Filho de Bolsonaro delira e anuncia que seu pai logo estará de volta às ruas

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Flávio está forçando a barra nas declarações

talo Nogueira
Folha

Usando colete à prova de balas, o deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), candidato ao Senado, afirmou na manhã deste sábado (15) a eleitores que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) voltará às ruas antes do que se espera. “Mais breve do que a gente imagina ele vai estar de volta para continuar a trazer a esperança de volta para milhões de brasileiros”, afirmou ele no largo do Mendanha, em Campo Grande – área de atuação de grupos de milícia.

Flávio afirmou que estava usando colete à prova de balas e com segurança à paisana em seu entorno. E disse que a intenção inicial era fazer essa agenda com o candidato. “Meu pai está no hospital. Cada um de nós aqui é um Jair Bolsonaro na rua”, afirmou ele, num carro de som, ao fazer uma carreata em ruas de Campo Grande.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sonhar ainda não é proibido. Mas desta vez o filho de Bolsonaro exagerou na dose. Seu pai está na UTI, lutando pela vida, proibido de receber visitas, alimentando-se por soro introduzido na veia, e sem poder falar. Os médicos já avisaram que ele não sai de casa nem mesmo no terceiro turno e deve-se agradecer a Deus se até lá ele conseguir gravar algumas mensagens em vídeo. Como perguntava Noel Rosa: “Pra que mentir?”. (C.N.)

PT estaria pior nas pesquisas com Lula solto, afirma o vice de Marina

Eduardo Jorge diz que Mourão é autoritário demais

Dimitrius Dantas
O Globo

O candidato a vice-presidente de Marina Silva, Eduardo Jorge (PV), afirmou nesta sexta-feira que a prisão do ex-presidente Lula contribuiu para a martirização do petista e que, caso ele estivesse solto, o PT estaria em situação pior nas pesquisas. Eduardo Jorge concedeu uma entrevista à rádio “Jovem Pan”. O candidato não questionou a condenação de Lula que, segundo ele, teve ampla defesa e vários advogados. O companheiro de chapa de Marina, no entanto, afirmou que, se “por acaso”, o julgamento tivesse demorado mais, Lula estaria em condições piores que as atuais.

– Se esse julgamento tivesse demorado mais um pouco, ele estaria nas ruas em condições muito piores nas pesquisas do que hoje porque estaria na rua, explicando muitos malfeitos – disse.

VIROU MITO – Na análise feita pelo ex-deputado federal, que foi filiado ao PT até 2003, com a prisão de Lula, o ex-presidente atuou na criação de um mito. “Agora, ele preservado lá, o mito cria-se. Somos um país fundado sob o símbolo da cruz, do martírio. Essa prisão salvou o Lula de estar explicando na rua os malfeitos e os erros do governo dele e da Dilma. Isso explica, inclusive, a preservação dele nas pesquisas” – disse.

A candidata Marina Silva, que ocupava a segunda colocação nos cenários sem o ex-presidente Lula no momento em que sua candidatura ainda era questionada pelo PT nos tribunais, foi a que perdeu mais votos com o início da transferência de votos do petista para Fernando Haddad. No último levantamento divulgado pelo Datafolha, Marina caiu de 16% das intenções de voto para 11%.

AINDA TEM CHANCE – Apesar disso, Eduardo Jorge defendeu as chances da ambientalista. Segundo ele, a população tem adotado uma postura mais inteligente nas últimas eleições, votando estrategicamente no primeiro turno. O candidato a vice também comentou as declarações de outro concorrente ao cargo, o General Mourão (PRTB), companheiro de chapa de Jair Bolsonaro.

Nesta quinta-feira, em Curitiba, Mourão afirmou que uma nova Constituição poderia ser feita sem eleitos pelo povo. Eduardo Jorge ironizou a crescente participação de Mourão na campanha do rival.

– A própria campanha do Bolsonaro já está com medo dele, não é? Parece que ele está querendo dar um golpe no próprio candidato dele.

AUTORITÁRIO – O ambientalista contou que o general o tratou com respeito e educação quando se encontraram durante uma sabatina. Jorge, contudo, afirmou que era perceptível uma formação “muito autoritária” em Mourão.

– O melhor que a gente faz no Brasil é deixar ele aposentado e em casa.

Haddad e Ciro se distanciam dos demais, na disputa pelo segundo turno

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São amigos, mas agora estão se enfrentando

Merval Pereira
O Globo

Com o crescimento da candidatura de Fernando Haddad, do PT, e a manutenção de Ciro Gomes nos mesmos patamares, parece ter encurtado o campo para os demais candidatos que disputam o segundo turno. O candidato do PSDB Geraldo Alckmin mais uma vez ficou parado, não dando ânimo a quem ainda aguarda uma tendência de alta. Marina Silva confirmou a queda registrada em outras pesquisas, e, segundo o Datafolha, está com a metade das intenções de votos com que começou a campanha eleitoral.

A persistir essa situação, é previsível que a base ampla de apoio do tucano, e a de Marina se dispersarão em busca de porto mais seguro, a maioria dos eleitores indo para Bolsonaro, que continua crescendo, consolidando sua posição no segundo turno. Mas certamente Ciro ganhará com votos úteis de tucanos de esquerda ou que não querem ver o PT de volta, e de eleitores de esquerda de Marina. 

ALCKMIN ESTÁ MAL – Caso Alckmin cresça nas próximas pesquisas, aí será a vez de Bolsonaro desinflar, tornando mais parelha a disputa das duas vagas no segundo turno. Mas para crescer, Alckmin precisa que eleitores de Álvaro Dias, Amoedo e Meirelles decidam fazer voto útil. Os três somam 9 pontos “roubados” do PSDB, além dos eleitores tradicionais do PSDB no sul e no centro-oeste, principalmente ligados ao agronegócio, que migraram para Bolsonaro. Porque nenhum dos três parece disposto a renunciar para ajudar o PSDB.

Em busca do voto útil, tanto Ciro quanto Alckmin transferiram para o candidato petista Haddad a carga de suas baterias. Se esse resultado persistir, o voto útil dos eleitores moderados pode ir para Ciro, que se apresenta como um candidato mais amplo que o petista, e mais competitivo. Alckmin, por sua vez, passou a criticar com mais firmeza Marina, colocando-a no campo da esquerda, dentro do que chamou de “vários tons de vermelho”.

