Cabralzinho será ministro? O ‘domínio do fato’ e as provas, no entendimento-desentendimento dos juristas. Em 2030, pelo menos 1 bilhão na mais completa miséria, é o que divulga a ONU. Dona Marina sem partido, faltando 9 dias para a decisão.

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Helio Fernandes

A ONU publicou um relatório sobre o que chama de “miséria extrema”. O trabalho não é dela, mas é encampado mesmo sabendo que não passa de fraude, farsa, mistificação. A Liga das Nações (a ONU depois da Primeira Guerra Mundial) acabou precisamente por causa disso.

Desinteresse, displicência, desprezo pela lamentável degradação do mundo. Esse relatório trata da miséria, não agora, mas em 2030. Por que esses 17 anos de diferença? E a ONU não podia divulgar, de jeito algum, um relatório que nesse distante 2030 mostra números tão asfixiantes.

Os números dessa pesquisa, para 2030: “Estarão na mais completa MISÉRIA 342  milhões de pessoas, que poderão chegar a 1 bilhão e 20 milhões, todos desempregados. Esse documento, vá lá, deveria ter sido arquivado, sem divulgação. Como o estudo pode variar de um total até outro, três vezes maior?

EM VEZ DE 2030,
A REALIDADE DE HOJE.

Já publiquei números desvairadamente diferentes, de agora, os pesquisadores não esperaram 2030, trabalharam com dados de hoje, de ontem. O mundo está com 7 BILHÕES e 200 MILHÕES de habitantes. E na extrema miséria (fugi da palavra “vivendo”), mais de 700 milhões, praticamente 10 por cento.

Não arbitrariamente nem automaticamente, divididos assim: 300 milhões, sem emprego, sem renda, sem salário, seu casa, sem comida, sem ter o que comer na hora de dormir, a situação se repetindo na hora de acordar. Se é que alguém consegue dormir.

Os outros 400 milhões recebem entre dois e quatro reais por dias, o que na verdade equipara todos. O que fazem ou compram com essa “dádiva” de todos os sistemas, regimes ou formas de governo?

Se em 2030 os miseráveis forem “apenas” 342 milhões, terá havido uma redução, lógico. Mas se o relatório indevidamente patrocinado pela ONU acertar na outra ponta do dilema execrável, insuportável, inaceitável e imperdoável? E os miseráveis ultrapassarem a casa de 1 BILHÃ0? Não haverá a tão esperada revolução ou RENOVOLUÇÃO mundial?

DESEMPREGO, ARMA
SELVAGEM DO CAPITALISMO

Desculpem a repetição, já escrevi sobre a revolta em relação ao desemprego, a maior de todas as crueldades, maior ainda do que a tortura, com o nome assumido e assinalado. Mas a quanto esse total pode chegar, nenhuma surpresa. Ao bilhão, aí é a calamidade, o massacre, a tragédia irreversível.

A PALAVRA DO
PAPA FRANCISCO

Estando na Sardenha, o Papa foi procurado por centenas de pessoas, que se queixavam, todos desempregados. Soube que só na Sardenha, de pequena população, eram 20 mil, resolveu fazer um discurso de improviso, condenando essa situação.

Pode ser que tenha sido inútil e não produza efeitos positivos, mas é mais uma voz condenando esse sistema, no qual os ricos pretendem apenas enriquecer mais. Apesar dos pobres não terem limite para maior empobrecimento. Se aproximadamente 1 BILHÃO não têm como existir ou reagir, o que fazer?

QUEM VERÁ
O ANO 2030?

Só mesmo irresponsáveis divulgariam para o mundo previsões para tão longe. Principalmente num época em que os fatos acontecem com tal velocidade que é impossível acompanhá-los. De qualquer maneira, poderiam ter usado os números de hoje, tão ou mais terríveis. E capazes de produzir a tal almejada modificação.

A LENTIDÃO
DA JUSTIÇA

Falam muito da Justiça que não anda, no fato de ser morosa, citam e recitam Rui Barbosa. Mas não chegam a resultado algum. Os que tiveram a sorte de constatar que seus processos terminaram, caíram na armadilha do sistema: foram jogados para os “precatórios”. Palavra que mistifica o cidadão, desmoraliza e leva ao desprezo toda a Justiça. Sem exceção.

O OUTRO LADO

Como não existe nada que possa ser analisado apenas com uma visão ou versão, vejamos o todo. Um banco famoso, que foi à falência há 11 anos, devia 60 milhões. Agora a dívida está em 9 BILHÔES. Isso mesmo, nenhum engano ou equivoco. Como se fará justiça, nos dois lados?

A SUPERVALORIZAÇÃO
DE DONA MARINA

No caos e no tumulto partidário do Brasil, torço para que Dona Marina consiga formar e oficializar ser partido. Outros conseguiram, por que ela não conseguiria? Só que vários ou supostos candidatos a presidente em 2014 (ou depois) dizem com hipocrisia: “Ela tem todo o direito de ter o seu partido”.

Mas logo depois mistificam, se desligam da realidade e da credibilidade, afirmam: “Se o partido de Dona Marina for registrado, ela será candidata a presidente, haverá segundo turno”.

Desmentem a eles mesmos, não consideram que ela tem direito ao partido, pelo contrário, pode ajudá-los prevendo um segundo turno. Que República.

DONA MARINA NO
FIO DA NAVALHA

Dona Marina tem até 5 de outubro para registrar a Rede. 9 dias, incluindo sábado e domingo, para decidir uma vida política, o futuro e o destino. O Solidariedade estava em pior situação no TSE, o relator Henrique Neves recusou seu registro, deu 60 dias para o Paulinho se acertar.

Não servia, em suspense, nenhum parlamentar sairia do partido atual, arriscando tudo. Votaram, ele ganhou por 4 a 3, já está recebendo solidariedade.

Para Dona Marina as coisas terão que ser diferentes. O Solidariedade não ameaça nenhum presidenciável, talvez possa ajudar algum, quem sabe Aécio, muito precisado? Mas Dona Marina é a própria presidenciável, como ajudá-la a triturá-los? 9 dias.

O FUTURO DE
CABRALZINHO

Em Brasília circulam muitos rumores sobre o destino ministerial do governador. Mas não é certo. Dona Dilma teria que ter muita coragem para nomear o quase unânime “fora Cabral”. E os protestos, também no PT?

Saindo, assume Pezão, que logicamente se fortalece, não a ponto de ganhar, mas de desgastar Lindbergh. Haja o que houver, só existem dois candidatos: o desse do PT e de Garotinho, dele mesmo.

O plano de cabralzinho, desbaratado pelas ruas. Iria para Paris como embaixador, dois anos extraordinários. Voltaria em 2016/17, aí tudo já teria mudado, ou não. Só que Dona Dilma poderia nomeá-lo ministro, embaixador? A coragem não dá para atravessar o Atlântico.

IVES GANDRA
RECUOU NOVAMENTE

O jurista deslumbrou um dos lados, em sua argumentação: “Pela primeira vez, o Supremo usou a teoria do “domínio do fato”, substituindo as provas”. Quando o Supremo julgou Collor “por falta de provas”, Gandra ficou em silêncio.

Agora, contestado, se incorporou à clarividência do ministro Gilmar Mende3s, para quem só vale o que vem de juristas da Alemanha. (Só que Gandra Martins não tem filha morando na Alemanha).

Ives usa a mesma Folha, para “retificação”, travestida ou escondida como “ratificação”. Chama a Ação Penal 470 de “histórica”, esqueceu de fazer isso antes. Cita fartamente as vezes em que o “domínio do fato” foi utilizado.

ESPEREMOS A QUARTA
VERSÃO DE IVES GANDRA

Agora, aceita plenamente as condenações, e aparece de corpo inteiro, ao contrário das outras vezes. “À falta de provas robustas, a condenação se dá através do domínio do fato’. A seguir, textual: “As provas das condenações da Ação 470 eram consistentes, tanto que só alguns reus conseguiram obter os quatro votos que permitiram os infringentes”.

O jurista se equivocou, como é comum dizer agora. Em suma: pegou um avião em Congonhas, ficou surpreendido que nunca chegava a Berlim. Resolveu então desembarcar. Mas no meio do caminho?

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27 thoughts on “Cabralzinho será ministro? O ‘domínio do fato’ e as provas, no entendimento-desentendimento dos juristas. Em 2030, pelo menos 1 bilhão na mais completa miséria, é o que divulga a ONU. Dona Marina sem partido, faltando 9 dias para a decisão.

  1. Discordo.
    O caso de Dirceu é de desonestidade!
    Midiático porque se trata de uma pessoa que efetivamente mandava no País, que detinha um poder acima de sua função como ministro Chefe da Casa Civil e se deixou levar pelo embevecimento de estar governo, de não ver limites aos seus planos maquiavélicos de o PT se manter no poder indefinidamente.
    Zé Dirceu, o criminoso, ensejou que os fins justificam os meios, pouco se importando com os aspectos morais e éticos de sua atitude, comprando situação e oposição e transformando-as em “bases de sustentação ao governo”, pois aprovariam qualquer medida que este quisesse no Congresso mediante dinheiro, e muito!
    Se foi o “domínio do fato” ou não que o levou a ser condenado pouco importa. A questão é que este meliante deveria ser condenado pela elaboração de táticas e estratégias contrárias ao povo e País, moldando os parlamentares de acordo com os interesses partidários e conveniências dos petistas.
    Afora tal escândalo político no Brasil de proporções jamais vista, a aliança com o “empresário” Marcos Valério, o laranja, além do envolvimento do Banco do Brasil diretamente neste processo através do ladrão Pizzolato que, até o ministro Lewandovsky o condenou!

  2. O que Dilma e Padilha estão camuflando no Mais Médicos?

    É grave a pressão que o governo federal está fazendo sobre os conselhos regionais de medicina. O que os CRMs estão pedindo? Apenas que o programa Mais Médicos informe quem serão os tutores dos estrangeiros contratados. Que os diplomas estejam traduzidos. E que as cópias estejam registradas em cartório. O que a Dilma e o Padilha estão escondendo? Será que Cuba não mandou os diplomas originais, para impedir que os seus escravos estejam titulados e possam fugir para outros países? Será que os tutores não existem, porque não foram contratados? O que o PT está escondendo do povo brasileiro, tentando culpar os conselhos regionais para jogar uma cortina de fumaça?

    Aquí: http://coturnonoturno.blogspot.com.br/

  3. Sexo é vida, é estar ligado às emoções, sentimentos, sensações indescritíveis, prazer, satisfação mental e física, é sentir-se aceito por outra pessoa mesmo que somente pelo momento, é vibração, alegria, felicidade.
    O pobre sabe de suas dependências, limites, existência com extrema dificuldade, sem futuro, comida quente, bebida gelada, cama confortável, teto que o proteja da noite, frio e chuva, de viver sem perspectivas de melhora.
    Não lhe resta outra alternativa à sua vida que não seja dar-lhe um sentido pelo menos prático, absolutamente humano, independente da sua condição social, econômica e financeira: sexo e, quanto mais, melhor!
    As consequências desta atividade constante ele não dimensiona, que seriam o surgimento de vidas através da gravidez de suas companheiras e, portanto, mais problemas além daqueles que já está acostumado, porém, na razão direta que deve deixar de lado tais “detalhes”, o que interessa é viver, e que seus filhos façam o mesmo, caso cheguem à idade de compreender que devem viver por si, que devem buscar seu alimento, vestimentas, teto e vontade de viver.
    Nessas alturas, aparece um dilema interessante para estudos:
    Dinheiro, posição social, poder, ocasionam a diminuição da libido?
    Ou, haja vista o pobre não desfrutar de tais situações, ele a tem mais elevada na sua vida?
    Desta forma, é melhor ser pobre e fazer sexo desbragadamente ou ser rico e, ocasionalmente, sentir o verdadeiro significado de prazer?

  4. Dos males o menor.

    É fato que tem 1 bilhão em condições precárias de sobrevivência.

    Imagina se o planeta fosse socialista. Uma religião que nega a alma humana , com a sua ambição e outras características que já vem com o Homem há milhões de anos?
    O mundo já estaria com 4 bilhões de famintos.

    É justamente a ambição, que a falsa-moral socialista chama de ganância, que é o motor de toda essa produção que existe hoje. Mas ainda falta um pouco.

    Como disse Millôr: “Não há ideologia que se sustente sem um orçamento”.

  5. Desemprego e a inquietante verdade

    A partir dos anos 80, conseguir gerenciar o governo de uma nação obtendo constantes bons resultados econômicos e sociais, tem ficado cada vez mais complicado. Dona Tecnologia, maravilhosa e surpreendente, prossegue dizimando o polo consumidor, substituindo a mão de obra braçal e intelectual, com grandes vantagens para os patrões. Mas, ao desempregar milhares trabalhadores, termina abalando o polo de produção, indústria, comércio, serviço e banco, dependentes de grandes massas de consumidores com real poder de consumo. Sem um gigantesco polo consumidor formado por trabalhadores com real poder de consumo o sistema capitalista desmonta. A atual grande crise mundial tem tudo a ver com desemprego tecnológico.

  6. Não fosse a tecnologia, o mundo estaria nos século VIII. Na base da luz de vela.

    Todo progresso só existe quando a ambição individual não é tolhida.

