Parede de prédio de tatuador preso tem pichação de black blocs

O tatuador Fábio Raposo Barbosa foi preso hoje, no Rio de Janeiro. - Wilton Júnior/Estadão
Mariana Durão
O Estado de S. Paulo

RIO – Numa parede do prédio onde mora o tatuador Fábio Raposo Barbosa, de 22 anos, preso e indiciado por envolvimento na explosão do rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade durante protesto na última quinta-feira no Rio, estão pichadas as frases “black bloc” e “fuck the police”, segundo o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, que investiga o caso.

Foram apreendidos três telefones celulares, a memória do computador de Barbosa e a bermuda e a camiseta que ele usava durante o protesto. A polícia vai pedir a quebra de sigilo dos aparelhos para avançar na investigação.

Segundo o delegado, caso Barbosa integre alguma organização e fique provado que já praticou atos em conjunto com esse grupo, o tatuador pode ser enquadrado também pelo crime de organização criminosa.

O perfil de Barbosa na rede social Facebook foi desativada antes de sua prisão, mas uma equipe especializada da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) tenta recuperar a página.

O delegado confirmou que o advogado de Raposo está tentando convencê-lo a aderir à delação premiada. Nesse caso, ele prestaria informações sobre o suspeito de detonar o rojão por vantagens como a atenuação de uma futura pena ou mesmo a revogação da prisão temporária pela Justiça. A prisão temporária foi ordenada por 30 dias, prorrogáveis por mais 30.

Segundo a polícia, o tatuador continua resistente a prestar informações e está temeroso por conta das ameaças recebidas em telefonemas anônimos de pessoas que exigiram que ele assumisse sozinho a culpa pelo episódio. A polícia vai investigar essas ameaças. A polícia acredita que os dois suspeitos se conheciam.

Estamos a serviço dos hiper-super-mega-ricos

Humberto Guedes

O Orçamento da União para 2014 dispensa comentários, ou resta dúvida de vivermos uma dividocracia, naturalmente a serviço dos hiper-super-mega-ricos?

Destacando: “Enquanto a dívida pública absorverá mais de 42% dos recursos orçamentários em 2014, a saúde ficará com menos de 4% e a educação com pouco mais de 3%. Os transportes receberão apenas 1% dos recursos e a segurança pública bem menos: 0,35%.”

Veem para que serve a tecnociência? Fala sério! Onde estão os camburões, os batalhões de choque, por que não mesmo os torturadores (relevem, todos temos nosso momento de besta-fera) para esses criminosos do tipo com pena, verdadeiros genocidas?

Que lindo não seria reduzir a carga tributária em 2/5?

Saudações libertárias.

O governo precisa contratar os médicos (cubanos ou não)no regime da CLT

Isac Mariano

É bom que seja interrompido esse escandaloso acordo celebrado entre o Brasil e Cuba, para a exploração escravagista de mão-de-obra médica cubana.

Não podemos compactuar com tal afronta às nossas leis trabalhistas, e aos direitos humanos! Caso os profissionais cubanos sejam realmente médicos, com formação e capacidade técnica adequada, eles devem ser contratados em acordo com a nossa CLT, conforme é feito com os médicos brasileiros, e os de outros países também!

E não podem ser privados de trazer seus familiares ao Brasil. Do contrário, os familiares acabam fazendo o papel de reféns da ditadura cubana, o que é inadmissível.

O Brasil carece de médicos nas regiões afastadas? Os números têm demonstrado que sim! Mas o governo precisa suprir tal demanda agindo dentro da leis trabalhistas brasileiras, e respeitando aos direitos humanos. Os fins não justificam os meios! Em hipótese alguma!

Circula na internet um texto ridicularizando o diploma falso do ex-ministro Alexandre Padilha

Celso Serra

Faz sucesso na internet o diploma de Doutorado do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deixou o cargo para se candidatar a governador de São Paulo. A imagem do alardeado título acadêmico é acompanhada de um texto explicativo, mostrando que o diploma é fruto de uma grande armação, pois as informações não batem, estão todas erradas, e por esse motivo o ex-ministro está até respondendo a processo administrativo no Conselho Regional de Medicina. Tudo isso demonstra a que ponto chegamos em matéria de ética na política.

