Caminhoneiros se levantam e começam a parar o País nesta segunda-feira.

Ana Paula Pedrosa

Como prometido, caminhoneiros fecham, desde os primeiros minutos desta segunda-feira (1º) a BR-381, em Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte. A ideia dos manifestantes é parar o Brasil, sem a realização das viagens e abastecimento de alimentos e combustível, até que eles consigam iniciar a negociação com o governo federal.

A proposta do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) é que os 2,5 milhões de caminhões do país não façam viagem no período entre 6h de segunda-feira e 6h de quinta-feira, o que deve gerar prejuízos incalculáveis para todos os setores. “A partir de 48 horas de paralisação, o Brasil fica desabastecido. Vai começar a faltar combustível, comida, tudo”, diz o presidente nacional do MUBC, Nélio Botelho.

De acordo com o Ministério dos Transportes, 52% da carga brasileira é transportada por rodovias. Se a conta desconsiderar o minério de ferro, que é praticamente todo transportado por ferrovias, a dependência das rodovias sobe para 68%.

Botelho diz que a intenção não é impedir o fluxo nas rodovias, mas, sim, suspender as viagens e forçar o governo a negociar. Em Minas Gerais, o coordenador do MUBC, Geraldo Assis, diz que haverá fechamento parcial das BRs 381 e 040. “Vamos deixar a pista da esquerda livre para o tráfego”, afirma.

REIVINDICAÇÕES

Os caminhoneiros pedem subsídios para baratear o óleo diesel e isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias, o que, de acordo com eles, reduziria o custo com frete e, como reflexo, iria baratear o preço dos produtos em geral. Eles querem ainda a criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, nos mesmos das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas.

Outra reivindicação é a alteração na lei 12.619 que estabelece 11 horas de descanso ininterruptas. A categoria reivindica apenas oito horas seguidas de pausa. A categoria também quer discutir questões como soluções a atuação de transportadores ilegais. Nélio Botelho diz que haverá adesão em massa da categoria, já que o movimento foi aprovado por unanimidade nas assembleias realizadas.

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