Capilé curte 15 minutos de fama, sem perceber que essa notoriedade vai destruir a organização petista Fora do Eixo

“Onde foi que eu errei?”

Carlos Newton

O criativo militante Pablo Capilé, criador da rede Fora do Eixo, sempre esteve fora do noticiário da imprensa. Justamente por ser anônimo, podia viver à sombra do PT e de outros partidos, conseguindo seguidos patrocínios culturais que aplicava no fortalecimento da organização Fora do Eixo, que é uma extensão de sua própria vida, pois Capilé mora na sede da instituição, um casarão no bairro do Cambuci, em São Paulo, onde também vivem e trabalham cerca de 30 militantes do PT, digo, do Fora do Eixo.

Sua atividade principal era organizar feiras amadoras de música, cinema, poesia etc., sempre bancadas pelo poder público (governos federal, estaduais e municipais, empresas estatais) e pela iniciativa privada, mas sem que os participantes  recebessem um só centavo, sob o argumento apresentado por Capilé de que o Fora da Eixo estava dando “visibilidade e divulgação” ao trabalho deles.

Por alardear um trabalho cultural de importância junto aos jovens, Capilé foi conseguindo cada vez mais patrocinadores, entre os quais a Petrobras. E assim o militante petista foi ampliando a organização para atingir todo o país, e realmente estava tendo êxito, pois já funcionam casarões comunitários em outras quatro capitais – Belém, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre.

 COLETIVO MÍDIA NINJA

Por sugestão de Bruno Torturra, que é um experiente jornalista, Capilé decidiu criar o “Coletivo Mídia Ninja”. Além de comprar os equipamentos necessários para fazer as filmagens e transmissões ao vivo, permitiu que todos os colaboradores de Torturra também fossem morar no casarão do Cambuci.

Aqui vale uma importante explicação. A chamada Mídia Ninja é uma forma alternativa de jornalismo, que começou com os primeiros celulares que batiam fotografias, fazendo flagrantes que passaram a ser usados por jornais, revistas e emissoras de TV. Depois, as possibilidades se ampliaram com os celulares que filmavam, qualquer um podia ser cinegrafista. E quando passou a haver conexão dos celulares e de pequenas filmadoras à internet, começaram então as transmissões ao vivo chamadas de Mídia Ninja, de dentro dos acontecimentos, com uma liberdade muito maior do que os jornalistas profissionais, que ainda trabalham com equipamentos de maior porte.

Hoje, a Mídia Ninja é um sucesso retumbante e tende a crescer cada vez mais, em todos os países do mundo. Mas muita gente continua confundindo o “Coletivo” (criado por Capilé para prestar serviços ao PT) com o verdadeiro movimento Mídia Ninja, que é essa forma ampla, alternativa e livre de filmar eventos de todo tipo, sem estar servindo aos interesses de nenhum partido ou organização.

SER FAMOSO SAI CARO…

Quando a Tribuna da Imprensa publicou a série de artigos denunciando as ligações do Fora do Eixo e do Coletivo Mídia Ninja com o PT, na última semana de julho, Pablo Capilé subitamente se transformou numa celebridade. As matérias da Tribuna eram reproduzidas num número enorme de sites e blogs, circulando em alta velocidade na internet, e a grande mídia teve de também correr atrás.

Foi assim que Capilé rapidamente se tornou um astro da comunicação, com direito a página inteira em O Globo e entrevista no programa RodaViva. Não percebeu que desfrutar esses 15 minutos de fama foi seu maior erro. Se tivesse ficado quietinho no casarão do Fora do Eixo, não teria o desprazer de enfrentar as graves denúncias que contra ele passaram a inundar a internet.

Agora se conhece nos mínimos detalhes como funciona o Fora do Eixo, que é uma espécie de seita político-cultural. Os corajosos depoimentos da cineasta Beatriz Seigner e da jornalista Laís Bellini, por si só, já são suficientes para destruir qualquer herói de pés de barro, como Capilé.

Ele não pode mais se esconder atrás da máscara da falsa defesa da cultura. Portanto, os governos estaduais e municipais, as empresa estatais e privadas que apoiavam o Fora do Eixo não terão justificativas para manter os patrocínios, e assim a criativa organização fundada por Capilé tem um encontro marcado com o fracasso.