O CASO DE AÉCIO – Na eleição de 2014, o candidato tucano Aécio Neves avançou sobre o eleitorado de Marina defendendo a tese de que não era possível a esquerda disputar sozinha o segundo turno. Alckmin visa o mesmo objetivo, mas desta vez fica difícil apelar para o antipetismo quando Bolsonaro roubou-lhe essa bandeira e já está praticamente garantido no segundo turno.

É previsível, a continuar este quadro, que o candidato do PSDB vá perdendo apoios pelo meio do caminho dentro do centrão, partidos que teriam mais afinidades com Bolsonaro. Mas Ciro Gomes, que chegou a negociar com o centrão, pode voltar a ser a alternativa desse grupo ao petismo.

SEGUNDO TURNO – Ciro costuma dizer que Bolsonaro é “um cabra marcado para perder” no segundo turno, utilizando-se de um filme chamado “Cabra marcado para morrer”. Mas as pesquisas não mostram isso. O candidato do PSL perde sem margem de dúvidas para Ciro Gomes, mas já está empatado tecnicamente com os demais candidatos.

Para quem perdia de todo mundo no começo da campanha, é um grande avanço já ser competitivo contra a maioria de seus adversários. O líder trabalhista Leonel Brizola morreu certo de que houve um complô contra ele para colocar Lula no segundo turno, que seria um adversário mais fácil de ser batido por Collor. Bolsonaro, que lidera a pesquisa eleitoral desde sempre quando Lula não aparece, está se tornando competitivo no segundo turno, e mais uma vez um pedetista considera-se a melhor opção para vencer a direita.

DIFICULDADES
– Ciro se apresenta como aquele que pode garantir a derrota da extrema direita no segundo turno. Alckmin diz que o melhor adversário para o PT seria Bolsonaro, mas as pesquisas mostram que Haddad tem mais dificuldades do que outros para enfrentar no momento o líder das pesquisas.

O apoio de Lula, se é certamente um ativo eleitoral decisivo, também explicita a polarização do país, com 32% de eleitores afirmando que votariam “com certeza” no candidato de Lula, e 49% que não votariam de jeito nenhum. Mas há 16% que “levariam em conta” a recomendação de Lula, e os petistas os consideram já eleitores certos.

DOIS GRUPOS – O empate técnico da disputa do segundo turno continua, mas com dois grupos já se distinguindo um do outro. Ciro e Haddad estão no limite do empate técnico com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 10% para 9%. No mesmo patamar do tucano está Marina Silva (Rede), que caiu 11% para 8%.

Mas é preciso muito malabarismo estatístico para não enxergar que Alckmin e Marina estão estagnados, quando não caindo, enquanto Ciro e Haddad estão em ascensão, principalmente o petista.

Bolsonaro segue estável, mas ainda não pode falar e se alimenta com soro

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Bolsonaro não pode receber visitas

Deu no G1 SP

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, ‘mantém estabilidade clínica e não apresenta complicações’, segundo informou boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, na manhã deste sábado (15).

Bolsonaro está internado no Einstein desde o último sábado (9), um dia após ele sofrer ataque com facada no abdômen durante ato de campanha e passar por cirurgia em Juiz de Fora (MG).

Segundo o boletim, o candidato permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do centro médico, onde “encontra-se afebril e sem outros sinais de infecção. Evolui sem dor, recebendo as medidas de prevenção de trombose venosa.”

FISIOTERAPIA – “Hoje prosseguirá com sessões de fisioterapia, incluindo exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular”, termina o comunicado divulgado neste sábado.

Do hospital, Bolsonaro tem movimentado as suas redes sociais. Nesta manhã, ele publicou em sua conta no Twitter que “ainda somos vítimas das mazelas causadas por seus líderes. Além de 14 milhões de brasileiros desempregados, hoje todos sofrem com a crise migratória” dos venezuelanos “no Norte do Brasil, região visitada por nós recentemente.”

@jairbolsonaro

Nos últimos anos o PT doou bilhões para ditaduras amigas via BNDES. Seu dinheiro que deveria ser utilizado de forma responsável para nosso crescimento, serviu pra alimentar governos autoritários e antidemocráticos como Cuba e Venezuela, sem nos dar retorno algum. Isso vai acabar!

@jairbolsonaro

 Servimos como fonte do plano de poder do Foro de SP e ainda somos vítimas das mazelas causadas por seus líderes. Além de 14 milhões de brasileiros desempregados, hoje todos sofrem com a crise migratória causada por Maduro no Norte do Brasil, região visitada por nós recentemente.

FISIOTERAPIA – Na noite de quarta, o hospital Albert Einstein informou que Bolsonaro teve “distensão abdominal progressiva e náuseas”, e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era mesmo a nova cirurgia.

Na noite de sexta-feira (14), outro boletim divulgado pelo hospital informou que o candidato fez fisioterapia e caminhou pelo quarto sem apresentar dor.

Ainda na manhã de sexta, o centro médico também havia informado que as condições clínicas de Bolsonaro eram “estáveis e sem complicações” e que a alimentação dele está sendo por via venosa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, Bolsonaro está muito fraco, por vir se alimentando por soro há vários dias. Sofreu um segunda operação traumática na noite de quarta-feira. Não pode falar nem se alimentar de sólidos ou mesmo sopa. Consequentemente, está com o organismo enfraquecido, mas vem reagindo bem. Quanto à informação de que está enviando tuítes, é “menas” verdade, como diria Lula. Quem o faz é a equipe de campanha, é claro.
(C.N.)                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

 

Em queda nas pesquisas, Marina Silva patina até na estratégia de rua

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Marina sai às ruas apenas em agendas curtas

Angela Boldrini
Folha

Em queda nas pesquisas, a candidata da Rede ao Planalto, Marina Silva, tem patinado em sua nova estratégia de ir mais para a rua. Com uma mudança nas últimas semanas, a candidata tem tentado sair em agendas corpo a corpo e fugir do eixo Rio, São Paulo e Brasília para atingir principalmente o Nordeste do país. No entanto, com limitações financeiras e de tempo, a candidata tem feito agendas curtas e poucas viagens.

Nesta semana, por exemplo, Marina foi a Salvador na segunda (10) e passou por Belo Horizonte na quarta (12). Durante três dias, porém, ficou entre Rio, Brasília e São Paulo.

