Capitalismo à brasileira é um regime que não deu certo

Carlos Newton

Presentear o papa Francisco com um crucifixo adaptado para a foice e o martelo do comunismo foi uma atitude patética e altamente reveladora de quem é o presidente boliviano Evo Morales. Com isso, o governante mostrou seu invulgar despreparo político, porque o marxismo ortodoxo é hoje um regime completamente superado pelos fatos, até porque, em sua essência, jamais vigorou em nenhum país do mundo. Mas o papa não passou recibo e fez até um duro discurso contra o capitalismo que ainda é praticado nos países subdesenvolvidos.

Todas as experiências até agora foram de implantação de um marxismo desvirtuado e sem liberdades civis, com censura à imprensa, prisão, tortura e assassinato em massa de opositores, situações que levariam à loucura pensadores libertários como Karl Marx e Friedrich Engels.

Aliás, entre os dois teóricos alemães, tenho preferência especial por Engels, que era um homem rico, sustentava o companheiro e jamais perdia de vista os pecados do capitalismo, dos quais ele próprio acabava se beneficiando, vejam que personalidade fascinante.

APERFEIÇOANDO O CAPITALISMO

Sem jamais ter sido verdadeiramente adotado nos moldes preconizados por Marx e Engels, o comunismo pelo menos serviu para pressionar o aprimoramento do capitalismo, através da criação dos direitos civis e trabalhistas, dando enfim margem ao surgimento do socialismo democrático, amplamente consagrados nos países nórdicos, que se tornaram exemplo de desenvolvimento socioeconômico, com melhor qualidade de vida e justiça social.

Diante da evolução do capitalismo e do advento do socialismo democrático, foi se formando um consenso de que hoje o mais importante é o Estado garantir o básico à população, oferecendo saúde, educação, moradia e segurança em condições dignas, pois a própria sociedade se encarrega do resto, conforme ficou demonstrado no dia a dia dos escandinavos.

MISÉRIA ABSOLUTA E RIQUEZA TOTAL

O que não é tolerável é que no século XXI ainda tenhamos a manutenção de certos arremedos de capitalismo, como ocorre no Brasil, onde a riqueza total insiste em tentar conviver com a miséria absoluta, como se esta possibilidade pudesse ser viável.

O resultado foi a formação de uma sociedade estranha, em que hipoteticamente somente os pobres se mantêm em suposta liberdade, porque a classe média e os ricos são obrigados a viver literalmente atrás das grades e não podem confiar nem mesmo nos seguranças contratados pelos condomínios de luxo.

O QUE DIZER?

O que dizer de um país em que um adolescente de favela, que sonha em comprar uma moto para fazer entregas de pizzas, terá de anualmente pagar IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), enquanto os milionários estão isentos de taxação sobre seus iates, helicópteros e aviões?

O que dizer de um ensino público com os alunos sendo automaticamente aprovados, ano após ano, mesmo se continuarem analfabetos?

O que dizer de uma nação que divide seus cidadãos entre portadores de planos de saúde e usuários de uma rede pública que não os atende? E o que dizer se, além disso, ainda há uma subdivisão, porque nem todos os planos de saúde funcionam bem e há muitos que não servem para nada?

Por fim, o que dizer de uma sociedade em que o cidadão de bem é proibido de ter uma arma, mas o sistema policial só consegue elucidar 8% dos crimes de morte e apenas 3% dos homicidas são efetivamente condenados?

Esta é a realidade do capitalismo à brasileira, regido por um partido que diz ser dos trabalhadores.

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PS – Muito interessante o Capitalismo Social preconizado por Martim Berto Fuchs. Minha filha é dona de um estúdio para ensaio de bandas. Consegui convencê-la a adotar o Capitalismo Social. Assim, o operador de som que toma conta do estúdio ganha metade da renda líquida e ela ganha a outra metade. O sistema é muito bom e a gente dorme sem consciência pesada.

