Carta-aberta mostra como a presidente Dilma ofendeu os médicos brasileiros


Mário Assis

Faz sucesso na internet a carta-aberta da médica Juliana Mynssen de Fonseca Cardoso à presidente Dilma Rousseff, a respeito da situação dos médicos brasileiros que trabalham no interior e a possível contratação de seis mil médicos cubanos. A importância dessa manifestação da médica foi destacada no domingo pelo colunista Elio Gaspari, na Folha e no Globo.

O DIA EM QUE A PRESIDENTA DILMA, EM 10 MINUTOS,
CUSPIU NO ROSTO DE 370 MIL MÉDICOS BRASILEIROS

Juliana Cardoso 

Há alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, “do trauma”, médica “chatinha”, preceptora “bruxa”, que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no
Afeganistão, chorei.
Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como
nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá.
Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse “não é para mim, é para o meu pai, uma maca”. Como eu faria. Como você. Como nós.
Pensei “meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu… Nãoooo….. Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui”.
E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.
Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse “por que não me falou, levava no privado, Juliana!” Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei
lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem.
Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos. Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: “E você confia?”.
“Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim.” Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.
Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.
Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso. Não tenho palavras para descrever o que penso da “Presidenta” Dilma.
(Uma figura que se proclama “a presidenta” já não merece minha atenção).
Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi. A ouvi dizendo que escutou “o povo democrático brasileiro”. Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades.
“Qualidade”… Ela disse. E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil… Para melhorar a qualidade….?
Sra. “presidenta”, eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.
Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade. O dia em que a Sra “presidenta” abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.
Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência. Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

Hoje, eu chorei de novo.

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38 thoughts on “Carta-aberta mostra como a presidente Dilma ofendeu os médicos brasileiros

  1. Parabens Juliana, suas palavras são verdadeiras E por isso ACREDITO NA NOVA ERA BRASILEIRA, com sinceridade chorei contigo!
    QUE OS POLITICOS ATUAIS SEJAM IGUAIS A TODOS OS BRASILEIROS, ENTRA NO HOSPITAL PUBLICO PARA SEREM ATENTIDOS. VOCES NÃO SÃO MELHORES DO QUE NINGUEM!

  2. DEPREDANDO A SAÚDE DA NAÇÂO

    Miguel Srougi (Folha de São Paulo)

    As propostas para a saúde feitas pelo governo federal são piores do que os depredadores soltos pelas ruas, já que destroem vidas humanas

    Como cidadão, fiquei deslumbrado com o clamor que varre a nação. Como médico, e ligado à saúde, mergulhei em esperanças. Contudo, com a mesma velocidade que esse sentimento aflorou, fui tomado por uma angústia incontida ao observar as manifestações oficiais.

    Anunciou-se solenemente que seriam importados milhares de médicos estrangeiros e injetados R$ 7 bilhões em hospitais e unidades de saúde. Também se propôs a troca de R$ 4,8 bilhões de dívidas dos hospitais filantrópicos por atendimento médico e foi anunciada a criação de 11.400 vagas de graduação em escolas médicas.

    Perplexo, gostaria de dizer que essas propostas são tão surrealistas que não podem ter sido idealizadas por autoridades sérias, mas sim por marqueteiros afeitos à empulhação. Piores do que os depredadores soltos pelas ruas, já que destroem vidas humanas.

    A medicina exercida condignamente pressupõe equipes qualificadas, não apenas com médicos, mas também com enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Exige instalações minimamente equipadas, para permitir diagnósticos e tratamentos mais simples.

    Necessita do apoio de farmácias, capazes de prover sem ônus para os necessitados, as medicações essenciais. Requer processos de higiene, assepsia e certo conforto, para dar segurança e respeitar a dignidade humana dos pacientes.

    O que farão os médicos estrangeiros nas áreas remotas do Brasil apenas com termômetros e estetoscópios nas mãos? Irão receitar analgésicos, antidiarreicos e remédios para tosse, o que poderia ser mais bem executado por qualquer prático de farmácia, também afeito às doenças regionais. Médicos que nos casos mais delicados nem atestado de óbito poderão assinar, pois não conseguirão identificar a causa da infelicidade.

    Pior ainda, como esses médicos conseguirão atuar limitados pela dificuldade de comunicação, desqualificados para tratar doenças já erradicadas em países sérios, frustrados por viverem em regiões destituídas de condições mais dignas de existência para eles próprios, suas mulheres e seus filhos? Certamente tratarão de migrar para centros mais prósperos, abandonando aqueles que nunca conseguirão expressar a desilusão.

    Não custa lembrar que muitos países desenvolvidos aceitam médicos estrangeiros, contudo nenhum deles atua sem ser aprovado em exames extremamente rigorosos, que atestam a elevada competência profissional.

    Igualmente falaciosa é a proposta de incrementar os recursos para a saúde. Num país como o Brasil, que gasta apenas 8,7% do seu Orçamento em saúde –muito menos que a Argentina (20,4%) e Colômbia (18,2%)– somente mal-intencionados poderão acreditar que um aporte de recursos de 0,7% corrigirá a indecência nacional.

    Também enganadora é a ideia de se recorrer às instituições filantrópicas. Em situação falimentar, deixam de pagar tributos porque não recebem do governo federal os valores justos pelo trabalho. Pelo mesmo motivo, serão incapazes de aumentar o já precário atendimento.

    Quanto à criação de novas vagas para alunos de medicina, nada mais irrealista. Para acomodar os números apresentados, o governo teria que criar entre 120 e 150 escolas médicas. Com que recursos? Com que professores? Com que hospitais?

    Presidente, termino pedindo desculpas pela minha insolência. Você, que é digna e tem história, não pode tergiversar perante o clamor de tantos filhos da nação. Faça ouvidos moucos ao embuste e combata de forma sincera os malfeitos.

    Assuma, de forma sincera e não dissimulada, a determinação política de priorizar os recursos para as áreas sociais. Para não ser tomada por angústia infinita ao cruzar com a multidão, entoando com indignação o canto de Chico Buarque: “Você que inventou a tristeza/ Ora, tenha a fineza/ De desinventar/ Você vai pagar e é em dobro/ Cada lágrima rolada/ Nesse meu penar”.

    MIGUEL SROUGI, 66, pós-graduado em urologia pela Universidade de Harvard, é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente do conselho do Instituto Criança é Vida

  3. Sou cirurgião-dentista. E também trabalho na saúde pública.

    O sucateamento das unidades conveniadas ao SUS é REGRA!!!

    Na unidade de saúde pública aonde trabalho as cadeiras odontológicas apresentam problemas diários. O mobiliário está todo quebrado, enferrujado ou precário. Os equipamentos odontológicos acessórios também apresentam falhas técnicas diárias. E o arsenal de instrumentais cirúrgicos apresenta enorme carência e desfalques diversos.

    E notem que essa unidade aonde trabalho é um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), intimamente ligado Governo Federal, através do programa Brasil Sorridente. Imaginem se fosse apenas uma “simples unidade básica”!

  4. Coisa de 6 para 7 anos atrás, o Exército Brasileiro deixou o ensinamento médico praticado no país em alerta quando nenhum candidato inscrito no concurso para complementação do quadro médico alcançou aprovação, o que não seria de causar pasmo para aqueles com alguma intimidade com os legados de um Michel Foucault e suas avaliações sobre o que precáriamente entendemos sobre Medicina, sobretudo após as promessas miraculosas de cura da poderosa indústria farmaco-química, por óbvio, de perfil multinacional.

  5. Outro lado da moeda.O desmanche da Saúde, e da Educação vem de longe,por conta dos Governantes submissos ao FMI. Mas a verdade: Os médicos dos postos de saúde POA-bairro Glória e Sarandi não querem trabalhar AS 40:hs semanais pela “merreca” de 9000,00 (nove mil)mensais.Convenhamos ééé
    bom salário. Na realidADE querem trabalhar no máximo 2 hs por dia.As outras horas vão trabalhar em outra cidades,hospitais e postos de saúde.
    O POVO????? que se exploda(foda)como diria o personagem JUSTO VERÍSSIMO(CHICO ANÍSIO).

  6. Senhores Jornalistas,
    O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde, o Ministério Público, necessita urgentemente, fiscalizar os Hospitais dirigido por médicos proprietários e os cooperados (sócios) de planos de saúde. É urgente. Não há lei que garanta leitos de hospitais para estes casos. Nem tem como controlá-los.