###

ESTE É O NOSSO MINISTRO DA SAÚDE!

Depois de declarar em entrevista no Programa do Jô que é Especialista em Infectologia e este título não constar nos registros das entidades responsáveis, tendo sido convocado pelo Conselho Regional de Medicina do Pará para responder a processo ético, o ministro da Saúde apresentou diploma da USP, com informações que levam a crer que o mesmo teria sido “fabricado”… agora.

Atente para os detalhes:

1 – O diploma, datado de 2001, afirma que o ministro teria realizado a residência em três anos, de 01 de fevereiro de 1998 a 31 de janeiro de 2001. Ocorre que naquela época a especialização durava apenas dois anos, o que só veio a mudar em 2004.

2 – Em 1998 a residência em infectologia começava em janeiro e não em fevereiro. Isso também só mudou em 2004.

3 – O diploma apresentado é assinado pelos ATUAIS coordenadores da residência e não pelos coordenadores de 2001. (!!!)

4 – O diploma jamais foi registrado na CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica), nem na AMB (Associação Médica Brasileira) e nem no CRM-PA (Conselho Regional de Medicina do Pará) onde está inscrito atualmente.

5 – Além do mais o diploma  foi expedido (datado) no mesmo dia da conclusão do curso ( 31 de Janeiro de 2001). Como isso é possível ? Nem para falsificar o diploma, prestando atenção aos detalhes,  essa gente tem competência !! E acham que podem governar o Brasil !

Alguém se lembra do doutorado falso da Dilma? Nesse ponto, a identidade entre “presidenta” e “ministro” é total !!!

Leia amanhã, com absoluta exclusividade, o escândalo dos precatórios em São Paulo

Carlos Newton

O Conselho Nacional de Justiça deu prazo até 17 de fevereiro para que o Tribunal de Justiça de São Paulo envie informações sobre o precatório de R$ 4 bilhões, do Parque Villa Lobos, e sobre os estratosféricos honorários advocatícios de R$ 400 milhões, pagos pela Fazenda do Estado de São Paulo, com juros moratórios ilegais.

Com absoluta exclusividade, a denúncia desses pagamentos irregulares foi divulgada só por este Blog em abril de 2010. E continuamos trabalhando com exclusividade, porque a mídia não se interessa por assuntos sem importância como este.

Os porta-aviões e o futuro do Brasil

Mauro Santayana
(Hoje em Dia)

Em nota oficial, a Marinha do Brasil reconheceu, na quinta-feira passada, a ocorrência de incidentes durante a realização de testes de propulsão do porta-aviões São Paulo, na costa do Rio de Janeiro.

Teria havido um pequeno derramamento de óleo a partir de uma tubulação, estancado com barreiras de contenção colocadas em volta do navio, no dia 30 de janeiro, e um vazamento de vapor, no dia 29, que não chegou a ferir os três tripulantes que se encontravam no local, e, que, mesmo assim, por precaução, foram encaminhados para tratamento médico.

Nos últimos anos, a utilização de grandes navios aeródromos tem sido rediscutida mesmo em países que necessitam de projeção global de seu  poderio bélico.

No caso do Brasil, uma ou mais belonaves desse tipo só se justificam, em princípio, no caso de deslocamento de contingentes e equipamentos para operação de paz, como ocorre com nossas tropas no Líbano e no Haiti; na defesa da Amazônia Azul e do Atlântico Sul de potências extra-zona; ou, teoricamente, em conjunto com os BRICS, em um futuro conflito convencional em escala global, que opusesse Brasil, Rússia, Índia, China e  África do Sul, aos Estados Unidos ou à OTAN, por exemplo.

Comprado no ano 2.000, no governo Fernando Henrique Cardoso, o São Paulo, quando se chamava Foch, participou de várias missões a serviço da França.

Esteve presente nos testes nucleares franceses, no Pacífico, em 1966; no Mar Vermelho, na campanha para apoiar a independência do Djibouti, em 1978; com o contingente de intervenção francês no Líbano, em 1983, e na Guerra dos Balcãs, entre 1983 e 1999.

