Cabral admite ter recebido o anel, mas mente dizendo desconhecer o valor

Resultado de imagem para sergio cabral mentiroso charges

Sérgio Cabral é igual ao amigo Lula e não lembra de nada

Deu em O Globo

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral admitiu em nota, nesta quinta-feira, que durante jantar em um restaurante de Mônaco a mulher dele recebeu do empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, um anel de presente de aniversário. O ex-governador, no entanto, disse não saber o valor da joia. Cabral também confirmou o uso da caminhonete Ford Ranger do seu amigo e então assessor Paulo Fernando Magalhães Pinto.

Conforme reportagem do Globo publicada nesta quinta-feira, o anel de € 220 mil (cerca de R$ 800 mil) foi comprado por Cabral e Cavendish na famosa joalheria Van Cleef & Arpels, na Place du Casino, em Mônaco.

Uma foto do ex-governador com Adriana, na qual a mulher exibe o anel na mão esquerda, é uma das provas exibidas pelo empresário à força-tarefa da Lava-Jato para provar a compra.

DELAÇÃO PREMIADA – Cavendish, que cumpre prisão domiciliar, está negociando a delação premiada. Ele também entregou a nota fiscal, o certificado de compra e o comprovante de pagamento com cartão de crédito. Depois que a amizade com Cabral foi rompida, contou Cavendish, o anel foi devolvido a ele por um amigo do ex-governador, Paulo Fernando Magalhães Pinto.

“Em 18 de julho de 2009 foi realizado um jantar de aniversário da sua mulher Adriana em um restaurante em Mônaco. Nesse jantar, o empresário Fernando Cavendish e a sua então esposa Jordana deram um anel de presente à aniversariante. O valor do presente evidentemente não foi perguntado e era e continua sendo desconhecido”, diz a nota assinada por Carlos Eduardo Ribeiro, assessor de Cabral.

A nota informa ainda que, após as denúncias contra Cavendish envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-governador decidiu devolver o presente. “Posteriormente, quando foram divulgadas as denúncias contra Cavendish envolvendo Carlos Cachoeira, o Estado acompanhou o Governo Federal na decretação da inidoneidade da Delta, motivo pelo qual o casal praticou o gesto de devolver o presente”.

A ÍNTEGRA DA NOTA – “Sobre a matéria publicada hoje no O Globo, o ex-Governador Sérgio Cabral tem a esclarecer o seguinte: Em 18 de julho de 2009 foi realizado um jantar de aniversário da sua mulher Adriana em um restaurante em Mônaco. Nesse jantar, o empresário Fernando Cavendish e a sua então esposa Jordana deram um anel de presente à aniversariante. O valor do presente evidentemente não foi perguntado e era e continua sendo desconhecido.

Posteriormente, quando foram divulgadas as denúncias contra Cavendish envolvendo Carlos Cachoeira, o Estado acompanhou o Governo Federal na decretação da inidoneidade da Delta, motivo pelo qual o casal praticou o gesto de devolver o presente.

Quanto ao automóvel Ford Ranger, o ex-Governador utilizou algumas vezes um automóvel dessa marca de propriedade do seu amigo e então assessor Paulo Fernando Magalhães Pinto.”

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O valioso anel foi grande destaque no noticiário das emissoras de televisão, nesta quinta-feira. Mentiroso como sempre, Cabral diz desconhecer o valor do “presente” que ele próprio escolheu na loja, antes de chamar Cavendish para pagar a conta. O governador e o empreiteiro eram grandes amigos, que faziam negócios juntos, exatamente como os cinco caciques do PMDB, mas que agora são quatro, depois da prisão de Eduardo Cunha, que também fazia negócios com Cabral e Cavendish, como no célebre poema “Quadrilha”, de Drummond, que Chico Buarque transformou em música (“Flor da Idade”) sem conceder parceria para efeito de direitos autorais. (C.N.)

7 thoughts on “Cabral admite ter recebido o anel, mas mente dizendo desconhecer o valor

  1. O anel não passa de desvio de foco e deve significar pouco relativamente ao total roubado dos cofres públicos. Pense bem: se um cara dá um anel de 800K pilas de presente, quanto não terá recebido em troca? Precisamos prender um e outro.

  2. Carlos Newton, O Chico apenas recriou em Flor da Idade, os versos a Quadrilha de Drummond. Ele poderia ter dito que a última estrofe, ele se inspirou no nosso poeta maior Carlos Drummond. A intertextualidade é uma figura de linguagem permitida em literatura – claro que não estou ousando dizer como se reza o Padre Nosso ao Vigário.
    Quanto ao anel do Cabral ele e todos politicos sabem que é bem mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo.

    • Sei disso, amiga Carmen. Mas lembro que o grande poeta Ronaldo Bóscoli, com quem trabalhei na “Ultima Hora”, morreu amargurado com o portentoso Tom Jobim, que lhe pediu ajuda para fazer a letra da belíssima canção “Luiza” e não registrou a parceria. Outro dia, citei esse caso aqui e troquei o título da música para “Lígia”, desculpem a mancada. Tom era genial, não precisava disso. Chico Buarque, também. Mais recentemente, meu filho Newton Ricardo fez uma letra e o grande músico Cláudio Bedran melhorou uma frase, que ficou perfeita, e eu disse: “Dê a parceria a seu amigo”. Afinal, não custa nada e vale muito.

      Abs.

      CN

      • Fez Bem, Carlos Newton. Foi o caso de “Canteiros” em que o Fagner recorreu a alguns versos de Cecilia Meireles e não lhe deu a devida participação. Todos se lembram do caso. Fagner era novo ainda, sem experiência, e levou um “esculacho” do Flávio Cavalcanti” porque justificou-se dizendo que queria embelezar os versos de Cecilia. Ora, só poderia ter respondido inocentemente. Sei que as filhas da poeta levaram o Fagner à justiça, ele perdeu e ficou até proibido de cantar “Canteiros” por algum tempo. Depois que foi liberado ele colocou a parceria com Cecilia Meireles. Pensou Newton, uma parceria com Cecilia, que honra, que orgulho. Você procedeu muito bem, dizendo ao seu filho para dividir a parceria.Parabéns, para você seu filho Newton.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *