Candidatura da terceira via precisa unir o país, exatamente como Itamar conseguiu em 1992

itamar franco

Itamar Franco assumiu em meio ao caos e uniu o país

Carlos Newton

Jamais houve um presidente como Itamar Franco. Desapegado ao poder, quando Fernando Collor renunciou antes de concluído o processo do impeachment, o vice-presidente relutou em continuar no poder. Disse que só governaria com apoio da ampla maioria do Congresso. Se não conseguisse, preferia renunciar. Foi então apoiado por uma fortíssima coalizão, que incluiu até o PCdoB, mas o PT de Lula insistiu em lhe fazer oposição.

Foi assim que surgiu o governo do Pão de Queijo, uma coligação simples e brasileira, que trabalhava pelo país e nem se falava em corrupção. Quando Henrique Hargreaves, que chefiava a Casa Civil, foi acusado de irregularidades, Itamar não teve dúvidas. Exonerou o amigo e mandou que se defendesse. Se provasse a inocência, seria recebido de volta na Casa Civil, e “com tapete vermelho” – na expressão usada pelo presidente da chamada República de Juiz de Fora. E foi assim que aconteceu. Hargreaves voltou à função.

TERCEIRA VIA– Três décadas depois, o Brasil está precisando de um novo Itamar Franco, que possa conduzir uma nova coligação capaz de livrar o país de duas excrescências políticas. Tanto Lula da Silva quanto Jair Bolsonaro já tiveram suas chances, porém mostraram que não têm competência nem idoneidade para novamente administrar o governo.

Lula comandou o maior esquema de corrupção política do mundo. Desde a juventude, quando se tornar informante da Polícia Federal de Romeu Tuma, já mostrava a falta de caráter que confirmaria na maturidade, ao usar recursos públicos para dar uma vida de princesa à amante, com quem viajava pelo mundo em viagens internacionais, como clandestina a bordo do Aerolula.

Bolsonaro é como Lula. Classificado como um “mau militar” pelo ex-presidente Ernesto Geisel, tornou-se um “mau político”, enriquecido ilicitamente pelas rachadinhas que se tornaram uma grife de sua família.   

HORA DE MUDAR – Os números falam por si. A última pesquisa Exame/Ideia aponta que 38% dos entrevistados não aceitam Lula nem Bolsonaro. Caso se unam, esses eleitores decidirão a próxima sucessão, não há a menor dúvida.

Basta que os pré-candidatos alternativos se respeitem, troquem ideias e propostas, nos debates que vêm sendo feitos pelo Estadão, para no dia D e na hora H formar a chapa vitoriosa, com o preferido na cabeça de chapa, tendo o segundo colocado como vice.

É difícil que isso aconteça? Claro que sim. Mas é absolutamente possível que façamos acontecer, porque só depende da nossa livre vontade.

15 thoughts on “Candidatura da terceira via precisa unir o país, exatamente como Itamar conseguiu em 1992

  1. O meu finado e saudoso pai me ensinou desde criancinha que nada convence mais do que a verdade, e assim eu toquei a minha vida, e assim pretendo ir com ela até o fim, sem me render à mentira e muito menos à corrupção, não obstante o alto risco de não chegar a lugar nenhum por esse caminho face à paixão nacional pela mentira, pelo embuste e pela malandragem de levar o máximo de vantagem em tudo o tempo todo, que acomete cerca de 50% da população do Brasil, infelizmente. “Estadão”, “Folhão”. “Globão” e afin$, na política, fedem à demotucanismo, é sinônimo de ardência no fiofó da população. No sistema apodrecido existem apenas duas vias, a saber: oposição e situação, e o resto são variantes dos me$mo$. E no âmbito do dito-cujo sistema apodrecido já existem umas dez terceiras vias, bolsonaristas ou lulistas, como de costume prontas para aplicarem mais 171 eleitoral na população, não satisfeitos com o que ai está forjados pelos me$mo$. Portanto, quando se falar em terceira via, na política brasuca, por questão de honestidade informativa face a desinformação partidária reinante na mídia dos me$mo$, há que se especificar, como no caso, para que ninguém alegue ignorância depois do erro, que trata-se da terceira via variante do continuísmo da mesmice do sistema apodrecido, ou seja, mais dos me$mo$, que nada tem a ver com a Terceira Via de Verdade, antissistema, a Nova Política de Verdade, proposta pela RPL-PNBC-DD-ME, tal seja o megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, que não pode ser confundia com osso para não ir parar na boca de cachorro$, nem grandes e nem pequenos, como fizeram os penetras e charlatões conceituais em relação à nova política em 2018. Ora essa, se a velha política tb apaixonou-se pelas nomenclaturas Nova Política e Terceira Via de Verdade, típicas da RPL-PNBC-DD-ME, que de fato representa o Novo de Verdade a ser estabelecido no lugar do velho que já morreu, e até quem se passar por elas como aconteceu em 2014, 2018 e agora em 2022, deve ser porque ela é realmente boa, e não deve ser à toa que 50% da população está flertando com Ela. Dito isto, a quem interessar possa, feita a distinção, separado o joio do trigo, segue o enterro…

  2. O teu finado e saudoso pai, não te ensinou também que lugar de ladrão é na cadeia e não na presidência da república?
    Se não ensinou, a tua educação foi falha.

    • Meu pai me ensinou a não ser ladrão para não precisar ir para a cadeia, menos ainda ladrão de galinha que é o que pega cadeia pesada no Brasil, nem ladrão de “rachadinhas” que não pega cadeia, e nem ladravaz do congresso nacional ou da república 171 em geral que é o que não pega cadeia mesmo. Portanto, o ideal é reconstruirmos essa bagaça sob novos alicerces, para não ter que colocar uma república exaurida quase que inteira na cadeia, sem termos como sustentá-los lá, à paisana ou fardados.

  3. O Topete vendeu a suplência do Senado para ninguém menos que Zezé Perrella.
    Belo gesto…
    E ótimo legado.
    Aguentamos este estrume por 08 anos roubando tudo que era possível e montando um Império de vagabundagens e “mau caratismo”, pelas bandas de cá !
    Um “belo” Presidente !
    Credo.

  4. Carlos Newton, conheci todos que foram citados no artigo pessoalmente. Perfeito o que foi escrito sobre eles.

    Penso apenas que nessa matéria foi esquecido um personagem cujo comportamento merecia ser citado, Fernando Henrique Cardoso, aquele que traiu Itamar Franco e comprou a reeleição de mandato presidencial pagando com “pixulecos” políticos corruptos no Congresso Nacional, o que veio a propiciar a instalação no poder de quadrilhas de ladrões do dinheiro público.

  5. Em comentário de Armando, que postou corretamente o meu artigo primeiramente exibido na Tribuna da Internet, em novembro de 2015, reportagem que foi reproduzida por Augusto Nunes na Revista VEJA, com crédito dado à TI, aos 9 de novembro de 2015, artigo em que descrevo a Psicopatia de Lula. esse meu comentário a armando foi feito no artigo de J.R.Guzzo intitulado “Fundão Eleitoral de R$ 5,7 bilhões”. Coloquei abaixo do comentário de Armando, entre os comentários da matéria de Guzzo, à guisa de comentário, meu artigo publicado na TI intitulado “Comportamento de Bolsonaro indica problemas de desequilíbrio emocional”.

    Logo abaixo, postei outro comentário , especial para Armando, agradecendo a postagem de meu artigo saído na Revista VEJA, como comentário de Armando, para que Armando pudesse cotejar a Psicopatia de Lula com a Psicopatia de Bolsonaro, para mostrar que ambos, Lula e Bolsonaro, por serem Psicopatas, não têm aptidão mental para presidir a República. Abaixo deste comentário que ora apresento, dirigida a Armando, coloco a postagem dirigida a Armando (e a todos que se interessarem) , fazendo minha sugestão para escolhermos o candidato à Presidente da República de Terceira Via, com gente honesta, experiente, e com conhecimento e sabedoria como sugestão para esta Terceira Via, e o faço para conhecimento dos dignos leitores desta TI.

  6. Prezado Armando,

    Agradeço o seu empenho. Precisamos escolher uma terceira via, conforme postei abaixo, quando eu digo que : As duas postagens acima, isto é, a cópia do que escrevi (e foi exatamente isso) por Armando, e a repetição feita por mim da postagem que fiz mais recentemente, significam que não é saudável votar nem em Lula nem em Bolsonaro. Precisamos nos unir com os brasileiros de bem para escolher um candidato à Presidência da República competente, equilibrado e sobretudo honesto – a terceira via !

    Proponho três nomes, à escolha do eleitor: o Governador do RS – Eduardo Leite, o senador Randolfe Rodrigues e a senadora Simone Tebet.

    Um grande abraço,

    Ednei

    • “Proponho três nomes, à escolha do eleitor: o Governador do RS – Eduardo Leite,”

      O Dr. não tem que “propor” ao eleitor,
      O Dr. já combinou com o Joao Doria?
      O Dr. já combinou com o Datafolha?

      • J.Rubens,

        O que há de errado eu propor ao eleitor ?

        Não combinei e não apoio João Doria

        O Datafolha é apenas um respeitável Instituto de Pesquisa. Não se combina com o Datafolha. Se alguém quiser combinar com um Instituto de Pesquisa, este Instituto de Pesquisa passa a ser fraudulento.

        Que me conste, o Datafolha apenas mede uma fotografia do momento, que varia de acordo com a opinião pública. A opinião pública é tal como as nuvens : Você olha para as nuvens em um dado momento, elas estão com uma configuração. Se você as olha em um outro momento, a configuração das nuvens já está completamente diferente daquela que você viu no primeiro momento.

  7. Caro Newton;
    Os elogios que você sempre faz ao Itamar, estão corretos. Homem honesto.
    Gerencialmente era um trapalhão. Em pouquíssimo tempo, trocou diversas vezes o comando da Economia( Yeda Crucis, Krause) Seu curriculum foi salvo no final do seu Governo, pelo Plano Real de FHC.

  8. BIOGRAFIA DO PRESIDENTE ITAMAR FRANCO

    Fonte: Wikipédia

    Presidente da República

    Itamar assumiu interinamente a presidência em 2 de outubro de 1992, sendo formalmente aclamado em 29 de dezembro de 1992, quando o presidente Collor renunciou ao cargo.[10][10][11]

    Sua equipe de governo era composta majoritariamente por mineiros, e, sendo ele também mineiro, seu governo ficou informalmente conhecido como República do Pão de Queijo.

    O Brasil estava no meio de uma grave crise econômica, com uma inflação crescente, evoluindo de 472,70% em 1991 para 2 477,15% em 1993,[12] a maior da história do Brasil. Itamar trocou de ministros da economia várias vezes, até que Fernando Henrique Cardoso assumisse o Ministério da Fazenda em 19 de maio de 1993. Em abril de 1994, Fernando Henrique Cardoso renunciou ao cargo de ministro para candidatar-se à presidência da República nas eleições presidenciais, tendo sido eleito já no primeiro turno. Itamar Franco exerceu o mandato até 1 de janeiro de 1995, quando passou o cargo para seu sucessor.[2]

    Plebiscito de 1993

    Em abril de 1993, cumprindo com o previsto na Constituição de 1988, o governo realiza um plebiscito para a escolha da forma e do sistema de governo no Brasil. Quase 30% dos votantes não compareceram ao plebiscito ou anularam o voto.[13] Dos que comparecem às urnas, 66% votaram a favor da república, contra 10% favoráveis à monarquia. O presidencialismo recebeu 55% dos votos, ao passo que o parlamentarismo (o sistema da preferência de Itamar Franco) obteve 25% dos votos. Em função dos resultados, manteve-se o regime republicano e presidencialista. A tentativa de ressurreição da forma de governo monárquica veio do deputado federal Antônio Henrique Bittencourt da Cunha Bueno (do Partido Social Democrático de São Paulo), membro da Assembleia Constituinte que aprovou a Constituição.[13]

    Plano Real

    Em fevereiro de 1994, para conter a crise hiperinflacionária, o governo Itamar instituiu a Unidade real de valor (URV) com a Medida Provisória 434, dando início ao programa de estabilização econômica que ficou conhecido como Plano Real.[14]

    Outras realizações

    Logomarca do Governo Itamar Franco.

    O Presidente Itamar Franco empreendeu projetos de combate à miséria ao lado do sociólogo Betinho. Em 1994 apoiou o então candidato Fernando Henrique Cardoso, que venceu nas urnas.

    Depois da presidência

    Itamar foi o primeiro presidente da República desde Artur Bernardes a eleger o seu sucessor. Com a vitória de seu candidato, Fernando Henrique, Itamar foi nomeado embaixador brasileiro em Portugal, e, posteriormente, na Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, Estados Unidos. A 4 de outubro de 1995 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo de Portugal.[15]

    No entanto, Itamar logo se tornou um crítico do governo Fernando Henrique por discordar de sua política econômica. Além disso, Itamar pretendia se candidatar à presidência novamente nas eleições de 1998, porém viu seus planos desfeitos quando, em 4 de junho de 1997, a redação do 5.º parágrafo do artigo 14 da Constituição Brasileira foi alterada, com a aprovação da Emenda Constitucional nº 16, permitindo a reeleição para um único período subsequente do então presidente Fernando Henrique.[16][17] Mesmo com essa nova mudança nas normas eleitorais, Itamar tentou se candidatar à presidência, mas não conseguiu obter a indicação do PMDB em uma ação creditada à pressão exercida pelo então presidente que não gostaria de ter Itamar como adversário.[carece de fontes] Esse foi mais um dos motivos apontados para o rompimento de Itamar com Fernando Henrique Cardoso.

    Sem a indicação para a presidência, Itamar se candidatou ao governo de Minas Gerais, disputando o pleito contra o então governador do Estado Eduardo Azeredo (PSDB), apoiado por Fernando Henrique. Nas apurações do 1º turno das eleições, Itamar despontou na liderança, obtendo 3 080 925 de votos, representando 44,29% dos votos válidos, contra 2 665 500 votos de Eduardo Azeredo, o equivalente à 38,32%. Indo a eleição para o segundo turno, Itamar elegeu-se com ampla votação, com 4 808 652 de votos, ou 57,62% dos votos válidos, contra 3 537 458 de votos ou 42,38% de Azeredo. Durante a campanha eleitoral Fernando Henrique Cardoso declarou inicialmente seu apoio a Itamar. Este último recusou o apoio, dizendo que podia “andar com as próprias pernas”. Tendo vencido o pleito, assumiu o governo de Minas Gerais em 1 de janeiro de 1999.[8]

    • O Topete era baiano !
      Dizem que nasceu em um navio em águas daquele estado…
      Veio parar em Juiz de Fora, infelizmente…
      Vice da assombração Collor de Mer…, com um suplente de senado como Zezé Perrela e amigo do famigerado FHC,deveria ter afundado com o navio e tudo, este calhorda, igual a todos os outros Presidentes desta República dos papagaios.
      Credo !

  9. Excelente texto.Gosto muito de artigos que falam de nossa história política e que relatam com isenção os acontecimentos.
    Parabéns,ao Carlos Newton,que com textos como este,levam fatos da história política brasileira,às novas gerações,que vem sendo,atualmente,desinformadas,pelos “historiadores” a TV Globo e congêneres.

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