EM BRASÍLIA – Na capital federal, fez duas agendas de rua. Na quinta (13), conversou pouco com possíveis eleitores e mais com a própria militância da Rede. Ela foi recebida por dezenas de voluntários e apoiadores com bandeiras e uniformes da campanha em frente ao centro comercial onde fica a sede do partido.

Apesar de estar próxima à Rodoviária do Plano Piloto, um dos principais polos de concentração de pessoas no final da tarde na cidade, a candidata apenas passeou rapidamente pelo calçadão, numa agenda que durou cerca de 40 minutos.

Na sexta (14), foi a Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, onde caminhou em lojas e tirou fotos com eleitores —a agenda, porém, durou menos de meia hora.

EM QUEDA – A pesquisa Datafolha divulgada na segunda (10) mostrou queda da presidenciável, de 16% para 11% de intenção de votos. Nesta sexta (14), a ex-senadora recuou para 8%, sendo ultrapassada por Ciro Gomes e Fernando Haddad.

Nesta quinta, Marina havia participado de entrevista a uma TV evangélica. Depois, saiu para gravação de programas com os candidatos do DF.

Para o Nordeste e o Norte, onde a ex-senadora diz estar focando sua estratégia —que mira eleitores indecisos e órfãos da candidatura de Lula, assim como Ciro e Haddad—, a candidata foi a apenas três cidades nesta campanha: Fortaleza, Recife e Salvador.

NO NORDESTE – Na próxima semana, iria visitar Aracaju e Maceió, na segunda-feira (17) e na terça (18) —mas irá apenas à capital do Sergipe.

Em comparação, Fernando Haddad, candidato do PT, já rodou por dez cidades nordestinas em busca do espólio lulista. Já Ciro Gomes passou pelos estados do Maranhão, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte.

A campanha de Marina culpa a logística de debates e sabatinas e o pouco dinheiro da campanha pela agenda com poucas viagens, que priorizam as capitais.

PALANQUE FRÁGIL – Com apenas uma coligação nacional, a candidata também tem palanque frágil nos estados. Por isso, tem aproveitado as viagens também para gravar programas com os candidatos das capitais que visita. 

O quadro deve se repetir nas semanas finais da eleição, em que os debates se intensificam nas TVs abertas —e, segundo coordenadores da campanha, os três últimos, promovidos por SBT (em parceria com a Folha), Record e Globo, serão decisivos para o segundo turno.

A ex-senadora vem repetindo que as pesquisas são “um retrato do momento”. A campanha também martela que os participantes só se definirão no último minuto —embora avalie que Jair Bolsonaro (PSL) já deve ter uma vaga garantida após ter sofrido um atentado a faca.

Papa Francisco estudou o Budismo, a Ioga e outras doutrinas do Oriente

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Papa recebe a visita de monges e monjas do Japão

Antonio Rocha

O jornal online Brasil247 publicou, certa feita, uma entrevista com um amigo de longos anos do Sumo Pontífice católico, o docente Francisco Mele, professor visitante em várias universidades italianas e latino-americanas. Mas o que nos chamou a atenção é que o papa foi aluno do grande teólogo e professor jesuíta argentino Ismael Quiles, que, segundo a entrevista, abriu as portas da Universidade Jesuíta para o Zen-Budismo, a Ioga e outras religiões.

Em 1987, a Editorial Kier, de Buenos Aires, publicou uma tradução do Sutra Lótus, com 302 páginas. O prólogo é, justamente de Ismael Quiles. Entre outras, Quiles cita um outro jesuíta Jesús Lopez Gay, que em 1984, na revista da Universidade Gregoriana de Roma, publicou o importante artigo “Buda como Pai no Hokekyo”. Hokekyo é como o Sutra Lótus é conhecido na língua japonesa.

ÂMBITO ACADÊMICO – Deduzimos (é uma dedução…) que o papa Francisco deve conhecer esta edição argentina do Sutra Lótus, pois, em geral, no âmbito acadêmico, os alunos conhecem, pesquisam e leem a produção literária de seus professores.

No Brasil, em 1983, os jesuítas, através das Edições Loyola (jesuíta), já divulgaram o diálogo Catolicismo e Budismo, via a obra “Zen Cristão”, do padre jesuíta inglês que viveu muitos anos no Japão, William Johnston. Suponho que o papa Francisco também deve conhecer este livro de seu colega.

Por fim, recentemente, antes de vir ao Rio de Janeiro, o papa Francisco recebeu no Vaticano uma comitiva da linhagem budista japonesa RKK – Risho Kossei Kai, que tem como base o Sutra Lótus, onde lemos que “Buda é Pai”. Logo, com todo respeito aos que discordam, as palavras Buda e Deus são sinônimos… BuDeus… Budeus.

A foto acima é da Rádio Vaticana, noticiando a visita que o Santo Padre católico fez ao Japão (setembro de 2016), sendo recebido por monjas e monges japoneses e ganhando como presente as Escrituras Budistas.

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VEJAMOS ALGUNS TRECHOS DO SUTRA LÓTUS:

“Eu sou o Buda, honrado entre os seres. Apareço no mundo como uma grande nuvem para chover riquezas em todos, livrá-los dos sofrimento e obter a alegria da paz, alegria do mundo e alegria do Nirvana” (Parábola das Ervas). Nota: o termo riquezas não é só dinheiro….

“Eu sou o Pai de todos os seres vivos… tenho um tesouro inesgotável de Sabedoria, Força e Coragem. Todos os seres vivos são meus filhos… Tudo vos será dado, segundo vossa vontade” (Parábola da Casa Incendiada).

“Na verdade, somos todos filhos de Buda, embora não o saibamos… Buda sempre trata a todos nós como filhos…” (Parábola do filho perdido).

“Buda não tem forma, mas se manifesta em bondade e nos guia com o seu coração misericordioso” (A Doutrina de Buda).

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P.S.
Sutra Lótus é um texto sagrado, tem 624 páginas e pode ser lido na web. Existe uma tradução em português, publicada nos EUA, muito difícil de se encontrar. Só em um Templo de São Paulo se faz o pedido. Contudo, como dissemos, pode-se ler grátis, em pdf. (A.R.)

General Mourão abala candidatura de Bolsonaro, embora seja o vice da chapa

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro do Coutto

Em uma conferência no Instituto de Engenharia do Paraná, na quinta-feira, o general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, defendeu a necessidade de o país ter uma nova Constituição, mas que seria resultado de um trabalho conjunto de juristas, a ser aceita pelo povo, mas sem necessidade de ser aprovada pelos Senadores e Deputados Federais, ou seja sem atuação do poder legislativo.

