Campanha contra a corrupção, em jornais, rádio, Tv e tudo o mais.

Paulo Peres

Para acordar a população diante dos inúmeros crimes praticados por alguns políticos e sua trupe, será lançada a campanha Não Aceito Corrupção, uma iniciativa do Movimento do Ministério Público Democrático (MPD), que criou um 0800 para quem estiver interessado em receber propina. A peça, que será veiculada em veículos impressos, trará apenas a mensagem “aceito propina” e um número telefônico, mas ao invés de pedir a conta bancária do interessado, o locutor do outro lado da linha dará uma “lição de moral” a quem se atrever a ligar.

Segundo Augusto Diegues, diretor da agência Flag Comunicação, responsável pela campanha, o objetivo da ação – que contará ainda com filmes para TV e cinema, peças para a internet e spots de rádio -, foi chamar a atenção para um problema que não está restrito a Brasília.

A ação contará com um site (cujo endereço será divulgado nas peças), pelo qual a pessoa pode fazer denúncias, que serão enviadas diretamente aos Ministérios Públicos dos Estados.

Diegues explica que “a ação foi pensada no final do ano passado, muito antes dessa crise (do CPI do Cachoeira, que investiga a ligação de políticos com o jogo do bicho). Daqui a pouco acaba essa CPI, e aí, o que fazemos? Então quisemos, além de chamar a atenção, mostrar que é possível fazer alguma coisa para diminuir a corrupção no País.”

Nas próximas semanas, serão veiculados dois filmes de 30 segundos na TV, produzidos pela O2 Filmes, sob a direção de Quico Meirelles, filho do cineasta Fernando Meirelles. A ideia foi retratar como as pequenas ações, atribuídas ao “jeitinho brasileiro”, causam estragos na sociedade.

“Ao mostrar a corrupção no meio privado tentamos aproximar o tema da população, que muitas vezes ignora seu papel na solução desse problema”, afirma Quico, lembrando que tanto a produtora quanto a agência desenvolveram o trabalho gratuitamente. “Todos abraçaram a causa, desde os atores até o buffet (que serviu o coquetel no evento de lançamento, em São Paulo), então existe um engajamento muito bacana”.

Para o procurador-geral da Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, a iniciativa “é oportuna e atemporal”, e deve ser abraçada pela sociedade civil como um todo. “O combate à corrupção não é um problema contemporâneo. Lamentavelmente, é um problema permanente e de todos”.

É muito difícil uma campanha desta atingir o objetivo esperado, mas como diz o poeta, surge como a “esperança na esperança”.

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