  7. CORRIGINDO
    Senhores Jornalistas,
    O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde, o Ministério Público, necessita urgentemente, fiscalizar os Hospitais dirigidos por médicos proprietários e os cooperados (sócios) de planos de saúde. É urgente. Não há lei que garanta leitos de hospitais para estes casos. Nem tem como controlá-los.

  8. Prezado conterrãneo Luiz Fernando Souza-POA/RS,
    Longe em querer criticar o teu comentário, devo, entretanto, fazer algumas ressalvas ao texto, a meu ver, se me permitires:
    As causas da deficiente saúde pública de fato vem através de governantes relapsos, que não destinaram as verbas necessárias para esta área crucial de uma nação, porém quanto aos médicos e seus vencimentos propostos pelo SUS é que se encontra a minha interferência ao que afirmaste.
    Se a quantia de R$ 9,000,00 mensais tu a classificaste como “bom salário” e, mesmo assim, estes profissionais não querem trabalhar, a não ser por um horário menor como exige o município, se compararmos esses vencimentos com CENTENAS dos existentes nas repertições públicas municipais, estaduais e federais, DOU PLENA RAZÃO AOS MÉDICOS!!!!
    Não é possível que um parlamentar ganhe SESSENTA MIL POR MÊS e um médico 15% de seus proventos, se este salva vidas, cura pacientes, leva sob seus ombros toda a ineficiência do SUS, e sua falta de materiais e condições ao segurado.
    Observa que os professores, os que ensinam e, os médicos, os que salvam, em comparação com os parlamentares e ex-políticos que acrescentam salários nababescos em seus já gordos proventos por participarem de conselhos em estatais, ganham fortunas sem ABSOLUTAMENTE colaborarem em nada com o País e o povo, a não ser para seus bolsos e aumento de suas fortunas pessoais, enquanto que um trabalhador como os médicos, que estudam a vida inteira, cursam a faculdade mais disputada e difícil de todas, precisam de talento e vocação, sequer percebem A METADE do que um político incompetente, desonesto e corrupto extrai do erário público, além de nos prejudicar diariamente pela sua inércia e negligência com relação às nossas necessidades como povo e nação!
    Assim, meu caro, conterrâneo, penso que precisamos apontar quem dificulta sobremaneira o nosso desenvolvimento e bem-estar social, que não são aqueles que se originam da população, médicos, professores, motoristas, balconistas, bancários, enfermeiras, trabalhadores em geral, mas os que detém o poder e nada fazem para melhorar as nossas vidas, ao contrário, as exploram, sugam, roubam, e nos deixam à mercê das circunstãncias e interpretações erradas quanto aos verdadeiros responsáveis pelas nossas dificuldades diárias.
    Repito, meu amigo, não estou sendo contra o que afirmaste, mas colaborando em identificar àquelas pessoas que nos causam sofrimento e a insuportável sensação de injustiça pelo que nos arrecadam e nos devolvem em termos de serviços que temos direito!
    Um cordial abraço, Luiz.

  9. Silêncio! Silêncio! Os políticos estão dormindo. Dorme nenem , dorme nenem em braços macios da mãe gentil. O povo grita nas filas dos hospitais, nos pontos de ônibus e nas escolas. Grita por melhores dias. Se esse povo tiver a insistência do cego que gritava: Jesus filho de Davi,tem compaixão de mim. E a mutidão dizia pra ele calar, pois Jesus não iria ouvi-lo. Mas ele continuou a gritar:Jesus filho de Davi,tem compaixão de mim. E Contrariando a todos que diziam que Jesus não o ouviria: Jesus ouvio. E o curou. Portanto, se o povo continuar gritando com a mesma certeza que tinha o cego, alcançará seus objetivos. Não importa as vozes contrárias que surgirão. GRITEM, GRITEM, GRITEM até serem ouvidos.