Reportagem de Katnna Baran, O Estado de São Paulo de ontem, destaca a posição assumida pelo general Mourão, a qual certamente vai dar margem a uma reação dos parlamentares que servirá de tema para os adversários da chapa Bolsonaro-Mourão.

LEGITIMIDADE – A maior parte da população pode não ter interpretado ainda o efeito maior das palavras de Mourão, porém de qualquer forma ele colocou no ar uma hipótese na qual o Senado e a Câmara Federal não teriam função constituinte. E não poderiam, portanto, ter legitimidade para sequer apresentar uma emenda à nova Constituição, se imposta pelo general Mourão.

O título da reportagem de O Estado de São Paulo é bastante afirmativo: “Uma Constituição sem eleitos”. Mas tal vendaval jurídico esbarra em todos os candidatos ao Senado e a Câmara dos Deputados que estão buscando renovar ou conquistar novos mandatos nas urnas de 7 de outubro. Assim, dependem diretamente das urnas e muitos deles formam a base de apoio a Bolsonaro-Mourão.

O candidato a vice, com ameaça sombria que colocou, deixou antever a hipótese de pelo menos um fragmento de temor quanto a ordem militar, inspirada nas declarações recentes do General Eduardo Villas Bôas, comandante do exército.

PERDER VOTOS – Em consequência da sombra colocada no palco político, o vice fez com que Bolsonaro venha a perder votos, pois na minha opinião parte substancial do eleitorado pensa diferente.

Mais um problema para o candidato do PSL que se acrescenta a impossibilidade de fazer campanha no primeiro turno e até de gravar vídeos. Esse aspecto da questão foi destacado em reportagem de O Globo de ontem assinada por Jussara Soares, Tiago Aguiar e Flávia Junqueira. No meio do vendaval o General Hamilton Mourão aguarda resposta do TSE se ele poderá substituir Jair Bolsonaro nos programas de debate na televisão.

Este aspecto é muito importante, principalmente porque o confronto de maior amplitude está marcado para 4 de outubro na Rede Globo.

Visita de Adélio Bispo a deputados do PSOL é considerada “fake news”

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Site do “Jornal da Cidade” divulgou a falsa notícia

José Carlos Werneck

O jornal “O Estado de São Paulo” divulgou, na edição de ontem, uma checagem publicada pelo Projeto Comprova, realizada por uma equipe de jornalistas da Gaúcha ZH e da Bandnews FM. Outras redações, como Jornal do Commercio e revista Piauí, concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”, sobre o homem que tentou matar o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro do PSL com uma faca.

O Projeto Comprova é uma coalização de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral.

SEM COMPROVAÇÃO – A apuração relata que Adélio Bispo de Oliveira esteve na Câmara dos Deputados em 2013, mas não é possível afirmar que ele visitou ou foi ao gabinete de algum dos deputados do PSOL, como afirmam um site e páginas e perfis em redes sociais.

O site Jornal da Cidade publicou a foto dos três deputados do PSOL na legislatura passada, Chico Alencar, Ivan Valente e Jean Willys afirmando que um deles teria recebido Adélio.

A informação da ida de Adélio à Câmara foi divulgada inicialmente pelo deputado Fernando Fancischini, do PSL do Paraná, e ganhou destaque a partir de publicações no Twitter, no Facebook e em sites e mensagens de WhatsApp,mas ninguém soube afirmar, qual foi o gabinete supostamente visitado por Adélio .

NO ANEXO IV – O Comprova questionou o PSOL, partido a que Adélio era filiado à época,o deputado Francischini e a Câmara dos Deputados.

A visita de Adélio foi confirmada pela assessoria de imprensa da Câmara. “Há registros de que, no dia 6 de agosto de 2013, Adélio Bispo de Oliveira ingressou na Câmara dos Deputados, por duas vezes, pela portaria do Anexo IV. O registro é feito no Sistema de Identificação de Visitantes”, informou, em nota, o departamento. No prédio do Anexo IV está localizada a maioria dos gabinetes dos deputados, além de um restaurante panorâmico e uma capela ecumênica projetada por Oscar Niemeyer.

Apesar de agressor de Bolsonaro ter visitado a Casa, ainda não foram encontrados registros do que ele fez.

SEM REGISTRO – A Câmara dos Deputados informou que não há registros no sistema “sobre o destino do visitante”, nem como “saber o local ao qual ele se dirigiu” porque “as imagens captadas pelo Circuito Fechado de Televisão ficam armazenadas somente por determinado período”. Essa nota é assinada pelo diretor do Departamento de Polícia Legislativa da Câmara, Paul Pierre Deeter.

Adélio foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. A liderança do partido na Câmara alegou que “a Câmara dos Deputados recebe cerca de 580 mil visitantes por ano, 44 mil por mês (…) e que “não é possível verificar se a pessoa citada no texto esteve no gabinete de algum deputado do PSOL ou de qualquer outra legenda”.

DENÚNCIA VAZIA – A informação de que o quase assassino de Bolsonaro, esteve na Câmara dos Deputados foi divulgada por Francischini, que em nenhum momento disse saber o motivo da visita. “Francischini protocolou requerimento de informações ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a fim de obter detalhes da visita do agressor, assim como imagens”. O deputado também encaminhou as informações à Polícia Federal, que investiga o atentado.

No dia da visita de Adélio, a Câmara realizou duas sessões em plenário, sendo uma não deliberativa, encontros de comissões, como Orçamento, Legislação Participativa e Cultura, e outra onde se discutiu a reforma do ensino médio. Na mesma data, também, ocorreu uma reunião do então presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, do MDB do Rio Grande do Norte, com movimentos que pediam o fim dos autos de resistência. Nas fotos divulgadas pela Casa naquele dia, não é possível localizar Adélio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO site “Jornal da Cidade” se tornou recordista em “fake news” e processos de indenização por divulgá-las. Não é preciso dizer mais nada… (C.N.)

Moro dá aula de Direito a Toffoli, ao pedir para julgar ação contra Mantega

Ministro Dias Toffoli mostra um exemplar da Constituição Federal

Toffoli lê a Constituição, mas não consegue aprender

Julia Affonso e Luiz Vassallo
Estadão

O juiz Sérgio Moro enviou um ofício nesta sexta-feira, 14, ao ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, no qual afirma que a denúncia contra o ex-ministro Guido Mantega (Planejamento e Fazenda/Lula e Dilma) não trata de crime eleitoral e, sim, de corrupção e lavagem de dinheiro. Na quarta, 12, Toffoli acolheu liminar para suspender ação penal contra Mantega.

