Carlos Lupi já voltou a presidir o PDT, mostrando a que ponto caiu o nível da política brasileira.

Carlos Newton

Era só o que faltava. O secretário-geral do PDT, Manoel Dias, e o ex-presidente interino, André Figueiredo, justificam o fato de o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi ter reassumido a presidência do partido. “É natural. Lupi saiu do ministério e volta para casa dele. Só não reassumiria se ele não quisesse”, afirmou Manoel Dias, que é do grupo de Lupi e mostra a que ponto caiu o nível da política brasileira, tendo como exemplo um partido fundado por Leonel Brizola.

Na verdade, Lupi jamais quis sair da presidência do partido, função à qual se grudava como uma ostra. Somente se licenciou do comando do PDT em 2008, quando a Comissão de Ética da Presidência questionou o acúmulo de funções do então ministro.

No lugar de Lupi, em 2008 assumiu interinamente o deputado federal André Figueiredo (CE), que também é ligado ao ex-ministro. Segundo ele, Lupi avisou que iria descansar em dezembro e reassumira a presidência do PDT em janeiro. “Assim, quando ele voltou, assumiu naturalmente”, explicou.

Como era esperado, o PDT vai continuar na base do governo Dilma Rousseff apesar da saída de Carlos Lupi do comando do Ministério do Trabalho, após denúncias de irregularidades na pasta e de malfeitos do próprio Lupi, acumulando cargos de funcionário-fantasma.

O agora ex-presidente André Figueiredo afirma que há uma posição “consensual” dentro do PDT de que “o partido continuará, independentemente de qualquer coisa, na base do governo”, mesmo que a sigla perca o controle do Ministério do Trabalho.

Já o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, reafirma que cabe à presidente Dilma Rousseff decidir se a pasta do Trabalho permanecerá com o PDT após a saída de Lupi, que pediu demissão do cargo na noite de domingo. “Ela que tem que medir as consequências”, disse o deputado.

Lupi foi o sétimo ministro a deixar o governo Dilma, o sexto diante de denúncias de irregularidades. Ele era um dos integrantes do governo do ex-presidente Lula que foram mantidos por Dilma em seus cargos.

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