Iniciada a campanha, está aberta a temporada de caça aos votos do eleitor

Diego Abreu
Correio Braziliense

A campanha para as eleições de 5 de outubro começa oficialmente neste domingo (6/7). A partir de agora, os candidatos e partidos estão permitidos a fazer propaganda e pedir votos, mas há limites neste período de três meses em que os postulantes a cargos eletivos estarão nas ruas e nas telas da tevê. Os chamados showmícios, por exemplo, são vetados pela legislação eleitoral, assim como a distribuição de brindes ao eleitor – prática comum em eleições no Brasil até poucos anos atrás.

Qualquer abuso contra as regras eleitorais poderá resultar em multas e no enquadramento do candidato pelas práticas de compra de votos e abuso de poder econômico e político. Caberá ao Ministério Público fiscalizar e denunciar eventuais irregularidades. Os próprios partidos também poderão representar na Justiça Eleitoral contra adversários.

Em 19 de agosto, começa a campanha pelo horário eleitoral no rádio e na televisão. E daqui a 90 dias, estarão em disputa no primeiro turno das eleições os cargos de presidente e  de vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual. No caso do Distrito Federal, deputado distrital.

Mais uma semana de grandes espetáculos

Chico Maia
O Tempo
Nesta semana, teremos um desfecho de alto nível, à altura do sucesso de público, das surpresas e da alegria que este mês de competições tem proporcionado ao Brasil. Quem, antes da Copa do Mundo, apontava a Bélgica como possível “surpresa” foi surpreendido por essa incrível Costa Rica, que fez um jogo inesquecível contra a Holanda, levando a decisão para os pênaltis.

Mais cedo, o goleiro Romero fez apenas uma defesa, sem dificuldade, na vitória da Argentina sobre a Bélgica, em Brasília. Uma classificação muito mais tranquila do que se esperava! Os belgas jogaram fechados, apostando em contra-ataques que não existiram. Mostraram futebol comum em todo o Mundial. Os argentinos dominaram a partida, jogando coletivamente, tanto que Messi atuou apenas para o gasto, sem precisar carregar o time como nos jogos anteriores, quando foi eleito pela Fifa o melhor em campo.

Desta vez, o destaque foi Higuaín, autor do gol aos oito minutos do primeiro tempo. Di María saiu machucado, mas nem assim os comandados de Alejandro Sabella diminuíram o ritmo ou passaram por dificuldades, já que a Bélgica não oferecia perigo.

Bom humor

Nas entrevistas depois do jogo, atletas e comissão técnica da Argentina transmitem otimismo e alegria, dando a entender que o ambiente está muito bom entre eles. Assim como o Brasil, eles terão o grande teste de fogo, agora, na semifinal, onde a qualidade dos jogadores e condição psicológica pesam em função do equilíbrio. A Holanda não tem um Messi, mas no conjunto tem um time mais equilibrado.

Campeões juntos

Este bom ambiente entre os argentinos tem a ver com o trabalho de base deles e convocações anteriores. Dos 23 jogadores à disposição do Sabella, 11 estiveram juntos no time campeão olímpico em Pequim, nos Jogos de 2008. São eles: Romero, Zabaleta, Garay, Banega, Gago, Mascherano, Di María, Sosa, Agüero, Lavezzi e Messi. Riquelme também integrava esse grupo. Era um dos acima de 23 anos permitidos pelo Comitê Olímpico.

Bom demais

Holanda e Costa Rica fizeram um jogo espetacular, principalmente depois dos 20 minutos do segundo tempo. Os costariquenhos quase perfeitos na marcação, e os holandeses sem a mesma pontaria de outros jogos pôs três bolas na trave, mas triunfou na perfeição da cobrança dos pênaltis. Incrível a percepção do técnico Van Gaal, que trocou o goleiro apenas para as penalidades e se deu bem.

Nada a ver

Jogadores como Thiago Silva e Neymar fazem falta a qualquer time do mundo, mas o futebol brasileiro é pródigo em apresentar surpresas positivas em situações como essa. Porém, vejo como absurdo comparar este momento com o do Chile em 1962, quando Pelé se machucou no segundo jogo, e Amarildo o substituiu bem. Tínhamos o “fator” Garrincha. E Neymar está longe de ser o Pelé do momento!

Brasil melhorou coletivamente, mas individualmente não há muito o que fazer

Lucas Alvares

Carlos Velasco Carballo, um árbitro de carreira menor até mesmo em seu continente – o máximo que atingiu foi uma final de Liga Europa, o segundo maior torneio entre clubes europeus, na já distante temporada 2010-2011 – comprovou no Castelão de Fortaleza ser um péssimo juiz de futebol. E mostrou também como é possível marcar faltas o tempo inteiro (marcou 54, 31 apenas do Brasil), perder o controle do jogo e ainda assim em momento algum coibir a violência em campo. James Rodriguez, o camisa 10 colombiano, foi detido a bordoadas pelos volantes do Brasil. Com Neymar não foi diferente. Empurrado mais uma vez para as laterais do campo, ficou a mercê da violência da defesa colombiana, sem pudores em abrir a caixa de ferramentas.