Na decisão, o ministro acolheu argumento da defesa de que a denúncia, envolvendo supostos repasses da Odebrecht, deveria estar sob responsabilidade da Justiça Eleitoral, e não com Moro. O ministro Dias Toffoli estendeu a decisão a outros réus do processo, como o casal de marqueteiros petistas Mônica Moura e João Santana.

PRAGMATISMO – De acordo com Moro, ‘por uma posição pragmática, é inconveniente atribuir à Justiça Eleitoral, já assoberbada com a gestão do pleito eleitoral e com a apreciação de questões eleitorais, o processo e julgamento de crimes complexos de corrupção e lavagem de dinheiro’.

“Apesar da evolução da Justiça Eleitoral e da eficiência dos juízes eleitorais, dificilmente terão eles condições de instruir e julgar crimes complexos de corrupção e lavagem de dinheiro, por vezes envolvendo até mesmo transações de lavagem de dinheiro no exterior”, observou.

“Então, na prática, o envio de ações penais por crimes federais de corrupção e lavagem de dinheiro à Justiça Eleitoral poderá inviabilizar o processo e julgamento deles e a própria Justiça Eleitoral, apesar da qualidade de seus juízes.”

ATOS ILÍCITOS – Mantega e outros investigados foram acusados por envolvimento em atos ilícitos que culminaram com a edição das medidas provisórias 470 e 472 (MP da Crise), ‘beneficiando diretamente empresas do grupo Odebrecht, entre estas a Braskem’.

A solicitação, a promessa e o pagamento de propina aos agentes públicos, segundo a denúncia, ‘viabilizou a edição das medidas provisórias 470 e 472, as quais permitiram à Braskem a compensação de prejuízo com débitos tributários decorrentes do aproveitamento indevido de crédito ficto de IPI, cujo reconhecimento havia sido negado anteriormente por decisão do Supremo Tribunal Federal’.

Moro afirmou ao ministro que não se trata de doação eleitoral. “Considerando os termos da denúncia oferecida a este Juízo, não se trata de crime eleitoral, mas de imputação tão somente de crime de corrupção e de lavagem de dinheiro. Havendo entrega de dinheiro por solicitação de agente público federal em contrapartida a ato de ofício (no caso a aprovação dos benefícios à Braskem Petroquímica), é de corrupção de que se está tratando e não mero caixa dois de campanha eleitoral”, indicou.

MARQUETEIROS – Sérgio Moro informou a Toffoli que ‘a denúncia proposta não utilizou, aparentemente, os referidos depoimentos prestados por Mônica Regina Cunha Moura, André Luís Reis de Santana e João Cerqueira de Santana Filho nos acordos de colaboração’.

“A denúncia ainda tem por base investigações que iniciaram antes de qualquer colaboração deles ou do Grupo Odebrecht, e que passaram pela descoberta do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht e da conta em nome da off-shore Shellbill Finance mantida no exterior e utilizada pelos referidos profissionais do marketing para recebimento subreptício de depósitos provenientes do Grupo Odebrecht, conforme processos acima citados”, apontou o magistrado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A petição de Moro é uma aula de Direito para Toffoli, que ainda é bisonho nesse como magistrado. Mandar a Justiça Eleitoral examinar denúncia de corrupção e lavagem de dinheiro, somente porque o inquérito envolveu três marqueteiros, é a mesma coisa do que confundir, na culinária, abacate com abacaxi. (C.N.)

“E a gente se afasta sem querer e se perde dos velhos amigos”, canta Joyce

Imagem relacionadaPaulo Peres
Site Poemas & Canções

A cantora, instrumentista e compositora carioca Joyce Silveira Moreno encontrou, como inspiração, a saudade dos velhos amigos com quem ela deixou de conviver, para compor “Revendo Amigos”, música que ela mesmo gravou no Lp Feminina, lançado pela EMI, em 1980.

REVENDO AMIGOS
Joyce

Vontade de rever amigos
Os gestos de sempre, a risada em comum
Contando as histórias e os casos antigos
As músicas novas
Sem moda, sem tempo nenhum

Vontade de rever amigos
Dizer que estou solta na minha prisão
Gritar pras pessoas
Vem cá que eu tô viva
Me tira a tristeza de dentro
Do meu coração

Saber quem morreu
Perguntar quem chegou de viagem
Se foi porque quis
Explicar que o amor me pegou de mal jeito
Mas tudo somado acho que fui feliz

No entanto, cadê meus amigos
Vai ver que a poeira do tempo levou
A barra da vida tem muitos perigos
E a gente se afasta sem querer
Se esquece sem querer
Se perde dos velhos amigos

Se esquece e se perde dos velhos amigos

Lula perde ação para o delegado Pace, da Lava Jato, e não será indenizado

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Foi Hille Pace que colocou Palocci na cadeia

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

A 5.ª Vara Cível de São Bernardo negou pedido de indenização proposto pelo ex-presidente Lula contra o delegado de Polícia Federal Filipe Hille Pace, da Operação Lava Jato. O petista deverá arcar com as custas e despesas do processo, assim como os honorários da parte contrária, fixados em 15% do valor da causa. Lula pode recorrer.

Na ação, o ex-presidente alegava que teve sua honra, imagem e reputação violadas pela conduta do delegado que integra a equipe da Lava Jato em Curitiba, base e origem da grande investigação. Segundo Lula, o delegado agiu com ‘objetivo de perseguição pessoal’ e ‘proferiu afirmações inverídicas e pejorativas em inquérito policial relativo à chamada Operação Omertà’.

CONTRA PALOCCI – A Omertà, desdobramento da Operação Lava Jato, foi deflagrada em setembro de 2016, levando à prisão do ex-ministro Antônio Palocci, antigo aliado de Lula que acabou fechando acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Em audiência com o juiz Sérgio Moro, o ex-ministro detonou Lula e revelou a existência de um suposto ‘pacto de sangue’ do ex-presidente com a Odebrecht, abrangendo repasse de R$ 300 milhões da empreiteira.

Para o juiz Carlo Mazza Britto Melfi, da 5.ª Vara Cível de São Bernardo, o delegado agiu ‘no estrito cumprimento de suas atribuições’.