    Ou será que alguém é bobo para trabalhar de graça?

  7. Sobre o Capitalismo; ontem, hoje e amanhã. Creio que todos os ismos trouxeram tormentas imensas para o mundo, mas quando abordamos o Capitalismo podemos ver, com as ocorrências atuais, o que nos restou.
    Na crise provocada pela inacreditável jogatina de Wall Street, 1929, os Estados Unidos foram salvos pelas teorias de John M. Keynes: o Estado deve reger as Economias do mundo. E foi assim que Franklin D Roosevelt derramou muitos milhões de dólares em empresas como Good Year (borracha), Schwab (aço), Ford (automóveis), Eastman (fotografia) e Rockefeller (petróleo) para recuperar as gigantescas perdas do país. Os resultados fazem parte da história; a produção voltou a crescer e os Estados Unidos dispararam como potência mundial. Só que … se foi o dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor (o Estado) que tornou possível tal recuperação, seria de se esperar uma justa participação nos lucros daquelas empresas, o que não aconteceu. Seus donos ficaram ainda mais milionários, pagando salários miseráveis para os verdadeiros donos do Capital: os trabalhadores.
    Na crise do subprime de 2008 … novamente o Estado foi convocado a socorrer as empresas e bancos quebrados … pela mesma jogatina de sempre. Além dos cem milhões de pessoas jogadas na mais completa exclusão, constatamos que chegam a US$11 trilhões as perdas internacionais provocadas(estudo de Luciana Rodrigues, Flavia Barbosa e Lucianne Carneiro). “Houve uma crise sem precedentes, que se disseminou com rapidez nunca antes vista pelos mercados financeiros globais, levando à derrocada de bancos, empresas e países. Passados cinco anos da quebra do Lehmann Brothers, os maiores países do mundo ainda amargam uma perda deste montante, US$11 trilhões. Esse é o tamanho do custo estimado da crise para os Estados Unidos, Reino Unido, Zona do Euro e grandes emergentes como Brasil, China e Russia. Pacotes bilionários de socorro a bancos e empresas tiveram que ser acionados pelos governos para evitar bancarrotas em efeito dominó”.
    Pergunto: de onde veio o dinheiro para estes pacotes bilionários? Do Estado, do povo, sempre convocado para salvar as economias. Consequentemente, não há como pensar de forma diferente: o povo é o dono de tudo, e o resultado da produção de tudo deve ser direcionado, em primeiro lugar, a ele, o motor que faz girar as máquinas da produção.
    O Sr Otaviano Canuto, Consultor Senior em BRICS do Banco Mundial, disse: “Ninguém pode afirmar que o mundo saiu da crise, muito pelo contrário. O teste da recuperação americana será quando o FED (Federal Reserve, o BC americano) retirar os estímulos à economia)”. Estes estímulos, sabemos, montam numa injeção de US$86 bilhões mensais no mercado (vai direto para os bancos). Novamente … novamente … o Estado está tentando manter a economia americana de pé, com o dinheiro do povo, entregue para os abutres de sempre. Então … ISTO é o Capitalismo? Fundamentado sempre no que é produzido pelo povo? E este fica com o quê? Com estes salários miseráveis, salários de exploração cruel e desumana? Ou com um inédito desemprego?
    Estamos diante de mais um crime contra povos inteiros!!! Olhemos para o mundo como ele se apresenta HOJE, e vejamos o que pode ser criado para o futuro, mitigando os efeitos deste presente tão desastroso. Na Coreia do Sul uma empresa criada em 1938 (uma lojinha) associou-se ao Estado e atualmente é maior do que a Argentina: SAMSUNG. Distribui dividendos para seus colaboradores e lhes proporciona educação qualificada. Proporcionalmente, tem a maior quantidade de PHDs do mundo.
    Existe capitalismo lá? Sim,mas desta forma: o povo gera as riquezas e fica com elas. Nos Estados Unidos 47% dos cidadãos não pagam impostos. 150 milhões não têm planos de saúde.
    O bilionário Warren Buffett fez piada; “Pago menos impostos do que a minha secretária”. Tá tudo explicado. Inventam guerras e invasões para sustentar a Indústria da Guerra, afinal 28% do Orçamento dos Estados Unidos são direcionados para isto. Com motivo ou sem.
    Para encerrar por hoje, por hoje (HF!!!); na guerra do Vietnã, os Estados Unidos jogaram nas populações civis o Agente Laranja (arma química). Mataram e aleijaram milhares, de ambos os lados. Terminada a guerra, a Associação de Veteranos foi ao Congresso pedir ajuda para tratamento dos inválidos (para sempre). Foi negada!!! Que país é este??? Mentes doentias!!! Hediondas!!! É fácil checar em livros e na wikipédia, com muitos detalhes.
    Eis o CAPETA-LISMO em ação!!! Mas a culpa de tudo isso … é do Fidel. Claro. Só pode.
    PS; Eis como funciona a mente dos ianques capetalistas. Contam que, certa vez, um deles foi condenado a morrer na fôrca. Na hora da execução, percebeu que o carrasco não tinha a corda.
    “Espere! Tenho uma boa corda em casa!”, disse o condenado. “Posso vendê-la para você por dez dólares”. O carrasco aceitou. O condenado vibrou de alegria, dizendo: “Lucrei! Lucrei! Pois comprei por cinco dólares!” (pano rápido)