Do ponto de vista coletivo, o Brasil melhorou muito. Maicon deu a consistência defensiva que faltava para Marcelo, do outro lado, poder se soltar em sua melhor partida na Copa. Paulinho soube verticalizar o jogo, como tão bem fazia no Corinthians, se infiltrando na área como elemento surpresa e com bom tempo de bola para os desarmes. Fernandinho, embora tenha abusado da violência no primeiro tempo, também trouxe consistência à marcação. Sobre estes aspectos, não há muito do que reclamar.

O Brasil encontrou, aos trancos e barrancos, um time e um jeito de jogar. Nada brasileiro, mas semifinalista da Copa do Mundo: há quantas décadas a Inglaterra e a Argentina, por exemplo, não disputam uma? Há solidez na defesa, boa saída de bola – David Luiz, mais uma vez, foi monstruoso – e baixo número de chutes a gol do adversário: a Colômbia finalizou apenas cinco vezes. Para se ter ideia, a Alemanha chutou 22 vezes ao gol da Argélia nas oitavas de final.

DO MEIO PARA A FRENTE…

O problema brasileiro é do meio para a frente. Oscar continua se escondendo das partidas, Fred se acomodou na ausência de um reserva minimamente capaz para disputar posição e Hulk, a despeito de todo o esforço, é muito limitado com a bola nos pés. Pouco para ganhar da Alemanha, onde dos 11 titulares, pelo menos 8 são tecnicamente superiores aos brasileiros. Futebol não se vence de véspera. O Brasil pode segurar os alemães e ver o que dá para ser feito. Há solidez defensiva para isso, camisa, sorte e tradição. Mas, na bola, hoje os alemães duros e previsíveis somos nós.

PS: Juan Zuñiga, se inocente é descerebrado. Se mal intencionado, um caráter da pior espécie. Desejo saúde e boa recuperação ao Neymar, que fez uma Copa do Mundo muito melhor do que eu esperava. Foi a nossa referência técnica e o responsável pelos poucos momentos de brasilidade proporcionados pela seleção.

Ex-secretário do Tesouro fala sobre o fardo da dívida pública

Paulo Silva Pinto
Correio Braziliense

A construção do Real leva a assinatura de funcionários de carreira, conhecedores dos meandros da administração pública e das leis. Um deles é Murilo Portugal, carioca que chegou a Brasília em 1969. Como técnico do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), ocupou vários cargos até assumir a Secretaria do Tesouro no governo de Itamar Franco, em 1992.

Quando Fernando Henrique se tornou ministro da Fazenda, Portugal foi mantido no cargo. E participou do planejamento e da implantação do plano de estabilização. Ele guarda boas lembranças do período, mas conta que foi uma época das mais difíceis de sua vida, pelas jornadas de até 14 horas de trabalho e pela tensão das negociações.

Essa toada resultou em problemas de saúde, que levaram Portugal a deixar o cargo em 1996. Foi para os Estados Unidos, onde ficou por 13 anos. Hoje, como presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), enfrenta, nos tribunais, o fracasso dos planos anteriores ao Real.

Como era ser secretário do Tesouro antes do Plano Real?

A gestão do fluxo de caixa era muito complicada e a dívida pública tinha um perfil ruim em função da inflação que, além de alta, era crescente. Isso acabou levando a um atrelamento da dívida a índices de preços ou à taxa Selic, além do encurtamento de prazo. Nós conseguíamos colocar títulos com vencimento em sete e em 14 dias — esse era o máximo. Todo ano, o estoque inteiro era rolado três vezes. Hoje, são cerca de 20% por ano. As dificuldades eram agravadas pelo fato de que, como estavam suspensos os pagamentos da dívida externa, o Brasil não tinha acesso ao mercado internacional. Nós tínhamos que pagar juros mais altos.

Na gestão do caixa, o que dificultava?

Era difícil fazer estimativas. As despesas eram nominais e um modo de gerir o caixa era atrasar os pagamentos. Os próprios fornecedores já sabiam disso e acabavam colocando um sobrepreço. A institucionalidade fiscal era muito frágil. As greves, frequentes. Mas, apesar de todas as dificuldades, conseguimos fazer um superavit primário em 1994 de mais de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) com um controle de caixa muito rígido e a criação de impostos. Na época do Real, foi criado o IPMF (Imposto Provisório sobre as Movimentações Financeiras), que durou só um ano.

Havia riscos?

Muitos. Houve um período de seis a oito meses de preparação do Real. Nos primeiros dois ou três fins de semana, nós viemos para São Paulo e fizemos um plano de curto prazo só  para melhorar as finanças públicas. Depois, começaram as reuniões de preparação em Brasília, às terças-feiras. O Clóvis Carvalho (então secretário executivo da Fazenda), implantou uma disciplina do setor privado, de onde ele veio. Quem chegava atrasado pagava uma multa, já em URV. A cada 15 minutos, era uma URV (unidade real de valor). Cada um recebia uma missão para a próxima reunião: minuta de decreto, minuta de medida provisória. E as coisas foram começando a acontecer.

Quais eram os temores?

