Indústria têxtil e de confecções faz 11 perguntas aos presidenciáveis

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Os candidato precisam se manifestar, diz Valente

Deu no Estadão

A indústria têxtil e de confecção, duramente atingida pelos problemas nacionais dos últimos anos, assim como toda a manufatura e setores produtivos, formulou 11 perguntas aos candidatos. A expectativa do empresariado do setor é de que, muito além da retórica, sejam respondidas em termos práticos e de maneira transparente, para que o eleitor conheça as propostas e possa fazer uma escolha consciente no momento de votar. O empresário Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), diz que as perguntas são as seguinte?

REFORMAS – A primeira questão diz respeito às reformas estruturais. Realizou-se a trabalhista, que precisa ser referendada plenamente no cotidiano dos tribunais. Agora, são prioritárias a previdenciária e a tributária, não só para se viabilizar o equilíbrio fiscal, como para mitigar o peso dos impostos nos custos da produção, fator decisivo para a competitividade.

IMPOSTOS – A segunda pergunta refere-se especificamente aos tributos. No relatório Doing Business do Banco Mundial (BIRD), o Brasil ficou em 184º lugar, dentre 190 países, no quesito “Pagar Impostos”. Mesmo havendo consenso de que vivemos em um manicômio tributário, inclusive com a taxação de investimentos, nenhuma reforma de peso foi aprovada até hoje.

BUROCRACIA – Em seguida, apontamos a premência de se reduzir a burocracia e modernizar o setor público. Também no Doing Business, o Brasil posiciona-se no 176º posto, dentre 190 nações, no quesito “Começar um negócio”. Há consenso de que o excesso de burocracia atrapalha nosso ambiente de negócios.

POLÍTICA INDUSTRIAL – Outro desafio decisivo refere-se à política industrial, pois a participação do setor no PIB só decresceu, na esteira de medidas de estímulo paliativas e isoladas. A manufatura precisa de soluções definitivas e eficientes para voltar a crescer, gerar empregos e promover o desenvolvimento, incluindo sua transposição ao cenário da Industria 4.0.

CONTAS PÚBLICAS – Nossa quinta pergunta refere-se às contas públicas, cujo desequilíbrio deve-se ao gigantesco custo do Estado e ao déficit previdenciário. Importante: o reequilíbrio não tem mais como ser feito por meio do aumento de impostos, que já ultrapassaram o limite da capacidade de transferência de dinheiro privado para o erário. É premente a responsabilidade fiscal, de modo que se mantenham caixas saudáveis e se atenda com qualidade a prioridades como saúde, educação e moradia.

POLÍTICA EXTERNA – Em seguida, questionamos a política externa, pois, em nossa agenda internacional, precisamos concluir com êxito as negociações bilaterais em curso com União Europeia, Canadá, Japão e EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio – Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.), dentre outros. Também é preciso redefinir o Mercosul e estabelecer uma política comercial adequada com os Estados Unidos mais protecionista neste momento, mas ainda o maior mercado consumidor do Planeta. É necessário, ainda, adotar mecanismos que neutralizem a concorrência desleal exercida por alguns países que precarizam o trabalho e negligenciam o meio ambiente para reduzir custos da produção.

DESEMPREGO – Nossa sétima questão, relativa ao mercado de trabalho, também é crucial, pois o País segue com cerca de 13 milhões de desempregados. O setor têxtil e de confecções pode ajudar muito na resolução desse problema, uma vez que tem alta capacidade de criar empregos. Seria interessante que atividades geradoras de postos de trabalho de modo intensivo sejam fomentadas.

PRIVATIZAÇÕES – Também levantamos a questão das privatizações, entendendo ser preciso um impulso nas concessões e parcerias público-privadas, como forma de fortalecer a precária infraestrutura brasileira, bem como vender empresas estatais que serão mais bem geridas pelo setor privado. Nesse contexto, é necessário, ainda, rever o papel das agências reguladoras e desenvolver modelos que atraiam de modo efetivo os investimentos privados.

SEGURANÇA – O tema da “segurança pública” é objeto de nossa nona questão, pois o crime, principalmente o organizado, ganha espaços de modo inconcebível. O problema ameaça os cidadãos e as empresas, inibe investimentos e gera custos extras com a adoção de medidas particulares de proteção. Já se torna um fator altamente negativo para a competitividade.

CRÉDITO – Duramente atingido neste período de crise, o crédito precisa ser multiplicado como motor da economia. É fundamental destravá-lo e criar condições para que os juros tenham patamares mais próximos dos padrões internacionais referentes a países com nível de desenvolvimento semelhante ao nosso.

ENERGIA – Finalmente, abordamos a questão da energia, cujo custo é hoje um dos mais altos do mundo. Subsídios cruzados e tributação excessiva só amplificam o problema. Precisamos de uma política pública eficiente para o setor, incluindo o aumento do uso energias renováveis e mais limpas.

São 11 perguntas que não querem e não podem calar, pois respostas eficazes determinarão nossa capacidade de voltar a crescer de modo sustentável.

 

Tribunal português determina extradição de Schmidt para o Brasil, diz a PGR

Raul Schmidt,  preso em Portugal em 2016, fez acordo para responder ao processo de extradição em liberdade (Foto: Reprodução/TV Globo)

Extradição de Schmidt uma prolongada novela 

Por G1, Brasília

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou neste domingo (20) que o Tribunal de Relação de Lisboa, em Portugal, determinou o cumprimento da ordem de extradição do empresário Raul Schmidt, investigado na Operação Lava Jato pelo pagamento de propina a ex-diretores da Petrobras. A defesa de Raul Schmidt disse que a ordem do desembargador do Tribunal de Relação de Lisboa afronta decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de Portugal, que concedeu liberdade ao empresário no início do mês. O STJ de Portugal é a Corte superior da hierarquia dos tribunais e última instância de decisão.

“A ordem do desembargador, se é que existe, pois não nos foi apresentada oficialmente, é uma afronta direta a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que determinou a liberdade do Raul com o arquivamento da ação de extradição”, disse o advogado de Schmidt, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

ESTÁ FORAGIDO – De acordo com informações da PGR, Schmidt deve ser entregue às autoridades brasileiras assim que for localizado pela polícia portuguesa, a quem cabe cumprir o mandado expedido pela corte.