TREINAMENTO

Fabricado no final da década de 1950,  ele tem que ser encarado mais como um instrumento de treinamento de pessoal brasileiro nessa área, do que como uma arma ofensiva de fato.

Se o Brasil quiser, um dia, possuir uma esquadra que possa navegar no Atlântico, contribuindo para proteger a Amazônia Azul e o petróleo de nosso mar territorial, precisa começar a pensar em se aliar a países como a Rússia, a Índia e a China para construir navios-aeródromos modernos.

Eles poderiam transportar, em primeiro lugar, além de mísseis de cruzeiro, uma versão naval do Grippen NG, e, depois, caças de quinta geração como os que estão sendo desenvolvidos pelos países do BRICS neste momento.

Em julho do ano passado, o Instituto Krylov de Pesquisa Naval – para o qual deveriam ser enviados pelo menos uns 120 alunos brasileiros no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras – apresentou, na Feira Internacional de Defesa Marítima de São Petersburgo, na Rússia, a maquete de um futuro porta-aviões de 80.000 toneladas.

Estacionados em sua coberta, se viam aviões semelhantes ao caça russo-indiano T-50. Ele está em etapa final de desenvolvimento no âmbito do programa PAK-FA. E o Brasil já foi convidado oficialmente, pelo governo russo, a participar  desse projeto.

A bola está com o governo

01
Tostão
O Tempo

Em minhas caminhadas diárias, o porteiro de um prédio vizinho me pediu para escrever sobre as causas da queda do Corinthians. Disse que os motivos costumam ficar encobertos e que só conheço bem coisas menos importantes. Ele não acreditou. Achou que eu estava brincando.

Isso me faz lembrar, mais uma vez, de uma cena do filme “Zorba, o grego”, quando Anthony Quinn, no papel de um grego rústico (Zorba), pergunta a seu patrão, um inglês erudito, o que os livros falavam sobre o que existia depois da morte. Ele responde: “Os livros não sabem”. Zorba retruca: “Então, seus livros não servem para nada. Em 2012, Tite formou um time disciplinado e eficiente. Os laterais marcavam muito e apoiavam pouco. Os meias, pelos lados, jogavam de uma linha de fundo à outra. Havia uma obsessão por não levar gols. Parecia uma rígida equipe inglesa. O time vencia com um gol de diferença, geralmente por 1 a 0.

Assim, o Corinthians ganhou títulos, facilitado pela pouca qualidade dos rivais brasileiros e sul-americanos. Como estava preparado para não sofrer gols, mesmo de grandes equipes, não foi surpresa a vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea, que vivia um mau momento.

A partir daí, criou-se uma grande expectativa, como se o Corinthians fosse um timão, com vários craques. Por isso, e a saída de Paulinho, a chegada da soberba, o desejo das outras equipes de vencer o campeão mundial e o desgaste de fazer sempre tudo igual, surgiram os maus resultados, que só não foram piores, porque a defesa continuava bem. Além disso, quem ganha por 1 a 0 corre grande risco de começar a perder, mesmo se não houver queda técnica.

Neste ano, com novo técnico, novos planos, renasceram as esperanças de recuperação. Segundo informações de comentaristas, Mano quer que os laterais apoiem mais e que os meias se aproximem mais do centroavante, sem se preocuparem tanto em voltar para marcar os laterais. O time ficou mais fraco na defesa e continua ruim no ataque.

Nada mais ultrapassado do que jogar com laterais marcando e avançando como pontas, sem a ajuda de meias pelos lados, e com os volantes mais atrás, para
fazer a cobertura dos laterais.

Muito mais grave que a queda técnica do Corinthians são as agressões sofridas pelos atletas. O presidente do Cruzeiro rompeu com as torcidas organizadas, o que deveria ser seguido pelos outros clubes, mas isso não é solução para o problema. A violência é caso de polícia. É preciso identificar os marginais, não permitir que entrem em estádios, processá-los e prendê-los. O Estado brasileiro tem de tomar uma atitude, com urgência, com a colaboração constante dos clubes e da sociedade. A bola está com o governo.

Epidemia

O Cruzeiro jogou mal contra a Caldense. Um dos motivos foi o péssimo gramado, condição frequente em grande número de estádios por todo o Brasil.