  10. Prezado laércio Canazza,
    Faz o mesmo apelo às organizações de Classes para que FISCALIZEM o Ministério da Saúde e suas falhas gritantes com relação ao atendimento e leitos hospitalares aos segurados brasileiros, por favor!
    Não vejo nos ministérios MORAL E CREDENCIAIS para exigirem qualquer correção de conduta ou administração de quem quer que seja por conta do que apresentam à população como serviços.
    Falhos, incompetentes, perdulários, dependentes, ministros absolutamente desconhecidos do povo, gente desinteressada, estão nesses postos para abrigar apaniguados e comporem a base aliada de governo, sem qualquer identificação com a função e assumir as responsabilidades inerentes ao cargo que exercem.
    Se, hoje, existem 39 ministérios ou 38, tanto faz, a verdade é que nem a presidente Dilma saberia dizer de cor os nomes de seus titulares, duvido, respeitosamente, de que ela seria capaz de anunciá-los em público sem ler os nomes de cada um!!!
    Assim, podemos ter uma amostra do descaso com o povo e à nação brasileira quando os auxiliares diretos do primeiro mandatário não se mostram à altura da importãncia de suas funções ou, quando tal acontece, é sobre um fiasco que cometeram, erros crassos e, alguns, imperdoáveis.
    Portanto, Laércio, qualquer órgão governamental carece de condições éticas e morais para querer comportamentos e administrações isentas de críticas, haja vista o exemplo ser de completa desorganização e descuidos com as mais comezinhas necessidades básicas da população e do Brasil!

  11. Juliana Cardoso, saudações
    Quando leio palavras assim
    Quando leio desabafos como este
    Quando estou diante de pessoas corajosas e sobretudo sensíveis como você …
    Aí é que eu me animo mais e mais, por perceber que a luta sempre valerá a pena!!!
    Te mandar milhões de abraços não é nada, JULIANA!!!

  12. Luciana, como cidadão brasileiro faço minhas as tuas palavras de indignação, não posso fazê-las como médico, porém como cidadão brasileiro.
    Sou um cidadão de 56 anos e há 30 anos atrás (quando se iniciava o sucateamento do serviço público de saúde) ainda consegui um bom atendimento no Hospital dos Servidores no RJ e hoje, com a leitura de sua carta choro contigo e com tantos outros brasileiros ao ver o descaso com que estamos sendo tratados pelos aproveitadores, até aqui, da passividade do povo brasileiro para com tais descasos.
    QUE ESSE DESPERTAR DO GIGANTE NÃO PARE POR AQUI.
    Parabéns por seu destemor.

  13. Entendo e compreendo a revolta da Doutora. O pior de tudo minha amiga Juliana e que a saúde foi colocada em plano da maior e pior clinica veterinária do Pais. Eu mesmo terei de fazer o implante de uma valva aórtica e já comecei a passar pelos ásperos e duros caminhos de conseguir ou não. A maioria dos hospitais de referência de cirurgia cardíaca já não aceita fazer esse tipo de procedimento pelo SUS. No entanto gostaria de saber se a Beneficência Portuguesa trata dos senhores políticos recebendo o pagamento diretamente dos mesmo ou se o tratamento deles e feito e pago pelo caixa do governo.
    O que mais nos agredi são as pesquisas realizadas com o objetivo de promover candidatos como o Lula. A Data Folha insiste em proteger com resultados manipulados a vitoria desses assassinos. Será que diante de tanta podridão que essa dupla Lula e Dilma levaram o Pais ainda tem brasileiros com coragem de neles votarem?

  14. Como médico, estou realmente cansado de políticas mirabolantes aplicadas em nossa saúde pública. Terceirizações para organizações sociais, que em geral levam ao esvaziamento dos hospitais, por não permitirem ao médicos a formação e evolução de equipes multiprofissionais, sem um plano de carreira definido e que leve em consideração as diferenças reginais. Vejo um desperdício de dinheiro público em programas populacionais eleitoreiros e sem qualquer fundamento científico, sem nenhum retorno para a saúde da população. Presencio todos os dias o sucateamento dos hospitais, e a incapacidade de gestão de nossos “gestores” em geral presos a orçamentos sem qualquer ligação com as reais necessidades dos serviços.Por fim médicos cubanos que não conseguem passar em exames de qualificação são agora a solução para os problemas de saúde de nosso pais. Agora chega, chegou o tempo de nos mobilizarmos, junto aos mais jovens que abraçaram nossa profissão e nossas entidades, tomarmos a frente das políticas de saúde. A começar com um novo ministro da saúde que valorize realmente os médicos de nosso pais.

  15. Darcy,
    tu consegues condensar a tua infinita estupidez em poucas linhas.
    Não é mérito, ao contrário, trata-se de uma tragédia uma pessoa não conseguir proferir ou escrever uma frase que não contenha uma aberração, que sempre tem sido o teu caso.
    Ora, para quem não tem o menor senso de proporção e de medidas, alegar irresponsavelmente que o salário do médico de R$ 9.000,00 mensais é muito em comparação ao que percebe a população, demonstra ignorância suprema adicionada à má fé, haja vista que o MÉDICO ESTUDOU, SE SACRIFICOU, PERDEU NOITES INTEIRAS SE DEBRUÇANDO EM LIVROS, PRESTOU UM VESTIBULAR DIFICÍLIMO, e não pode se acomodar porque as atualizações na Medicina exigem que continue estudando permanentemente!
    Tu és tão abecedado e mal intencionado que nivelas por baixo, enquanto que eu faço as comparações com quem além de perceber proventos incompatíveis à realidade brasileira, os políticos, estes se autoconcedem reajustes e aumentos como bem entendem.
    Se a população ganha mal, que busque se aperfeiçoar, progredir, estudar, se desenvolver, mas não deixar de reconhecer o profissional importante que é o médico e querer que ele ainda se sujeite ao que paga uma Prefeitura. Pois que esta aumente a oferta salarial ao médico e dimunia de seu prefeito e secretários, simples; Que gaste menos em viagens; que cuide do material de expediente; que economize na lua, água, e manutenção dos prédios que lhe pertencem ou, então, que os venda; que invista na prevenção da saúde de sua população através dos médicos de família, e busque por soluções à base de solicitações internacionais à aquisição de materiais hospitalares que são doados por entidades no Exterior que existem especificamente para esta finalidade.
    Agora desvalorizar uma categoria de profissionais porque a população ganha pouco, então que se proíba o inútil, corrupto, desonesto e vadio do parlamentar de perceber o astronômico salário mensal, afora as mordomias por todos nós conhecidas.
    Mais a mais, Darcy, o teu problema também é visível. Trata de cuidar da tua saúde porque se nota a sua fragilidade a partir dos teus comentários insensatos e inócuos, apenas a título de importunar.

  16. Laércio Canazza, meu caro,
    Não podemos nos contentar com tão pouco, pois os impostos que nos cobram permite que a Saúde Pública seja infinitamente melhor que esta que nos é oferecida!
    Não devemos aceitar que a vaga de um médico – obrigação do governo – seja compensada por uma enfermeira ou farmacêutico porque além de irregular eles não podem diagnosticar a contento, tampouco expedirem receitas à compra de medicamentos para o mal que aflige um paciente. De certa forma é o mesmo que não ter nada, a não ser um curativo e dizer aos segurados a composição de um remédio, mas jamais aplicá-lo.
    As populações carentes devem exigir das prefeituras que deem um jeito nesta grave questão, sob pena de impedimento do prefeito.
    Agora, Laércio, a realidade brasileira explica a ausência do médico no interior, basta um pouco de atenção por parte dos prejudicados, que exponho prá ti:
    O médico se torna também inútil, meu amigo, quando não dispõe de recursos para diagnosticar uma doença mais grave, por exemplo:
    Tomógrafo; Aparelho de Raio X; hospital munido de UTI; hospital com sala de cirurgia; laboratórios em condições de análises mais sofisticadas; aparelhos de Mamografia…
    Então, Laércio, o mpedico por si só vai dar um jeito nessas carências materiais e imprescindíveis?!
    Claro que não. Assim, ele não sai dos centros maiores porque estes lhe alcançam recursos necessários para que se desenvolva como profissional e salve seus pacientes gravemente enfermos ou necessitando de tratamentos mais sofisticados!
    Não é apenas a questão salarial, conforme abordou um mentecapto acima, mas o devido aparelhamento médico-hospitalar à disposição do profissional e da população para se ter um bom serviço!
    Ótima esta nossa troca de opiniões, Laércio, de modo que registremos as questões referentes à saúde hoje em estado terminal na maioria dos municípios brasileiros!
    Um abraço, meu caro.

  17. Essa turma que está aí no poder nunca me enganou. O noticiário policial e político mostra tudo, por isso têm medo da Imprensa. Dói ler a declaração da DOUTORA, mexe com todo cidadão brasileiro e mostra que tem muita gente decente no país, mas faltam decência e honestidade nos centros e grupelhos de poder (ia citar “quadrilhas”, mas deixa pra lá, por enquanto).