Um grande medo que nós tínhamos era a própria URV. Aquilo foi uma tentativa, bolada pelo Gustavo Franco, de recontratação para a inflação baixa, acabando com a inflação inercial. Delfim Netto, quando era ministro, tentou fazer com a prefixação da inflação e do câmbio. Não funcionou. Nos outros planos, isso foi feito com a mudança do índice (de correção monetária), que é o tema que a gente está discutindo agora (pelas ações de poupadores contra bancos). Também não funcionou. Nós vimos essas experiências passadas, tentando evitar os problemas. Mas havia o medo de que a URV, com reajuste diário, porque era ligada ao dólar, eventualmente criasse um gatilho, explodisse, e a gente acabasse tendo inflação em URV.

Por que não aconteceu?

Várias coisas ajudaram. A situação internacional em 1992 e 1993 era positiva, com a economia internacional se expandindo. Algumas realizações do governo Collor ajudaram, como a acumulação de reservas internacionais. Quando ele entrou, as reservas estavam praticamente a zero, havia algo como US$ 7 bilhões. O Arminio Fraga era o diretor da Área Externa do BC, acumulou cerca de US$ 20 bilhões, o que, naquela época, era um dinheirão.

O craque sabe, sabendo

Tostão
O Tempo

Neymar sonhou com o título e em ser o melhor da Copa e do mundo, em 2014. Após o abalo inicial, como se fosse uma tragédia para a seleção, agora, já dá para acreditar que continuam boas as chances de o Brasil ganhar o Mundial, mesmo sem Neymar e, contra a Alemanha, sem Thiago Silva, outro craque. Para isso, todos os jogadores precisam se superar, atuar com a mesma garra das partidas anteriores e com mais qualidade. Seria possível David Luiz, outro craque, jogar ainda mais?

Na Copa, mesmo as seleções menos fortes e menos tradicionais possuem bons jogadores e ótimo conjunto. A maioria dos atletas atua em campeonatos importantes, e alguns, nas principais equipes do mundo. Todas as seleções dominam o conhecimento científico e a logística de preparação de uma equipe.

Dizem que os Estados Unidos, obcecados pela competitividade, programaram, dez anos atrás, que, em 2018, vão disputar o título. Será cedo, pois falta o fora de série e/ou vários jogadores excepcionais. Será que, com a massificação do futebol, que está a caminho, surgirão vários jogadores especiais? Ou isso não vai ocorrer porque não está no DNA dos norte-americanos?

O futebol é diferente de outros esportes. Não basta dominar a técnica, o conhecimento e treinar muito. Em um jogo, existe muita imprevisibilidade e um grande número de possibilidades. Não é também possível extrair o talento de um craque e reproduzi-lo no campo e no laboratório. O craque sabe fazer, mas não sabe como fazer. Não dá para ensinar sua arte. Ele sabe, sabendo.

Ontem, foi mais um dia de craque, na dificílima vitória da Argentina sobre a Bélgica, por 1 a 0. Messi não fez nada de extraordinário, perdeu um gol, mas deu belíssimos passes e participou bastante do jogo. A Argentina foi um time com mais cuidados defensivos. A defesa, tão criticada, novamente, não sofreu gol.

Lula Barbosa lembrando um tempo que não volta mais

O cantor e compositor paulista Luiz Carlos Barbosa, nome artístico Lula Barbosa, relembra em “Tempo de Fé” a herança de uma época vivida na juventude que, infelizmente, não volta mais. A música foi gravada pelo próprio Lula Barbosa no LP Os Tempos São Outros, em 1986, pela CBS.

TEMPO DE FÉ

Lula Barbosa

Tua herança será minha paixão
Pela liberdade
Cravada em passos lentos
E poços pregressos da alma
Pois não resta mais nada
A não se acreditar
Que minha infância termina
Onde o teu sonho ensina
Tua realidade morta
Já se iguala com o encanto
Onde a tua infâcia morna
Fará parte do cortejo
E do túmulo inútil da falsidade
Irá renascer à mocidade
Um vento mais brando
Soprado de todos os cantos”

Tempo em que os amigos de fé
Ao redor das fogueiras
Sentavam pra conversar
Viver era uma brincadeira
Gostosa de se brincar

Tempo em que se fazia de conta
E a alegria era tanta
Tanto que a vida
Era fácil de se levar
Tempo em que os violões
Despertavam paixões
Na voz do cantador
E os moços teciam versos
Palavras só de amor

Tempo passou tão depressa
Que os moços e os versos
Ficaram pra trás
Do outro lado do muro,
Dos sonhos
E sabem que o tempo
Não volta jamais.