SUPEDÂNEO – “Não há dúvida alguma de que a autoridade policial agiu com lisura, em regular atividade ligada à presidência de inquérito de fatos correlatos, justificando suas atividades com a transparência inerente às suas relevantes funções”, escreveu o magistrado em sua decisão.

No entendimento de Melfi, ‘se houve algum abalo à reputação do autor, derivou dos próprios fatos investigados, os quais serviram de supedâneo à denúncia criminal de caráter público, o que ocorreria de qualquer maneira, ainda que menção nenhuma fosse feita pelo requerido’.

Conceder o poder supremo da nação a um presidiário é ameaça ao país

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Charge do Cabala (Arquivo O JOrnal

Paulo Germano
Zero Hora

Lula é um irresponsável. Um imprudente metido a Deus que submete um país de 200 milhões de habitantes aos seus joguinhos de poder. Primeiro, foi com Dilma: o impeachment, embora tenha sido um erro – o certo seria aguardar o fim do mandato –, interrompeu um dos governos mais pavorosos da nossa história, conduzido por uma gestora incompetente que Lula vendeu como competente.

Agora, a desfaçatez se repete com outro embuste: Fernando Haddad. Confirmado como laranja de Lula para concorrer à Presidência, o ex-prefeito de São Paulo teve sua estatura política (ainda mais) encolhida há dois anos, quando perdeu a reeleição no primeiro turno com ridículos 16%. Fez lá um governo criticado até por colegas do próprio PT – embora, igualzinho a Dilma, tenha sido eleito só porque Lula quis.

INJUSTIÇA – Mas suponhamos que a população de São Paulo foi injusta. E que Haddad tenha feito uma boa administração. Seria razoável mostrar isso agora, apresentar Haddad ao país, exibir suas façanhas, suas ideias, seus talentos, sua história. Só que a propaganda só mostra Lula, Lula, Lula e Lula. Por quê? Porque não faz a menor diferença se o candidato é Haddad, o Capitão América ou o Zé das Couves: o que importa é mostrar que a pessoa, no governo, não será essa pessoa, será Lula.

Agora, bem, imagine um presidente da República pedindo a bênção para um presidiário toda vez que precisar decidir. Parte da população, com razão, não vai gostar nem um pouco. Grande parte dos deputados também. Do Judiciário, idem. Qual é a chance de um governo desses unir minimamente um país em frangalhos? “Ah, mas a maioria  do povo escolheu….”

A ideia, de novo, é fazer da República um laboratório no qual Lula é o cientista louco e o povo é o ratinho que sobrevive como dá.

DEPENDE DA LEI – Atender aos requisitos para presidir a República não depende da maioria. Depende da lei – e ela diz que um homem preso não pode ser presidente. Você pode achar que a prisão de Lula é injusta, assim como muita gente acha que é justíssima. Mas achar uma coisa ou outra não muda nada: só a Justiça pode resolver se alguém é culpado – ou se faz assim, ou ninguém será condenado nunca, porque os advogados vão passar a vida inteira dizendo que seus clientes não fizeram nada de errado.

E Lula, aos olhos de quem decide, é culpado e acabou. Sob qualquer perspectiva que se avalie, uma campanha construída de forma a conceder o poder supremo da nação a um presidiário é uma afronta ao processo eleitoral e um prenúncio de desestabilização. Mas o PT, como se sabe, prefere primeiro se eleger e depois ver no que dá.

Com Dilma, soterrou o Brasil em uma crise sem precedentes. Com Haddad, comprova que o bem do país é o que menos interessa. Importante, mesmo, é fazer da República um laboratório no qual Lula é o cientista louco e o povo é o ratinho que sobrevive como pode.

(Artigo enviado pelo comentarista Duarte Bertolini)

Aliados de Bolsonaro planejam uma vigília no hospital e atos em todo o país

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Vigília silenciosa pedirá a recuperação do candidato

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Sem saber quando Jair Bolsonaro deixará o hospital, aliados do deputado planejam ações para manter sua campanha viva nas ruas. No domingo, 16, está previsto um ato de apoio nos arredores do Albert Einstein, em São Paulo, onde o candidato à presidência do PSL está internado desde a semana passada. Chamada de “vigília silenciosa”, a manifestação começou a ser organizada nesta sexta-feira, 14, e pretende reunir eleitores em “uma corrente de oração”, dizem assessores de Bolsonaro. A ideia é que o ato seja um marco simbólico da nova fase da campanha.

Aliados nutrem esperança de, até lá, o deputado já ter retornado ao quarto e, assim, conseguir acenar da janela aos seus eleitores. Não há ainda, porém, previsão médica sobre isso.

CONVOCAÇÃO – Paralelamente, assessores disparam via redes sociais e Whatsapp uma convocação para que eleitores de Bolsonaro vistam amarelo nos estádios de futebol ao longo desta rodada do Campeonato Brasileiro como forma de homenagear o candidato e dar visibilidade à sua campanha.

O grupo mais próximo de Bolsonaro tenta retomar a ofensiva nas ruas num momento em que rivais voltam a disparar ataques ao deputado e o PT intensifica sua campanha ao redor de Fernando Haddad. Os aliados do deputado pretendem usar o mote de que a mobilização é importante para que seja possível elegê-lo já no primeiro turno.

Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto, mas tem rejeição alta e perde para a maior parte de seus concorrentes nas simulações divulgadas até o momento de segundo turno.

EM SOROCABA – Já está programado para a próxima semana o evento “Viva Bolsonaro” na quinta, dia 20, em Sorocaba. O convite para o ato convoca eleitores a fazer parte do “maior evento pró-Bolsonaro”.

O presidenciável será representado neste dia pelo filho Eduardo Bolsonaro, que é deputado federal e candidato à reeleição, por Major Olímpio, que tenta vaga no Senado, e outros candidatos do PSL como Alexandre Frota e Frederico D’Ávila. Há expectativa ainda de que Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, possa se unir ao grupo.

Novo vexame! Lewandowski paralisa julgamento que Lula perdia por 7 a 1

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Charge do Nani (nanihumor.com)

José Carlos Werneck

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, pediu “vista” nesta sexta-feira, interrompendo o julgamento de um recurso impetrado pelos advogados de Lula contra a prisão após condenação em segunda instância. O julgamento do recurso estava sendo decidido no plenário virtual, em que os ministros votam pelo computador. Diante do pedido de vista feito pelo ministro Ricardo Lewandowski, a questão irá para o plenário físico, onde os ministros se reúnem presencialmente.

