Capitalismo social é um novo paradigma, um novo Contrato Social. Ninguém está proibido de ser rico e ninguém será obrigado a amargar a pobreza.

Martim Berto Fuchs 

Há o mundo espiritual e o mundo físico. O ser humano é espírito. Nós precisamos saber desta realidade, que não pode mais ser escamoteada  pelo Estado e pelas proprias religiões. Da reencarnação já se sabe há mais de 5 mil anos. Cabala, rosa-cruzes, maçons, budistas, essênios… e os seguidores de Jesus, espírito de muita luz.

Quem distorceu essa realidade aqui no mundo ocidental foi o Imperador Romano Constantino, ao sentir a crescente influência dos seguidores  da Boa Nova (Evangelho) de Jesus. Criaram e mantiveram sob seu domínio a Igreja Universal (Católica) Apostólica Romana, enquanto Império Romano.

Juntaram os livros escritos pelos seguidores de Jesus num só (Bíblia), obviamente selecionando-os e interpretando-os a seu modo. No tempo de Jesus, o povo da Palestina comunicava-se em aramaico, utilizava o hebraico na leitura e estudos e o grego no comércio.

Todas as religiões ditas cristãs, que consideraram Jesus como filho único, como cristo (o ungido, o messias) baseiam-se nos livros (Bíblia) compilados por ordem de Constantino. Logo, o encobrimento está na raiz. E, aparentemente, não sabem como ou não têm humildade para reconhecê-lo. Ou não se interessam. 

Entre os sistemas sociais, a monarquia absolutista vem desde o antigo Egito, apenas mudando de nome. Foi violentamente enfrentada com a Revolução Francesa, mas novamente mudaram de nome, passando para uma monarquia republicana, aceitando hipoteticamente na Corte os representantes da classe média e os pobres, que até então não faziam parte do butim, e, escolhendo o Rei, guardião da chave do cofre, não mais entre os membros de uma família e sim entre os comensais. 

Já o capitalismo selvagem surgiu naturalmente, com o aparente fim dos feudos e o surgimento dos burgos; a sua evolução foi lenta, impondo-se com o início da industrialização. Os burgueses, após os aristocratas, foram o segundo grupo a usufruir das benesses do Poder da Corte. Até hoje. 

E o comunismo/socialismo, que alguns insistem em comparar com a missão crística desempenhada pelo espírito de luz, aqui na terra chamado de Jesus, esquecem o fundamental. Mesmo nos textos somente escritos após o desencarne dele e traduzidos para o latim na montagem da Bíblia, não se lê a palavra de ordem do comunismo, qual seja, supressão dos contrários. O comunismo tomou emprestado e impôs à coletividade a humildade e a pobreza. Mas não para os dirigentes. Na verdade foi uma involução, pois não passa de modernização do feudalismo. 

***
O SER HUMANO COMO OBJETIVO

O capitalismo social tem o capitalismo como sistema econômico e o ser humano como objetivo, com seu livre-arbítrio, evolução constante, acatando as leis humanas por ele aprovadas, conhecedor dos seus direitos e obrigações na coletividade.  

A república democrática, na sua correta aplicação, viria em substituição à nossa monarquia republicana e aos visíveis esforços em prol de um regime totalitário de esquerda, travestido de democrata, onde o social é usado como pretexto. 

O Estado seria do tamanho ideal, nem mínimo nem máximo. A serviço da coletividade e por ela mantido para cumprir seu papel, e não o inverso, onde estamos mantendo um Estado paquidérmico e que aumenta ano a ano, sugando todos os recursos coletados e como um fim em si mesmo. 

Os atuais três poderes precisam ser repensados, para adaptação às necessidades do regime que chamaríamos de capitalismo social, que será um aperfeiçoamento dos sistemas políticos existentes e que já se mostram ultrapassados e ineficientes para países como o Brasil.

Os candidatos a cargos eletivos, por exemplo, deveriam passar por uma seleção de provas de qualificação. Que nenhum diploma escolar seja exigido, mas o candidato precisa comprovar que sabe ler, escrever e interpretar textos que dizem respeito à atividade que pretende exercer. Afinal, está se candidatando para criar ou aprovar leis que regerão os destinos da sociedade, ou para administrar o poder público. Portanto, deve estar apto a fazê-lo.

Também não é possível continuar existindo financiamento de empresários a campanhas eleitorais, distorcendo todo o sistema e tornando desiguais as chances dos candidatos. Só deveria existir financiamento público e comum a todos os candidatos, para que os cidadãos sejam realmente iguais, na forma da lei.

E os direitos sociais também devem ser igualitários, com as mesmas regras regendo os servidores públicos e os trabalhadores da iniciativa privada, inclusive no tocante ao sistema previdenciário, sem privilégios para nenhuma categoria profissional, em nenhuma hipótese, salvo nas atividades que importam em risco de vida ou excessivo desgaste físico ou mental. Por que os magistrados podem ter 60 dias de férias, por exemplo? O que explica ou justifica tal regalia? 

Estas são reflexões e considerações que a meu ver merecem debate, para que haja um efetivo aprimoramento da sociedade contemporânea, que mais de 2 mil anos depois dos ensinamentos de Cristo, com toda certeza ainda deixa muito a desejar.

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