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Chapas café (sem) leite

Humberto Santos

Mais do que uma chapa puro-sangue do PSDB para a disputa da Presidência da República, a escolha do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) para ser o vice na candidatura de Aécio Neves lembra uma “coincidência histórica”: será uma disputa com duas chapas “café com leite”. De um lado, Aécio e Nunes, de outro, Dilma e Temer. Não, não estou dizendo que a eleição vai se polarizar nessas duas candidaturas, apenas aponto a coincidência de dois cabeças de chapa mineiros com dois vices paulistas.
De forma bem simplificada, a política do café com leite foi o revezamento, entre 1894 e 1930, de um presidente indicado pelas forças políticas de São Paulo (produtor de café) e de outro indicado por Minas Gerais (produtor de leite).
Era uma aliança benéfica a ambos: os paulistas dominavam a precária e agrária economia do país, enquanto Minas era mais populosa e possuía o maior número de representantes. A parceria ruiu por uma série de fatores, mas talvez o mais significativo tenha sido Minas ser desprestigiada nas decisões políticas.
Voltando para o atual período histórico, as duas chapas possuem significados diferentes. Dilma é mineira, mas construiu carreira no Rio Grande do Sul. Mais do que isso, é indicada por Lula – o que, em outros Estados, sobretudo no Nordeste, constitui cartão de visitas mais robusto do que a origem da petista.
Temer é de São Paulo, mas é um detalhe. É quem dava e dá as cartas no PMDB. Logo, o fator regional se dissolve; no máximo ele consegue alguma capilaridade no interior paulista.
AJUDA E ATRAPALHA
Já na chapa tucana, o peso da naturalidade é grande: a união de um mineiro com um paulista ajuda, mas também pode atrapalhar. Aécio e outros tucanos justificam a escolha de Aloysio Nunes pelo número de votos na última eleição para o Senado (11 milhões) e pela ligação com os prefeitos de São Paulo. O paulista também teria a função de fazer seus conterrâneos do partido trabalharem pelo mineiro.
No entanto, no Nordeste, local onde a dupla Lula-Dilma possui grande adesão, pode soar estranho um mineiro com um paulista. Sem contar que a região ofereceu um filho para a disputa, Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco. Não que a possível escolha de um nordestino por Aécio lhe garantisse mais votos no Nordeste, região em que ele precisa crescer mais, mas poderia ajudá-lo a ser mais conhecido por lá.
A escolha de um coordenador de campanha “da região” e uma série de viagens para lá tentam minimizar isso. No cálculo eleitoral, o tucano preferiu pacificar a disputa no maior colégio eleitoral do país e correr atrás nos outros. Por isso as alianças com candidatos de partidos da base de Dilma nos Estados, como no Ceará, onde o PSDB estará no palanque do PMDB, contra o PT.
É a tentativa do PSDB de comer pelas beiradas nas outras regiões e vencer em Minas e em São Paulo. Daqui a três meses, saberemos se a tática do “puro-sangue café com leite” deu certo. (transcrito de O Tempo)

 

Muito estranho: ministro Gilberto Carvalho diz que não foi chamado a sair do governo para atuar na campanha de Dilma

Paulo Victor Chagas
Agência Brasil 

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que continua no governo até que seja convidado pela presidenta Dilma Rousseff a assumir outra função. Segundo ele, não há, no momento, nenhuma perspectiva de mudança, e o seu desejo é continuar como ministro, ajudando na campanha de Dilma, nas horas vagas.

“Em nenhum momento a pessoa que me chamou para ser ministro disse outra coisa. Portanto, sou e estarei ministro enquanto a presidenta Dilma quiser. Se ela me chamar para outra função, é evidente que serei obediente e cumprirei com entusiasmo. O resto é especulação”, afirmou, desmentindo as notícias de que sairia do governo para atuar na campanha de Dilma.

Dilma Rousseff foi lançada pelo PT como candidata à reeleição no último dia 21, reeditando a chapa com o vice-presidente Michel Temer, do PMDB. “Por mim, eu continuo no governo, trabalhando, e vou, na campanha, ajudar nas horas vagas, como já fiz em outros anos. Isso faz parte da minha militância”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ tudo muito estranho. O Planalto vaza a informação de que Gilberto Carvalho sairia do governo (é secretário-geral da Presidência) para coordenar a campanha de Dilma junto aos movimentos sociais. A notícia foi amplamente divulgada. Agora, o próprio Carvalho se encarrega de dizer “desculpe, foi engano”, informando que ninguém o convidou para trocar de função. Muito estranho. Carvalho é o homem de Lula no Planalto. Dilma tem horror a ele, mas não consegue afastá-lo. A tentativa foi boa, mas não deu certo. Ela vai ter de aturá-lo. (C.N.)

Desculpe, foi engano: Tribuna da internet continua boicotada no Google. Só há acesso pelo Yahoo ou pelo Bing

Carlos Newton

Desculpem os comentaristas, internautas, leitores e seguidores da Tribuna da Internet. Postamos este sábado uma mensagem otimista, dando a entender que, pouco a pouco, estava se normalizando o acesso ao Blog, mas infelizmente isso não é verdade. Muito pelo contrário. Continuamos na mesma situação de boicote “técnico”.

Agora no início da madrugada de domingo, novamente tentamos acessar a Tribuna da Internet através dos sites de busca Google e Ask, mas não conseguimos. Tanto no Google quanto no Ask, não está ocorrendo acesso à edição atualizada da Tribuna da Internet. Os dois sites de busca só dão acesso a duas edições antigas do blog, e não é possível atualizá-las.

