Burrice de Lupi, que não se licenciou na Câmara ao se candidatar em 2002, é a gota d’água (ou o golpe de misericórdia).

Carlos Newton

Agora, está comprovado. Lupi é mesmo um trapalhão, e não é de hoje. Levantamento da assessoria da Mesa da Câmara informa que ele não pediu afastamento do cargo de assessor da liderança do PDT para se candidatar ao Senado pelo Rio em 2002. Como se sabe, Lupi foi contratado para um cargo de natureza especial 07 e nunca trabalhou. Hoje, o salário de um servidor classificado nessa categoria gira em torno de R$ 12 mil.

Pela lei 8.112, que rege o funcionalismo público, Lupi poderia pedir licença remunerada para concorrer ao Senado. Mas teria que abrir mão da gratificação legislativa e, com isso, perder 50% do salário A não desincompatibilização do cargo é considerada uma falta grave e poderia implicar na perda do mandato, caso o ministro tivesse sido eleito.

E na Câmara não consta licença de Lupi entre janeiro de 2001 e maio de 2006. Nesse período, o ministro estava na lista de auxiliares do líder do PDT em Brasília. Pela lei complementar 64, de 1990, funcionário público, sem cargo de chefia, é obrigado a se licenciar com, pelo menos, três meses de antecedência da eleição, caso queira se candidatar.

O caso será investigado pela Comissão de Sindicância da Câmara, que inicia as atividades amanhã, quando Lupi se despede do ministério. Se as informações preliminares se confirmarem ao fim da investigação, a comissão deverá pedir que o já ex-ministro devolva aos cofres públicos os valores que teria recebido indevidamente ao longo da campanha eleitoral de 2002.

Lupi deveria ser expulso do PDT. Ou pedir desligamento.

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