Cadeia neles

Carlos Chagas

Define-se a sorte dos 25 condenados no processo do mensalão: só por milagre terão suas penas reduzidas. Assim, os condenados à prisão fechada ficarão atrás das grades, outros   precisarão  dormir na cadeia, uns mais felizes cumprirão prisão domiciliar. O Supremo Tribunal Federal terá cumprido suas obrigações, numa demonstração de que suas sentenças  acoplam-se à voz rouca das ruas. Imaginar-se um ente à margem da opinião pública costuma não dar certo. Apesar da presunção de alguns ministros em proclamar-se completamente independentes, na realidade todos  devem respeito a Sua Excelência o Cidadão Comum.

Encerrado o julgamento dos embargos declaratórios, é possível que nem venham a ser apreciados os embargos infringentes, mas, se vierem, não haverá Ricardo Lewandowski capaz de protelar o encerramento do processo. Nem parece viável a  redução das penas  por decisão da maioria dos ministros da mais alta corte nacional de justiça. Afinal, para que serviram meses e meses de exaustivas análises, debates e votações?

Como disse o mais novo ministro, Luis Roberto Barroso, não seria correto mudar os resultados, tornando-se necessário acabar com os recursos usados apenas para protelar julgamentos.

OS VICES

Chapa pronta e arrumada, só uma: Dilma para presidente, Temer para vice. Os demais candidatos patinam.Quem será o vice de Aécio? E de Serra, caso ele venha a ser o preferido dos tucanos? Marina Silva já pensou em escolher seu substituto? E Eduardo Campos? Na hipótese de Joaquim Barbosa apresentar-se, quem o acompanhará?

Na crônica recente os vices tem revelado apoio político aos titulares, depois das trapalhadas que cercaram os presidentes militares. Sarney ocupou o lugar que era de Tancredo. Itamar surpreendeu ao superar Collor. Marco Maciel fez o dever de  casa com Fernando Henrique enquanto o Lula não se queixou do  José que o acompanhou por dois mandatos. Temer tem ajudado Dilma a superar obstáculos. A ideia é continuarem a parceria,  mantendo o PMDB alinhado.

Passou o tempo em que os vices criavam problemas. 

BATENDO CABEÇA

Ficará tenso o clima no Congresso, caso confirmado o comentário do senador Renan Calheiros, sobre ter o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, atuado como “líder da oposição” nas votações de interesse do palácio do Planalto.  Mesmo mantidos os vetos da presidente Dilma, exprimindo a vitória do governo, pela lei das probabilidades  logo sobrevirá uma derrota. Atribuí-la ao deputado equivalerá ao reconhecimento de sensível fratura na base parlamentar oficial.

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