desses sites (www.joaquimbarbosapresidente.com.br) apresenta a bandeira do Brasil de pano de fundo, com a foto de Barbosa sobreposta. A explicação é de que se trata de uma iniciativa popular, sem o aval direto de Barbosa. O site, que oferece o adesivo para divulgar a campanha, tem uma estrutura simples, com uma biografiafotoschargesdepoimentos.

No cabeçalho do site, abaixo da inscrição “Joaquim Barbosa – presidente 2014”, vem o seguinte acréscimo: “Somos brasileiros que acreditam que o Brasil só achará seu caminho com um presidente sério”.

Outro blog (http://videos.sapo.pt/I3Wdwf7NLj9sJEKRMltE) também está se tornando um importante espaço de fortalecimento da campanha de Barbosa. Sob o argumento de ser “a resposta para a patifaria política”, o blog criado pelo Capitão-de-Fragata Dario Giordano apresenta um vídeo sobre Barbosa e pede que os simpatizantes enviem e-mails confirmando apoio político à candidatura do ministro do Supremo.

UMA ELEIÇÃO NUNCA VISTA

Pelo andar da carruagem, está se delineando a mais espetacular eleição presidencial já vista no país, destinada realmente a entrar na História. Os pré-candidatos hoje são Lula ou Dilma (PT); Aécio Neves (PSDB); José Serra (PSDB ou PPS/PMN); Eduardo Campos (PSB); Fernando Gabeira (PV); Marina Silva (Rede); e Joaquim Barbosa (???).

Há, ainda, outros dois que têm cacife e poderiam também se apresentar – Anthony Garotinho (PR) e Roberto Requião (PMDB). Mas como todos sabem, o PMDB não gosta de disputar a Presidência e Garotinho deve sair candidato ao governo do Rio, enfrentando Lindbergh Farias (PT) e Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Bem, este é o quadro. E a disputa ficará ainda mais sensacional se Lula resolver mesmo ser candidato e Dilma tiver que deixar o PT até o início de outubro, daqui a menos de cinco meses. Será uma eleição realmente eletrizante. Quem viver, verá. Ou não, como diz Caetano Veloso, porque ainda estamos somente no campo das possibilidades.

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17 thoughts on “Briga entre Lula e DIlma esquenta a sucessão, que pode ter Barbosa como protagonista

  1. Não dá entender aonde esse jornalista quer chegar: A indicação para concorrer a PResidencia da Republica é do PT, portanto não há essa fantasia. A DILMA só será candidata pelo PT e ponto final.

  2. O “jornalista” não está tomando o remedinho,e piora a cada dia.

    Por Paulo Nogueira
    STF paga viagem de jornalista do Globo
    Eis um caso inaceitável de infração de ética de mão dupla.
    Um asterisco aparece no nome da jornalista do Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica.

    Vou ver o que é o asterisco.

    E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013.

    A repórter viaja a convite do Supremo.

    É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo.

    Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e do Globo.

    Viagens pagas já faz tempo, no ambiente editorial mundial e mesmo brasileiro, são consensualmente julgadas inaceitáveis eticamente.

    Por razões óbvias: o conteúdo é viciado por natureza. As contas do jornalista estão sendo bancadas pela pessoa ou organização que é central nas reportagens.

    Na Abril, onde me formei, viagens pagas há mais de vinte anos são proibidas pelo código de ética da empresa.

    Quando fui para a Editora Globo, em 2006, não havia código de ética lá. Tentei montar um, mas não tive nem apoio e nem tempo.

    Tive um problema sério, na Globo, em torno de uma viagem paga que um editor aceitou.

    Era uma boca-livre promovida por João Dória, e o editor voltou dela repleto de brindes caros, outro foco pernicioso de corrupção nas redações.

    Fiquei absolutamente indignado quando soube, e isso me motivou a fazer de imediato um código de ética na editora.

    Surgiu um conflito do qual resultaria minha saída. Dias depois de meu desligamento, o editor voltou a fazer outra viagem bancada por Dória, e desta vez internacional.

    Bem, na companhia do editor foi o diretor geral da editora, Fred Kachar, um dos maiores frequentadores de boca livre do circuito da mídia brasileira.

    Isto é Globo.

    De volta à viagem de Costa Rica.

    Quando ficou claro que viagens pagas não podiam ser aceitas eticamente, foi a Folha que trouxe uma gambiarra ridícula.

    A Folha passou a adotar o expediente que se viu agora no Globo: avisar que estava precaricando, como se isso resolvesse o caso da prevaricação.

    A transparência, nesta situação, apenas amplia a indecência.

    A Globo sabe disso. Mas quando se trata de dinheiro seus limites morais são indescritivelmente frouxos.

    Durante muito tempo, as empresas jornalísticas justificaram este pecado com a alegação de que não tinham dinheiro suficiente para bancar viagens.

    Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington. Veja o patrimônio pessoal dos donos da Globo, caso tenha alguma dúvida.

    É ganância e despudor misturados – e o sentimento cínico de que o leitor brasileiro não repara em nada a engole tudo.

    Então a Globo sabe que não deveria fazer o que fez.

    E o Supremo, não tem noção disso?

    É o dinheiro público torrado numa cobertura jornalística que será torta moralmente, é uma relação promíscua – mídia e judiciário – alimentada na sombra.

    Para usar a teoria do domínio dos fatos, minha presunção é que o Supremo não imaginava que viesse à luz, num asterisco, a informação de que dinheiro do contribuinte estava sendo usado para bancar a viagem da jornalista do Globo.

    Como dizia meu professor de jornalismo nas madrugadas de fechamento de revista, quando um texto capital chegava a ele e tinha que ser reescrito contra o relógio da gráfica, a quem apelar?

  3. A estrutura representativa política no Brasil não trabalha em um ” projeto ” para a nação, e sim para sí própria.
    Pode chegar lá o Barbosa, o Papa, quem chegar lá terá de pedir benção aos Sarneys,Renans e outros donos do feudo.

  4. Bom Dia! O BLog que o Sr, Newton menciona, eu assisti. Meus Pais me contaram que nos anos 50 havia um político chamado Tenório Cavalcante, conhecido como “o homem da capa preta” . O Sr Newton quer este tipo de justiça,nos dias atuais? Justiça que no passado este político Tenório Cavalcante implantava? que Bhaaaafooo!!! no mais Lula mudou e Dilma continua mudando o Brasil. O resto é balela.

  5. Eis uma manchete a la C.N:

    Michele Obama está brigada com o presidente dos EUA, e está prestes a se filiar ao Partido Republicano para concorrer a presidência.

  6. Se confirmado o comentário do leitor Marcos Vinicius, o fato pode (e deve) ser objeto de Ação Popular, para que o Ministro que convidou a jornalista reponha, aos confres do STF, e de seu bolso, o preço e os custos da viagem da convidada. O dinheiro público não pode ser utilizado para esse fim. A Ação Popular é o remédio legal, certo e cabível para reparar os atos administrativos que, na desconformidade da lei, causem dano ao erário. É o caso. Pode ser proposta por qualquer cidadão-eleitor, que esteja em dia com sua situação eleitoral. Não paga custas. Também pode ser apresentada perante o juiz do lugar onde o cidadão-eleitor reside. E se a parte autora da Ação Popular não lograr êxito no seu pleito, o que se admite diante da notícia apenas como exercício de raciocínio, a parte nem é condenada no pagamento de honorários. A ação vai para o arquivo e morre lá.

  7. Eita desespero, tá ficando cada vez mais engraçado kkkk
    Joaquim – Presidente
    Luciano Hulk – Vice.

    PS.: Para ficar mais nervoso ainda “Brasil na Presidência da OMC”

  8. Foi o ano passado mas parece que foi ontem…
    A professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a presidente D…ilma que foi entregue em mãos. Vale a pena ler. É a voz de quem não se cala e não consente.

    BRASIL CARINHOSO
    Bom dia, dona Dilma!
    Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.

    Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.

    Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.

    É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.

    Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.

    Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição,
    enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola.

    A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp.

    Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida d e que são mal-nascidos. Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação.

    Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou?
    O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?
    Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!

    Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem. De ensino técnico, profissionalizante.

    Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais.
    Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste.

    Nossos meninos e jovens leem (quando leem), mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.

    Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.

    A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente.
    Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina
    de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante.

    Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa.
    Só que educação não é despesa. É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente.
    Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos.
    Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.

    Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem
    está falando.

    Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso.
    A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado.
    O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo.

    Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada.
    Outros usaram? E daí? A senhora não é os outros. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.

    Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro.
    Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores
    de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte
    perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.

    A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício.

    Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro,
    a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinquência e às drogas.

    Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, alienada e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político
    paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, esta foi a escolha de vocês.

    A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais.

    Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital. Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende. Não dói.

    Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.
    Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.

    Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde.
    O contraditório é muito saudável.

    Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma?
    Carinho de presidentA da república do Brasil neste Momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da sala de aula,
    do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino
    profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.

    Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária.
    Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos? Os miseráveis são. Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos.
    Esta é a jogada. Suja.

    A televisão mostra ininterruptamente imagens de Desespero social.
    Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!

    Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.

    Último lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola. Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
    Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.

    Atenciosamente,
    Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
    Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012

    http://www.blogdoantero.com.br/politica/professora-de-74-anos-bateu-forte-na-presidente-vale-a-pena-ler/4901

    Assinem Petição para o STF dar celeridade ao julgamento do Renan Calheiros.
    http://migre.me/eh0pH

    -Capitão Caverna-Ver mais

  9. Parabens Profª Dione, pela dissecação da politicagem que grassa no Brasil. Falta de Brasilidade e Ideologia patriotica, dá nisso que aí está: Oceano de lama com corrupção desenfreada, dando ao Brasil Medalha de Ouro.
    O Brasil investe em Escola que ensine, para sair do “atoleiro”, a situação que aí está, de hipocrisia governamental, irá afundá-lo aina mais.
    Uma Nação se faz com ESCOLA QUE ENSINE.

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