  8. Ferreira Gullar: ” As privatizações foram um sucesso”….o povo saiu ganhando.

    Mas aqui para muitos o povo não interessa.
    Ou por razões de fanatismo ideológico ou por malandragem.

    PS. É duro aguentar esses desequilibrados emocionais que misturam tudo.
    Resumem tudo em bom ou mau.
    Atingem o retardamento mental ao xingar como crianças, quando algo lhes desagrada.
    Ridículos.

  9. Prezada Mônica,
    Grato.
    Na verdade, como escrevi acima, dificilmente encontraremos um denominador comum para esses debates sobre socialismo, capitalismo, comunismo, religião, economia, ateísmo, haja vista as convicções de cada frequentador neste espaço democrático.
    Tento, ultimamente, escrever algo que esteja entre esses temas, os assuntos correlatos, os que sofrem as consequências de medidas levadas a efeito de forma exclusivista, egoísta, sem que considerem outros aspectos tão importantes quanto aqueles que atribuímos destaques.
    Em outras palavras:
    O pobre em qualquer circunstância é o que sofre o efeito de movimentos que atestam ironicamente querer o seu bem.
    Ora, se isso fosse verdade e possível a sua concretização, então não haveria mais pessoas pedintes no mundo, pois viveríamos em um paraíso.
    O pobre tem sido usado para finalidades outras, menos de ser alvo de atenções que, pelo menos, minimizassem o seu sofrimento, a sua dor, suas frustrações e, principalmente, que o considerassem SER HUMANO!
    Não apenas um sujeito carente, necessitado, que um prato de comida ou alimentos fornecidos mensalmente venham a resolver a sua situação, não, mas alguém dotado de sentimentos, paixões, ansiedades, infelicidades, tristezas, amarguras… que poderiam servir para que os mais abastados dele se lembrassem e o ajudassem efetivamente, não através de paliativos, mas mediante atitudes que redundassem na solução de seu padecimento em comparação àquelas pessoas que seus pais lhes possibilitaram uma vida boa e, a vida, lhes foi pródiga.
    Pipocas, Mônica, que se critique o pobre pela quantidade de filhos que põe no mundo, mas até isso querem impedi-lo, de fazer sexo??!!
    Mais: ele o faz co ardor, seja para se aquecer, receber carinho, beijar uma mulher sem perfume, cheirando mal, sem desodorante, pés sujos, mal lavada, não importa, é a sua musa, o seu modelo de mulher, a sua excitação, o seu orgasmo, a sensação de estar vivo!
    E, para a sua companheira, certamente pensa não só igual quanto passa pelas mesmas necessidades de afago, onde o que menos é sentido se o abraço está fedendo à asa, de um homem que não toma banho, que suas partes íntimas estejam nojentas, que seus dentes estejam apodrecidos e com mau hálito, que sua pele tenha escaras, que suas unhas tenham restos de lixo que as deixam pretas, que ele leve para a cama uma garrafa de cachaça!
    O que vale a pena é que se unem; se acoplam; deliram abraçados um ao outro, o desejo frêmito pelo calor humano está sendo compensado naquele momento.
    Pelo homem, que tem à sua disposição a intimidade de uma mulher, seu corpo, sua vontade, sua ânsia de lhe acompanhar no gozo.
    Pela mulher, que tem ao seu lado, deitado com ela, um homem que lhe quer, que vai lhe proporcionar satisfação, que vai fazê-la sentir-se desejada, querida, que lhe dirá palavras carinhosas e ternas ao ouvido, que gemerá de prazer porque seu corpo estará possibilitando tal satisfação para o seu companheiro.
    A sujeira, a feiúra, o fedor, os corpos fracos pela falta de comida, a pele seca porque sem uso de cremes hidratantes, o bafo de pinga que exalam, os cabelos grudentos que ambos possuem porque não têm xampu para lavá-los, a ausência de uma cama onde caibam os dois, de lençóis limpos, de um quarto, não vêm ao caso. O momento é de se homenagear a existência, sentir a vida dentro de si, agarrar-se ao companheiro e ele a ela como se fosse o fim, ele pulsando dentro dela e ela ajeitando-se para receber o líquido da vida como seu invólucro mais valioso, mais disputado pelo homem, pelo seu poder mágico de embelezar, de transformar o horrendo em maravilhoso, do sexo entre dois imundos em um ato sagrado de amor, de pureza, de beleza incomparável!
    Sim, Mônica, se o pobre é condenado às dificuldades, a ele é consentido o prazer sem igual à valorização do sexo, à importância desta intimidade elevada à condição de espiritualidade absoluta por conta de um erotismo natural, sem máscara, botox, massagens, cirurgias plásticas, Viagras, vinhos finos, jantares à luz de velas, comidas sofisticadas, sobremesas especiais, passeios ao luar, presentes caros, corpos delineados em academias.
    Ali estão duas pessoas simples, mas que transformam o sexo em ato não só carnal quanto transcendental, divino, que somente a pobreza material pode possibilitar como compensação a não ser através de suas vontades, desejos, expressos em corpos que precisam ser amados e respeitados, reverenciados e usados para dar prazer aos que valorizam a vida, independente do sofrimento!
    Conforme minha experiência, compreensão e interpretação sobre as palavras de cristo, Mônica, quando disse que seria mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no reino do céu porque este já havia ganho o seu galardão, certamente Jesus não falava no céu como prêmio, pois o rico conhece o mundo, tem dinheiro, sabe como aplicá-lo, aumentar o seu patrimônio, valorizar o seu tempo, proteger os seus bens, morar em residências que parecem fortalezas, mas o rico não sabe valorizar a VIDA!
    Eis o recado de Cristo, Mônica, esta ausência de felicidade verdadeira que somente o pobre pode sentir porque dá valor a vida, à união com uma pobre e a valoriza sobremaneira e, assim, conhece mesmo que por instantes, a FELICIDADE, haja vista que não é somente pelo prazer da relação sexual, mas de integração com a existência plena nos braços de uma mulher, sendo a recíproca verdadeira!
    Esta é a diferença entre ser rico e ser pobre: O pobre, cheio de vida; o rico, cheio de dinheiro.
    Um respeitoso abraço, Mônica, e muito obrigado.