No plenário físico, o julgamento começará de novo e todos os ministros votarão, inclusive os que játinham se manifestado no plenário virtual e poderão modificar seus votos. Antes do pedido de vista, o placar estava 7 a 1 contra o recurso. Se no novo julgamento o recurso for aceito, Lula ganhará a liberdade.

DEPENDE DE TOFFOLI – De acordo com o Regimento do Supremo Tribunal Federal, quem vai marcar a data do novo julgamento é o ministro Dias Toffoli, novo presidente do STF, que tomou posse na tarde de ontem.

A votação no plenário virtual teve início no último dia 7 e terminaria às 23h59 de hoje. Faltavam votar os ministros Celso de Mello, Luiz Fux e o próprio Lewandowski, que alegou ter pedido vista diante da divergência apresentada pelo ministro Marco Aurélio Mello, o único a se manifestar contra a manutenção da prisão.

No recurso, os advogados de Lula pediram que o Supremo considere inadequada a ordem de prisão, alegando que o juiz não indicou os motivos para a necessidade de prender o réu. Segundo eles a prisão em segunda instância foi permitida, mas não pode ser automática, já que os juízes precisariam esclarecer as razões para prender alguém enquanto ainda houver recurso pendente de julgamento.

ENTENDIMENTO – O relator do caso, ministro Luiz Edson Fachin, enviou o processo para julgamento no plenário virtual por considerar que não há mais necessidade de discussão do assunto, porque o Supremo já consolidou o entendimento de que é possível executar a pena desde a condenação confirmada por tribunal de segunda instância.

Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região a uma pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá.

O ministro Marco Aurélio Mello, único a votar a favor da liberdade de Lula, entendeu que o réu não poderia ter sido preso sem que o juiz justificasse a necessidade da prisão.

“Procede a irresignação, considerada a omissão verificada, ante o fato de a ordem de prisão ter sido implementada automaticamente, a partir do esgotamento da jurisdição em segunda instância, sem fundamentação adicional sobre a adequação da medida no caso concreto”, opinou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Mais um vexame, mais um papelão do ministro Ricardo Lewandowski, que age abertamente, fazendo o possível e o impossível para favorecer Lula, inclusive afrontar as leis que o proíbem de atuar em julgamentos do ex-presidente, por ser seu amigo pessoal. Se tivesse dignidade e vergonha, Lewandowski devia se declarar suspeito e não participar do processo. (C.N.)

Bolsonaro vai a 26%, enquanto Haddad e Ciro têm 13%, revela o Datafolha

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Sucessor de Temer será um desses três candidatos

Igor Gielow
Folha

Fisicamente fora da campanha eleitoral desde que foi esfaqueado no dia 6, Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida à Presidência com 26%, segundo nova pesquisa do Datafolha.Na semana em que foi oficializado candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad viu sua intenção de voto subir de 9% para 13%. Está empatado numericamente com Ciro Gomes (PDT), que manteve sua pontuação, e na margem de erro também com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 10% para 9%.

Em curva francamente descendente está Marina Silva (Rede), que caiu de 11% para 8% e hoje tem metade das intenções de voto que tinha quando sua candidatura foi registrada em agosto.

PÓS-FACADA – O levantamento foi feito entre quinta (13) e sexta (14), ouvindo 2.820 eleitores em 187 cidades, com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Rede Globo.

A pesquisa anterior havia sido realizada na segunda (10). Bolsonaro oscilou positivamente dois pontos desde então, numa semana em que teve de submeter-se a uma cirurgia de emergência para desobstruir o intestino. O deputado segue incomunicável na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A curva é favorável a ele, mesmo tendo crescido dentro da margem de erro. Antes do atentado, ele registrava 22% de intenções de voto na primeira pesquisa sem a presença de Lula no cartão apresentado aos entrevistados. Seu eleitor se diz o mais convicto: 75% afirmam que não mudarão de voto.

FOLGA NA FRENTE – Bolsonaro também oscilou positivamente para 22% nas citações espontâneas ao nome do candidato preferido, liderando com folga nesse quesito.

O levantamento ocorreu um dia antes do registro de Haddad, então vice de Luiz Inácio Lula da Silva, como presidenciável. Preso por corrupção, o ex-presidente é inelegível por ter condenação em segunda instância.

O ex-prefeito dobrou sua pontuação na pesquisa espontânea, de 4% para 8%, empatando com Ciro, que subiu de 5% para 7%.

Alckmin registra os mesmos 3% espontâneos da pesquisa anterior, empatado com Marina, João Amoêdo (Novo) e Alvaro Dias (Podemos), todos com 2%. A pesquisa traz más notícias para o tucano, que esperava crescer com a exposição de duas semanas com o maior horário de propaganda gratuita de rádio e TV. Seu eleitor também é menos sólido: 61% dizem que podem mudar de voto.

Pesquisa estimulada – O crescimento do petista no levantamento estimulado ocorreu principalmente onde Lula já se dava melhor: entre os mais pobres e menos instruídos. Seu melhor desempenho se deu entre eleitores de 45 a 59 anos (9% para 15%). Se dizem convictos no voto em Haddad 72% dos eleitores.

A maior rejeição entre os candidatos segue sendo a de Bolsonaro, tendo oscilado de 43% para 44%. Haddad, por sua vez, viu seu índice subir de 22% para 26%, à frente numericamente Alckmin (25%). Dos principais concorrentes, Marina oscilou de 29% para 30% e Ciro, de 20% para 21%.

Apesar de manter a alta rejeição, Bolsonaro teve discreta melhora no seu desempenho de segundo turno. Ele empatou no limite da margem de erro com Alckmin (41% a 37% para o tucano) e passa numericamente Haddad em empate (41% a 40%), por exemplo. Segue perdendo para Ciro e Marina.

CIRO VENCE TODOS – Tendo ultrapassado Alckmin, Ciro ganha todas as simulações de segundo turno. Seu melhor desempenho é contra Haddad (45% a 27%).

O nível de confiança é de 95%. Levantamento registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR 05596/2018. Os contratantes da pesquisa foram Folha e TV Globo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Interessante esta pesquisa. Em tradução simultânea, mostra que Jair Bolsonaro é imbatível no primeiro turno e Ciro Gomes é imbatível no segundo turno, mas está difícil para o candidato do PDT chegar lá. Depois analisaremos com calma. (C.N.)