11 thoughts on “Capitalismo à brasileira é um regime que não deu certo

  1. Eu acho que aqui jamais ira prosperar qualquer outro regime político ou econômico, que não contemple a
    roubalheira ampla, geral e irrestrita.
    Seriedade e honestidade, são virtudes desconhecidas pela maioria dos brasileiros. Os regimes socialista/
    comunista, são impraticáveis, já pela sua natureza, que não leva em conta a natural ambição humana, e quer
    que todos sejam iguais, mesmo sendo desiguais os indivíduos por formação ou origem.
    A natureza tem feito os humanos, com diferenças entre si, e não sera nenhum sistema político, que haverá de
    mudar as regras naturais.
    Portanto, o Brasil por ser um pais com a população mais heterogenia do mundo, jamais vai conseguir que todos tenham os mesmos princípios.
    Em suma. Aqui se avacalha com tudo. O capitalismo é deturpado com a corrução e roubalheira, da mesma
    forma seriam o socialismo/comunismo, com os privilégios de certas classes e por fim um mal bem maior. O
    desestímulo ao indivíduo para produzir, a maioria vai é querer se encostar no governo.
    Acho que mudanças no sistema vigente, são desnecessárias, o que precisa é corrigir a maneira como se ganha o dinheiro. O trabalho é a única forma de enriquecimento aceitável. Ladrões e corruptos, devem ser
    penalizados com rigor.

  2. CN., parabéns pelo excelente artigo.
    Partindo do princípio que nem o comunismo nem o capitalismo resolveram os problemas da pobreza e da miséria no mundo, o socialismo democrático é a melhor solução. Ninguém deve ganhar demais e ninguém deve ganhar de menos.
    Toda riqueza é amealhada através da corrupção da classe política e empresariais, como assistimos hoje no Brasil, ou explorando o trabalho de seus empregados. Ninguém consegue apenas, somente com seu próprio trabalho enriquecer, é necessário a exploração e trabalho de terceiros para seu enriquecimento. Nada contra quem investe e assume a responsabilidade de um negócio ter um ganho maior, desde que não seja com o baixo salário de seus empregados.

  3. Prezado Carlos Newton,

    Este seu artigo “Capitalismo à brasileira é um regime que não deu certo” é lapidar, e deveria ser erigido numa placa de mármore a ser colocada nas paredes do Congresso Nacional. Você fala com muita propriedade em seu texto que “Todas as experiências até agora foram de implantação de um marxismo desvirtuado e sem liberdades civis, com censura à imprensa, prisão, tortura e assassinato em massa de opositores, situações que levariam à loucura pensadores libertários como Karl Marx e Friedrich Engels.” Isto é o que os futuros livros de História contarão para nossos netos ou, em outras palavras, já é um fato histórico claro, cristalino, insofismável.

    O que Evo Morales está fazendo com a Bolívia e Chávez (agora Maduro) está fazendo com a Venezuela não se assemelha, no entanto, com a aplicação desvirtuada do marxismo que foi feita na União Soviética ou em Cuba. É muito pior. Não sei se Evo, Chávez e Maduro se consideram marxistas, eles podem até ter esta opinião, mas as ditaduras que eles impuseram na Bolívia e na Venezuela é algo sem qualquer planejamento e parece brotar não de uma ideologia, mas sim de um populismo irresponsável, que está dando errado desde o começo. Eles não seriam considerados comunistas nem por Stáline. São aventureiros. O episódio da Cruz com a foice e o martelo que Evo Morales ofertou ao papa é grotesco, desrespeitoso e, pior, enganador. Estes monstros (Chávez, Morales e Maduro) insistem em dizer que estão praticando um socialismo, que são de esquerda, por pura jogada de marketing: como se a única alternativa ao capitalismo selvagem sul-americano fossem ditaduras populistas, como você bem assinala, ” sem liberdades civis, com censura à imprensa, prisão, tortura e assassinato em massa de opositores”. Isto que eles fazem não tem nada a ver com “pensadores libertários como Karl Marx e Friedrich Engels” nem mesmo com o comunismo praticado na União Soviética (que também deu errado !).

    Um capítulo especial precisa ser aberto para falar do lulismo (e do PT) . Lula nunca ofereceria uma Cruz com a foice e o martelo ao Papa, não porque seja de melhor caráter que Evo Morales, mas porque jamais comungou com as idéias de Karl Marx e Friedrich Engels. Ele mesmo disse isto à imprensa renovadas vezes, embora em expressão chula, afirmando que nunca foi comunista. E é verdade ! Se Dilma Roussef no passado entrou para a luta armada contra o Capitalismo (contra a opinião desde o começo do Partido Comunista Brasileiro que sempre foi contrário à luta armada no Brasil, diga-se de passagem) ela hoje já abandonou tais idéias e se aliou ao lulismo. O lulismo, embora tenha semelhanças secundárias com o chavismo, nunca teve ideologia, e seu único projeto foi de galgar o poder para lá permanecer a qualquer custo, para fazer uso privado do dinheiro público e enriquecer seus líderes. Os projetos populistas “Minha casa minha vida”, “Fome zero” que na verdade sequer resolveram o problema da miséria, também foram pura jogada eleitoreira e de marketing. O resultado de 12 anos de governo do PT está aí para todo mundo ver, dispensa comentários. Mas tem mais:

    Talvez o maior mal que o lulismo fez à Nação Brasileira foi o de confundir os cidadãos. Fez-se confundir com a esquerda, e para isso teve o aval do maldito PC do B. O cidadão que não tem obrigação de debruçar-se sobre os livros clássicos e de História, acham que o lulismo é a esquerda, que o lulismo é socialista e pronto! – a palavra socialismo ficou maldita entre grande parcela da população brasileira, assim como a ideia de esquerda. Seu texto lapidar, ora exibido, tem também o mérito de esclarecer sobre a esquerda democrática, que é ferrenha oposição ao lulismo até por ser democrática (o que o lulismo não é !). Você diz em seu artigo, com muita propriedade que “Diante da evolução do capitalismo e do advento do socialismo democrático, foi se formando um consenso de que hoje o mais importante é o Estado garantir o básico à população, oferecendo saúde, educação, moradia e segurança em condições dignas, pois a própria sociedade se encarrega do resto, conforme ficou demonstrado no dia a dia dos escandinavos’

    Sim. Há no Brasil uma esquerda democrática, representada principalmente pelo PPS. Segue seus estatutos (ao contrário da maioria dos partidos políticos cujos estatutos são meras letras de samba), tem projeto para governar o Brasil, os estados e os municípios, não é contra a economia de mercado, só admite conviver com as leis e com a Constituição, é a favor da liberdade de imprensa, admite a crítica e faz a auto-crítica sistemática. Repudia o populismo.E só trabalha dentro da democracia.

    O que vemos emergir no “Fora Dilma”, além do PPS, são alguns partidos da direita antiga e retrógrada nacional. Não sairemos desta crise de pobreza nas mãos da direita. Com a direita nos manteremos no que você enumera: “O que não é tolerável é que no século XXI ainda tenhamos a manutenção de certos arremedos de capitalismo, como ocorre no Brasil, onde a riqueza total insiste em tentar conviver com a miséria absoluta, como se esta possibilidade pudesse ser viável”. Ela só está a serviço dos lucros dos grandes capitalistas. Sempre foi assim ! Com a direita tradicional teremos a continuação do que você lamenta e vou transcrever no parágrafo seguinte:

    “O que dizer de um país em que um adolescente de favela, que sonha em comprar uma moto para fazer entregas de pizzas, terá de anualmente pagar IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), enquanto os milionários estão isentos de taxação sobre seus iates, helicópteros e aviões?

    O que dizer de um ensino público com os alunos sendo automaticamente aprovados, ano após ano, mesmo se continuarem analfabetos?

    O que dizer de uma nação que divide seus cidadãos entre portadores de planos de saúde e usuários de uma rede pública que não os atende? E o que dizer se, além disso, ainda há uma subdivisão, porque nem todos os planos de saúde funcionam bem e há muitos que não servem para nada?

    Por fim, o que dizer de uma sociedade em que o cidadão de bem é proibido de ter uma arma, mas o sistema policial só consegue elucidar 8% dos crimes de morte e apenas 3% dos homicidas são efetivamente condenados?

    Esta é a realidade do capitalismo à brasileira, regido por um partido que diz ser dos trabalhadores.

    Por fim, deixe-me dizer que o PT nunca foi um partido dos trabalhadores. Foi um partido de ex-sindicalistas que enriqueceram com o erário público. Ele é um aliado fiel do capitalismo à brasileira, nada tendo de diferente da direita tradicional.

  4. 1. CN, obrigado pela referência à Capitalismo Social (50% do lucro para os acionistas e 50% do lucro para os trabalhadores. Um dos pontos do projeto).
    No entanto, observo que em um país que cobra 40% sobre a produção nacional apenas para se manter como um fim em si mesmo e os investimentos são feitos, quando feitos, com empréstimos, há que se ter um cuidado redobrado para não ser levado à falência pelos governantes.

    2. Socialismo = socializar a propriedade e os meios de produção. Isto só é possível em um país totalitário, com partido único. Não vou entrar no mérito se isto é bom ou mau, apenas que um país é democrático ou socialista. Não há como ser socialista e democrático.
    Os países nórdicos chegaram a um capitalismo avançado, principalmente em função da cultura do seu povo.
    O capitalismo por eles praticado – países pequenos e sem miscigenação – conseguiu atender os três princípios básicos do Estado: político, econômico e social.
    Estado político: democracia.
    Estado econômico: liberalismo.
    Estado social: justiça social.
    O capitalismo selvagem se preocupa apenas com dois: o político e o econômico. O social, é um salve-se quem puder. Quem consegue acompanhar se dá bem. Quem não consegue, se ferra.
    E este social que me referi, nada tem de socialismo. Um Estado que atua eficazmente sobre o social, mas permitindo a livre expressão e a individualidade, enfim, a liberdade, não é socialista. É democrático.
    Um abraço.

  5. A OPINIÃO DO PAPA FRANCISCO EXPRESSA NA BOLÍVIA (Deu na Folha)

    “Se é assim, insisto, digamos sem medo: queremos uma mudança, uma mudança real, uma mudança de estruturas. Este sistema já não se aguenta, os camponeses, trabalhadores, as comunidades e os povos tampouco o aguentam. E tampouco o aguenta a Terra, a irmã Mãe Terra, como dizia são Francisco”, completou o papa no encontro, realizado no auditório da Expocruz (feira agropecuária de Santa Cruz).

    Para o papa, a “globalização da esperança” nasce e cresce entre os pobres, mas até a elite econômica quer mudanças: “Dentro dessa minoria cada vez menor que acredita que se beneficia com este sistema reinam a insatisfação e especialmente a tristeza. Muitos esperam uma mudança que os libere dessa tristeza individualista que os escraviza.”

    Em outra dura crítica ao capitalismo, Francisco afirmou que, “atrás de tanta dor, tanta morte e destruição está o fedor disso que [são] Basílio de Cesareia (330-379) chamava de ‘o esterco do Diabo’ [dinheiro]”. Segundo ele, o capitalismo é uma “ditadura sutil”.

    O líder católico atacou também “a concentração monopólica dos meios de comunicação social que pretende impor pautas alienantes de consumo e certa uniformidade cultural”. Para ele, trata-se de “colonialismo ideológico”.

    Apesar da análise dura, Francisco advertiu contra o excesso de pessimismo e exortou os movimentos sociais a protagonizar as mudanças: “Eu me atrevo a dizer-lhes que o futuro da humanidade está, em grande
    medida, em suas mãos”, afirmou. “Vocês são os semeadores das mudanças.”

    Em seguida, o pontífice propôs a realização de três tarefas aos movimentos sociais. A primeira é a “colocar a economia a serviço dos povos”: A economia não deveria ser um mecanismo de acumulação, mas “a administração correta da casa comum”. O objetivo, diz, é assegurar os “três Ts: trabalho, teto e terra”.

    “A distribuição justa dos frutos da terra e do trabalho humano não é mera filantropia. É um dever moral. Para os cristãos, a tarefa é ainda mais forte: é um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres e aos povos o que lhes pertence.”

    A segunda tarefa, segundo o pontífice, é “unir nossos povos no caminho da paz e da justiça”. Ele defendeu o conceito de “pátria grande”, usado por movimentos de esquerda para pregar a união latino-americana.

    Francisco afirmou que problemas como a violência não podem ser resolvidos sem cooperação entre os países e atacou o “novo colonialismo”: “Interação não é sinônimo de imposição”, afirmou. “Colocar a periferia em função do centro lhe nega o direito a um desenvolvimento integral. Isso é iniquidade, e a iniquidade gera tal violência que não haverá recursos policiais, militares ou de inteligência capazes de deter.”

    Por último, o líder católico pediu a preservação da “Mãe Terra”, tema de sua encíclica mais recente: “Não se pode permitir que certos interesses –que são globais, mas não universais– se imponham, submetam os Estados e organismos internacionais e continuem destruindo a criação”.

    Visita do papa Francisco à Bolívia

  6. Talvez a coisa mais errada no artigo do CN é que o Brasil nunca foi um país capitalista. O capitalismo requer uma pequena ingerência do governo e não a tutela do governo. No Brasil, o governo troca as leis a cada seis meses, recolhe impostos sem dar a contrapartida, financia os incompetentes e os malandros e quem produz está sempre ferrado. Capitalismo signifca pessoas e empresas trabalhando para ganhar dinheiro. Quanto mais dinheiro as empresas ganham, melhores são os salários. Mas, no Brasil, ganhar dinheiro é tabu.

  7. Excelente Artigo de nosso Editor/Moderador, o grande e experiente Sr. CARLOS NEWTON, que nos faz pensar porque nosso “Capitalismo à Brasileira” produz pouco, (temos só +- 1/5 da produtividade dos EUA/Inglaterra, e +- 1/8 da dos Países Escandinavos), e Distribuímos pessimamente a Renda/Riqueza.
    Os Comentários também são de altíssimo nível. Qual a causa disso?

    Quanto a importante PRODUÇÃO, nosso “Capitalismo” falha por termos uma MENTALIDADE errada. Consideramos RIQUEZA, o que são imensos RECURSOS NATURAIS, e esquecemos que a RIQUEZA só se produz com TRABALHO operando o CAPITAL, sobre os RECURSOS NATURAIS. Os recursos Naturais sozinhos não representam nada em termos de RIQUEZA. Temos que mudar essa MENTALIDADE. O HOMEM e o CAPITAL,( Homem sem Capital só produz para um Consumo muito POBRE), e olhe lá, são PRIORITÁRIOS. Isso implica em PRIORIDADE TOTAL para a formação da CRIANÇA/JOVEM BRASILEIRO. Se é o SER HUMANO que vai gerar TRABALHO, único gerador de RIQUEZA, quanto mais SAÚDE e CAPACIDADE TÉCNICA esse Ser Humano tiver, mais RIQUEZA será gerada. Mas NÓS pensamos muito pouco na CRIANÇA BRASILEIRA, principalmente nas mais POBRES. Temos que mudar isso.
    Depois a INSEGURANÇA JURÍDICA. Devido a excessos de Legislação Tributária, de Meio Ambiente, de Regulações Gerais, etc,… Embarga-se, e é difícil Desembargar….. Recursos e mais Recursos….. tudo isso gerando grande desincentivo a PRODUÇÃO. A REGULAÇÃO tem que ser GERAL, mas fixando Prazos para tudo, e depois de um ÁLVARA ser expedido, não pode mais ser Embargado. Analisar tudo bem antes, depois EXECUTAR.

    Quanto a importante REPARTIÇÃO da RENDA, essa, para ficar com boa parte para os EMPREGADOS das Empresas, ( aos TRABALHADORES), o ESTADO não pode ficar com 40% do PIB em Gastos de CUSTEIO de jeito nenhum, como está hoje. Tem que diminuir o inchaço do ESTADO. Mas como o inchaço do ESTADO dá Votos na Urna, temos que mudar o Sistema Político para melhor, antes. Um bom começo seria fixar o número de Partidos Políticos em 4. Conservador; Liberal-Democrata;Social-Democrata e Esquerdista. Voto DISTRITAL PURO, Sem 2º Turno. etc. Enfim, temos que ter um Sistema Político que ‘Desinche” o ESTADO. Lógico, num CAPITALISMO BEM REGULADO temos que dar a TODOS os Cidadãos, as melhores condições possíveis de IGUALDADE DE OPORTUNIDADES. Isso se dá com excelente formação Técnica para todos, especialmente os mais POBRES. Abrs.

  8. Caro Flávio.

    “Consideramos RIQUEZA, o que são imensos RECURSOS NATURAIS, e esquecemos que a RIQUEZA só se produz com TRABALHO operando o CAPITAL, sobre os RECURSOS NATURAIS. Os recursos Naturais sozinhos não representam nada em termos de RIQUEZA.”

    Esta frase diz muito. Já li inúmeras vezes aqui na TI, principalmente comentários, de que o FHC doou criminosamente a Vale do Rio Doce, pois a mesma valeria pelo menos 10 TRILHÕES de reais. Poderíamos afirmar também, que provavelmente há outros 10 trilhões de reais em outros minérios, enterrados por este Brasil a fora.
    A questão é, como explorá-los se todo dinheiro arrecadado pelos governos nos 3 níveis, municipal, estadual e federal, é desperdiçado praticamente em dois itens: empreguismo e roubo (corrupção)?

    Como você sempre frisa, educação é fundamental. Aí me vem inevitavelmente à lembrança, que construir CIEPS/CIACS com financiamento, relativamente fácil, é um dos pontos. O segundo, mais difícil, é não roubar, dilapidar, mal empregar, o dinheiro arrecadado via impostos, tributos, taxas, multas, loterias, etc, de forma que se possa pagar mensalmente este investimento social, e não apenas fazer proselitismo em cima do tema. Que é o que sempre aconteceu. Infelizmente.
    Enquanto o minério estiver embaixo da terra (“recurso natural não é riqueza”) e o dinheiro da merenda escolar é roubado, fica difícil atender o mínimo em educação. Lamentável.
    Um abraço.

  9. Prezado Sr. MARTIM BERTO FUCHS,
    Muito me honram as palavras do Empresário Aposentado, criador da Teoria de: “CAPITALISMO SOCIAL”. Realmente entendo que sem concentrar todas as ATENÇÕES e ESFORÇOS em nossas CRIANÇAS, especialmente as mais POBRES, não resolveremos a maioria de nossos Problemas. Muito Obrigado. Abrs.

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