  18. Trabalhei em hospital e centros de saúde públicos por muitos anos. Continuam escandalosas as dificuldades estruturais das unidades e os baixos salários das(os) trabalhadoras(es) no setor.

    Na outra ponta o setor privado, com os seus famigerados planos de DOENÇA e não de saúde – desmistificam a precariedade unicamente no setor público -, como algumas pessoas insistem em propagandear de forma cínica.

    Junte-se a isso o corporativismo nefando e aí a população sofre em dobro.

    Nesse tipo de discussão, muitas vezes a retórica e a verborragia abundam, enquanto o cerne da questão sequer é abordado!

  19. Só quem gosta deste holocausto da saúde,são os mafiosos sanguessuga dos planos dito saúde.
    Afinal os médicos estão com quem????????????
    com as multinacionais(caixa preta)farmacêuticas???????
    O povão só quer ter no minimo uma assistência ambulatorial.
    Estou lendo a ética de BARUCH SPINOZA,para ter conhecimento,sabedoria,e sociologia humana.

  20. Em terra com pobre em cima, quando se escapa das doenças inerentes à fome, só com reza forte fica-se imunizado da subjacente barbarie ambulante.

  21. A panelinha abunda – ou seria a questão “6 = meia dúzia?!”

    A utilização de termos muitíssimo assemelhados, bem como a celeridade na defesa ou condenação de pensamentos afins ou antagônicos mostra que há uma probabilidade maior da segunda premissa. Tanto num caso quanto n’outro seria só mais uma discussão entre surdos e cegos, pura perda de tempo. Seara fértil para hipócritas. Passo.

    *******

    Com todo o respeito pela articulista – e é a ela que me dirijo -, que colocou questões pertinentes, mas não sei se por questões ideológicas deixou de abordar outras questões de suma importância, dentre elas o nefando corporativismo, exemplificado na luta pela institucionalização do “ato médico”:

    A apropriação do público pelo privado – em todos os setores! – é o cerne da questão. Ou ainda a coisificação e a precificação de tudo e todos. A mercantilização da Saúde. A financeirização da própria vida.

    Aqui e alhures, EUA, por exemplo, é flagrante a reação (de reacionária, mesmo!) dos defensores da mercantilização e financeirização do setor saúde. Até Obama – bibelô de luxo do sistema financeiro internacional e capitão do mato dos senhores da guerra -, foi considerado comunista, por tentar alocar um mínimo de recursos para a área de saúde pública!

    Aqui e alhures os representantes do Executivo e Legislativo são bancados pelos mesmos entes e agentes, tornando-se prepostos muito bem remunerados dos seus financiadores – que desde há muito transformaram o público em privado, como bem o disse o judeu-americano, não comunista, Robert Oppenheimer, no final da década de 1930, referindo-se ao seu país, EUA:

    “… a democracia que nós temos na América, não é também um belo exemplo de sistema de governo. A nossa democracia tornou-se uma ditadura, não de homens, mas de classes. Uma ditadura da riqueza, do dinheiro, da corrupção. Uma ditadura disfarçada de democracia, de pobre democracia corroída, mas potentíssima. Uma ameba enorme que assimila toda e qualquer contestação, que devora seus próprios cânceres e os transforma em belos exemplos de civismo e patriotismo.”

    Repito: aqui e alhures os representantes do Executivo e Legislativo são bancados pelos mesmos entes e agentes, tornando-se prepostos muito bem remunerados dos seus financiadores, em função disso, rios de dinheiro público escoam para o oceano dos interesses privados – o que inviabiliza todo e qualquer sistema de saúde ou educação públicas de qualidade -, a menos que a Massa se transmute em POVO e tome o seu destino nas mãos.

    batista filho (João Batista de Oliveira Filho)

  22. Batista Filho, saudações
    Perfeito, seu texto!!! E peço sua especial atenção para isto:
    “A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão”. ALDOUS HUXLEY
    Abraço forte!!!