Quanto ao movimento Mídia Ninja, não vai morrer nunca, seu trabalho terá cada vez mais qualidade técnica e repercussão, sem estar subjugado a qualquer partido ou ideologia política.

Por fim, agradecemos aos muitos comentaristas que nas últimas semanas têm enviado ao blog matérias, depoimentos e gravações no YouTube que desmontam a farsa da organização Fora do Eixo.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

13 thoughts on “Capilé curte 15 minutos de fama, sem perceber que essa notoriedade vai destruir a organização petista Fora do Eixo

  1. E mais uma vez se confirma a farra que muitas ONGs fazem com o dinheiro que na maioria das vezes é publico,(empresário sabe onde colocar seu dinheiro)vamos cadastrar e investigar o que realmente elas fazem e garanto que não fica um pombo no “fio” .

  2. Países da África, América Latina e Arábias, a cultura religiosa predomina. A maioria quase absoluta tem suas convicções fundamentadas em misticismos.
    Quando se trata de poder político, as duas religiões envolvidas com sua tomada têm o nome de marxismo-leninismo e islamismo.
    Por essas e outras aparecem aos montes as seitas religiosas ou ideológicas, que são a mesma coisa, com seus profetas e suas fantasias de mundo perfeito e falsa-moral com fim de se arranjar financeiramente na máquina pública.
    Enfim, desse jeito jamais seremos um Canadá, Coreia do sul, Alemanha, Japão, etc.

  3. Êsse tal de Capilé tentou ler “Brave new world” de Aldous Huxley, assim me parece, e,
    à brasileira, implantou suas casas de abrigo para inocentes úteis com a finalidade de controlar-lhes as mentes (com Soma?) e escravisá-los à nefasta doutrina lulo-petista que se traduz em incompetência e corrupção.

  4. Lembro de uma das manifestações que acontecia no Leblon. Enquanto a Globonews mostrava a manifestação do alto, de um helicóptero, a mídia ninja estava lá no meio da confusão. Só p/ lembrar, no início das manifestações,a grande mídia era amplamente a favor da repressão às mesmas. O que mudou? O que fez a diferença desta vez é que a versão “oficial”, ou seja, da grande mídia, foi confrontada com a versão ao vivo de um simples, mas verdadeiro jornalismo amador. Pela primeira vez, o que realmente acontece está sendo amplamente divulgado, disseminado, desconstruindo em minutos toda a fachada “oficial”. Esse é o sucesso da mídia ninja e que deveria ser o foco de todos. Com isso, algumas conquistas foram conseguidas como o recuo na destruição do museu do índio, o parque aquático, a pista de atletismo, o colégio, tudo localizado no Maracanã, além da diminuição da passagem em vários municípios, coisa que, volto a recordar, a grande mídia era contra.

  5. Bom Carlos, se você acessar o site “fora do eixo” vai ver nele várias prestações de contas de cada projeto.

    Achei a entrevista no roda viva muito boa. Não são “heróis”, mas fazem o seu papel, assim como espero que a tribuna continue fazendo.

  6. Bem, considero que ainda preciso de mais informações sobre o Fora do Eixo, mormente sobre o seu funcionamento organizacional. Entretanto, gostaria de jogar lenha na fogueira: I- Pode uma instituição associativa emitir “moeda” a seus colaboradores e ou associados? Lembrando, neste ponto, que a competência exclusiva para emitir moeda é da União (art. 21, VII da CF); II- Mesmo recebendo em Cards, parece que um membro do Fora do Eixo recebe mais do que um salário mínimo. Isso porque, eles têm, ao menos, moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte garantidos. Necessidades que não seriam cobertas com míseros R$ 678,00; III- Quem é o Capilé dentro da instituição? Adquiriu o seu status através do voto dos associados? Qual o período do seu “mandato”? Gostaria muito que algum jornalista publicasse o Estatuto do Fora do Eixo. Pois, sem algum documento que retrate o funcionamento da instituição fica muito difícil entende-la. Por conseguinte, impossível opinar.

  7. Não vi nenhum post do Francisco Bendl. Estou me sentindo culpado. Será que ele sumiu em função da crítica que eu dirigi a ele? Sr. Francisco, por favor, volte a postar suas opiniões. Elas são importantes. Só não se esqueça de ser sintético, afinal, trata-se de “posts”. Não de monografia, tese, livro, artigo ou dissertação – que têm os seus espaços próprios. Um abç.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *