Candidatos e partidos estão a treze meses das urnas de 2014

Pedro do Coutto
 
A praticamente treze meses da sucessão presidencial de 2014 e das eleições para os governos estaduais e candidatos acentuam os movimentos para disputar os pleitos nas melhores condições que possam alcançar. As condições para chegar ao Planalto, inclusive, passam por etapas nos principais colégios eleitorais do país, que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na edição de 26 de agosto, a Folha de São Paulo publicou três reportagens envolvendo os dois temas essenciais.

Diógenes Campanha escreveu sobre obstáculos no caminho da candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no rumo do Palácio dos Bandeirantes. Fábio Zambeli a respeito do esforço da ex-senadora Marina Silva em obter as 492 mil assinaturas exigidas para a criação do Rede Sustentável. Aguirre Talento e Daniel Carvalho focalizaram os esforços que estão sendo projetados e coordenados no PSB para tornar o governador Eduardo Campos mais conhecido do eleitorado no país. Vamos por etapas.

Em São Paulo, a candidatura de Alexandre Padilha é fundamental para o fortalecimento da reeleição da presidente Dilma Rousseff. Uma decolagem ruim de Padilha, mesmo com o apoio explícito do ex-presidente Lula, pode complicar o favoritismo de Rousseff. Afinal ele enfrentará o governador Geraldo Alckmin, sem dúvida um candidato de peso, que pode adicionar votos para o nome a ser indicado, Aécio Neves ou José Serra, na hipótese de um segundo turno. Aliás pode acrescentar no primeiro também, na medida em que uma fração, por menor que seja, pode se tornar capaz de assegurar uma segunda convocação às urnas.
 PEZÃO VAI MAL
O mesmo problema de reflexo baseia-se em Minas Gerais. Quem, do PT, enfrentará a tentativa de reeleição de Antonio Anastasia? Minas é o segundo colégio eleitoral brasileiro. No Rio de Janeiro, terceiro colégio, está havendo uma nítida divisão colocando o PT, de um lado, com Lindberg Farias, e o PMDB de Sérgio Cabral de outro, com Luiz Fernando Pezão. O desgaste do atual governador funciona para impedir qualquer ação da presidente Dilma Rousseff para afastar Lindberg, que igualmente a apoia. Existe ainda um terceiro nome no páreo, o de Anthony Garotinho, que apareceu com 15 pontos em recente pesquisa do Datafolha, apenas dois degraus abaixo do senador do PT. Pezão atingiu apenas 8% das intenções de voto.
Marina Silva anunciou ter alcançado já 250 mil assinaturas para o seu Rede Sustentável, mas necessita entregar ao Tribunal Superior Eleitoral uma relação, sem duplicidade de nomes, da ordem de 492 mil eleitores concordando com o surgimento da nova legenda. Marina Silva solicita que o TSE inicie o exame do processo enquanto consegue colher as assinaturas restantes. O mínimo de concordâncias em nove estados já foi alcançado. Mas faltam 242 mil assinaturas. Têm que ser totalizadas até 5 de outubro, um ano antes das eleições de 2014. A tarefa não é impossível, porém não se pode hoje dizer que será fácil. Um enigma. Marina Silva, com 26 pontos no IBOPE, é a segunda colocada, a dez pontos de Dilma Rousseff em matéria de intenção de votos.
Finalmente a movimentação no PSB, uma vez que Eduardo Campos é o menos conhecido nacionalmente dos pré-candidatos. Inclusive existem dúvidas se deixará o governo de Pernambuco até 5 de abril, seis meses antes do pleito, para realmente tentar o voo para o Planalto. Essa dúvida certamente significa um complicador. Como se constata, à medida  em que o tempo passa, a movimentação aumenta. E as escolhas nos estados ganham em importância, sobretudo porque um desastre em São Paulo, outro em Minas Gerais, pode assegurar o segundo turno, principalmente se Marina Silva estiver presente entre os candidatos.
This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

One thought on “Candidatos e partidos estão a treze meses das urnas de 2014

  1. Antonio Anastasia não pode concorrer à reeleição, pois já foi reeleito em 2010, era vice de Aécio, que renunciou para se candidatar ao Senado, Anastasia concorreu no exercício do cargo. Se o Aécio ficasse no cargo até o fim do mandato, aí sim poderia se candidatar à reeleição.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *