Diário Oficial comprova as fraudes cometidas
Carlos Newton
No ano passado, a Tribuna da Internet decidiu adotar uma postura de atuação mais pró-ativa. Nessa linha, além de divulgar reportagens e artigos denunciando corrupção e outras práticas ilegais, passamos a enviar às autoridades alguns dossiês sobre assuntos de interesse nacional, para acelerar as devidas providências.
Assim, com o propósito de atender diretamente ao interesse público, em maio de 2025 protocolamos o envio de dossiês sobre o Banco Master à Comissão de Valores Mobiliários, ao Tribunal de Contas da União e ao Banco Central. Portanto, tomamos essa iniciativa seis meses antes de ser decretada a liquidação extrajudicial do Master e de outros bancos e financeiras do grupo controlado por Daniel Vorcaro.
CASO MESSIAS – Cinco meses depois, surge agora mais uma oportunidade de prestar esse tipo de serviço ao país, e vamos encaminhar aos senadores esta série de reportagens investigativas que começamos a publicar na segunda-feira, dia 20, com denúncias absolutamente exclusivas sobre atos criminosos cometidos por autoridades da República.
Desta vez, dois dos envolvidos são figuras renomadas da política nacional – Guido Mantega e Dias Toffoli, que à época (2007/2008) eram ministros da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU).
Em Portaria Conjunta, a 6 de novembro de 2007, eles tiveram a ousadia de fraudar um concurso para Procuradores da Fazenda Nacional, para nomear dezenas de candidatos ligados ao PT que não tinham conseguido classificação.
NÃO HÁ VAGAS – Segundo a Escola de Administração Fazendária (ESAF), que organizava os concursos públicos na área econômica, Jorge Messias teria chegado a ser aprovado em 2006, com apenas três anos de formado, sem experiência forense e sem títulos a exibir, mas não conseguiu ser nomeado, porque só havia 27 vagas e ele ficou na 86ª colocação.
Foi fácil comprovar que à época do concurso Messias realmente ainda nem advogava, porque seu currículo registra que, depois de concluir o curso de Direito em 2003, ainda ficou trabalhando até 2006 em Recife, como “técnico bancário” de dedicação exclusiva na Caixa Econômica Federal, simultaneamente a um emprego de gerente do Teatro Marrocos.
Mesmo assim, Mantega e Toffoli arranjaram uma maneira ilegal de nomeá-lo, junto com dezenas de advogados ligados ao PT que também não se classificaram.
NOS CURRÍCULOS – Essas informações são inquestionáveis, porque estão registradas em quatro versões dos currículos de Messias, conforme suas próprias declarações no Lattes, no Escavador, na Wikipédia e no Portal da Transparência do governo federal.
O que mais espanta nessa audaciosa fraude é a certeza da impunidade que Mantega e Toffoli demonstraram, pois agiram como se fosse impossível a trapaça ser descoberta. Não tiveram preocupação em nomear dezenas de não-classificados, quando as escassas 27 vagas que existiam já tinham sido preenchidas.
Conforme constatamos no manuseio das provas, Jorge Rodrigo Araújo Messias foi nomeado Procurador da Fazenda em 6 de novembro de 2007 (publicação no Diário Oficial do dia 7, Seção 2), antes mesmo de começarem a ser corrigidas as provas finais de um novo concurso para o mesmo cargo, realizadas oito dias antes, em 28 de outubro, que teve milhares de inscritos.
E foi assim que o nome do futuro ministro do Supremo apareceu incluído na fraude da nomeação de dezenas de falsos classificados, que imediatamente tomaram posse, incluindo Jorge Messias.
FALSO PROCURADOR – O mais patético são os currículos que o futuro ministro do STF apresenta. Uma das falsidades é afirmar que em 2006-2007 era “Procurador do Banco Central do Brasil”, salientando: Vínculo: Servidor público, Enquadramento Funcional: Servidor Público Federal, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva”. Mas como ser procurador do BC sem fazer concurso e obter classificação, para então ser nomeado?
Essa mesma informação falsa está divulgada em currículos diferentes, mas essa alegação de que ele foi “procurador do Banco Central” é apenas mais um artimanha de Messias, que circula de carro blindado na Praça dos Três Poderes, aguardando ser nomeado para integrar o tribunal que deveria estar julgando suas ilegalidades.
Se ele mentiu nessas informações pontuais, que podem ser facilmente desmentidas por outros dados existentes nos próprios currículos que exibe, pode-se fazer uma ideia do volume de fantasias que ele está apresentando ao Senado na enorme lista de seus estudos jurídicos no Brasil e no exterior, com publicação de importantes ensaios, aulas magnas e tudo mais…
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P.S. – As provas da fraude são irrefutáveis e todas elas foram extraídas de documentos públicos, como Diário Oficial da União e editais da ESAF, além de sites como Portal da Transparência, Wikipédia, Currículo Lattes e Escavador. Estão acessíveis a qualquer pessoa que procure defender os interesses nacionais e a dignidade do serviço público. Se houver dificuldade de acesso, é porque as provas estão sendo hackeadas, mas fizemos cópias de todas elas.
P.S. 2 – Agradecemos as informações do comentarista José Vidal, sempre atento, que nos fez corrigir algumas informações inexatas. Na matéria de amanhã, vamos publicar os diversos e graves crimes praticados por Mantega e Toffoli na nomeação fraudulenta de petistas, assim como as ilegalidades que Jorge Messias cometeu e continua cometendo no exercício ilegal do serviço público, antes de se tornar para sempre inatingível, como mais novo ministro da Suprema Corte. (C.N.)
LINK DA MATÉRIA ANTERIOR:
https://www.tribunadainternet.com.br/2026/04/20/diario-oficial-prova-que-jorge-messias-fraudou-seu-concurso-para-procurador/









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