Ele é acusado de envolvimento em pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró.

No início deste mês, Advocacia Geral da União (AGU) informou ter apresentado à Justiça de Portugal manifestação em defesa da extradição do empresário Raul Schmidt para o Brasil. Para a AGU, o habeas corpus concedido a Schmidt Supremo Tribunal de Justiça de Portugal não impede sua extradição.

EXTRADIÇÃO – Raul Schmidt foi preso em Lisboa durante a 25ª fase de Operação Lava Jato, em março de 2016. A Justiça brasileira pediu a extradição, mas a Justiça portuguesa permitiu a Schmidt recorrer em liberdade.

A extradição foi pedida pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato na primeira instância.

Em janeiro deste ano, a Justiça portuguesa consentiu em extraditar o empresário e em fevereiro ele voltou a ser preso. Em maio, o Supremo Tribunal de Justiça de Portugal atendeu um pedido de habeas corpus e determinou a libertação de Schmidt.

CIDADANIA – A informação sobre a decisão do Tribunal de Relação de Lisboa que teria ocorrido na sexta-feira (18) foi passada à Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) do Ministério Público Federal (MPF), que acompanha o caso desde que o acusado deixou o Brasil após ter a prisão decretada.

Segundo a PGR, a determinação da extradição de Schmidt é resultado de articulação feita pela secretária da SCI, Cristina Romanó, junto a diversas autoridades portuguesas. Ela esteve em Lisboa onde se reuniu com procuradores portugueses para tratar da extradição do empresário.

 

PROCESSOS – O objetivo do MPF é que o empresário seja entregue às autoridades brasileiras para que ele possa responder, no Brasil, aos processos decorrentes das investigações e que se referem a supostos crimes praticados antes de 2011, quando o empresário passou a ter cidadania portuguesa, de acordo com o Ministério Público Federal.

Segundo o MPF, o processo em que foi solicitada a extradição do empresário transitou em julgado em janeiro deste ano e, desde então, o Brasil busca o cumprimento da determinação da Justiça portuguesa, favorável à extradição.

Mangabeira Unger sugere que Ciro Gomes não pode ter “purismo ideológico”

Mangabeira Unger diz que a saída é a centro-esquerda

Guilherme Evelin
O Globo

O filósofo Roberto Mangabeira Unger, que foi ministro nos governos de Lula e Dilma, é o guru ideológico de Ciro Gomes e está formulando o programa de governo do pré-candidato do PDT. Ele falou com O Globo sobre as alianças que Ciro está articulando. Ciro busca ao mesmo tempo apoios em partidos da esquerda e do chamado centrão. Quem Ciro afinal quer como aliados?

O centro da proposta de Ciro é uma estratégia nacional de desenvolvimento que afirma a primazia dos interesses do trabalho e da produção em relação aos interesses do rentismo financeiro. Esse projeto pode ser visto como uma candidatura de centro-esquerda, mas que representa uma evolução da esquerda.

O que seria essa evolução?
Um pecado comum da esquerda contemporânea é abandonar o lado da produção e da oferta para a direita. A candidatura de Ciro não se deixa confinar na taxonomia ideológica tradicional de contraste entre esquerda e direita. Tem que ser outra centro-esquerda, que procura inovar nas instituições econômicas e políticas.

É isso que justifica a busca também de apoios no centro?
A candidatura de Ciro deve se oferecer como veículo político do agente social mais importante no Brasil de hoje: os emergentes. Eles estão órfãos e querem instrumentos e oportunidades. Eles não entendem o vocabulário ideológico de contraste entre direita e esquerda. Se é assim, a busca de alianças precisa ser ampla e magnânima. Não pode se cingir a um purismo ideológico excludente.

Isso não é oportunismo eleitoral?
Não vejo incoerência ou oportunismo. As alianças eleitorais devem ser construídas sem o abandono das pretensões programáticas. Nós temos um quadro partidário inorgânico, falho. O brasileiro, em geral, pouco confia nos partidos. Nós não queremos um personalismo cesarista. Mas não podemos fechar os olhos para a realidade dos partidos políticos que existem no Brasil. Nós precisamos construir um projeto junto com os partidos, mas sem nos iludirmos com a ideia de que os partidos vão nos entregar um projeto forte. O projeto forte é que vai ajudar a ensejar a construção de partidos fortes.

Qual é a importância de ter um empresário como candidato a vice?Ainda estamos longe das indicações de vice. Mas em um projeto que dá primazia ao produtivismo, é natural que possamos contar com parte do empresariado nacional. Vice pesa pouco na eleição. Mas pode significar muito para o país.

Figueiredo Basto nega ter vendido “proteção” a doleiros da Lava Jato

fs

Bastos não disse se declarou os pagamentos à Receita

Deu em O Tempo

Os doleiros Vinícius Claret, o Juca Bala, e Cláudio de Souza, conhecido como Tony ou Peter, afirmaram, em suas colaborações premiadas com a força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, que foram obrigados a pagar propina ao advogado Antonio Figueiredo Basto.

Segundo os delatores, os pagamentos de US$ 50 mil mensais foram feitos entre 2005 e 2013, para que ficassem protegidos de supostas acusações de outros investigados ao Ministério Público e à Polícia Federal (PF). A informação foi revelada pelo “O Estado de S. Paulo”.

DELAÇÕES – Especialista na negociação de delações premiadas, Figueiredo Basto defendeu o doleiro Alberto Yousseff. Também negociou os acordos de Lúcio Bolonha Funaro, considerado o principal operador do MDB; do empreiteiro Ricardo Pessoa, do grupo UTC; e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

Segundo Juca Bala, o doleiro Enrico Machado o teria procurado, entre 2005 e 2006, exigindo o pagamento da taxa mensal “a fim de possuir proteção da Polícia Federal e do Ministério Público”. A quantia combinada era entregue, segundo ele, em endereços indicados por Enrico, que também receberia valores iguais de outros doleiros. Os pagamentos seriam destinados a Figueiredo Basto e outro advogado, que não teve o nome citado.

Já Cláudio de Souza disse aos investigadores que foi instado a pagar US$ 50 mil para “fornecer proteção” a Dario Messer – considerado o doleiro dos doleiros – e outras pessoas ligadas à atividade de câmbio ilegal. Ele também diz que Basto e outro advogado que trabalharia com ele seriam os responsáveis por oferecer essa proteção.

