Campanha eleitoral de Patrus Ananias em 2012 vai para o cadastro do Serasa

Isabella Lacerda

Apesar de ter terminado há cinco meses, a campanha eleitoral de 2012 ainda causa estragos no PT de Minas. Isso porque o CNPJ criado em nome do candidato do partido à Prefeitura de Belo Horizonte, o ex-ministro Patrus Ananias, foi parar no Serasa por falta de pagamento às empresas prestadoras de serviço.

Patrus,  dívidas por causa do PT

No ano passado, o PT da capital arrecadou um total de R$ 17,4 milhões para arcar com os custos da campanha. O valor, no entanto, foi insuficiente para cobrir todas as despesas, que totalizaram R$ 21,6 milhões.

Desde outubro, segundo a prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral pelos partidos que participaram da disputa na capital, o PT acumula uma dívida de R$ 4 milhões.

Reclamações por parte dos donos das empresas contratadas não faltam. Segundo uma empresária, que preferiu não ter o nome revelado, apenas 50% do serviço prestado por ela foi pago após outubro.

“No total, tinha o direito de receber R$ 40 mil. Recebi R$ 20 mil, mas nada do restante. O absurdo é cada dia maior. Tive que pagar com o meu próprio dinheiro as pessoas que eu contratei e todo o material que gastei nos três meses de campanha”, reclama.

SEM PREVISÃO…

Ela afirma que já procurou por diversas vezes representantes do partido, mas não obteve nenhum retorno. “No ano passado, a promessa era de que receberíamos até outubro. Depois a previsão passou para dezembro. Em seguida, garantiram que poderíamos ficar tranquilos, porque o pagamento não passaria do Carnaval. Agora, eles não dão mais nenhuma previsão”, lamenta.

Ainda nesta semana, a empresária vai se juntar a outras quatro empresas que já fizeram registros no Serasa contra o então candidato Patrus Ananias.

O nome do ex-ministro foi envolvido diretamente na situação porque a legislação eleitoral determina que o CNPJ seja registrado no nome do cabeça de chapa. Somente a partir desse registro, a Justiça Eleitoral autoriza o início da contratação de empresas por parte dos partidos, justamente para assegurar que não haja irregularidades na prestação dos serviços e no pagamento dos mesmos.

“Eu estava dando um tempo, vendo se me pagariam, até mesmo para evitar constrangimentos. Mas não posso mais esperar e vou acionar a campanha judicialmente”, explica a proprietária da empresa.

No Serasa, constam quatro protestos contra o CNPJ da campanha. Todos eles foram feitos nos meses de outubro, novembro e dezembro do ano passado, logo após o término do período eleitoral e a derrota do PT na campanha em Belo Horizonte. Os valores questionados são variados e já totalizam R$ 43.056.

(transcrito do jornal O Tempo)

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