Caso do ex-jogador Edmundo, preso e logo solto, mostra as deficincias da Justia brasileira.

Carlos Newton

claro que se fosse um ru comum, sem recursos e sem um advogado de alta categoria, o ex-jogador Edmundo j teria cumprido pena. Ele foi condenado em 1999 a quatro anos e seis meses de priso por um acidente ocorrido no Rio, quando dirigia embriagado, bateu com o carro e matou trs pessoas que o acompanhavam na farra.

Edmundo teve a priso decretada tera-feira e foi localizado em So Paulo, aps uma denncia annima. Passou a noite na 3 Delegacia Seccional Oeste. Policiais do Rio chegaram por volta das 16h20 delegacia, aps seis horas de viagem, para levar o jogador.

Acontece que na manh de hoje j tinha sido apresentando um pedido de habeas corpus pelo advogado Arthur Lavigne, que foi imediatamente julgado pela desembargadora da 6 Cmara Criminal, Rosita Maria de Oliveira Netto. Para a magistrada, houve ilegalidade em sua priso, pois o trnsito em julgado do processo (quando no cabem mais recursos) ainda no ocorreu.

“ de se conferir, por ora, a liberdade ao paciente Edmundo Alves de Souza Neto, com a expedio do alvar de soltura, que dever ser cumprido”, afirmou na deciso.

A lei que protege Edmundo a mesma que manteve o jornalista Pimenta Neves fora da priso por mais de dez anos. Mas beneficia apenas os rus que tm recursos e podem contratar bons advogados. Os outros condenados seguem direto para a priso. Ah, Brasil!

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