ADVOGADO NEGA – Basto negou a acusação de cobrança de “proteção” feita pelos doleiros. “É um boato que você joga no ar. Todo mundo hoje adora atacar a honra do outro”, disse.

“Contra boato não tem como se defender”, completou Basto. O advogado afirmou que nunca teve qualquer tipo de contato com Claret, Souza nem com o doleiro Dario Messer.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A denúncia pega mal para o advogado, que é famoso e muito bem sucedido financeiramente. A primeira coisa a saber é se ele declarou os recebimentos ou manteve “por fora”. Se não declarou, não poderá alegar que foi procurado pelos doleiros, que o contrataram para defendê-los, mas julgaram que isso funcionaria como “habeas corpus” preventivo. Às vezes, uma declaração pode nos livrar de  graves problemas. (C.N.)

Alguém precisa dizer a PT e PSDB que um não é mais o pior inimigo do outro   

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Charge do Oliveira (Humor Político)

Eliane Cantanhêde
Estadão

Como a política brasileira chegou a esse fundo de poço? Uma das origens está em 1994, quando o PT e o PSDB ficaram muito próximos e, depois, não apenas se separaram como passaram a se odiar. E a se destruir, abrindo espaço para legendas oportunistas, conchavos escandalosos no Congresso, toda sorte de desmandos e corrupção. O resultado é o esfacelamento do PT, o imenso desgaste do PSDB, uma indefinição preocupante para outubro e um exército de “coxinhas” e “mortadelas” se atacando irracionalmente pela internet, incapazes de entender que estão entregando o campeonato de bandeja para os reais inimigos.

O grande líder e candidato do PT está preso, o mais poderoso ex-presidente do partido acaba de voltar para a prisão com uma nova condenação, de 30 anos, a atual presidente é alvo da PF e tem horizontes nebulosos no Supremo. Sem candidato e sem comando, fica difícil fechar alianças e traçar estratégias. E o tempo está correndo.

TUCANOS EM CRISE – No PSDB, o único candidato de “centro” com alguma viabilidade não sai do lugar, os ex-candidatos enfrentam processos graves na Justiça e na próxima terça-feira um de seus ex-presidentes pode estar a caminho da prisão. E o partido se contorce no eterno dilema de ser ou não ser qualquer coisa. Uma ala pragmática defende alianças. Seu maior líder lança manifesto por alianças restritas.

A cada petista enroscado na Lava Jato, o PT reage com o mesmo refrão: “Mas o PSDB….” A cada tucano enrolado, o PSDB reclama: “Não somos iguais ao PT…”. O PT só pensa no PSDB, o PSDB só pensa no PT. Enquanto isso, o inimigo comum Jair Bolsonaro é o segundo nas pesquisas, o ex-PDS Ciro Gomes se lança como esquerda e cisca à direita e a ex-PT Marina Silva atrai os perplexos.

VELHOS TEMPOS – Em 1993 e 1994, o PSDB admitia abrir mão da cabeça de chapa para Lula, então considerado imbatível. Mas o PT, que é o PT, não retribuiu na mesma moeda quando Fernando Henrique patrocinou o Plano Real e o jogo se inverteu. O PT, que aceitava de bom grado a aliança a seu favor, nem sequer considerou ser a favor dos velhos parceiros de combate à ditadura.

Isso empurrou o governo Fernando Henrique para os braços do então PFL, hoje DEM, para o PMDB, hoje MDB, e para o desgastante e perigoso jogo do toma-lá-dá-cá no Congresso. Sem 308 votos na Câmara e 54 no Senado, nenhum presidente aprova reforma e avanço nenhum. E, quando veio o PT, Lula mergulhou alegremente nessa farra e ultrapassou todos os limites. Como pano de fundo, a luta feroz entre petistas e tucanos e o vale tudo nas campanhas, com o confronto direto entre eles em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014.

ESTREBUCHANDO – O resultado é que PT e PSDB estrebucham no fundo do poço da política brasileira, enquanto o inimigo comum esfrega as mãos. O Centrão se prepara para, ou pular no barco vitorioso, ou até lançar candidatura própria, mas com um objetivo: fazer do próximo governo um novo refém no Congresso. Nada passa sem DEM, PP, PRB e Solidariedade, que ainda negociam com PR, PSC e Avante. E eles só crescem…

Em algum momento, alguém precisa dizer ao PT e ao PSDB que um não é mais o principal inimigo do outro, até porque nunca, jamais, em tempo algum, os dois estiveram tão fracos e tão sem horizontes com neste 2018 cercado de incertezas. E de temores.

IBGE desmentiu Temer, porque nunca houve tantos brasileiros em desalento

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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)

Bernardo Mello Franco
O Globo

Há duas semanas, Michel Temer sustentou que a alta no desemprego seria uma notícia… positiva. “É um dado positivo que revela esse suposto desemprego”, disse o presidente à CBN. “Quando a economia melhora, as pessoas que estavam desalentadas e não procuravam emprego começam a procurar emprego”, prosseguiu.

“Como não há emprego para todos, isso eu reconheço, ele não consegue o emprego”, continuou Temer. “Ele entra, ou reentra, na área dos desempregados. Mas é interessante, eu volto a dizer. É um fato positivo”, assegurou.

ENTRE ASPAS – “Mas é um positivo entre aspas, não é, presidente?”, questionou o âncora Roberto Nonato, numa tentativa de trazer o entrevistado ao mundo real. “Não, é fora das aspas”, ele respondeu.

Na quinta-feira, o IBGE mostrou que a conversa do presidente era fiada. O instituto informou que o número de desalentados está longe de diminuir. Ao contrário: aumentou para 4,6 milhões, o maior de toda a série histórica. A categoria reúne os brasileiros que, abatidos pela crise, desistiram de procurar trabalho.

No primeiro trimestre de 2016, às vésperas do impeachment, o país contava 2,8 milhões de desalentados. Isso significa que o exército de pessoas sem esperança de se realocar cresceu 64% desde que Temer vestiu a faixa. O número de desempregados também subiu neste período: de 11,1 milhões para 13,7 milhões. Um salto de 23% em dois anos de governo.