  23. Prezada Doutoura
    Voce so falou verdades e as propostas do governo sao para enganar os bobos e deseducados deste pais, pois a educacao tambem esta sucateada!
    Este governo cara de pau . Alguem ja foi a Cuba?
    Tudo la velho antigo sucateado….
    Choro todos os dias pois meus herois sao Ghandi, Mandela,enfim….

  24. Meu Caro conterrâneo BENDI,postei três texto por volta das 23:30,apenas um foi aceito como 08:08 pm. Mas resumo da ópera.Srº Bendl,Assis,Aquino,Borttoloto,Roberto Nascimento, são indispensável
    pelo seu talento,cultura,conhecimento,pois versam qualquer assunto.
    De outra banda,concordo com srº nas ressalvas que fizeste;Mas estas distorções é do sistema,é um
    problema estrutural que será resolvido quando tivermos um Governo sério,(que não reza a cartilha do FMI-reduzir custos,para financiar à tal livre iniciativa),Mas isso é outra história.
    Por derradeiro tirando os”excessos verbais”,todos os demais dão o seus PITACOS,de acordo com sua
    ótica. Por isso este blog TI, é “INCOMPARÁVEL.
    Um Forte Abraço,Bendl.
    OBS: Não pense em parar de escrever,tu és importante.

  25. Prezada Dra Juliana,
    Não sou médico, mas venho me solidarizar com esta categoria briosa e honrada. Sou apenas um cidadão, que possuo plano de saúde, mas vejo a penúria em que se encontra a rede pública de “saúde”.
    Com certeza, se nossos políticos e afins fossem obrigados a usar o SUS e similares, certamente este deserviço seria diferente.
    Parabéns,brava doutora Juliana.

  26. O problema aqui não é a situação da saúde, é a falta de médicos e médicos bons. Os médicos brasileiros são muito mal preparados e só querem saber de trabalhar nos grandes centros e em clinicas particulares. Conheço médicos cubanos que trabalham no Brasil que são excelentes, que trabalham muito bem, sabem como conversar com o paciente e identificar a causa da doença…. os médicos brasileiros nem olham na sua cara, já pedem um monte de exame, sem nem mesmo saber se são necessários… Tem muito mesmo que se preocupar, pois se deixar os estrangeiros vão dominar, porque são os melhores.

  27. Como simples usuário do SUS, gostaria de parabenizá-la, médica dos sonhos de todos os brasileiros que freqüentam o SUS. Digo isso porque sei que todos esses brasileiros estão como eu, vibrando de alegria porque alguém teve a coragem e a bem da verdade, com o devido conhecimento de causa, para falar o que está engasgado em nossas gargantas. Só rogo ao Senhor da Vida que não sejas como tantos outros já foram penalizados por “falar de mais”. Penso que é à hora de todos nós ficarmos atentos para o fato de que no ano de 2014, teremos eleições. Beijos em seu coração nossa médica querida.

  28. NAO SOU MEDICO SOU APENAS MAIS UM DOS VARIOS USUARIOS DO SISTEMA SUS E QUE COM ORGULHO POSTO ESSA MENSAGEM SE ESSA IMBECIL E ESSES TANTOS OUTRO QUE NOS ROUBAM DIA A DIA FOSSEM SE TRATAR NO SUS ELES VERIAM A QUALIDADE DOS SEUS FUNCIONARIO MAS NAO ELES TEM PLANOS DE SAUDE QUE VERGONHA

  29. Senhor Francisco Bendl,

    O Senhor é inteligente, enquanto sou semi-analfabeto e com problema ou seja princípio de alzheimer que piora ainda mais. Só que meu comentário é uma realidade. Veja que minha irmã tinha plano de saúde e foi tratada no Hospital São José do Avahy do propriedade do governo federal. O plano de Saúde não tem hospital. E mais, ela adoeceu em dezembro de 2006, foram enrolando dizendo que não teria solução para a doença, mas começou a ser tratada em junho do ano seguinte 1 mês antes de sucumbir.
    MÉDICOS
    Quanto aos médicos há reclamação do SUS. Veja tenho plano de saúde e vou marcar uma consulta recebo informação que só para o ano que vem. Acho que o SUS está melhor.
    Pensando bem esperar este tempo é suicidar, seria melhor como antigamente quando se comprava o remédio com farmacêutico. Para proibir a venda de antibiótico teria que haver um atendimento rápido e poupar uma vida.

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