  10. Francisco Bendl, saudações
    Eis que … sua imagem de filósofo vai sendo cristalizada, com muita nitidez!!! Seus comentários são por demais humanos e em decorrência, apropriadíssimos!!!
    “Eis o recado de Cristo”, você escreveu e descreveu. “Dividir o pão, acudir os necessitados”, ‘olhar para o outro’, como frisava um dos mais importantes pilares da Sociologia, Max Weber, que certamente foi, é e sempre será um seguidor do Mestre Maior, JESUS de NAZARÉ, O CRISTO. Sua abordagem definindo o rico e o pobre é simplesmente majestosa: “O pobre cheio de vida; o rico cheio de dinheiro”. E … sabemos, Francisco, que o rico acumula suas riquezas muitas das vezes da forma mais traumática para as sociedades. E ao pobre resta chorar e ver seu gado morrer, suas esperanças definharem, seu sustento ficar problemático, seu abandono virar realidade e sua vida se transformar em permanente pesadelo e agonia. Não estamos aqui, neste Plano, para resolver tais questões, por impossível. O Mal tem muitos e implacáveis seguidores. Estamos aqui, sim!, como Quixotes que somos. O pobre pode ser pobre de dinheiro. Sabe que é explorado e que seu sangue será sugado até a derradeira gota. Mas, ele toma um cafezinho com sua mulher … quando dá … sorri para ela … se abraçam … e … eis o milagre: ele aguarda seu Fim com o corpo enfraquecido, adoentado, em lágrimas, e resigna-se. Há outros, porém, que pegam em armas contra os exércitos poderosos. São mortos. Morrem, entretanto, em plena luta contra a exploração do homem pelo homem.
    Fique com a minha admiração de sempre, Francisco Bendl.