NÍVEL RECORDE – A subutilização da força de trabalho também atingiu nível recorde. O índice acaba de bater em 24,7%, o maior desde o início da PNAD Contínua, em 2012. Hoje falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, somando desempregados, subocupados e desalentados.

Entre os fatos e a propaganda, Temer continua a escolher a propaganda. No dia 4, em palestra numa faculdade de São Paulo, ele disse que o número de desempregados estaria “começando a cair”. Era mentira, porque o índice só cresceu nos últimos três trimestres.

“Quando nós assumimos, estava em torno de 14 milhões e meio de desempregados”, acrescentou o presidente, em outra aventura pelo terreno da ficção. Superfaturou a conta em 3,4 milhões de pessoas, o equivalente a duas vezes a população do Recife.

TRF-4 condiciona redução da pena de Dirceu à devolução do dinheiro, com juros

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José Dirceu ficou rico numa velocidade impressionante

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

Ao negar o último apelo do ex-ministro José Dirceu contra condenação a 30 anos e 9 meses na Operação Lava Jato, desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região mantiveram a possibilidade de progressão do regime fechado condicionada à reparação do dano causado aos cofres da Petrobras O petista foi sentenciado por supostas propinas de R$ 15 milhões.

Imóveis e valores avaliados inicialmente em R$ 11 milhões já foram bloqueados em primeira instância. De acordo com a sentença de Moro, os valores vão se reverter em favor da Petrobras.

UMA PENA LONGA – O petista está começando a cumprir a pena de 30 anos, nove meses e dez dias por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

A denúncia acusou Dirceu de receber parte das propinas da empreiteira Engevix à Diretoria de Serviços da Petrobras entre 2005 e 2014. O ex-ministro teria lavado R$ 10,2 milhões, rastreados pelas investigações. No entanto, foi condenado em primeira instância sob a acusação de receber R$ 15 milhões em propinas.

Quando confirmou a condenação de Dirceu, em setembro de 2017, o TRF-4 determinou que fique mantida a fixação do valor mínimo para a reparação do dano, no quantum estabelecido em sentença, sem acumulação com a decretação do perdimento, em favor da União, do produto dos delitos. “Preservada a reparação do dano como condição para a progressão de regime aos réus condenados por corrupção ativa e passiva. Precedente do STF”, diz o acórdão.

JUROS DE MORA – A decisão ainda prevê que sejam ‘devidos juros de mora no valor mínimo para a reparação do dano a partir de cada evento danoso (Súmula 54 do STJ), na proporção da taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional, nos termos do art. 398 c/c art. 406 do Código Civil, a partir dos pagamentos efetuados pela vítima em favor das contratadas’.

A defesa do petista apontou, em seu último apelo contra a sentença, omissões a respeito da reparação do dano. No entanto, o TRF-4 não mudou seu posicionamento.

“Não se conhece da porção dos embargos infringentes e de nulidade que reclama o afastamento da reparação do dano como condição para a progressão de regime de cumprimento da pena, na forma do art. 33, § 4º, do Código Penal, porque, no ponto, ausente a divergência entre julgadores”, diz o acórdão, publicado nesta quinta, 17.

DIZ A LEI – O quarto parágrafo do artigo 33 do código penal prevê que o ‘condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais’.

Ao sentenciar Dirceu, o juiz federal Sérgio Moro ainda impôs 150 dias multa para os crimes de corrupção, 140 dias multa para lavagem de dinheiro e 150 dias multa para organização criminosa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO enriquecimento ilícito de Dirceu, que agora é gasto para pagar advogados, vai servir para reduzir a pena dele. Daqui a pouco, ele fica doente e moribundo, igual a José Genoíno, Paulo Maluf e Jorge Picciani, seu grande amigo Dias Toffoli fica com peninha dele e manda que volte a cumprir pena domiciliar, com direito a pagode no fim de semana e tudo o mais.  Se começar a usar fralda geriátrica, como Maluf e Picciani, a libertação fica ainda mais facilitada. (C.N.)

Não se deve militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios

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As facções dominam as penitenciárias, esta é a realidade

Francisco Vieira

De que adiantará a economia estar bombando, se você tiver um filho ou outra pessoa amada estirada em um caixão? De que adiantará ter um governo de esquerda ou de direita, se as ruas continuarem apinhadas de bandidos e as residências continuarem a ser invadidas a qualquer hora do dia e da noite? De que adiantará o país melhorar, se você, seu filho, sua filha ou sua esposa não puderem sair de casa para estudar ou para trabalhar sem que possam ser perseguidos, assaltados e até mortos por predadores?

Ora, antes de termos o supérfluo e o luxo, qualquer ser humano precisa ter o mais básico, que é o direito à vida, ao ir e vir que a Constituição finge garantir, como se não estivéssemos vivendo em uma sociedade bárbara.

PRIORIDADE – A segurança não deveria ser a principal bandeira dos candidatos à Presidência, mas acontece que a nossa situação se tornou tão caótica que estamos sentido a falta do direito de sair ás ruas e do direito à vida.

É urgente que sejam encontradas soluções. Não se tem que militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios, conforme propõe o editor da TI. Com o isolamento dos chefes das facções criminosas, acabarão as autorizações via celular para execuções (inclusive de agentes penitenciários), chacinas, remessa de drogas, incursões e grandes assaltos nas ruas. Como seria a solução, duvido que venha a ser tomada.

NO INTERIOR – Cena vista por um amigo meu em Pernambuco: Um jovem chega de moto em um comércio de uma pequena cidade, entra e diz: “O meu patrão quer falar contigo” – e entrega o celular ao comerciante, que ouve a seguinte mensagem: “Alô, fulano? Tudo bem, irmão? Aqui é beltrano. Sabe como é, rapaz. Estou precisando de cinco mil reais. Tem como você entregar esse dinheiro para esse rapaz aí?”

O comerciante sabe que o tal “beltrano” é um conhecido traficante e homicida que está preso. E também sabe que, se não der o dinheiro, ele ou algum parente dele será executado. Sem saída e sem ter onde e a quem reclamar, dá o dinheiro para o jovem… mais uma vez.

Reclamar para quem, se o bandido já está cumprindo pena em isolamento, supostamente sem acesso a telefones? Aliás, todos lembram quando os cidadãos brasileiros foram obrigados a recadastrar os celulares pós-pagos com a desculpa que era para evitar que aparelhos sem cadastro fossem usados nos presídios.

Estudo jurídico do PT para sustentar candidatura de Lula é do tipo Piada do Ano

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Daniela Lima
Folha/Painel

Diante das informações de que ministros do Tribunal Superior Eleitoral buscam uma forma de rejeitar a inscrição de Lula na corrida presidencial “de ofício”, sem dar margem para discussão, a direção do PT começou a levantar casos de candidatos que disputaram eleições com registros indeferidos e depois, escolhidos pelo voto, reverteram a inelegibilidade. O estudo, conduzido pelo advogado Luiz Fernando Pereira, usa dados a partir de 2002 e vai sustentar a ofensiva retórica do partido nas ruas e nos tribunais.

O PT sabe que será difícil encontrar apoio à causa, especialmente porque o ministro Luiz Fux, que estará no comando do Tribunal Superior Eleitoral em agosto, quando haverá o registro de candidaturas, já deu declarações que indicam posição contrária à inscrição de Lula.

Por que não eu? Pereira sustenta tese segundo a qual o que existe hoje em relação ao ex-presidente é uma inelegibilidade provisória. Com base no material colhido pelo advogado, o partido produzirá campanhas com o mote “Lula será exceção à regra?”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Chega a ser estarrecedora a incompetência dos supostos “especialistas” em Justiça Eleitoral que servem ao PT. As informações passadas ao Painel da Folha estão cheias de erros. Por exemplo, a declaração “de ofício” não exclui o direito de defesa. Além disso, Luiz Fux não estará no comando do TSE quando a candidatura de Lula for impugnada. Ele deixa o tribunal em 15 de agosto, último dia para registro das candidaturas (até 19 horas). Outro erro crasso do “estudo” dos juristas do PT é citar exemplos a partir de 2002. A impugnação de Lula será com base na Ficha Limpa, que é de 4 de junho de 2010, uma lei promulgada pelo próprio Lula. A impugnação dele não será exceção a nenhuma regra. É tudo conversa fiada. (C.N.)  

Real teve a pior semana, com queda de 4% e um mar de incertezas pela frente

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Charge do Tacho (Jornal NH)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Sinal vermelho. O real teve a pior semana do ano. O tombo de quase 4% ante o dólar refletiu toda a insegurança dos investidores em relação ao Brasil num mundo cada vez mais avesso a riscos. O governo reclama dos exageros do mercado e assegura que a situação do país é muito melhor do que em outras crises. Há, porém, um mar de incertezas pela frente. A equipe econômica não conseguiu resolver os problemas fiscais — este será o quinto ano com as contas no vermelho — e nenhum dos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais assume compromissos com as reformas de que o Brasil tanto precisa.

 Ao longo dos últimos dois anos, os investidores foram muito complacentes com o governo, que prometeu arrumar as finanças do país, mas pouco conseguiu avançar nesta direção. Mesmo diante de todas as promessas não cumpridas, o mercado pouco contestou a equipe econômica. Preferiu fechar os olhos, acreditando que, em algum momento, a questão fiscal seria enfrentada com vigor.

SEM AVAL – É verdade que o governo aprovou o teto para os gastos públicos, contudo, fracassou na aprovação da reforma da Previdência. Nem mesmo para medidas mais triviais consegue aval do Congresso.

Agora, com o mundo mais conturbado, petróleo em alta e perspectiva de aumento maior do que o previsto nas taxas de juros nos Estados Unidos, os investidores resolveram fincar os pés na realidade e ressaltar as fragilidades brasileiras.

ESTRAGOS NA ECONOMIA – A cobrança vem tarde, mas com força suficiente para fazer estragos na economia. O dólar acima de R$ 3,70 começa a contaminar os preços de vários produtos e serviços e, por tabela, empurra a inflação para cima. Bem pouco tempo atrás, corria-se o risco de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrar este ano abaixo do piso da meta, de 3%. Neste momento, o BC já projeta inflação de 4%, com tendência de alta.

Esse movimento do mercado mostra que, uma hora, a fatura chega. Foi o que aconteceu na Argentina, onde o presidente Maurício Macri optou por um ajuste fiscal gradual e pela queda lenta da inflação. É o que está ocorrendo com o Brasil. Quando olham ao redor do mundo, os investidores diferenciam os países. Se a economia global está indo bem, minimizam os problemas. Num ambiente mais hostil, não perdoam as nações que não fazem o dever de casa. O deficit público brasileiro deverá atingir R$ 159 bilhões neste ano. A dívida caminha para 80% do Produto Interno Bruto (PIB), quase o dobro da média observada nos países emergentes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, o futuro presidente vai herdar um país de joelhos perante seus credores. Este é o maior problema do país, porque de depende a solução de todos os outros problemas. Pense nisso. (C.N.)

“Há almas que têm espaços vazios, amores vadios, restos de emoção…”

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Abel Silva, autor de grandes canções

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O professor, jornalista, escritor e compositor Abel Ferreira da Silva, nascido em Cabo Frio (RJ), em parceria com Sueli Costa, explica as diferentes características que a “Alma” possui. A música foi lançada por Simone no LP Corpo e Alma, em 1982, pela Sony/CBS.

ALMA
Sueli Costa e Abel Silva

Há almas que têm
as dores secretas
as portas abertas
sempre pra dor

Há almas que têm
juízo e vontades
alguma bondade
e algum amor

Há almas que têm
espaços vazios
amores vadios
restos de emoção

Há almas que têm
a mais louca alegria
que é quase agonia
quase profissão

A minha alma tem
um corpo moreno
nem sempre sereno
nem sempre explosão

Feliz esta alma
que vive comigo
que vai onde eu sigo
o meu coração

Juíza que decretou a prisão de Dirceu critica os processos que não acabam nunca

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Há excesso de recursos, diz a juíza Gabriela Hardt

Deu no Estadão

Ao mandar prender o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), a juíza Gabriela Hardt, substituta do juiz Sérgio Moro, afirmou que a execução da pena após a condenação em segundo grau impõe-se sob risco de dar causa a processos sem fim, gerando na prática a impunidade de sérias condutas criminais.