Gastam-se bilhões com o futebol, e o básico, que é ter um bom gramado, com um custo pequeno, para melhorar a qualidade do jogo, é deixado de lado.

Bastaria importar alguns jardineiros da Inglaterra. Lá, até os gramados usados para treinos de quarta divisão são impecáveis, mesmo com o frio intenso.

Será que tem um segredo? Não é possível que isso não possa ser feito aqui. Há, no Brasil, uma epidemia de incompetência e de falta de interesse, em todos os níveis.

Como informante do DOPS, Lula desmoraliza a Comissão da Verdade

Francisco Bendl

Se Lula foi um informante do DOPS ou não, a indagação foi vencida pelo tempo. Mas a gravidade desta afirmação vai de encontro à Comissão da Verdade, instituída pela presidente Dilma Rousseff. Agora, se sabe de forma indiscutível que foi criada sem o compromisso de trazer a verdade à tona, mas para esconder os fatos em que setores da “esquerda” se mostravam muito próximos ao regime militar!

A intenção era preservar Lula, caso Tuma Jr. concretizasse a idéia do livro e acusasse o ex-presidente neste particular.
Lula ter sido informante do Dops significa desmascarar por completo a “luta” dos guerrilheiros contra a ditadura, que alegam ter sido para retorno da democracia, embora se saiba que o objetivo mesmo era uma ditadura de esquerda, nos moldes de Cuba e auxiliada por Fidel em armas e treinamento de guerrilha!

Ora, nesse aspecto, Lula foi um dos causadores da derrota dos “revolucionários”, pois infiltrado entre operários sabia quais seriam os movimentos que pudessem envolvê-los nesta resistência aos militares, e a luta teria se expandido.

PAGAMENTO A CUBA

Ora, assim como eu escrevera dias atrás que os tais “investimentos” em Cuba nada mais eram que o pagamento a Fidel pelo que emprestou de dinheiro, armas e treinamento aos guerrilheiros, sabemos que não vamos receber um tostão de volta.

E agora, mais uma vez, a assessoria de Lula erra feio ao evitar que o ex-presidente venha se explicar, que processe o Tuma Jr. ou que o conteste.

A verossimilhança das acusações do delegado quanto à dupla atividade que Lula desempenhava é reforçada pelo silêncio do ex-presidente, nessas alturas altamente constrangedor, que explica igualmente a imprensa estar calada diante da repercussão interna e externa desse episódio, caso venha a público com a intensidade que a grande mídia daria se reconhecesse a real importância da notícia.

Repito: se Lula foi ou não informante do Dops é irrelevante. O problema é que coloca em má situação muita gente conhecida como inimiga do regime militar e que poderia ter tido a mesma função do ex-presidente, e isso pode ocasionar que os verdadeiros opositores, que foram presos e torturados efetivamente, tenham uma reação que não deve ser de apoio a Lula, mas de decepção e ultraje!

O tempo nos dirá. Ou, então, o próprio Lula nos dirá. Se ele continuar nesse silêncio obsequioso e deprimente, estará sem dúvida admitindo a culpa.

O nosso Montesquieu de Caetés

José Carlos Werneck

Em pronunciamento feito sábado,em Ribeirão Preto,o ex-presidente Lula  criticou a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Mensalão .

“O papel de um ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não ficar falando para a televisão o que ele pensa. Se quer fazer política, entra em um partido político e seja candidato. Quando você indica alguém você está dando um emprego vitalício e um cidadão  que quiser fazer política que diga que não aceita ser ministro, que quer ser deputado.”

Lula afirmou que o PT  “se solidariza com os companheiros que estão na prisão”. “Temos que ter um julgamento justo. Se os companheiros erraram e tiverem provas, tudo bem. Se tiverem provas contra mim, eu tenho que pagar. Se tiverem provas contra a Marta, ela tem que pagar. O nosso partido não deixou sujeira embaixo do tapete. Queremos a transparência neste país”.

Com essas “brilhantes” assertivas embasadas no mais puro e notável saber jurídico, do qual se julga detentor, nosso simplório ex-presidente acabou de uma vez por todas com aquela “bobagem” preconizada por Montesquieu sobre a separação dos Poderes, em seu livro “O Espírito das Leis”.

A Teoria dos Três Poderes foi consagrada pelo pensador francês Montesquieu. com  base, na  “Política”, de Aristóteles, e no “Segundo Tratado do Governo Civil”, de John Locke. Montesquieu escreveu ” O Espírito das Leis”, traçando parâmetros fundamentais da organização política liberal.

Montesquieu  explicou, sistematizou e ampliou a divisão dos Poderes  estabelecida por Locke. O filósofo iluminista preconizava, que, para afastar governos absolutistas e evitar a produção de normas tirânicas, seria fundamental estabelecer a autonomia e os limites de cada poder. Criou-se, assim, o sistema de freios e contrapesos, o qual consiste na  contenção do poder pelo poder, ou seja, cada poder deve ser autônomo e exercer determinada função, porém o exercício desta função deve ser controlado pelos outros poderes. Assim, pode-se dizer que os poderes são independentes, porém harmônicos  entre si.

Essa divisão clássica está consolidada atualmente pelo artigo 16 da Declaração  dos Direitos do Homem de 1789 e é prevista no artigo 2º na nossa Constituição Federal.

E não é que o nosso Montesquieu de Caetés, derrubou todas essas “baboseiras”, no último sábado, em Ribeirão Preto!

A saudade do Rio de Janeiro em forma de canção

O engenheiro, produtor musical, arranjador, cantor e compositor paulista Vasco Ramos de Debritto revela na letra de “Rio de Janeiros” a saudade que sente dos janeiros vividos na cidade maravilhosa. A música foi gravada por Vasco Debritto no CD Visions, em 1999, pela Koala Records.

RIO DE JANEIROS
Vasco Debritto

Rio de Janeiro, estou pensando em ti
Ando muito triste e acabrunhado aqui
Até parece que não sei, nem nunca vi
Mar azul, corpo dourado, um céu rubi

Rio de Janeiro, nem é bom falar
Tô perdendo a ginga, a cor, o linguajar
Jogo de cintura, o brilho do olhar
Tá faltando espaço, tá faltando ar

Já faz tanto tempo, o passaporte desbotou
Verde que queria mais que verde amarelou
Tenho pensado em nós dois
O sol aqui já se pôs

Rio de Janeiro é feito uma oração
Fiz até promessa a São Sebastião
Pra voltar depressa, abrir meu coração
Pra morena mais bonita
Lá da Penha, da Restinga ou do Leblon

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Lula ataca Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, mas não dá uma só palavra sobre denúncias de Tuma Jr.

Ao lado de Padilha, Lula critica PSDB em encontro do PT em Ribeirão Preto, SP (Foto: Eduardo Guidini/G1)Gustavo Porto e Ricardo Galhardo
O Estado de S. Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez em Ribeirão Preto (SP) uma defesa veemente do PT e dos filiados que foram presos após serem condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do mensalão. “O nosso partido está sofrendo; temos companheiros presos, somos solidários e queremos justiça.”

Lula ainda atacou, sem citá-los nominalmente, os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, do STF, por eles terem feitos declarações públicas sobre o processo após a condenação dos réus.

Em relação a Mendes, que declarou que doações feitas para o pagamento de multas de petistas condenados e presos poderiam ser fruto de lavagem de dinheiro, Lula disse que “o grande papel do ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não falar para a televisão o que ele pensa”, disse. “Se quer fazer política, que entre para um partido”, completou Lula, que participou do lançamento da “Caravana Horizonte Paulista”, marco do início da pré-campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo de São Paulo.

Sobre Joaquim Barbosa, indicado por Lula ao STF, o petista comentou: “Quando você indica alguém, você está dando um emprego vitalício e o cidadão, quando quer fazer política, diga (…) não aceito ser ministro, vou ser deputado, entrar para um partido político e mostrar a cara”.