  11. O vídeo recomendado pelo Seytrym … é imperdível.
    Que denúncia!!! Nada que já não saibamos, mas … quantas informações detalhadas!!! E foi feito por norte-americanos …

  12. Almério, meu caro mestre,
    Espelho-me em teus registros, na filosofia que és professor, na importância da vida que somos obrigados a lhe dar em detrimento de outras riquezas meramente passageiras.
    Sim, a vida também é finita, mas o tempo se a envelhece, na razão indiretamente proporcional à eleva pela experiência, sofrimento de anos, perda de entes queridos, amores perdidos, o fim que se aproxima. Então, apegamo-nos à vida, ao fio de esperança que é o coração batendo e a mente trabalhando, a imginação sonhando e a realidade constrastando o anseio pela existência levar mais tempo, de se querer viver mais, apenas mais.
    O pobre, diferentemente do rico, quer viver e não acumular riquezas, só isso.
    Esta é a igualdade, Almério, entre os seres humanos, a vida!
    Ricos, pobres, remediados, pardos, brancos, negros, amarelos, judeus, católicos, budistas, ateus, comunistas, capitalistas, homens e mulheres, a vida é o legado maior que nos deixaram, e para ela que devemos nos dirigir em atenção e valorização.
    E, se existimos de duas formas, macho e fêmea, então a vida é celebrada em toda a sua riqueza através de ambos, do sexo, da entrega, do carinho, afago, romance, do amor!
    Pelo menos o pobre tem mais tempo para destinar à vida, enquanto que, o rico, perde este tempo precioso à cata de mais tostões que de nada valerão à felicidade que outra pessoa pode lhe proporcionar.
    Enquanto não entender este significado, que a felicidade se encontra no seu semelhante, continuará a enriquecer, ser mais infeliz, mais frustrado, angustiado e medroso, pois a sua imaginação é voltada à segurança do que conquistou, menos preocupar-se com o bem-estar de seus filhos, da sua mulher e daqueles aos quais comanda.
    Parafraseando Cristo, é mais fácil a minha cachorrinha pequinês cantar a ópera La Bohéme, de Giácomo Puccini, que um rico proferir uma só palavra de carinho para um pobre, de ternura, solidariedade, de compaixão.
    Um abraço, meu caro Almério, coração valente.

  13. Francisco Bendl!!!
    Degustemos juntos um vinho de Caxias do Sul!!!
    Estejamos conscientes de que estamos nesta peça ilógica de teatro, cujo roteiro exige uma encenação tão sofrida quanto um cenário perverso … para cumprir a missão e suportar seus efeitos nada especiais. Ou … a lógica da peça é esta mesmo?
    Abraço forte!
    (Mencionei um vinho de Caxias do Sul, mas não sou conhecedor de vinhos: certa vez, contemplando o Guaíba após uma palestra, um amigo trouxe duas taças e me ofereceu, para brindarmos o dia que estava acabando. E ele disse: “Este é especial! É de Caxias do Sul!”. Muito bom!!!)

  14. Almério,
    O Rio Grande tem várias cidades que produzem vinhos finos e de alta qualidade.
    Bento Gonçalves, Garibaldi (espumantes e champagne), Flores da Cunha, Caxias do Sul, sim, Livramento…
    Enfim, espero que um dia tenhamos esta satisfação de degustarmos um cálice de vinho na própria vinícola, extraído do barril, e acompanhado por deliciosos queijos, copa, salame italiano e pão.
    Uma informação:
    Tu sabes que para experimentar vinhos diferentes, a forma de se tirar o gosto da boca do vinho anterior é somente pela ingestão de pão?
    Qualquer outro jeito eles se misturarão, e não saberias avaliar corretamente o sabor de cada um.
    Um abraço, Almério.

  15. Vocês não sabem como é divertido o absoluto ceticismo. Pode-se brincar com a hipocrisia alheia como quem brinca com a roleta russa com a certeza de que a arma está descarregada.

    (Millôr Fernandes)

  16. Senhor Francid]sco: SÓ o senhor para transformar em beleza a extrema feiura da pobreza. vira e mexe eu os vejo na rua dormindo juntos, seu único e verdadeiro prazer. Eu sempre falo que tenho ojeriza de corpo sujo. Desde criança. Odeio pé sujo na cama ou sofá. Pé sujo na cama então! No posto aqui perto, na henrique valadares, onde tomo a injeção mensal, a sala de enfermagem fica ao lado da sala de curativos dos moradores de rua (ainda bem que são separados). Eu disse ao meu marido que já não sento mais nos bancos de nojo. Eu sinto até vergonha em amdmitir isso, mas não consigo evitar… É preciso que saibamos olhar estas pessoas além dos seus corpos sujos e fétidos. Quantos de nós temos este olhar?