“Após a efetivação da prisão, autorizo desde logo a transferência para o sistema prisional em Curitiba, Complexo Médico Penal, ala reservada aos presos da operação Lava Jato, sem prejuízo de eventual recambiamento ao Complexo Penitenciário da Papuda, no futuro, se for o caso”, ordenou a magistrada.

SEM DISCUSSÃO – A juíza substituta registrou que o acórdão do Tribunal da Lava Jato determinou a execução da pena “assim que exaurida esta segunda instância”, pois “outros recursos, excepcionais, aos tribunais superiores, sem efeito suspensivo, não têm o condão de adiar indefinidamente a resposta penal, sob pena de darem margem à manipulação protelatória dos meios recursais e implicarem impunidade”.

“Não cabe a este Juízo discutir a ordem”, afirmou Gabriela Hardt. “Agrego apenas que, tratando-se de crimes de gravidade, inclusive corrupção e lavagem de dinheiro, com produto do crime calculado em cerca de R$ 46.412.340,00, com somente uma pequena parcela recuperada, a execução após a condenação em segundo grau impõe-se, sob pena de dar causa a processos sem fim e a, na prática, impunidade de sérias condutas criminais”. 

OUTROS PETISTAS – Na capital paranaense, estão presos outros petistas: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e o ex-deputado federal André Vargas.

Zé Dirceu, fundador do PT, foi o ministro mais poderoso do primeiro governo Lula, mas acabou condenado no processo do mensalão – 7 anos e onze meses de reclusão por lavagem de dinheiro.

Na Lava Jato, ele foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa, por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O ex-ministro teve a pena aumentada pelo Tribunal Regional Federal – era de 20 anos e 10 meses e passou para 30 anos, 9 meses e 10 dias. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA juíza substituta Gabriela Hardt é tão rigorosa quanto Sérgio Moro. Decretou a prisão de Dirceu sem titubear. Merece ser juíza titular e ganhar uma vara para chamar de sua (com todo o respeito e data máxima vênia, é claro). (C.N.)

Marcio Lacerda, ex-prefeito de BH, não descarta ser vice de Ciro Gomes

Marcio Lacerda

Lacerda é amigo de Ciro e já trabalhou com ele

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

Pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSB, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda pode deixar a disputa para ser candidato a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT). Essa possibilidade passou a ser discutida nos últimos dias por líderes dos dois partidos.

“Não descarto a possibilidade de ser vice do Ciro, mas não deixei a pré-campanha em Minas Gerais. Fiquei honrado com a lembrança. Se houver uma composição PDT-PSB, ela será em torno de princípios”, afirmou ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

CONVERSAÇÕES – O ex-prefeito relatou que estão ocorrendo conversas entre as duas siglas, mas ressaltou que uma eventual aliança só será feita após uma consulta ampla ao seu partido. “Há uma simpatia no PSB pela aproximação com o PDT”, disse Lacerda.

Em entrevista recente ao “Estado”, Ciro afirmou que gostaria de um nome da “produção” e do Sudeste para ser vice em sua chapa. Na ocasião, citou o empresário mineiro Josué Gomes (PR), presidente da Coteminas. A conversa, porém, não avançou. Na semana passada, o Estado revelou que Benjamin Steinbruch, da CSN e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), filiou-se ao PP e passou a ser cotado para a vaga.

PRIORIDADE – Uma aliança com PSB, porém, é vista como prioritária no entorno de Ciro. Esse cenário ganhou força após a desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa (PSB) de disputar à Presidência da República.

A relação entre Ciro e Marcio Lacerda precede a eleição. Em 2003, quando assumiu o Ministério da Integração Nacional no governo Lula, Ciro convidou Lacerda para ocupar seu primeiro cargo público: o de secretário executivo na pasta.

MUITO AMIGOS – Cinco anos depois, em 2008, Lacerda foi o candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte após uma articulação que envolveu o então governador, Aécio Neves (PSDB), e Lula, mas que passou também por Ciro. O ex-ministro foi até a capital mineira ajudar na primeira campanha do amigo.

Segundo lideranças do PSB, o partido trabalha com três cenários na eleição deste ano. A ideia de apoiar Ciro ganha força, mas há um setor que defende a neutralidade na campanha presidencial. Uma terceira corrente prega uma aliança nacional com o PT na disputa presidencial, o que implica apoiar a pré-campanha de Lula, que está preso.

COM PIMENTEL – Em outra frente, o PT de Minas Gerais tenta convencer Lacerda a ser candidato a vice na chapa do governador Fernando Pimentel, que disputa a reeleição. O petista admitiu ontem em Recife que o PSB pode compor a chapa majoritária com o PT na eleição estadual em Minas.

“O PSB é um partido importante e no caso de Minas tem uma liderança popular muito reconhecida que é o ex-prefeito Márcio Lacerda”, disse Pimentel na capital pernambucana após participar de um encontro com governadores do Nordeste.

Na sexta-feira, Ciro desconversou em Fortaleza quando foi questionado sobre as articulações para definir o nome de seu vice. “Isso vai acontecer a partir de junho, quando começamos a preparar as convenções de julho e agosto.”

Mesmo preso, Lula quer de volta a assessoria, carros, motoristas, cartão etc.

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Para aparecer, advogado de Lula não conhece limites

Luiz Vassallo
Estadão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu de decisão que manda cortar ‘benefícios’ conferidos a quem, como ele, já ocupou o Palácio do Planalto, entre 2003 e 2010. Ao vetar assessores, motoristas, seguranças e carro oficial ao petista, o juiz da 6.ª Vara Federal de Campinas, Haroldo Nader, destacou a ‘desnecessidade’ desse aparato. Ações para barrar os benefícios foram levadas à Justiça pelo MBL e pelo NasRuas. Em recurso, advogados do petista afirmam que a decisão ‘coloca em risco a subsistência’ do ex-presidente’.

 “Registre-se desde logo que as ‘benesses’ referidas pelo autor (MBL e NasRuas) e também pela decisão agravada são, em verdade, prerrogativas e direitos assegurados em lei para todos os ex-presidentes da República”, argumentam os advogados.

STATUS – Os defensores de Lula ressaltam que ‘nossa legislação – vigente e válida – garante àqueles que ocuparam o cargo máximo da República o status de ex-Presidentes’.

“Essa condição jurídica especial abarca somente uma equipe composta de oito servidores, no caso, assessores, seguranças e motoristas, além de dois carros”, segue o recurso.

“Como se sabe, nos sistemas presidencialistas, o Presidente da República acumula as funções de chefe de Governo e de chefe de Estado, de tal maneira que o povo, após o término do mandato, permanece associando sua imagem à da nação”, argumentam.

FIGURA PÚBLICA – Os advogados ainda afirmam ser ‘inegável que um ex-Presidente da República conserva, naturalmente, sua condição de figura pública’.

“Isso para não falar que o ex-Presidente é detentor de informações muito preciosas. Ele carrega consigo segredos de Estado, que dizem respeito à soberania, às relações internacionais, à segurança nacional, às reservas estratégicas, cuja divulgação pode ocasionar irreparáveis prejuízos ao país e a toda sociedade”, diz a defesa.

Os advogados ainda afirmam que a decisão que barrou os benefícios ‘coloca em risco, como já demonstrado, a dignidade e a própria subsistência’ de Lula ‘no mais difícil momento de sua vida – privado de sua liberdade por uma decisão injusta e arbitrária -, de receber o auxílio de pessoas que com ele convivem de longa data e que conhecem suas necessidades pessoais’.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como quase tudo o que a defesa de Lula faz, o argumentos são ridículos e patéticos. A assessoria e os veículos são de uso exclusivo da pessoa do ex-presidente. Se ele está na cadeia, não podem servir a mais ninguém, e o cartão corporativo, que paga combustível e gastos da assessoria,. tem de ser devolvido. Mas na Justiça brasileira, tudo é possível. E pode ser que algum magistrado tipo idiota completo tenha a desfaçatez de devolver as mordomias a alguma pessoas ligada a Lula, talvez a Sra. Rosemary Noronha, a segunda-dama, que agora é primeira, mas está muito distante do amado/amante, diria Roberto Carlos. (C.N.)

Após ser revelado o depoimento à PF, Temer se encontra com filha Maristela

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Depoimento de Maristela indica a lavagem de dinheiro

Andréia Sadi
G1 Brasília

O presidente Michel Temer se encontrou neste sábado (19) com sua filha Maristela Temer, em São Paulo, em sua residência. O encontro ocorre um dia após a TV Globo divulgar a íntegra dos depoimentos à Polícia Federal de Maristela e dos fornecedores de uma obra feita na casa da psicóloga em 2014.

A PF suspeita que a obra tenha sido paga com dinheiro de propina. A mulher do coronel Lima, Maria Rita Fratezi, cuidou dos pagamentos da reforma em dinheiro vivo, segundo depoimento dos fornecedores. Lima é apontado pela JBS como intermediário de R$ 1 milhão de propina para o presidente Michel Temer.

NÃO SABE DE NADA –  No depoimento, consta a seguinte declaração da filha de Temer:

“Maristela não reconhece nenhum dos nomes de outros depoentes apresentados a ela e diz “QUE não se recorda do valor exato gasto na reforma de sua residência, mas pode afirmar que custeou as obras com aproximadamente quinhentos mil reais remanescentes da venda do antigo imóvel, empréstimos bancários, não se recordando os valores e mais cem mil reais que a depoente solicitou emprestado de sua mãe; QUE ainda utilizou uma reserva de aproximadamente sete mil dólares que possuía guardado; QUE também utilizou na obra parte da remuneração recebida de sua atividade profissional e, inclusive, naquela ocasião, a depoente recebeu vários pagamentos em espécie de seus pacientes, na sua atividade profissional; QUE também não se recorda o valor total destes recursos que repassou em espécie; QUE, somando superficialmente os valores, acredita ter gasto algo em torno de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais) na obra.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O depoimento da filha de Temer é uma confissão de culpa. É uma mulher adulta, que comprou uma casa por R$ 900 mil, na obra gastou outro tanto (não sabe o valor), não sabe quem fez a reforma, tudo foi feito e pago em dinheiro vivo pela mulher do coronel Lima, aquele amigo e cúmplice de Temer em trampolinagens, e filha não sabe de nada, rigorosamente nada. (C.N.)

Ex-presidente Dilma concorrerá ao Senado em Minas Gerais, decide o PT

Resultado de imagem para frases de dilmaJuliana Cipriani
Estado de Minas

O PT de Minas Gerais deve mesmo lançar a candidatura de Dilma Rousseff ao Senado. A intenção da ex-presidente de concorrer ao Parlamento este ano já havia sido anunciada, mas o partido cogitava a possibilidade de ela não concorrer em troca do apoio do MDB para barrar o processo de impeachment contra o governador Fernando Pimentel (PT). Agora, os petistas mineiros devem tentar salvar o mandato de Pimentel vencendo a votação no plenário da Assembleia Legislativa.

Na quinta-feira à noite (17/5), o lançamento em Belo Horizonte do filme O processo, documentário sobre o impeachment de Dilma, ganhou ares de pré-campanha. O mote “Dilma senadora” foi usado em faixas e cartazes pelos petistas que lotaram a sessão.

SEM ACORDO – Segundo uma fonte ligada a Pimentel, o governo já entendeu que não há mais possibilidade de acordo com o MDB, partido do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes. Assim, vai partir para a eleição com uma chapa forte, com Dilma concorrendo para o Senado. Para o governo mineiro, a oposição não deve aprovar o impeachment de Pimentel.

“Não tem mais nenhum tipo de possibilidade de acordo. Eles querem manter o processo de impeachment só para aumentar o desgaste do governo. Sabem que não têm força para aprovar”, disse a fonte.

O governo, por sua vez, vai usar as armas de que dispõe para derrotar o impeachment. Nos bastidores, cargos e liberação de emendas estão sendo negociados com os aliados e possíveis novos apoiadores. A conta é que Pimentel só precisa de 26 votos a seu favor para impedir que o processo de impeachment se instaure. A diferença de articulação entre ele e a ex-presidente Dilma, que perdeu seu mandato, é gritante. Pelos cálculos do governo, Pimentel tem pelo menos 40 votos garantidos.

DILMA FOI O ESTOPIM – A crise surgiu devido à pré-candidatura de Dilma ao Senado, com a transferência do título dela para Belo Horizonte. Foi o estopim para uma briga com o MDB, que sustentou o governo Pimentel no Legislativo. O presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, esperava ser o único nome forte a concorrer na chapa do PT ao Senado, apesar de este ano duas vagas estarem em disputa.

