Cada vez mais irresponsável, Bolsonaro decide demitir o ministro Henrique Mandetta

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em coletiva no Planalto Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Mandetta cometeu o erro de ser apoiado do que Jair Bolsonaro

Gustavo Maia e Naira Trindade
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir ainda nesta segunda-feira o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio à crise do novo coronavírus. O ato oficial de exoneração de Mandetta está sendo preparado nesta tarde no Palácio do Planalto. A expectativa é que a decisão seja publicada em edição extra do Diário Oficial da União após reunião do presidente com todos os ministros, entre eles Mandetta, convocada para as 17h. A informação sobre a exoneração de Mandetta foi confirmada ao GLOBO por dois auxiliares do presidente da República.

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania, é o mais cotado para substituí-lo. Ele almoçou com Bolsonaro e os quatro ministros que despacham do Palácio do Planalto nesta segunda: Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

INDICAÇÃO – A ala militar do governo defende o nome da imunologista Nise Yamaguchi para assumir o Ministério da Saúde. A avaliação é de que o nome dela seria aceito pela população, que hoje admira Mandetta, já que Nise tem mais de 40 anos de experiência, é médica do Hospital Israelita Albert Einstein e atuou em diversas áreas da saúde no Brasil.

Há uma tendência de que o nome dela não sofra rejeição pela bagagem de conhecimento e também por ser mulher. Nise defende o uso de cloroquina em pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Em reunião com integrantes do Ministério Público nesta segunda-feira, o mnistro da Saúde admitiu a dificuldade que encontra no cenário político e que não sabe “até quando ficará Ministro da Saúde”. A reunião pode ter sido um dos últimos compromissos de Mandetta no cargo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Caraca, o barulho do panelaço hoje vai bater recorde. Ao assinar a injusta exoneração do ministro, o presidente pode estar assinando a sua própria carta de demissão. (C.N.)

 

32 thoughts on “Cada vez mais irresponsável, Bolsonaro decide demitir o ministro Henrique Mandetta

  1. Bolsonaro levou apenas um ano para mostrar as suas garras, e dilacerar a esperança que a sua administração iria melhorar o Brasil!

    Se fôssemos mais atentos à sua carreira militar, que se rebelou contra seus superiores, então foi para a reserva, teríamos poupado mais um presidente que mais atrapalhou do que construiu, mais nos atrasou que nos oferecer um plano de desenvolvimento!

    Bom, comentaristas foram insistentes sobre essa forma de ser de Bolsonaro.
    Um deles, e rendo minhas homenagens, foi o Aquino.

    Portanto, o presidente jamais agiu pensando no coletivo, mas em si próprio;
    jamais considerou seus companheiros de caserna, mas ser um rebelde, um desobediente, alguém que não aceitava ser comandado.

    Foi assim em seus 28 anos como deputado federal, sem nada para apresentar de útil ao povo;
    e seguiu agir na presidência da República do mesmo jeito.

    Bolsonaro rasgou de vez a sua chance de reeleição.

    Curiosamente, o ministro da (Des) educação cometeu mais um erro clamoroso:
    Ofendeu os chineses na pior hora possível, ironizando até mesmo a forma como os chineses falariam o nosso idioma, trocando a letra “r” pelo “l”. (ele).

    Esse idiota e imbecil segue ministro!
    Uma pena que os chineses não gozaram da sua cara, quando várias vezes errou clamorosa e infantilmente várias palavras da nossa língua.

    Baita bobalhão, assim como o seu chefe.

    • Quem mandou a população dar ao Ministro Mandetta a popularidade que é o dobro da popularidade do presidente. Isso é inadmissível para o Bolsonaro e seus minions, que não aceitam o ministro estar certo e o presidente errado.
      Um governo despreparado e com a mente pequena apela em sua defesa o seu poder de demitir.

    • Caro Bendl,
      Se déssemos crédito o que disse o general Geisel e o coronel Jarbas passarinho, Bolsonaro não iria ao segundo turno.
      Esse Weintraub fez coro com o filho do Bolsonaro ao destrata a China. O que ganha o Brasil com isso? Será que é para agradar o Trump, que está cagando solenemente ´para o Brasil?
      Imagine se o governo chinês reagir e disser que não envia mais equipamentos para combate a pandemia e ainda suspende o comércio com o Brasil. Será que é isso que esses imbecis querem?
      Um abração amigo

    • Infelizmente, temos um “capitão” presidente brincando de ser Presidente da República Federativa do Brasil. É Despreparado, é Medíocre e mais Falso do que uma nota de três reais. Pobre do nosso Brasil.

  2. Quem mandou a população dar ao Ministro Mandetta a popularidade que é o dobro da popularidade do presidente. Isso é inadmissível para o Bolsonaro e seus minions, que não aceitam o ministro estar certo e o presidente errado.
    Um governo despreparado e com a mente pequena apela em sua defesa o seu poder de demitir.

  3. O anão que fica escondido embaixo da mesa do presidente ouviu falar que ele demitir o Mandetta. Mais tarde ouviu falar de novo que ele não ia mais demitir.
    Agora o anão vai jantar e depois mimi. Portanto novas fofocas só amanhã, quando o anão acordar.

    • Essa gente não se envergonha mesmo de suas colocações cujo único fim é derrubar Bolsonaro, pois ele não é de esquerda e isto é inaceitável para esses fanáticos da esquerda.

      São tantos os absurdos que esses transtornados colocam para sustentar suas taras, que fariam vergonha até num Adolf Hitler .

      O néscio então, é incurável.

  4. No Twitter muito material com provas do aparelhamento do min da saúde pelo PCdoB e esquerda. Toda a equipe de Humberto Costa, quando ministro de Dilma, mantida por Mandetta + os bilhões pra midia extrema, controlados pelo PCC. Ficou onsustentapro Mandetta.

  5. Ao ouvir o pronunciamento do ministro Mandetta lembrei dos tempos que eu jogava sinuca (ou caçapa, no interior do RS). Era um lance que a nossa bola ficava numa posição tal que não dava para acertar diretamente a bola da vez (sinuca) ou do adversário (caçapa). Na caçapa a gente chamava estar encaçapado e na sinuca de estar numa sinuca de bico. Para sair dessa situação, o jogador tinha que ser exímio.

  6. Bonaparte temia mais a imprensa inimiga que quatrocentos mil soldados bem armados.
    Bolsonaro cortou a retaguarda da imprensa num lance de logística, com isso criou o efeito desmame.
    Os camarotes e outros que tais da vida vão espernear, gorgolejar, arranhar a tampa do caixão, mas vão secar como vampiros ao sol.
    O reverso da medalha podemos elucubrar, se o Bolsonaro despejar grana gorda no Estadão, Folha, principalmente na Globo o corvo muda de cantoria e passa a gorjear como uma cotovia.
    Ou não?
    Adoraria ver Mervais com ares de madre superiora esgrimir piruetas gramaticais eivadas de adjetivos qualificativos, seria apoteótico!
    Hehehehe

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