    É muito bom poder ler palavras de humanidade como as do senhor. É sempre bom poder ser GRATO à vida, mesmo antes às adversidades e se sexo é vida, celebremos então, sem nojo e sem preconceito.

  17. Minha prezada Mônica,
    O teu relato sincero, franco, enaltece a vida, esta mesma que comentei acima, que precisa também de verdades por mais que elas sejam cruéis.
    Olha minha cara, as tuas palavras são cristalinas, puras, que refletem o teu pensamento, e não foi eu que contribuí para que tu entendesses as pessoas que te dão asco de outra forma, mas a tua sensibilidade feminina, a tua delicadeza, teus sentimentos nobres, tua alma pacífica, teu coração que transborda de amor pelo teu marido, filhos, parentes, amigos, e desconhecidos.
    Este Blog incomparável tem este dom, de fazer a pessoa pensar, refletir, alterar suas convicções ou fortalecê-las mais ainda.
    Um abraço ao maridão, que teve a sorte e bênçãos divinas em estar casado contigo!
    Uma boa noite, Mônica.

  18. Pingback: Cabralzinho será ministro? O ‘domínio do fato’ e as provas, no entendimento-desentendimento dos juristas. Em 2030, pelo menos 1 bilhão na mais completa miséria, é o que divulga a ONU. Dona Marina sem partido, faltando 9 dias para a decisão. | LI

  19. Pessoal,

    Parabéns pelo ótimo “Final Feliz” dos comentários deste Post.

    Oxalá pudéssemos sempre convergir para uma direção comum.

    Em um momento onde vemos claramente as instituições que deveriam nos representar ruírem e serem tragadas esgoto abaixo, percebemos enfim que o que conta é o nossa real capacidade de sermos humanos.

    O que nos diferencia dos animais? Da lei da selva? O AMOR!

    Que possamos exercitar o Amor, pois ele é a única moeda de troca onde todos ganham.

    PS. O vídeo é ótimo, e o canal tem mais vídeos bons também. É bom saber que outros povos, inclusive os norte-americanos, sofrem as mesmas mazelas que nós sofremos. A manipulação da mídia atende aos interesses de um pequeno grupo de poderosos. Ela faz com que o ódio divida os homens e as nações…

    Mas a VERDADE, a UNIDADE e o AMOR é a chave para um novo começo.

    Abraços a todos!

  20. Seytrym,
    Tu és um sujeito inteligente, repito, pois eu já afirmara em comentários anteriores este teu raciocínio e domínio das palavras, afora uma argumentação interessante.
    Mas não tivemos um “Final Feliz” com como escreveste.
    Na verdade, os pobres continuam; suas misérias, necessidades, desconsideração pelos que têm mais, enfim, a saga, a via crucis, continuam de forma impiedosa aos que não foram contemplados com uma vida melhor.
    Sem querer entrar no mérito da pobreza, as suas causas, por assim dizer, sempre as pessoas de bom senso concordarão que as injustiças precisam ser combatidas, que o ser humano necessita ser visto como tal, que não há explicações que possam justificar uns com tanto e a grande maioria sem nada!
    A diferença gritante existente nos grandes centros urbanos ocasionarão em futuro próximo uma relação entre as pessoas de prognóstico nada otimista, ao contrário, cada vez mais teremos insatisfações populares, revoltas, assaltos, assassinatos, por conta de um distanciamento cada vez mais longo e, em consequência, mais difícil de aproximar o ser humano.
    Certamente a Primavera Árabe não foi apenas questão política, o mesmo acontecendo em período maior na Síria. Implicitamente estavam reivindicações alertando que o povo não admitia mais a vida faustosa de seus ditadores ou reis ou sheikes, enquanto vivem em extrema miséria. Assim, acredito que teremos o mesmo, caso nossos governantes associados sempre às elites que comandam este Brasil, precisam se dar conta que urge dar mais atenção à plebe, tratá-la com humanidade, minimizar seus problemas, preocuparem-se o mínimo com a situação pelo menos das crianças.
    Então, Seytrym, teremos um final feliz.
    Por enquanto, este tema não tivemos agressões, ofensas, palavras ríspidas, mas o entendimento adequado sobre o homem e a mulher que atualmente são desprezados porque são miseráveis e, repito, absolutamente descartáveis!
    Um abraço, Seytrym.

  21. Foi mal! Sem perceber, acabei respondendo com o perfil do meu marido, que também participou do fórum deste jornal antes de mim, em outro artigo! Kkkk

    Mas eu agradeço muito sua gentileza, sr. Francisco!

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