Persio Arida adverte que Haddad e Bolsonaro são ameaças à democracia

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Arida considera Guedes mentiroso e enganador

Renata Agostini
Estadão

Coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin (PSDB), Persio Arida diz que o mercado está em autoengano ao acreditar que Paulo Guedes garantirá a linha liberal de um governo Jair Bolsonaro (PSL). “O presidente faz o que quer e não o que combinou com o economista. Quem tem a caneta manda”, disse ao Estado.

Ele critica a inexperiência de Guedes, a quem classifica de mitômano. “Ele nunca produziu um artigo de relevo. Nunca dedicou um minuto à vida pública, não faz ideia das dificuldades.”

Para Arida, a postura liberal de Bolsonaro é uma farsa e ele segue o mesmo roteiro de tradicionais líderes de esquerda latino-americanos ao acenar aos liberais nas eleições. “Hugo Chávez também mostrou-se amigável com o mercado em sua primeira eleição. Durou pouco.”

Sobre a estagnação de Alckmin nas pesquisas, avalia que a campanha precisa buscar a parcela que não quer os extremos de PT e Bolsonaro. Segundo ele, ambos são riscos à democracia.

Como fica a campanha diante do atentado a Bolsonaro e a confirmação do nome de Haddad?
Bolsonaro foi vítima de uma selvageria. O atentado tem de ser recriminado por todos. Agora, do ponto de vista político, ele está onde sempre esteve. Ele sempre comungou com a esquerda o viés estatizante e corporativo. Por isso, votou com a esquerda no passado, inclusive contra o Plano Real. Seguiu assim: votou contra o cadastro positivo, se declarou a favor da criação de municípios. Acabou de dizer que não privatizará Petrobrás, Banco do Brasil ou Caixa, pois são estratégicas, linguagem da esquerda. A virada em busca do discurso liberal está de acordo com o perfil dos candidatos tradicionais de esquerda.

Por quê?
Lula fez isso com a “Carta ao Povo Brasileiro” (que precedeu sua primeira eleição, em 2002). O tenente-coronel Hugo Chávez fez isso. Tal como Bolsonaro, mostrou-se amigável com o mercado financeiro em sua primeira eleição, disse que não tinha nada contra o FMI. Depois, convocou Constituinte e o resto da história é a tragédia que conhecemos. Esse movimento de Bolsonaro é o padrão normal latino-americano. Ele é um engodo liberal.

Paulo Guedes não é o fiador dessa proposta liberal?
Paulo Guedes é mitômano, criou falsa narrativa pela qual PSDB e PT são iguais e que tudo no Brasil foi errado porque ele e os liberais nunca estiveram no poder. Ele nunca escreveu um artigo acadêmico de relevo, tornou-se um pregador liberal. Falar é fácil, fazer é muito mais difícil. Nunca faltaram bons economistas liberais no Brasil. O problema sempre foi a falta de políticos com essas convicções. Se economista liberal resolvesse, o governo Dilma tinha sido um sucesso: Joaquim Levy, também da Universidade de Chicago e, ao contrário de Guedes, com enorme experiência prévia, foi nomeado para a Fazenda. O presidente faz o que quer e não o que combinou com o economista. Quem tem a caneta manda.

Guedes argumenta que se demorou a entender a necessidade de conter o gasto público.
Ele nunca dedicou um minuto à vida pública, não tem noção das dificuldades. Partiu para uma campanha de difamação que é de um grau de incivilidade que não se vê em outro assessor econômico. Pegar um episódio de 1995 quando saí do Banco Central e usá-lo para fins difamatórios, falando mentiras, mostra o caráter dele (segundo a revista Piauí, Guedes tem dito em reuniões com investidores que Arida deixou o BC por ter vazado informações, o que Arida rechaça). Ele está cego de ressentimento, ódio e inveja: difama todos que discordam de suas ideias.

Como ele em Bolsonaro, o sr. não está confiando em Alckmin?
Alckmin já fez ajuste fiscal em São Paulo. É diferente de acreditar em alguém que se “converteu”. O Brasil precisa de reformas que demandam emendas constitucionais e aprovação de leis. Sem articulação política, não se conseguirá. Há duas opções: fazer acordo com Centrão antes ou depois das eleições. A ideia da antipolítica, de que não vai fazer acordo com ninguém, é enganação.

O fato é que Bolsonaro segue subindo nas pesquisas. Alckmin, não.
A indignação criada com a Lava Jato e os 13 milhões de desempregados geraram no País a busca por alguém que resolva os problemas do dia para a noite. Todo sonho messiânico é poderoso e irrealista. Ele aparece no Bolsonaro e no Lula.

Alckmin ficou sem espaço?
Há parcela significativa da população que não quer extremos e não se ilude com essas retóricas. São eles que a campanha tem de chamar para si.

Bolsonaro e PT são a mesma coisa?
No PT, há um líder carismático latino-americano tradicional que é o Lula, o Perón brasileiro. As pessoas se enganam com o primeiro governo dele. Era o Lula com medo da instabilidade econômica. Quando não caiu com o mensalão e se reelegeu, ele deixou de ter medo. O verdadeiro Lula é o do segundo governo e o que nomeou Dilma. O que é Fernando Haddad ninguém sabe. As ideias que vinha pronunciando como assessor são ruins: controle social da mídia, tributação de spread bancário. Continuar a herança do Lula é o caminho para o Brasil se perder.

O diagnóstico econômico de Paulo Guedes não é correto?
Falar de sistema de capitalização na Previdência é irresponsabilidade fiscal. Ele não demonstrou como fazer. Tal como outros, não achei o um trilhão a ser obtido com a venda de estatais. Não se entende tampouco como acabar com o déficit público em um ano.

Tasso Jereissati disse ao ‘Estado’ que o PSDB paga agora por “erros memoráveis”. Concorda?
Concordo com observações de Tasso. Mas não sou filiado do PSDB, nunca tive vida partidária. Importante lembrar que Alckmin foi contra o PSDB ter cargos no governo Temer. A postura dele foi de apoiar as reformas que o País precisa.

Qual candidatura rival representa o maior risco ao País?
Bolsonaro é um risco à democracia. No passado, várias vezes falou em fechar o Congresso. A vocação totalitária está clara. Alguém que diz que seu livro de cabeceira é do Coronel Ustra empreende uma tentativa de revisão da ditadura como algo positivo, o que é um risco. Conheci Ustra. Fui preso, passei noites ouvindo os gritos das torturas que aconteciam. O revisionismo que se tenta fazer hoje é arrepiante. É exatamente o revisionismo na Alemanha de quem tenta dizer que nunca houve holocausto.

Bolsonaro é o maior risco?
Se Haddad de fato for o Lula, é um risco também. Alguém que incita o povo contra a Justiça, procura fazer o descrédito da Justiça e ataca as instituições é um risco à democracia, sim.

Na receita de felicidade de Clarice Lispector, somente há coisas simples

Resultado de imagem para clarice lispectorPaulo Peres
Site Poemas & Canções

A escritora, jornalista e poeta Clarice Lispector (1920/1977), nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, sustenta que “O Sonho” é para ser praticado durante a vida, juntamente com muita felicidade.

O SONHO
Clarice Lispector

Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.

“O próximo governo não terá coalizão programática”, diz Sérgio Abranches

Abranches diz que a política continuará a mesma

Roberto Maltchik
O Globo

Com 45 anos de análises políticas, Sérgio Abranches detalha os desafios do sistema político e aponta os riscos de o próximo presidente, seja ele quem for, reproduzir o atual padrão de relacionamento entre o governo e o Congresso. “Do ponto de vista da lógica, não há nada que tenha mudado essencialmente na política brasileira que faça com que seja diferente”.

Quais são, hoje, os problemas do presidencialismo de coalizão no Brasil?
O problema não é ser presidencialista, nem de coalizão. O problema do presidencialismo de coalizão é que ele tem, progressiva e rapidamente, caminhado para um padrão

Por que se agrava a cada dia?
Por várias razões, mas uma delas é o excesso de fragmentação de partidos nas coalizações. Coalizões muito grandes são muito mais difíceis de lidar. E também o fato de que não há afinidade programática nenhuma entre o presidente e os partidos de sua coalizão. E isso vai acontecer, de novo, no ano que vem. Não haverá coalizão programática.

Não tem como ser diferente?
Do ponto de vista da lógica, não há nada que tenha mudado essencialmente na política brasileira que faça com que seja diferente. A centralização de recursos na União continua enorme; a discricionariedade do presidente na gestão do gasto público continua a mesma; e você tem um problema adicional: essa eleição de 2018 pode chegar ao fim do segundo turno sem a coalizão montada. Isso vai ocorrer entre novembro e fevereiro. Nesses quatro meses, o que sobra para negociar com os partidos? Ministérios e posição. Na verdade, o novo presidente não discutiu, em momento algum, com nenhum parceiro, o seu programa de governo.

No livro, o senhor menciona os “partidos-pivôs” como fundamentais nas coalizões. Que tipo de partido é esse?
É o partido que representa o parlamentar básico, o parlamentar que domina o cenário na Câmara dos Deputados. Este partido já representa, nos estados, a base eleitoral. Quando chega ao Congresso, faz uma bancada grande. Nesta eleição, isso vai mexer um pouco. Mas, até 2014, o MDB sempre teve as maiores bancadas. Esse é o determinante do veto ou do voto. Sem este partido, o presidente para de ter comando sobre a agenda legislativa. É quando o Legislativo faz a pauta-bomba, a legislação que não é do interesse do presidente. Conflitante com a agenda presidencial. Foi o que aconteceu com Collor e Dilma.

Por que a sustentabilidade é tão frágil no Brasil?
Por causa da baixa taxa de compatibilidade entre o presidente da República e sua coalizão. Compatibilidade ideológica. No caso da Segunda República, ela era menos casuísta, menos oportunista, do que a Terceira República foi se tornando. Na Terceira República, havia uma aliança natural que poderia ter sido formada entre PT e PSDB. Ela se inviabilizou, abrindo espaço para o surgimento dos partidos de orientação parlamentar, que são pivô de qualquer coalizão.

E parecem cada vez menos compatíveis entre si…
Os problemas de gestão da coalizão se tornaram muito mais complicados nos governos do PT. E, neste contexto, você passa a ter os impulsos, que nascem das divergências internas da coalizão, para a corrupção. No caso do governo Fernando Henrique, ele ficou refém do Congresso ao propor a reeleição. O mercado político mostrou: “você será o primeiro beneficiado, você paga tudo”.

Como conciliar o interesse dos aliados, vocacionados a atender sua base eleitoral, e o plano do presidente, que deve atender à Federação, sem o modelo clientelista?
A gente tem uma diferenciação dos interesses do presidente e do Legislativo. Ela decorre do modelo de eleição federativa. O presidente é eleito pelo Brasil, ele precisa de maioria de votos em cerca de 15 estados para vencer uma eleição. Os deputados são eleitos em seus redutos. Um conjunto delimitado de municípios. Com o excesso de concentração de poderes da União, essa diferença de interesses se agrava e se radicaliza profundamente. Esse é o caminho do clientelismo e da corrupção porque o presidente administra todo o orçamento da República na boca do caixa. Eu não creio que a gente vá resolver esse problema sem enfrentar o problema da descentralização federativa. Não resolve se a gente não devolver parte da capacidade tributária e de gastos aos estados e municípios, fazendo com que essas demandas locais, mais associadas às bases políticas dos parlamentares, se resolvam no âmbito local.

PRTB desiste de fazer o vice Mourão substituir Bolsonaro na TV

General Hamilton Mourão

Mourão se curvou à ordem dos aliados do PSL

Deu na Agência Brasil

O PRTB desistiu de formalizar recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o candidato a vice-presidência general Hamilton Mourão substitua o companheiro de chapa Jair Bolsonaro (PSL) em debates eleitorais em emissoras de rádio e televisão. A informação é do próprio PRTB. Segundo a assessoria de imprensa do partido, não houve encaminhamento de recurso formal à Justiça Eleitoral. O partido fez uma consulta informal à Corte e foi orientado no sentido de que “as tratativas [sobre a possibilidade de Mourão substituir Bolsonaro] sejam feitas diretamente com as emissoras”.

NEGATIVA – Em contato por telefone com a Agência Brasil, Hamilton Mourão afirmou que não irá “substituir Bolsonaro em nada” e que nesta segunda-feira (17) cumprirá agenda própria em São Paulo, “com a Febraban [Federação Brasileira de Bancos], com o pessoal da construção civil [Secovi – Sindicato da Habitação] e com o [José Levy] Fidelix”.

O general mostrou-se satisfeito com a recuperação de Jair Bolsonaro. “Uma maravilha o trabalho que os médicos fizeram tanto [na Santa Casa de Misericórdia] em Juiz de Fora (MG) quanto no [Albert] Einstein”, disse ao assinalar a “força de vontade e a compleição física de Bolsonaro”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, o que houve foi o seguinte. O magnífico partido de Bolsonaro, o PSL, não gostou e se sentiu diminuído ao saber que o vice Mourão estava disposto a substituir Bolsonaro nos debates. E proibiu que o também magnífico partido de Mourão, o PRTB, consultasse o TSE a respeito. É uma burrice inominável. Como explicou o jurista Jorge Béja, em artigo na semana passada, o TSE jamais proibiria Mourão de substituir Bolsonaro, por se tratar de motivo de força maior. O PSL é dirigido por mentecaptos. Se vencer a eleição, o primeiro ato de Bolsonaro será colocá-los em ordem unida. (C.N.)

Com dificuldade, Bolsonaro denuncia: Lula tem Plano B na cadeia

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Debilitado, Bolsonaro gravou um vídeo longo

Laura Maria e Lucas Henrique Gomes
O Tempo

Com muita dificuldade para falar, o candidato à Presidência da República pelo PSL, deputado Jair Bolsonaro afirmou, na tarde deste domingo (16), que o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, tem um plano B para fraudar as eleições deste ano. O capitão ainda comentou que Fernando Haddad (PT) vai tirar Lula da cadeia, caso seja eleito.

“O que eu peço pra vocês é se coloquem no lugar do presidiário que está lá em Curitiba, com toda sua popularidade, com toda sua possível riqueza, com todo seu tráfego junto a ditaduras do mundo todo que se auto apoiam, em especial Cuba. Você aceitaria ir para a cadeia? Não tentaria uma fuga? Se você não tentou fugir com tudo ao seu lado, é porque obviamente você tem um plano B. Qual é o plano B desse presidiário, pobre lá atrás que roubou toda nossa esperança? Não consigo pensar outra coisa a não ser o plano B se materializar numa fraude, mas não favorável ao Lula”, falou o presidenciável que posteriormente complementou a ideia de que a tese de fraude seria a derrota dele e não uma eleição petista.

VOTO IMPRESSO – Durante o vídeo, Bolsonaro exaltou o voto impresso e fez acusações contra ex-presidente Dilma Rousseff. “Temos eleições agora. Quando vi a reeleição da Dilma em 2014, pensei comigo mesmo: ‘não podemos esperar 2018 porque Lula vem candidato. Eles não vão sair mais daí. Olha como está o Brasil, para onde estamos indo?’ Eu sempre costumava dizer que tão ou mais grave que a corrupção é a questão ideológica”, falou.

O presidenciável também disse estar preocupado na possibilidade de perder nas urnas eletrônicas. A preocupação, segundo ele, se estende para o pleito no qual concorrerão os deputados. “A grande preocupação não é perder no segundo turno, é perder na fraude. Essa possibilidade é concreta, talvez até no primeiro turno””, afirmou.

NO FACEBOOK – A declaração ocorreu em uma live publicada em seu perfil oficial no Facebook, filmada no Hospital Albert Einstein, onde o candidato está internado desde o último dia 7, depois que foi esfaqueado quando cumpria agenda de campanha em Juiz de Fora, na Zona da Mata. O autor da agressão, Adélio Bispo de Oliveira, está preso.

Durante a transmissão, o presidenciável parou algumas vezes para chorar. Um dos filhos do deputado chegou a secar lágrimas do pai. Eduardo Bolsonaro, deputado federal de São Paulo, foi quem gravou o vídeo de cerca de 20 minutos. ​”Então​,​ amigos, desculpem​-me pela emoção, agradeço a todos vocês, tudo o que fizeram por mim​.​Mas digo uma coisa muito importante​: o​ que me mantém vivo aqui obviamente é Deus e a família maravilhosa”, falou.

Durante a transmissão, ele ainda agradeceu as equipes médicas de Juiz de Fora e do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde recebeu atendimento. O vídeo atingiu pico de 250 mil usuários conectados.

Veja vídeo:

Codinomes dos corruptos da Lava Jato são ironizados na literatura de cordel

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Site Poemas & Canções
O engenheiro, cantor, compositor e cordelista paraibano Francisco de Salles Araújo (1951-2017) versificou o Brasil atual, através do “Codinome Lava Jato”.


CODINOME LAVA JATO
Chico Salles

Vou escrever em setilha
Este mais recente fato
Divulgado na imprensa…
Em vibrante aparato
A compra de Passadinha
O derrame de propina
Visto pela Lava Jato.

Era dinheiro demais
O que foi distribuído
Para políticos corruptos
Muito pior que bandido
Só que para cada nome
Aparece um codinome
Um genial apelido.

Tem nome de todo tipo
Caranguejo, Sabiá
Azeitona, Graviola
Pequeno Suíno e Gambá
Tem Eva, tem Jornalista.
É uma enorme lista
Até Uísque tem lá.

Almofadinha, Viagra
Colorido e Avião
Passivo, Tuca e Neto,
Atleta e Alemão
Tem Cacique, tem Graúna,
Pinguço, Eva e Comuna,
Proximus, Droeu, Irmão.

Tem Princesa, Boca Mole,
Cana, Mel e Nervosinho,
Drácula, Bruto, Goleiro,
Capa Preta e Ceguinho,
Pouca Telha e Pelé,
Filhote e Candomblé
Rio, Nordeste, Lindinho.

É uma lista danada,
Criativa e Pontual
Gente do Brasil inteiro
Até Professor Pardal
Cartório, Aviador
Grego, Filhão e Pastor,
E também o Roberval.

Marina protesta contra ataque virtual a mulheres contra Bolsonaro

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Marina: Políticos vão acabar com a Lava Jato,

Marina Pinhoni
G1 SP

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, afirmou neste domingo (16) que o ataque virtual ao movimento de mulheres que são contrárias ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) é “antidemocrático, autoritário e machista”. A candidata deu a declaração durante agenda de campanha na tarde deste domingo (16) no bairro da Liberdade, na região central de São Paulo.

“Quero hipotecar meu apoio às mulheres que se articularam e criaram esse grande movimento na internet chamado #Elenão, que foi violentamente hackeado por uma visão política autoritária que não respeita a liberdade de expressão, não respeita a liberdade de organização e articulação”, disse.

AUTORIDADES – Marina cobrou posicionamento das autoridades sobre o episódio. “Em 2014 eu fui vítima desse tipo de ataque cibernético e isso está ganhando uma proporção inaceitável no Brasil e no mundo. Estamos diante de uma situação semelhante a que aconteceu nos Estados Unidos. Setores autoritários antidemocrático querendo influenciar as eleições. Esse tipo de atitude tem resquícios na ditadura”.

Questionada se caberia uma intervenção do TSE, Marina afirmou que sim. “Os processos autoritários venham de onde vier, sejam contra quem for, devem ser sempre repudiados. Que as instituições tomem providências”.

O grupo de Facebook “Mulheres unidas contra Bolsonaro” sofreu um ataque de hackers e ficou fora do ar na noite deste sábado (15). Neste domingo (16) o grupo foi reativado e o controle voltou para as administradoras originais.

MAIS DE 2 MILHÕES – O grupo reúne mulheres contrárias à candidatura de Jair Bolsonaro e tinha mais de 2 milhões de participantes antes de ser hackeado. 

A candidata também falou sobre o assunto no Twitter. Na rede social ela disse que o ciberataque ”é uma demonstração de como ditaduras operam. Qualquer ato autoritário é inaceitável, venha de onde vier, seja contra quem for. Toda minha solidariedade ao grupo. Que essa covardia seja investigada e punida”.

Mais cedo, também em São Paulo, Marina Silva afirmou que não vai mudar a sua estratégia de campanha por causa dos resultados das últimas pesquisas, que mostraram queda nas intenções de votos da candidata.

FALAR A VERDADE – A nossa estratégica é continuar falando a verdade, apresentado nossas propostas e dialogando com o povo brasileiro. O povo brasileiro vai votar sabendo a verdade, que PT, PMDB e PSDB tiveram uma chance e trocaram o projeto de país por um projeto de poder”, disse.

Marina disse que ainda tem muita água para passar debaixo da ponte até a eleição e que as pessoas têm que se sentir livres para poder dar o seu voto.

LAVA JATO – Em conversa com jornalistas, Marina afirmou que “se o PT, PMDB, PSDB tiverem uma chance vão acabar com a [Operação] Lava Jato”.

“ O povo brasileiro tem que fazer a operação lava voto. Tirar aqueles que tiveram uma chance e, em vez de trabalhar para o povo, trabalharam para desviar dinheiro da educação, da saúde da moradia digna”, disse.

SEGURANÇA – Marina voltou a criticar a proposta de Jair Bolsonaro de liberar o porte de arma. Segundo Marina, o discurso de que cada pessoa vai se proteger com as próprias mão não funcionou nem com o próprio Bolsonaro.

“Tinham vários PMs, policiais federais, seguranças pessoais, todos armados, e uma pessoa com uma faca se aproximou dele e quase fez uma atrocidade. Imagine se aquele homem tivesse uma arma de fogo? Teria levado a vida dele e tantos outros”, afirmou.

Ao assumir o Supremo, Toffoli acena com boia aos náufragos da Lava-Jato

Dias Toffoli

Implantou cabelos, mas continua com a cabeça vazia

Bernardo Mello Franco
O Globo

O novo presidente do Supremo Tribunal Federal não disse a que veio em seu discurso de posse. Em 27 páginas, o ministro Dias Toffoli se esquivou de polêmicas e fez uma promessa vaga de “pacificação”. Citou os pensadores Renato Russo e Leandro Karnal, mas não encontrou tempo para falar de mordomias e privilégios. A palavra “corrupção”, que tem dominado a agenda da Corte, foi lembrada apenas duas vezes. Numa delas, o orador discorria sobre um programa de TV.

Horas antes do falatório, Toffoli deu uma pista mais quente do que esperar de sua gestão. Numa canetada, ele suspendeu a ação penal contra o ex-ministro Guido Mantega por corrupção e lavagem de dinheiro. O petista foi acusado de cobrar R$ 50 milhões da Odebrecht em troca da edição de duas medidas provisórias. Segundo o dono da empreiteira, o dinheiro serviu para “fins diversos” e abasteceu a chapa Dilma-Temer na eleição de 2014.

NO MINISTÉRIO – De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, o petista beneficiou a construtora em troca do pagamento de propina. Marcelo Odebrecht disse que o negócio foi fechado em reunião no escritório do Ministério da Fazenda em São Paulo. O delator contou que Mantega exibiu o valor desejado numa folha de papel. Para não deixar rastros, ele teria ficado com a anotação.

A conversa entre o ministro e o empreiteiro ocorreu em 2009, mas o processo só foi aberto em agosto passado. No dia em que completaria um mês, voltou à estaca zero. Toffoli tirou o réu das mãos do juiz Sergio Moro, titular da 13ª Vara Criminal de Curitiba.

Justiça Eleitoral – O ministro acusou o juiz de “burlar” um entendimento do Supremo. Ele alegou que o processo de Mantega se limitaria à prática de caixa dois. Por isso, deveria correr na Justiça Eleitoral, paraíso dos políticos investigados pela Lava-Jato. Moro já cometeu muitos excessos, mas a denúncia contra o ex-ministro descrevia um caso típico de corrupção.

Há uma diferença sensível entre as duas acusações. A lei é mais dura com os corruptos, que podem pegar até 12 anos de prisão. Quem faz caixa dois responde por falsidade ideológica eleitoral. Neste caso, a pena é de no máximo cinco anos. Na prática, ninguém vai para a cadeia.

A conversa de “pacificação” soa como música para quem não desistiu de estancar a sangria da Lava-Jato. O Supremo tem livrado figurões da tormenta, mas ainda há gente com medo de terminar o ano à deriva. Agora o ministro Toffoli acenou aos náufragos com uma boia.

TUCANAGENS – Gilmar Mendes não falha. Na sexta-feira, o supremo ministro libertou Beto Richa. O ex-governador passou apenas três noites na cadeia. A Sociedade Protetora dos Tucanos ainda deve uma estátua ao magistrado.

O habeas corpus também beneficiou Joel Malucelli, suspeito de fraudar licitações e desviar verba pública no Paraná. O empresário é financiador e suplente de Alvaro Dias, o presidenciável que manda o eleitor abrir o olho.

Quase metade dos eleitores brasileiros ainda não sabe em quem votar

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Leonardo Cavalcanti
Correio Braziliense

A três semanas de uma das eleições mais curtas e disputadas da história do país, há um contingente populacional capaz de definir o nome dos dois presidenciáveis que seguirão para o segundo turno. Trata-se de pelo menos 68 milhões de votos, quase metade do total registrado no cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado em agosto. É tanta gente que, para dimensionar a grandeza, seria preciso somar todos os moradores de São Paulo e Minas Gerais, os dois estados mais populosos do país.

Para chegar ao número, o Correio cruzou dados das pesquisas mais recentes na tentativa de identificar eleitores capazes de serem capturados por um candidato. Eles estão entre aqueles que preferiram não escolher um nome ou estão indecisos, somados com quem apontou para um político, mas não tem tanta certeza — neste último grupo, o percentual chega a 45%. Antes de buscar o resultado, foi retirado do cálculo o último índice de abstenção nacional na votação de 2014 (19,12%).

VARIÁVEIS – A conta precisaria ainda incorporar uma série de variáveis impossíveis de serem testadas a curto prazo. Como livre exercício sobre o comportamento ao longo da campanha, entretanto, é possível apresentar as estratégias dos candidatos para amarrar o eleitorado.

“A eleição não está definida. Ainda há uma parcela razoável de gente que vai entrar na campanha”, diz Jairo Nicolau, professor de ciência política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E aqui é que se estabelecem e se abandonam as estratégias. O primeiro candidato a perceber a importância dos votos consolidados foi Ciro Gomes (PDT).

Há três semanas, o pedetista partiu para cima do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e dos eleitores do capitão reformado do Exército. O plano era ganhar pontos com os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na época ainda na disputa eleitoral. Afinal, na cabeça dos estrategistas de Ciro, era mais fácil crescer sobre o eleitorado petista do que tirar votos de Bolsonaro.

PÓS-FACADA – A ação precisou ser revista pouco tempo depois com o atentado à faca em juiz de Fora (MG) e a certeza cada vez maior de que o deputado garantiu uma das vagas no segundo turno.

Não que as críticas a Bolsonaro diminuíram, mas passaram a ser divididas entre os adversários com potencial de segundo turno, como Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), o favorito para buscar votos de Lula.

Em artigo publicado na Associação dos Docentes da UFRJ, Nicolau disse que esta é a eleição mais confusa desde 1945. “Uma eleição de ilusões apagadas”, escreveu o professor. O curioso é que a estratégia de Alckmin, Haddad e Marina também passa pela pancada em Bolsonaro. O que muda é a distribuição de ataques entres os três, revelando a candidata da Rede mais econômica nas críticas ao tucano e ao petista.

INDECISOS – “Tem muito voto voando”, afirma Antonio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Apontar sem muita convicção para um candidato pode descambar no voto útil às vésperas da eleição. No caso da atual campanha, é possível dividir os candidatos por grupos a partir dos desempenhos nas pesquisas de intenção de votos.

No primeiro grupo, quase garantido no segundo turno, estaria Bolsonaro. Um segundo bloco pode ser representado por Ciro, Marina, Alckmin e Haddad. A terceira turma enquadraria Alvaro Dias (Podemos), João Amôedo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB). “À medida que as eleições se aproximam, o eleitor começa a tornar o voto mais racional. Isso pode significar a aposta em um candidato melhor posicionado, que tiraria votos de um com pior performance”, diz Queiroz.

CERTEZA – A pesquisa Datafolha do início da semana mediu a certeza de votos para Bolsonaro (74%), Haddad (67%), Ciro (42%), Alckmin (40%) e Marina (29%). Não à toa, a candidata da Rede é a que mais tem perdido votos nos últimos levantamentos.

A partir da análise da última pesquisa presidencial do Ibope, o professor Jairo Nicolau identificou que o grupo formado por eleitores de baixa renda e escolaridade é o mais suscetível a mudanças de votos.

VOTOS VOANDO – “É como se eles ainda não tivessem entrado na eleição, pois está fragmentado e sem um candidato dominante.” Segundo ele, o político que conseguir buscar esse bloco, “provavelmente”, estará no segundo turno. Tal perfil do eleitorado, historicamente, acompanhava mais o PT de Lula, mas é difícil que Haddad consiga puxar esses votos para ele. “Caso contrário, vamos viver uma experiência inédita: uma eleição em que os apoios dos mais pobres e menos escolarizados não vão em massa para um dos concorrentes.”

A votação atribuída a Bolsonaro, segundo Nicolau, segue um padrão apresentado por candidatos do PSDB e da própria Marina, crescendo à medida que a escolaridade aumenta. “Sem Lula, o eleitor tradicional do PT até agora não se movimentou em direção a qualquer candidato. Ou seja, uma das maiores dúvidas dessa eleição será a capacidade de transferência dos votos de Lula para Haddad. É nisso que os candidatos mais à direita ou mais à esquerda buscam. Os votos ainda estão soltos, como se voassem.”

Bolsonaro recebe alta de UTI e vai para unidade semi-intensiva, diz boletim

Deu no G1 São Paulo

Jair Bolsonaro está bem mais emagrecido

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, recebeu “alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando agora para uma unidade de cuidados semi-intensivos”, segundo informou boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, na manhã deste domingo (16).

“Prossegue com boa evolução clínica, sem febre e exames laboratoriais estáveis, recebendo nutrição por via parenteral (endovenosa) exclusiva, medidas de prevenção de trombose venosa, fisioterapia respiratória e motora”, completa a nota.

RELATÓRIO – Bolsonaro está internado no Einstein desde 7 de setembro, um dia após ele sofrer ataque com facada no abdômen durante ato de campanha e passar por cirurgia em Juiz de Fora (MG). A Polícia Federal (PF) deve entregar até o próximo dia 21 o relatório sobre o atentado ao político.

Neste sábado (dia 15), foi publicada na conta de Bolsonaro no Twitter a primeira foto dele após nova cirurgia, feita na quarta-feira (12), para tratar uma obstrução no intestino delgado (veja como foi e assista ao vídeo abaixo). O procedimento durou duas horas e, segundo os médicos, foi bem-sucedido.

A fotografia mostra o candidato deitado em uma maca com os olhos fechados e as pernas cruzadas, e foi publicada com a frase “Deus no comando!” acompanhada da bandeira do Brasil. Segundo a assessoria de imprensa do candidato, ele estava repousando depois de fazer fisioterapia.

A CIRURGIA – Segundo o Hospital Albert Einstein, Bolsonaro teve “distensão abdominal progressiva e náuseas” na quarta-feira, e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado.

De acordo com o hospital, a solução do problema era cirúrgica. Em uma das três perfurações sofridas no intestino delgado, formou-se uma fístula, um pequeno orifício, que provocou inflamação e gerou o quadro de aderência, que é uma obstrução intestinal.

Segundo médicos especialistas, a aderência (ou a união de dois tecidos do corpo) ocorreu em decorrência da cicatrização interna em áreas que sofreram incisão cirúrgica, no caso, o procedimento realizado logo após a facada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
São boas novas, mas o estado de saúde do deputado ainda inspira muitos cuidados. A foto mostra que ele está muito emagrecido e continua usando a meia elástica nas pernas. As visitas permanecem proibidas, ele não pode falar e se alimenta com soro por via venosa. A fisioterapia é centrada no abdômen, para evitar a formação de gases. Bolsonaro está fora da campanha no primeiro turno e dificilmente poderá participar no segundo turno. (C.N.)  

Com a escalada de Haddad, o voto útil está chegando antes da hora

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Charge do Edra (Arquivo Google)

Vera Magalhães
Estadão

O quadro mostrado pelas últimas pesquisas, com Jair Bolsonaro (PSL) consolidado em primeiro lugar e Fernando Haddad (PT) em ascensão mesmo antes de oficializado, antecipou a pregação do voto útil nas demais campanhas que têm alguma chance de ir ao segundo turno.

Geraldo Alckmin (PSDB) foi o primeiro a indicar este caminho, ainda na sabatina Estadão/Faap, antes de ter a estratégia suspensa temporariamente pela facada em Bolsonaro. “Votar em Bolsonaro é um passaporte para a volta do PT”, disse ele na ocasião. O mantra foi repetido por sua vice, Ana Amélia (PP), ontem em entrevista. Agora, é a vez de a defesa do voto útil chegar à campanha de rua e à propaganda de TV, no fim definitivo da trégua concedida ao candidato do PSL.

BATER LEVE – A ordem é não bater pesado em Haddad, que a campanha tucana acredita que crescerá naturalmente agora que foi indicado como sucessor oficial de Lula. Alckmin e aliados vão tratar de associar o petista a Dilma Rousseff e ao desastre econômico de seu governo, mas acreditam que sua cristalização como herdeiro de Lula pode ajudar a assustar o eleitor antipetista e forçar o voto útil no tucano. “Haddad ainda não é o adversário”, me disse ontem um coordenador da campanha alckmista.

Nessa pesca por alguns pontos nas pesquisas também haverá um ataque especulativo no eleitorado do bloco dos 3%, composto por Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB).

A esperança do estafe de Alckmin é que a eleição tome o que eles chamam de “curso natural”, com Bolsonaro, Haddad e Alckmin disputando até o fim para ir à fase final.

TODOS QUEREM – Mas a boia do voto útil não será unilateral. Ciro Gomes (PDT) e mesmo a sempre comedida Marina Silva (Rede) já se lançaram a ela diante da evidência de que os votos que tinham ou têm podem estar apenas fazendo uma escala até desaguar em Haddad. Ciro parece ter mais massa muscular para ser enxergado pelo eleitor que já foi petista ou lulista, mas teme a vitória de Bolsonaro e está disposto a encontrar alguém capaz de derrotá-lo – o medo oposto ao que o PSDB tenta incutir em relação à volta do PT.

Para que a tática seja efetiva, o pedetista e a ex-senadora terão de aumentar os ataques ao PT sem irritar o eleitorado que até ontem dizia querer votar em Lula mesmo preso. É uma linha tênue, que a retórica por vezes explosiva de Ciro e o “marinês” de difícil compreensão podem dificultar.

BOLSONARO – As campanhas adversárias à de Jair Bolsonaro reagiram com cautela às primeiras pesquisas após o atentado contra o candidato do PSL. Acreditam que elas captam, nas palavras de um dirigente partidário, “um voto de comoção, e não de convicção”.

Atribuem as diferenças de intenção de votos no deputado ao momento em que foram realizados os trabalhos de campo de cada instituto, como a querer criar um termômetro da empatia com ele. Será? O Ibope incluiu uma pergunta que tenta auferir essa volatilidade “emocional”. E, na questão sobre o quão decidido está o eleitor de cada um, é o do PSL que demonstra mais a tal convicção: 54% dizem se tratar de uma decisão definitiva, que não mudará de jeito nenhum. Claro que mesmo essa segurança pode ser fruto da solidariedade com o ataque. Mas, num novo desafio aos pregadores do voto útil, o segundo colocado nessa resolução de voto é justamente Haddad, com 40% dos que o apontam se dizendo decididos.

Horário eleitoral não engata e perde força e espaço para as redes sociais

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Charge do Luscar (Arquivo Google)

Bernardo Bittar
Correio Braziliense

Quase metade dos brasileiros não se interessa pelo horário eleitoral na televisão. Segundo especialistas, o eleitor prefere acompanhar os bastidores das campanhas e as notícias pontuais, como a impugnação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atentado a Jair Bolsonaro (PSL). Quem acompanha de fato a propaganda eleitoral no rádio e na tevê quer complementar as informações que encontra na internet. Por isso, as equipes dos candidatos à Presidência cada vez mais reforçam os times de mídias sociais.

A pesquisa Datafolha divulgada no último dia 12 mostra que 49% do eleitorado brasileiro não têm interesse pela propaganda eleitoral dos candidatos a presidente e não a acompanha. Os outros 51% representam aqueles que são extremamente interessados (18%) ou os que assistem quando já estão com a tevê ligada (32%) — 1% não opinou. Os eleitores que mais valorizam o horário eleitoral apontam preferência por Marina Silva (Rede), 47%; Geraldo Alckmin (PSDB), 43%; e Fernando Haddad (PT), 40%. Entre os apoiadores de Bolsonaro,  que tem apenas 8 segundos, o número cai para 33%.

IMPORTÂNCIA – Mais de 40% dos indecisos e 18% de quem vota em branco dizem que a programação eleitoral na tevê é muito importante para o voto. Aninho Irachande, professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB), reafirma a importância do rádio e da televisão, mas diz que elas perderam força no país. “Pessoas com acesso à informação por mecanismos mais fáceis e rápidos, como sites e o WhatsApp, preferem usar esses meios de comunicação para se inteirar do que está havendo no cenário político”, explica.

Para Irachande, integrantes das classes mais baixas têm uma resistência maior ao uso dos celulares para fins políticos. “A grande questão da internet é quando ela é usada nos smartphones ou no computador, no trabalho. Aí, a informação chega bem mais rapidamente. E você pode acompanhar apenas os temas pelos quais se interessa, muito diferente da tevê, que edita exaustivamente o material veiculado e tem uma abordagem mais abrangente”, analisa o especialista.

DESILUSÃO – Felippo Cerqueira, professor de ciência política da Universidade Estadual de Goiás (UEG), confirma a impressão geral de que rádio e tevê — meios de comunicação a que as massas têm acesso — não despertam o interesse dos mais pobres quando o assunto é campanha eleitoral. “Eles são os maiores usuários da tevê, mas querem utilizá-la para ver a novela e programas de entretenimento. Os números salientados pelas pesquisas refletem a desilusão das pessoas com a política”, detalha.

Os temas que mais sobressaem para a população durante as eleições, segundo Cerqueira, são saúde, segurança e educação. E eles podem ser mais bem detalhados em buscas na internet, inclusive, nas plataformas disponibilizadas pelos partidos. “Você enxerga gente com muito tempo de tevê, como Geraldo Alckmin (PSDB), estacionado nas pesquisas. Bolsonaro tem seu público cativo na internet. É como Marina Silva (Rede), que ganhou apenas 16 segundos na televisão e tem sua imagem mais consolidada nas redes sociais.”

Por ofensas, Lampião, o rei do cangaço, teve seus comentários deletados

Carlos Newton

A fila anda. Conforme já informei, não leio mais os comentários. Mas de vez em quando o editor dá uma incerta. Acabo de deletar todos os comentários de Lampião, o Rei do Cangaço, que é pago para defender Geraldo Alckmin aqui no Blog e usa seis computadores diferentes.

Outro comentarista, cujo codinome esqueci, estava  trocando ofensas com o Lampião e seus últimos 100 comentários foram solenemente deletados.

 

Declaração de Ciro Gomes sobre o general Villas Bôas irritou os militares

Villas Bôas não pode se meter em política, diz Ciro

Daniela Lima
Folha

Uma declaração de Ciro Gomes a “O Globo” fez do pedetista persona non grata entre militares. Ele disse que, se fosse presidente, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, seria demitido e “provavelmente pegaria uma cana” por ter dito que a legitimidade do próximo mandatário pode ser questionada.

Villas Bôas é muito querido nas Forças. Ele tem uma doença degenerativa, mas segue à frente do Exército, de cadeira de rodas e respirador, com o respaldo dos pares.

BEM NA FOTO – Apesar da já esperada aproximação de Haddad, a nova pesquisa não foi ruim para Ciro Gomes (PDT). Ele não só manteve a marca anterior como – mais importante – ainda é o candidato que pontua melhor contra Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno.

O fato de o pedetista ter um desempenho acima da média de seus concorrentes contra o capitão reformado dá gás ao discurso de que ele é a via mais segura para o eleitor que quer derrubar Bolsonaro.

“Já escuto os teus passos, procurando meu abrigo”, cantava a divina Elizeth

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Elton e Herminio, um dupla realmente genial

Paulo Peres
Poemas & Canções

A dupla formada pelo compositor, cantor, produtor e radialista Elton Medeiros e o poeta, jornalista, produtor e compositor Herminio Bello de Carvalho, ambos cariocas, fez surgir um dos sambas-canções mais belos de todos os tempos – “Pressentimento”, lançado por Elizeth Cardoso, a Divina,

PRESSENTIMENTO
Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho

Ai! Ardido peito
quem irá entender o teu segredo?
quem irá pousar em teu destino?
e depois morrer do teu amor?

Ai! Mas quem virá?
Me pergunto a toda hora,
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada.

Vem, meu novo amor,
vou deixar a casa aberta.
Já escuto os teus passos
procurando meu abrigo.

Vem, que o sol raiou,
os jardins estão florindo,
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade.

Procuradoria pede que o STJ rejeite o recurso de Lula para ser libertado

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Alegações de Zanin foram derrubadas pela PGR

Manoel Ventura
O Globo

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para não aceitar o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do triplex em Guarujá. Além de ter resultado na prisão do petista, essa condenação o deixou inelegível. A defesa tenta a absolvição na corte superior e a suspensão dos efeitos da condenação.

Esse é um dos recursos que a defesa apresentou ao Judicário. Em outra frente, os advogados de Lula pediram ao Supremo Tribunal Federal um habeas corpus para que o petista saia da prisão. No primeiro julgamento, o STF rejeitou o pedido. A defesa, comandada por Cristiano Zanin, recorreu de novo e o caso ainda será levado ao plenário do STF. A manifestação do MPF no caso do STJ é assinada pela subprocuradora-geral da República Aurea Pierre.

14 PONTOS – “No parecer, a subprocuradora-geral rebateu os 14 pontos apresentados pela defesa para fundamentar o recebimento do recurso e a revisão da sentença condenatória”, informou, em nota, o Ministério Público. “O entendimento do MPF é o de que a defesa não demonstrou que a decisão do TRF-4 contrariou lei federal ou deu interpretação diversa de qualquer outro tribunal, requisitos necessários para a admissão do recurso”, acrescentou o órgão.

Lula foi condenado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a 12 anos e 1 mês de prisão pelo TRF-4 em janeiro. Em abril, começou a cumprir pena em uma cela especial da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Logo depois, a defesa apresentou recursos contra a condenação ao STJ e ao STF.

ACEITAÇÃO – Pela regra processual, cabe ao TRF-4 decidir se admite e envia esses recursos aos tribunais superiores. O TRF-4 decidiu aceitar o recurso ao STJ em junho, mas negou para o STF, com o argumento de que não havia questão constitucional a ser analisada.

“O parecer do Ministério Público demonstra que a decisão do TRF4 é fiel à jurisprudência dos tribunais superiores sendo, assim, descabida sua revisão pelo Superior Tribunal de Justiça”, informou o MPF.

O presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, já disse que o recurso poderia ser julgado em até 40 dias. No início do mês, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a Lula o direito de ser candidato, com base na Lei da Ficha Limpa, que proíbe condenados por um tribunal de segunda instância de concorrer.

Mercado financeiro aciona especialistas para traçar cenários sem Bolsonaro

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Antes da segunda cirurgia, Bolsonaro já estava fraco

Mônica Bergamo
Folha

O mercado financeiro acionou nesta semana ex-ministros de tribunais eleitorais e advogados especialistas no tema para traçar os vários cenários que podem surgir depois que ficou claro que Jair Bolsonaro não se recuperará rapidamente da facada que recebeu.

Representantes de grandes fundos, inclusive estrangeiros, queriam saber o que ocorreria no caso de um eventual impedimento do candidato.

CENÁRIOS – Há vários cenários possíveis e os especialistas começaram a preparar relatórios para cada um deles. Antes da segunda cirurgia, Bolsonaro já dava sinais preocupantes de debilidade. Em uma ocasião, tentou fazer a barba sozinho e não conseguiu. Foi auxiliado por um profissional.

O capitão reformado queria também ficar sentado mas não conseguia.

BOM AMIGO - Criticado por alguns candidatos por suas declarações de que a eleição “pode ser até questionada”, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi tratado com toda a deferência pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) na festa de posse de Dias Toffoli, novo presidente da corte.

Villas Bôas ficou quase até o fim da celebração, conversando com ministros como Alexandre de Moraes e Luiz Fux.

Impunidade de ministros do Supremo é uma agressão à cidadania

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Francisco Vieira

Vejam a lista dos chefes de quadrilhas que nos governaram:
José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, ainda no cargo. Esses são responsáveis pela administração do país nos últimos anos. O que se esperava que acontecesse? Só se salva na lista de presidente o nobre Itamar Franco, que se tornou presidente por acaso, sem que a corja que nos assalta esperasse ou quisesse

Ao Executivo corrupto, vieram se juntar o Legislativo apodrecido e o Judiciário complacente. Vejam agora, mais um vexame, mais um papelão do ministro Ricardo Lewandowski, ao pedir vista e interromper um julgamento em que seu amigo pessoal Lula já perdia de 7 a 1. E o ministro Dias Toffoli tira do juiz Moro a denúncia contra o ex-ministro Guido Mantega, seu amigo pessoa, e a encaminha à… Justiça Eleitoral.

SEM SURPRESA – O comportamento dos ministros não deveria causar surpresa ou censura, pois todos nós sabemos a história, os princípios éticos e a origem deles. Quem já morou em sítio sabe que é ingenuidade esperar que um porco pare de fuçar a lama quando a acha disponível; portanto, não devemos esperar que eles mudem de comportamento, nem esperar coisa diferente da sua natureza.

O que merecia causar tais aversão e indignação deveria ser o comportamento, o silêncio, a conivência e a criminosa omissão dos seus pares, ministros que chafurdam com ele na mesma pocilga, que dividem as trufas no mesmo prato, que assistem a Constituição ser rasgada toda a semana e que, ainda assim, são tratados pela imprensa como se fossem diferentes dele e se comportam como se nada tivessem com a miséria e o caos reinantes.

Serão mesmo diferentes de Lewandowski? Ou serão todos da mesma igualha? Existe salvação para os brasileiros dentro da Lei, quando vemos que a Instituição e as autoridades responsáveis por resguardá-la estão usando a Carta Magna como pano de chão?