Lula cobrou julgamento justo, pediu que os eventuais culpados pagassem, “desde que haja provas”, e garantiu que “foi nosso partido que não deixou sujeira embaixo do tapete”. Lembrou até mesmo do ex-presidente da República e ex-prefeito de São Paulo Jânio Quadros, que tinha como símbolo uma vassoura. “São Paulo já teve candidato que andava com vassourinha para jogar sujeira embaixo do tapete, mas nós escancaramos a transparência no País”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGLula continua fugindo dos jornalistas. No discurso de meia hora, nenhuma palavra sobre as denúncias do delegado Romeu Tuma Jr, a respeito da atuação de Lula como informante do DOPS durante o regime militar. Ou seja, o ex-presidente está tentando varrer as acusações para debaixo do tapete. Vamos ver até quando conseguirá ficar sem responder a essas denúncias. (C.N.)

O lugar da dimensão religiosa na sociedade e no mundo materialista

1
Leonardo Boff

Por mais que a sociedade se mundanize e, de certa forma, se mostre materialista, não podemos negar que vigora uma volta vigorosa do religioso, do místico e do esotérico nos tempos atuais. Temos a impressão de que existe um cansaço pelo excesso de racionalização e de funcionalização de nossas complexas sociedades. A volta do religioso apenas revela que no ser humano há uma busca por algo maior.

Nesse horizonte não confessional, quiçá faça sentido se falar do religioso ou do espiritual. A primeira modernidade o via como algo pré-moderno, um saber fantástico que deve dar lugar ao saber positivo e crítico. Em seguida foi lido como uma enfermidade: ópio, alienação e falsa consciência de quem ainda não se encontrou ou, caso se encontrou, voltou a se perder. Depois, foi interpretado como a ilusão da mente neurótica que busca pacificar o desejo de proteção e tornar suportável o mundo contraditório. Mais adiante, foi interpretado como uma realidade que, pelo processo de racionalização e de desencanto do mundo, tende a desaparecer. Por fim, alguns o tinham como algo sem sentido, pois seus discursos não têm objeto verificável nem falsificável.

Estimo que o grande equívoco dessas várias interpretações reside no fato de colocarem o religioso num lugar equivocado: dentro da razão. As razões começam com a razão. A razão em si mesma não é um fato de razão. É uma incógnita. Talvez nesse “não pensado” se encontre o berço do religioso, vale dizer, daquelas instâncias exorcizadas pela racionalidade moderna: a fantasia, o imaginário, aquele fundo de desejo do qual irrompem todos os sonhos e as utopias que povoam nossa mente.

DADO RACIONAL

É próprio dessas instâncias – do utópico, da fantasia e do imaginário – não se adequarem ao dado racional concreto. Antes, contestam o dado, pois suspeitam que o dado é sempre feito; tanto o dado quanto o feito não são todo o real. O real é ainda maior. Pertence ao real também o potencial. Por isso, a utopia não se antagoniza com a realidade; revela a dimensão potencial e ideal dessa realidade.

É no interior dessa experiência do potencial, do utópico, que irrompe o fato religioso. Por essa razão, o religioso é a organização mais ancestral e sistemática da dimensão utópica, inerente ao ser humano.

Quem viu com lucidez essa singularidade do religioso foi o filósofo e matemático Ludwig Wittgenstein, que disse que no ser humano não existe apenas a atitude racional e científica, que sempre indaga como são as coisas e para tudo procura uma resposta. Existe também a capacidade de se extasiar: “Extasiar-se não pode ser expresso por uma pergunta; por isso, não existe também nenhuma resposta”. Existe o místico: “O místico não reside no como o mundo é, mas no fato de que o mundo exista”. A limitação da razão e do espírito científico reside no fato de que eles não têm nada sobre o que calar.

O religioso e o místico sempre terminam no nobre silêncio, pois não existe em nenhum dicionário a palavra que o possa definir.

Até aqui falamos do religioso em sua natureza sadia. Mas ele pode ficar doente. Daí nasce a doença do fundamentalismo, do dogmatismo e da exclusividade da verdade. Mas toda doença remete à saúde. O religioso deve ser analisado a partir de sua saúde, e não de sua doença. Então, o religioso sadio nos torna mais sensíveis e humanos. Sua volta sadia é urgente hoje, pois ele nos ajuda a amar o invisível e tornar real aquilo que ainda não é, mas pode ser.

