Cada vez mais ricas, as centrais sindicais hoje fazem parte da chamada “base aliada”.

Carlos Newton

As centrais sindicais estão cada vez mais fortes e poderosas. Sob argumento do aumento do número de trabalhadores com carteira assinada, o governo federal dobrou, em três anos, o valor repassado às principais centrais sindicais, que preparam festas milionárias para celebrar o feriado do Dia do Trabalho. Mas acontece que a justificativa não procede, porque o número de trabalhadores formais não dobrou no mesmo período.

É só fazer as contas. O bolo destinado às centrais saltou de R$ 62 milhões em 2008 para R$ 124 milhões no ano passado, segundo levantamento feito pelo Ministério do Trabalho a pedido da Folha de S. Paulo. Se o ritmo de crescimento se mantiver, a quantia vai ultrapassar os R$ 150 milhões em 2012.

O dinheiro representa 10% da receita com o imposto sindical. A contribuição anual equivale à remuneração por um dia de serviço e é obrigatória mesmo que o trabalhador não seja sindicalizado. A cobrança está sendo questionada e pode ser extinta pelo Congresso Nacional.

Traduzindo tudo isso: não é por mera coincidência que as centrais sindicais estejam tão governistas. Criadas para defender os trabalhadores, na verdade essas entidades passaram a faze parte da chamada “base aliada”. E ainda levaram a reboque a União Nacional dos Estudantes (UNE), também de saudosa memória.

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