Em discurso sobre eleição, Gleisi evita mencionar a candidatura de Haddad

Gleisi falou por 10 minutos e não citou Haddad

Patrícia Campos Mello
Folha

Em discurso de 10 minutos na abertura do seminário ameaças à democracia promovido pela Fundação Perseu Abramo, a presidente do PT, Gleisi Hoffman, não citou nem uma única vez Fernando Haddad, candidato à Presidência do PT que substituiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do partido nesta terça-feira (11).

“Lutamos até o último minuto para que nossa suprema corte revisse esse processo injusto (que impediu Lula de concorrer), mas não conseguimos”, disse Gleisi. “Tanto o Lula quanto o PT avaliaram que iríamos substituir a candidatura de Lula e concorrer às eleições”, disse ela, sem referir-se à candidatura de Haddad.

LEGITIMIDADE – A presidente da legenda afirmou que o fato de Lula não participar das eleições já desestabiliza o processo porque, segundo ela, uma parcela grande da população não poderá exercer livremente seu direito de voto. “Não estamos totalmente certos de que essa eleição ocorra em ambiente normal, vai depender muito do desempenho que o PT vai ter. Para a frágil economia brasileira, isso é muito grave”.

Gleisi citou as declarações do comandante do exército, general Eduardo Villas Bôas, que afirmou nesta semana que a legitimidade do próximo governo pode ser questionada.

“Não é normal uma democracia onde o comandante do exército dá declarações dizendo estar preocupado com o processo eleitoral”, disse Gleisi.

CRÍTICAS – No seminário, organizado pelo ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ex-líderes europeus criticaram a prisão de Lula. O ex-primeiro-ministro italiano Massimo D’Alema, que visitou Lula na prisão em Curitiba na quinta-feira, afirmou que Lula “está um pouco mais magro, e machucado por seu julgamento injusto, mas não está fundamentalmente diferente”. “Lula continua com a mesma visão, a mesma determinação lúcida, e falou mais sobre a fome no mundo do que sobre seus problemas.”

O ex-primeiro-ministro da frança, Dominique de Villepin, afirmou que o Brasil está em um momento decisivo. “O Brasil vive um ponto de inflexão nesta eleição: ou escolhe o caminho das regras democráticas ou vai em direção à violência política, a mais ódio e medo, em uma ventura sem fim como já vimos na América Latina e outros países, é retroceder na história.”

 

Boletim médico força a barra e diz que Bolsonaro fará “caminhada” hoje

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Bolsonaro está estável, mas ainda sente dor

Sarah Mota Resende
Folha

Internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital Albert Einstein, o candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, está estável e sem complicações no período pós-operatório, segundo boletim médico divulgado na manhã desta sexta-feira (14).

“Continua recebendo analgésicos para controle da dor, afebril e sem outros sinais de infecção. Durante o dia de hoje reiniciará fisioterapia – caminhada e exercícios respiratórios. Continua em jejum oral e alimentação parenteral exclusiva”, diz o informe, acrescentando: “O candidato do PSL está em jejum oral e se alimenta através de uma sonda”.

A CIRURGIA – Nesta quarta-feira-feira (12), Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia de emergência que durou pouco mais de uma hora e foi bem-sucedido, segundo o hospital. Foram retiradas aderências que obstruíram o intestino delgado, e corrigida uma fístula surgida em uma das suturas feitas na operação inicial.

Bolsonaro está internado na instituição de São Paulo desde sábado (8), quando foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG). Na quinta (6), Bolsonaro passou por uma complexa cirurgia após ser atacado com uma faca enquanto fazia campanha de rua.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Sob censura da família Bolsonaro, o boletim médico precisa de tradução simultânea. O candidato do PSL sente dores, o que é ruim, mas não tem febre, o que é ótimo (salvo se o remédio para dor for também antifebril). A fisioterapia é obrigatória, para evitar formação de gases. Quanto à “caminhada”, diria o Padre Quevedo que “isso non ecziste”. O paciente ainda não pode sair da UTI. Dará apenas alguns passos pelo quarto. Infelizmente, a situação real é esta. Estou torcendo por Bolsonaro. Dependendo do rival no segundo turno, posso até votar nele. (C.N.)

Se arrependimento matasse, não haveria cemitério para tantos tucanos

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Charge do Mário Adolfo (Arquivo Globo)

BERNARDO MELLO FRANCO
O Globo

Se arrependimento matasse, não haveria cemitério para tantos tucanos. Às vésperas da eleição, o PSDB lamenta suas escolhas nos últimos quatro anos. “Nosso grande erro foi ter entrado no governo Temer. Fomos engolidos pela tentação do poder”, resume o senador Tasso Jereissati.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o tucano enumerou “erros memoráveis” do partido. Todos cometidos a partir da reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. “O primeiro foi questionar o resultado eleitoral. Começou no dia seguinte”, lembrou Tasso. Além de pedir a recontagem dos votos, o PSDB tentou barrar a posse da adversária no tapetão judicial.

VOTOS ERRADOS – “O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT”, prosseguiu o senador. Referia-se à aliança com Eduardo Cunha para sabotar o governo Dilma. Os tucanos ajudaram a sepultar o fator previdenciário, criado na gestão FH para reduzir o déficit da Previdência.

“Mas o grande erro, e boa parte do PSDB se opôs a isso, foi entrar no governo Temer. Foi a gota d’água, junto com os problemas do Aécio”, concluiu Tasso. Foi uma forma elegante de citar as denúncias contra o senador mineiro, gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista. Aécio foi salvo da degola pela ministra Cármen Lúcia, que deixou ontem a presidência do Supremo.

ALCKMIN DESCONVERSA – Na sabatina do Globo, Geraldo Alckmin desconversou sobre a autocrítica de Tasso. “O PSDB não tem nada a ver com esse governo”, disse. Conversa fiada, porque o partido chegou a ter cinco ministros no gabinete de Michel Temer. Um deles era Alexandre de Moraes, que foi secretário de Alckmin em São Paulo.

O remorso dos tucanos não é gratuito. Antes de embarcar no “grande acordo nacional”, o PSDB liderava as pesquisas para a eleição de 2018. Hoje seu candidato tem apenas 10% das intenções de voto.

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A última do general Mourão: “Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”. A democracia e o vice de Bolsonaro parecem ser mesmo inconciliáveis.