Câmaras de TV nos hospitais, a pretexto de o Planalto monitorar o atendimento médico, vão desmoralizar o governo Dilma Rousseff

Carlos Newton

A iniciativa de controlar por televisão o que ocorre em alguns hospitais públicos do país no início era apenas uma uma jogada de marketing político, anunciada há bastante tempo por Dilma Rousseff e que não saiu do papel.

Agora, surpreendentemente, a ideia é retomada, com grande alarde, mas está destinada a não ter resultados práticos. Para mostrar a verdade, as câmaras precisariam ficar ligadas o tempo todo nos chamados PSs – os Pronto-Socorros (nos hospitais que têm atendimento de emergência, claro, porque a maioria não tem).

Se as câmaras realmente funcionarem,  desde o primeiro dia de funcionamento do sistema de monitoramento o Planalto terá – ao vivo e a cores – imagens lancinantes do péssimo atendimento médico que os governos (federal, estadual e municipal) oferecem através do SUS a quem os elege.

Como se sabe de antemão que o governo federal nada fará para mudar o péssimo atendimentoessa situação, as câmaras terão de ser desligadas. Caso contrário, desmoralizarão totalmente a presidente Dilma, às vésperas da sucessão presidencial. Se é que ela vai ser mesmo candidata…

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3 thoughts on “Câmaras de TV nos hospitais, a pretexto de o Planalto monitorar o atendimento médico, vão desmoralizar o governo Dilma Rousseff

  1. Seria uma medida excepcional – para se constatar o óbvio! -, contudo, como o próprio articulista reconhece, seria um “tiro no pé” das “otoridades”.

    Artigo conciso e esclarecedor, o que bem demonstra que um artigo se impõe pelo conteúdo e não pelo gigantismo verborrágico ou pelo ranço “chantecleriano”, rss!

  2. A tentativa ridícula de se ser lacônico em comentários achando que o contrário é “verborragia”, denota a limitação intelectual e falta de argumentos do autor, demonstrando, inclusive, o quanto sofre em não poder fazer o mesmo, definindo maldosamente o texto alheio.
    Uma simples questão de respeito e educação, ausentes nos rotuladores de plantão que, através de recados indiretos, sequer têm a coragem de se dirigir a quem pretendem, deixando as suas palavras deploráveis impregnarem o espaço concedido para comentários produtivos, inteligentes, informativos e conhecedores dos temas colocados em pauta, e não para este tipo de implicância infantil, abolutamente em desacordo à idade do provocador, carente de maturidade mental e espiritual nesta altura de sua vida!
    Diferente no trato com os frequentadores da Tribuna, eu não debocho dos mesmos, mas lamento o riso sarcástico e zombeteiro ao final, pois demonstra inquestionavelmente graves problemas de relacionamento interpessoal, que tristeza!

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