Entendi agora por que o jurista Jorge Béja está tão aborrecido com o blog. Sei que ele é uma pessoa da máxima correção, incapaz de mentir ou enganar o próximo. Tudo o que faz é com convicção absoluta. E se ele está dizendo uma coisa, é bom acreditar…

Pois bem, nos últimos dias Béja me pediu três vezes que eu atualizasse suas matérias no link J.Béja, que fica na parte de cima de nossa primeira página, e eu sempre lhe respondia que o link já estava atualizado. Cheguei ao ponto de lhe hoje enviar a cópia das atualizações, que ele deve ter recebido por e-mail, mas mesmo assim era impossível que Béja entendesse o que então estava acontecendo, porque nem eu mesmo sabia.

Pois bem, acontece que quando Béja acessa a Tribuna da Internet, certamente o faz usando o Google ou o Ask, e o que aparece é sempre a edição antiga, de vários dias atrás, na qual a última matéria assinada por ele é “Deportação dos torcedores chilenos é gesto desumano e prepotente“. As duas matérias posteriores não aparecem para ele e para qualquer um que acessar através de Google ou Ask.

No meu caso, continuo tendo acesso ao blog através dos link Favoritos, como o faz a maioria dos internautas que ainda conseguem acompanhar nosso blog, e para todos nós o link J.Béja está atualizado, com as duas matérias que ele escreveu recentemente.

Fica então decifrada esta parte do mistério que nos cerca.  Mas como Béja não terá acesso a esta explicação, porque não está tendo acesso ao blog atualizado, vou lhe mandar uma mensagem por e-mail (se é que meu IGmail, que também é Google, vai funcionar…) passando esta dica, de sempre acessar o blog através dos sites de busca Yahoo ou Bing, que não pertencem ao Google, estão fora do boicote e se tornaram a únicas maneiras de se chega à Tribuna da Internet, que com certeza é hoje um dos espaços mais hackeados na internet.

 

O fim do transe moderado

João Gualberto Jr.

Sarney não irá mais se candidatar. Como farão os 600 mil eleitores do Amapá – ou mesmo os maranhenses – sem a presença do senhor de bigode na urna eletrônica neste ano? Sair da política? “Não”, respondeu: “a política só tem porta de entrada”. Passaram governos, presidentes, crises internas e externas, moedas foram criadas e extintas, o Brasil foi parlamentarista, amargou uma ditadura, voltou ao presidencialismo e Sarney firme, surfando sempre.

José Ribamar é um vocacionado. Há outro nome na história do país que tenha passado 60 anos ininterruptos ocupando cargos públicos – e de destaque nacional? Nem José Bonifácio, nem Getúlio Vargas, nem dom Pedro II, que, coroado em 1831, sofreu o golpe republicano 58 anos depois. O Brasil contemporâneo tem no maranhense um símbolo, é uma trajetória histórica e outra biográfica que se imbricam.

Alguns destaques interessantes da ficha: quando se elegeu pela primeira vez suplente de deputado federal, no distante 1955, seu partido era o PSD do presidente que chegaria ao Catete no ano seguinte, JK. Em 1965, venceu a disputa pelo governo do Maranhão com votação expressiva. Ainda era do PSD, mas, como o regime militar implantara o bipartidarismo, preferiu a Arena ao MDB.

ALGO NO AR

Na sigla governista dos militares foi ficando, já como senador por seu Estado natal. Chegou a presidir a Arena em 1979. Mas, já no começo da década de 80, sentiu um cheiro novo no ar e rompeu com o regime. Já no PMDB, como representante moderado que era (sempre sendo), foi escolhido para compor a chapa com Tancredo. Talvez sua presença tenha sido essencial para a vitória no Colégio Eleitoral.

O destino pregou uma das maiores peças ao país em abril 1985, e a República caiu no colo do predestinado. O resto da história quase todo mundo acompanhou. Depois de lutar contra a hiperinflação, pôr na rua os fiscais da Sunab (ligue 199, lembra?), trocar os ministros da Fazenda com a mesma velocidade com que se esgotavam seus planos artificiais, depois de anunciar a moratória em 1987, Sarney estacionou sua carreira no Amapá – que inventou para, nele, se eleger senador, sempre pelo PMDB (claro).

Em 2009, em uma das tantas vezes que presidiu o Senado, ele viveu sua pior crise pessoal. O país se cansara de Sarney, avatar da velha política, casuística e adesista. Foi Pedro Simon, em um discurso memorável da tribuna, quem pediu a renúncia do correligionário, que, ao contrário de Getúlio, estava “saindo da história para cair na vida”.

Sarney aguentou o tranco incrivelmente. Quem conseguiu governar democraticamente o país após 25 anos de ditadura militar e a morte repentina do presidente eleito não seria derrubado por uma dúzia de denúncias. Agora, pediu para sair. Porque quer, não porque alguém mandou. Poder é isso.

As imagens impactantes do discurso de sua posse no governo maranhense foram captadas por Glauber Rocha. O curta “Maranhão 66” foi descartado como peça de propaganda. Mas aquelas cenas foram aproveitadas depois em “Terra em Transe”. Nenhuma coincidência ou alegoria para retratar tal personagem seria mais propícia. (transcrito de O Tempo)

José Roberto Arruda anuncia Jofran Frejat como vice na chapa do PR

Arruda e Frejat compõem a chapa do PR para as eleições de outubro (Oswaldo Reis/Esp. CB/DA Press)
Deu no Correio Braziliense
O ex-governador José Roberto Arruda (PR) anunciou na tarde de sexta-feira o novo vice na chapa que concorrerá às eleições para o Buriti em outubro: o nome escolhido é Jofran Frejat, do mesmo partido.
O anúncio foi feito na presença de Eliana Pedrosa (PPS), que, inicialmente, seria a candidata a vice, mas acabou sendo barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na casa de Frejat, no Lago Sul, rodeado de lideranças políticas locais, Arruda disse não haver “qualquer impedidmento político para ser candidato” e acrescentou que quer “enfrentar” o atual governador Agnelo Queiroz (PT) no debate. O candidato a vice também afirmou estar pronto para a campanha.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, irmão do ex-deputado federal José Frejat, o médico cirurgião Jofran Frejat é considerado em Brasília como “um homem de bem”. Como aceitou ser candidato a vice na chapa de Arruda? Ele próprio é que deveria ser candidato a governador. (C.N.)

O futebol se parece com a religião em muitos aspectos, como na fé

Leonardo Boff

A Copa do Mundo, que ora se realiza no Brasil, bem como outros grandes eventos futebolísticos, assume características próprias das religiões. Ora, se bem repararmos, o futebol, para muita gente, preenche as características religiosas: fé, entusiasmo, calor, exaltação, um campo de força e uma permanente aposta de que seu time vai triunfar.

A espetacularização da abertura dos jogos lembra uma grande celebração religiosa, carregada de reverência e seguida de ruidoso aplauso. E há a bola, que funciona como uma espécie de hóstia que é comungada por todos.

No futebol, como na religião (tomemos a católica como referência), existem os 11 apóstolos (Judas não conta), que são os 11 jogadores, enviados para representar o país; os santos referenciais, como Pelé, Beckenbauer e outros; existe, outrossim, um papa, que é o presidente da Fifa etc.

IDENTIDADE

O desenrolar de uma partida suscita fenômenos que ocorrem também na religião: gritam-se jaculatórias (bordões), chora-se de comoção, fazem-se rezas, promessas divinas, figas e outros símbolos da diversidade religiosa. Santos fortes, orixás e energias do axé são evocados e invocados.

Existe até uma Santa Inquisição, o corpo técnico, cuja missão é zelar pela ortodoxia, dirimir conflitos de interpretação e eventualmente processar e punir jogadores e até times inteiros. Como nas religiões e igrejas, existem ordens e congregações religiosas; assim, há as torcidas organizadas, e elas têm seus ritos, seus cânticos e sua ética.

Há famílias inteiras que escolhem morar perto da sede do time, que funciona como uma verdadeira igreja, onde os fiéis se encontram e comungam seus sonhos. Tatuam o corpo com os símbolos do clube; a criança nem acaba de nascer e já a porta da incubadora vem ornada com os símbolos do time – quer dizer, recebe já aí o batismo que jamais deve ser traído.

A FÉ É UMA APOSTA

Considero razoável entender a fé como a formulou o grande filósofo e matemático cristão Blaise Pascal: uma aposta. Aposta-se que Deus existe, tem tudo a ganhar; se de fato não existe, não tem nada a perder. Então, é melhor apostar que exista. O torcedor vive de apostas (cuja expressão maior é a loteria esportiva) de que a sorte beneficiará o time ou de que algo, no último minuto do jogo, tudo pode virar e, por fim, fazer ganhar, por mais forte que seja o adversário. Como na religião há pessoas referenciais, da mesma forma vale para os craques.

Na religião, existe a doença do fanatismo, da intolerância e da violência contra outra expressão religiosa; o mesmo ocorre no futebol: grupos de uma equipe agridem outros do time concorrente, ônibus são apedrejados, e podem ocorrer verdadeiros crimes, de todos conhecidos, vindos de torcidas organizadas e fanáticos que podem ferir e até matar adversários de um time concorrente.

Para muitos, o futebol virou uma cosmovisão, uma forma de entender o mundo e de dar sentido à vida. Alguns são sofredores quando seu time perde e ficam eufóricos quando ganha.

Eu, pessoalmente, aprecio o futebol por uma simples razão: portador de quatro próteses nos joelhos e nos fêmures, jamais teria condições de fazer aquelas corridas e de levar aqueles trancos e quedas. Fazem o que jamais poderia fazer, sem cair aos pedaços. Há jogadores que são geniais artistas de criatividade e habilidade. Não sem razão, o maior filósofo do século XX, Martin Heidegger, não perdia nenhum jogo importante, pois via no futebol a concretização de sua filosofia: a contenda entre o ser e o ente, se enfrentando, se negando, se compondo e constituindo o imprevisível jogo da vida, que todos jogamos.