Fundo Aerus (Varig E Transbrasil) entra em liquidação judicial, e a ação está parada no Supremo

Deu no Estadão

O fundo de pensão Aerus, que administrava planos de previdência privada de empresas como Varig e Transbrasil, teve a liquidação extrajudicial decretada. A decisão da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira.

Com a medida, todos os 15 mil aposentados e pensionistas têm preferência de recebimento. Anteriormente, caso um trabalhador da ativa entrasse com processo na Justiça e ganhasse, poderia ter o dinheiro depositado para seu pagamento. Agora, entra numa fila de credores.

“(A liquidação extrajudicial) não beneficia a todos porque não há dinheiro suficiente”, afirma o liquidante do fundo, José Pereira Filho.  O Aerus está sob intervenção desde 2006, quando a Varig entrou em recuperação judicial.  Após aposentados e pensionistas estão na sequência da ordem de prioridade de recebimento a correção monetária dos benefícios deles e, em seguida, os trabalhadores ativos.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ um absurdo o Fundo Aerus estar sob ameaça de extinção, quando a Varig (devedora do Fundo) tem vários bilhões a receber da União, em processo já praticamente encerrado, que depende apenas do Supremo, mas a ilustre ministra Carmen Lúcia está sentada em cima dos autos e não coloca em pauta. É uma vergonha nacional. (C.N.)

 

Removida a delegada federal que investigava envolvimento de Lula com o mensalão

Do Estadão

Responsável pelo inquérito que investiga a suposta participação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no esquema do mensalão, a delegada Andrea Pinho foi removida do cargo na sexta-feira, 7. O inquérito que tem Lula como alvo será tocado por outro delegado, ainda não designado que pode pedir novas diligências ou o arquivamento do caso.

Pinho, que era delegada substituta da delegacia de crimes financeiros, foi transferida para a divisão de desvio de recursos públicos. Ela passará a despachar na sede da Polícia Federal em Brasília, mesmo prédio onde trabalha o diretor-geral, Leandro Daiello, que assina sua remoção, e não mais na superintendência da Polícia Federal no DF.

A delegada foi responsável pela Operação Miqueias que desarticulou um esquema de desvio de recursos de fundos de previdência municipais em vários Estados. Novata, Pinho foi escalada para tocar a operação de maior visibilidade no segundo semestre do ano passado, o que foi interpretado por colegas na PF como uma forma de lhe dar atribuições em meio às investigações sobre o ex-presidente Lula.

O inquérito sobre Lula foi aberto a partir de um novo depoimento prestado pelo operador financeiro do mensalão, o publicitário Marcos Valério, que implicou o ex-presidente e outros petistas.

Revelado com exclusividade pelo jornal O Estado de S.Paulo, no depoimento Valério afirmou que Lula tinha conhecimento do esquema que resultou na condenação de 25 pessoas, entre elas José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, José Genoíno, ex-presidente do PT e João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara pelo PT. O inquérito tramite sob sigilo.

(enviado pelo comentarista PC)

 

Polícia indicia suspeito de entregar artefato que feriu cinegrafista

Black bloc afirma que deu artefato a suspeito de ferir cinegrafista no Rio
Alana Gandra
Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro considera “inverossímil”  o depoimento dado na madrugada de hoje (8), na 16ª Delegacia de Polícia (DP) da Barra da Tijuca,  pelo estudante universitário Fábio Raposo Barbosa, de 22 anos, morador do Méier, suspeito de participação na deflagração de um artefato explosivo que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade, durante manifestação popular na Central do Brasil, no último dia 6.

A avaliação foi apresentada agora à tarde pelo delegado titular da 17ª DP de São Cristóvão, Mauricio Luciano, responsável por comandar as investigações do caso.  Segundo Luciano,  “ele [Fábio] preparou uma versão  com seu advogado para se eximir de responsabilidade, mas o delegado que o interrogou, da 16ª DP,  me ligou passando a impressão que ele teve. Viu que ele estava nervoso, gaguejando. A história dele  não convence”, assegurou. Segundo o delegado, Fábio se apresentou com a profissão de tatuador e negou pertencer a grupos ideológicos, como os black blocs.