 

A escritora que quer descomplicar os livros do nosso maior escritor

12Acílio Lara Resende

Há duas semanas, fiz referência ao “assassinato” do qual teria sido vítima o nosso genial Joaquim Maria Machado de Assis, ou, simplesmente, Machado de Assis. O crime foi cometido pela escritora Patrícia Engel Secco. Contra o inigualável mestre e contra nossa cultura.
O assunto deu um susto em alguns dos meus amigos, que também me concedem a enorme honra de ser leitores do que escrevo neste espaço. Assustaram-se com o que eu disse, mas que vou detalhar só agora. O assunto continua me desafiando (coisa de somenos, perdoe-me o vocábulo, Patrícia…), pois ele desafia, sobretudo, gente importante – do naipe, por exemplo, dentre inúmeros outros, da escritora, ensaísta e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras Nélida Piñon.
É o seguinte, para quem não acompanhou a inaudita façanha de simplificar (ou descomplicar) alguns dos nossos clássicos: a escritora Patrícia Engel Secco, utilizando-se de um projeto chamado “Instituto Brasil Leitor”, aprovado pelo Ministério da Cultura e baseado na lei de incentivos fiscais (Lei Rouanet), obteve financiamento para a publicação “simplificada”, segundo disse, do conto (ou novela?) de Machado de Assis “O Alienista”.
Em breve, estarão no mercado (se já não estão) 600 mil exemplares do livro, que serão distribuídos aos que não leem ou, como tentou esclarecer ela, “às pessoas simples” (como se ele, Machado, não o fosse), que jamais imaginaram ou souberam quem é o escritor, como “o meu eletricista e o porteiro do meu prédio. Quero aproximar os clássicos dessas pessoas, e não distribuir livros em escolas para crianças”. Trata-se, concluiu Patrícia, de uma tarefa destinada a “outro Brasil”, mas não especificou, claramente, que Brasil seria esse.
Patrícia Engel Secco afirma, também, que nossos jovens não gostam de ler Machado – uma afirmação parecida com a primeira, que diz respeito ao grau de instrução, hoje, dos nossos eletricistas e porteiros. Os jovens não gostam, segundo ela, “porque as construções são muito longas, e eu simplifico isso”. Que presunção, hein! Sua argumentação – ela não percebe isso – é essencialmente discriminatória.
SEGUNDA INTENÇÃO
“Essa mulher”, diz Nélida, “quer que nós tenhamos essa discussão como se ela estivesse propondo a ressurreição eterna de Machado de Assis, como se ele dependesse somente dela”. Na realidade, porém, não sei se seria só isso. É possível que, por trás desse projeto, haja uma segunda intenção – a de faturar um bom dinheirinho…
Os brasileiros leem pouco, mas isso não autoriza ninguém a adulterar uma obra (qualquer que seja sua qualidade) sob a alegação de que, assim, lerão mais. Mexer na forma de uma obra, que talvez seja o instante máximo da criação, é crime contra sua integridade. Agora, mexer na obra de Machado de Assis é crime de lesa-pátria!
A iniciativa da escritora, que, conforme tentou explicar, defende uma linguagem “mais palatável” para captar os jovens leitores, vem ao encontro, também, com certeza, do que tem afirmado o líder do PT na Câmara Federal, José Guimarães, a respeito da regulamentação (leia-se censura) da nossa mídia.
É esse pessoal que deseja implantar no país o Plano Nacional de Participação Social, defendido com ardor pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Tudo isso faz parte de uma mesma matriz fascista, que se aproveitou agora de um hiato criado pela Copa do Mundo para mostrar suas asinhas, que, obviamente, não são de nenhum anjo… São possuídas! (transcrito de O Tempo)

 

Reserva de Neymar deve entrar com tranquilidade e orgulho, diz Amarildo, que substituiu Pelé

Edgard Matsuki
Portal EBC

Quando a notícia de que Neymar não jogaria mais a Copa do Mundo de 2014 foi divulgada, o pensamento de muitos torcedores brasileiros voltou ao ano de 1962. No Mundial disputado no Chile, Pelé se machucou no segundo jogo e foi substituído por Amarildo. Naquela Copa do Mundo, o substituto de Pelé foi peça-chave para a conquista da seleção.

O Portal EBC conversou com o ex-jogador após a contusão de Neymar. Para Amarildo, quem for escolhido para substituir o atual camisa 10 da Seleção tem que ter orgulho de jogar e esquecer que está entrando no lugar do craque da equipe. “O jogador deve ter a tranquilidade para entrar no lugar dele”, diz.

Em sua primeira partida, Amarildo fez uma grande atuação, marcando os dois gols do Brasil na vitória contra a Espanha. Amarildo ainda marcou o primeiro gol do título do Brasil na final contra a Tchecoslováquia. Depois da competição, ele foi para a Itália, onde jogou por nove anos.

Ele disse não ter preferência pelo jogador que vai entrar no lugar de Neymar. “Quem é que vai entrar não interessa. Interessa é que quem entrar no lugar dele mostre todo o potencial e faça o melhor”, aponta.

O ex-jogador afirmou que essa foi a receita para ele se sair bem em 1962. “Todo mundo no Brasil estava chorando. Só eu estava alegre. Não pelo Pelé, mas por eu ter a chance de mostrar o que eu podia pela seleção. Quando chegou a hora do jogo, joguei como se fosse no Botafogo”, conta.

BRASIL CAMPEÃO MESMO SEM NEYMAR

Ele aponta que o Brasil tem condições de ser campeão da Copa do Mundo mesmo sem o principal jogador. “Quem entrar e quem tiver a missão de substituir o Neymar tem que fazer à altura. Quem sabe o time não melhora sem o Neymar”, aponta. “O Brasil ganhou sem o Pelé em 1962. Tem tudo para ganhar sem o Neymar”, completa.

Ele disse que ganhar uma Copa no Brasil é uma oportunidade única: “Temos a chance de apagar uma mancha negra que paira sobre o Maracanã desde 1950. Por isso, o Brasil tem lutar com ou sem o craque”.

Quando viu pela televisão o lance, Amarildo disse que ficou zangado com Zuñiga e com o árbitro Carlos Velasco. “Entrar com o joelho nas costas é covardia. Não é futebol. O pior é que encontramos um juiz que nem punição deu a ele”. Para ele, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) deve punir ambos. O ex-jogador completou dizendo que a entrada do colombiano não pode ser considerada futebol, e sim,  luta livre.

“Hacker” invade site da construtora do viaduto que desabou em Belo Horizonte

 (Reprodução)

Deu no Estado de Minas

O site da Construtora Cowan S/A amanheceu hackeado na manhã deste sábado. A empresa é responsável pelas obras do viaduto que desabou na última quinta-feira (3) sobre a Avenida Pedro I, na última quinta-feira (3) sobre a Avenida Pedro I, na Região de Venda Nova.

“Como é dormir tranquilo sabendo que há diversas outras pontes e viadutos feitos pelo mesmo projeto deste que desabou em Belo Horizonte no qual a Cowan é a responsável ? QUANTO VALE UMA VIDA PARA VOCÊ$$$$ ?”, escreveram na home page da construtora os responsáveis pela invasão.

Por meio da assessoria de imprensa, a Construtora Cowan S/A infomou que o site foi hackeado na manhã deste sábado. No final da manhã de hoje, a assessoria informou ainda que o funcionamento do site foi restabelecido e que a empresa não iria comentar o episódio.

Pouco a pouco, o Google vai devolvendo à Tribuna da Internet o espaço indevidamente subtraído

Carlos Newton

Desde que passou a ter milhares de leitores diários, todos eles formadores de opinião, começaram a ocorrer “problemas técnicos” no blog da Tribuna da Internet, e sempre são atribuídos a coincidências. E logo aparecem as mais diversas teorias, embora não se apresentem soluções.

Nas três vezes em que ocorreram esses fenômenos quando estávamos no hospedeiro UOL, os especialistas do próprio servidor não encontraram solução e os problemas chegaram a tal ponto que tivemos de refazer o blog do zero e começar tudo de novo.

Na terceira vez, o blog já chegara a ter mais de 63 mil acessos num só dia (nosso recorde), a média diária estava em cerca de 15 mil acessos e não era raro passarmos dos 30 mil acessos diários.

Começamos tudo de novo, mudamos para o HostGator, mas o blog continua a ter problemas, porque o servidor admite não ter condições de receber grande número de acessos simultâneos. E parece estar de crocodilagem conosco, pois com frequência “perde a conexão” e surge a imagem um crocodilo para avisar que cometemos o erro 500 ou 504, sei lá.

FORA DO GOOGLE

Quando estávamos decidindo o que fazer para não seguir perdendo leitores, na quinta-feira surgiu uma grande novidade: os sites de busca, como Google, Bing e Ask, simplesmente passaram a desconhecer a existência da Tribuna da Internet, que passou a ser acessada exclusivamente pelo site de buscas Yahoo.

Tentamos contactar o suporte técnico do Google, é claro, e podemos garantir que não é nada fácil consegui-lo. Sem saber como proceder, procuramos um especialista em informática, Rodrigo Gutierrez, que também não conseguiu contatar o setor específico do Google, mas nos deu a seguinte sugestão:

Pelo volume de leitores que vocês têm normalmente, se não houver nova interferência, a Tribuna da Internet em breve voltará a ter acesso direto pelo Google e outros sites de busca. Mas se houver nova interferência e vocês perderem também o acesso pelo Yahoo, aí estarão perdidos” – avisou.

VOLTANDO AO NORMAL

Não houve nova interferência e o acesse tende a voltar à normalidade, conforme o especialista previra. Quando se digita Tribuna da Internet no Google, já aparece a edição de dois dias atrás. O internauta então tem de “atualizar” o blog, para que surja a edição do dia, encabeçada pela última matéria que tenhamos postado.

No site Ask (acho que pertence ao Google, que está se tornando uma espécie de “dono da internet”), a recuperação é mais lenta, mas também está acontecendo. E em outro site de busca, o Bing, a situação está completamente normal e já aparece a edição atualizada da Tribuna da Internet, como ocorre no Yahoo.

Bem, feitos esses esclarecimento, vamos em frente, porque não há a menor possibilidade de desistirmos do blog. Pelo contrário, iremos aprimorá-lo cada vez mais. O número de acessos pode até cair devido a esses “problemas técnicos”, como está acontecendo hoje, mas nosso empenho só irá aumentar.