O delegado enfatizou que as imagens da  TV Brasil mostram o rapaz caminhando lado a lado com o principal suspeito, que afirma não conhecer. “Tudo que ele falou não se coaduna com as imagens e não nos convenceu”. Por isso, Fábio Raposo foi indiciado pelos mesmos crimes daquele elemento que acionou a bomba, que são  tentativa de homicídio qualificado e crime de explosão.

Fábio já tem duas passagens pela polícia. Na 5ª DP, ele foi autuado em 7 de outubro do ano passado, e responde por crime de dano ao patrimônio público e associação criminosa. Na 14ª DP,  em 22 de novembro de 2013, por crime de ameaça. Ambas as situações envolvem contextos de desordem pública, informou o chefe do Departamento Geral de Policiamento da Capital, José Pedro Costa. “Ele é contumaz na participação nas manifestações”, indicou Maurício Luciano.

IMAGENS DA TV

O delegado reiterou que a grande novidade nas investigações foi trazida por imagens cedidas pela TV Brasil, que  revelaram a presença de um segundo autor do crime. “Isso acresceu nas investigações e, agora, nosso  principal objetivo, depois de checar todas as imagens que já recolhemos e ouvir todas as pessoas que devem ser ouvidas, é identificar o elemento que, efetivamente, deflagrou o rojão que atingiu o Santiago”, disse Maurício Luciano.

A divulgação das imagens também teria sido decisiva para o suspeito procurar a polícia. “Ele só se apresentou porque a imagem foi divulgada à exaustão pela televisão”, afirmou o delegado. Isso porque, segundo avaliou, o jovem imaginou que seria facilmente identificado pelas tatuagens pelo corpo.

A polícia espera que, no depoimento marcado para a próxima segunda-feira (10), o fotógrafo de O Globo que diz ter presenciado o crime esclareça se o artefato já estava aceso ou não quando se encontrava   no chão. “Isso a gente vai esclarecer com a prova testemunhal”.

O titular da 17ª DP esclareceu que a necessidade da prisão de Fábio Raposo será analisada ao longo da investigação. Ele já foi ouvido e indiciado, ou seja, é considerado alguém sobre quem pesam indícios de participação  em uma conduta criminosa. “A gente está tratando ele como coautor desse crime”. Luciano disse que se o cinegrafista da Rede Bandeirantes morrer, os suspeitos estarão sujeitos a pena que pode chegar a até 35 anos de reclusão.

Se houver necessidade, disse  que a polícia poderá requisitar a quebra do sigilo telefônico de Raposo à Justiça, bem como resgatar informações trocadas pelo seu perfil do Facebook, que já foi apagado.  O delegado já pediu auxílio nesse sentido, inclusive,  à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática   (DRCI) para ver a possibilidade de resgatar a página de Fabio Raposo e as conversas travadas por ele no período.

Governo de Cuba já começou a perseguir a família da Dra. Ramona

Isac Mariano

O governo cubano já está tomando providências para se vingar do ato corajoso da médica cubana. Segundo relato da Dra. Ramona à imprensa brasileira, uma irmã dela foi despejada da casa aonde morava, lá em Cuba, pela polícia e por membros do Partido Comunista, já que o imóvel pertence ao Estado.

Sua filha, no entanto, mora em outro lugar. Está se formando em Medicina, e tem recebido visitas diárias de membros do governo cubano, que lhe perguntam sempre a mesma coisa: – você sabia que sua mãe iria desertar do programa brasileiro?

É uma pressão psicológica bem típica de países ditatoriais.

Irmão do mensaleiro Pizzolato estava morto, mas votou na eleição de 2008

Vitor Vieira

À medida que novos detalhes das investigações da Polícia Federal são revelados, a trama do bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato para fugir do Brasil parece ganhar ares hollywoodianos. Não bastasse ter forjado documentos em nome do irmão, Celso, morto em 1978, o mensaleiro usou o título de eleitor falsificado para votar nas eleições de 2008, no Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Federal, Pizzolato conseguiu RG, CPF, título de eleitor e dois passaportes – um brasileiro e um italiano – falsos e em nome de Celso. O sucesso na empreitada ocorreu porque a certidão de óbito do irmão nunca foi registrada em cartório.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio Mello, encaminhou ao procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, pedido para que tome providências em relação ao caso.