Nessa quarta-feira, o emedebista deu mais uma mostra de que vai seguir com o pedido de impeachment apresentado pelo advogado Mariel Marra. A Mesa aprovou o rito do processo, que foi publicado nesta sexta-feira no Diário Legislativo.

Na Assembleia, o primeiro-secretário da Casa deputado Rogério Correia (PT) participou do ato de apoio à candidatura de Dilma. Ele minimiza, porém, a situação de rompimento com o MDB e diz ainda acreditar em uma aliança. “Havendo aliança do PT com o MDB, na minha opinião, a candidatura do Adalclever ao senado pode vir junto. Não há impedimento nisso e acho que até reforça a Dilma. Ele (Adalclever) alavanca as duas candidaturas e o segundo voto do PT certamente seria dele”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A notícia da volta de Dilma é auspiciosa. O povo precisa de diversão e a ex-presidente é uma atração à parte, com uma rara “mulher sapiens” que realmente sabe usar a oratória para divertir as massas. (C.N.)

Aliados de Doria cobram recursos para a campanha e irritam Alckmin

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Alckmin não aceitou ser pressionado por Tobias

Daniela Lima
Folha/Painel

É crescente a tensão no PSDB. Nesta semana, Geraldo Alckmin, presidente e pré-candidato do partido ao Planalto, teve uma conversa ríspida com quadros da sigla em SP que foram reivindicar um volumoso repasse de recursos do fundo eleitoral para a campanha de João Doria (PSDB) ao governo do estado. Alckmin não gostou da abordagem, fez questão de dizer que não trataria de dinheiro e, em privado, reclamou do teor do pedido, feito em meio à desconfiança que ronda sua pré-candidatura.

A reunião com o ex-governador foi pedida pelo presidente da sigla no estado, Pedro Tobias. Ele apareceu na audiência acompanhado do presidente da Assembleia, Cauê Macris (PSDB), do secretário-geral do partido, Cesar Gontijo, e do deputado estadual Marcos Vinholi (PSDB-SP).

HORA ERRADA – Ao ouvir o pleito do grupo, Alckmin disse que não estava disposto a tratar do assunto. Segundo relatos, o presidenciável se irritou porque, num momento delicado de sua jornada eleitoral, foi abordado por aliados que não queriam sugerir soluções, mas demandar.

Procurado, Cauê Macris negou que tenha havido qualquer discussão na conversa com o ex-governador. “Em nenhum momento houve fala mais ríspida. Quem disse isso está mentindo”, afirmou.

Para melhorar a campanha, o PSDB vai colocar no ar uma série para web, sob o título “Geraldo Alckmin descomplica”. A ideia é que o presidenciável tucano use um discurso simples, respondendo perguntas de eleitores sobre os mais variados temas.

OUTROS PARTIDOS – Dirigentes do DEM que estiveram com Valdemar Costa Neto dizem ter sentido que o comandante do PR está inseguro em se aliar ao grupo que busca uma alternativa para a eleição, mas vai dar corda à proposta de o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, ser o candidato ao Planalto do bloco.

A postos, Josué disse à cúpula do DEM que está disposto a assumir qualquer missão.

Por fim, o PSB e PT decidiram deixar para depois uma conversa sobre aliança no cenário nacional. A ordem agora é priorizar as negociações locais, para resolver palanques nos dez estados em que há chance de parceria. Minas e Pernambuco são os mais complexos.

Um porto minado pela corrupção é mais uma denúncia contra Jaques Wagner

Crédito: Yasuyoshi Chiba

No Reino Unido, a propina a Wagner é caso judicial

Ary Filgueira e Tábata Viapiana
IstoÉ

O ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT), quem diria, foi parar na mais alta corte comercial da Inglaterra, a Queen’s Bench Division Commercial Court. É mais um capítulo da polêmica obra do Porto Sul, um complexo formado por porto e ferrovia, que está sendo construído em Ilhéus (BA), iniciado por Wagner e que prossegue no atual governo do também petista Rui Costa. A obra vem sendo contestada por ambientalistas, pois desmatará 500 hectares de Mata Atlântica. Na corte inglesa, discute-se como, em um único dia, reverteu-se um parecer do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que reprovava o empreendimento.

Existem veementes indícios de pagamento de propina tendo como endereço os aveludados bolsos do petista.

PORTO SUL – O início da história do Porto Sul remete a 2007, quando o bilionário indiano Pramod Argawal resolveu desenvolver o projeto Pedra de Ferro, ou Porto Sul, para extrair minério de ferro no município de Caetité e levá-lo até Ilhéus, pela estrada de ferro. O objetivo da empresa privada seria alcançado com a ajuda de recursos públicos. O então governador da Bahia, Jaques Wagner, conseguiu que a obra fosse incluída no Plano de Aceleração e Crescimento (PAC).

Mas só os recursos públicos não eram suficientes. Era preciso vencer a burocracia que emperrava os planos do magnata indiano. Um deles era a recusa do Ibama em emitir a licença de instalação do porto. É aí que a resistência do Ibama é resolvida por um passe de mágica. No início do dia 19 de setembro de 2014, técnicos do Ibama negaram a autorização da licença de instalação da obra. No final desse mesmo dia, o consórcio conseguiu permissão dada de forma misteriosa pelo presidente do órgão na época, Volney Zanardi Junior.

CORONEL WAGNER – Para o diretor da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, Jaques Wagner agiu no episódio como um verdadeiro coronel no Sul da Bahia, para conseguir autorização para a obra. “Ele reclamava tanto de Antônio Carlos Magalhães que agiu de forma semelhante”, comparou, referindo-se ao ex-senador e coronel baiano, falecido em 2007.

Exatamente pelas suspeitas em torno da reviravolta no Ibama é que esse episódio foi parar na Corte inglesa. Sócia do indiano no Porto Sul, a Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC) cogitava comprar a totalidade do empreendimento. Uma última parcela, de US$ 220 milhões, seria paga somente se Pramod Argawal conseguisse a licença do Ibama. Ele conseguiu, mas não evitou que o caso fosse parar na Justiça inglesa.

DENÚNCIA – No dia 20 de fevereiro, na Queen’s Bench Division Commercial Court, os advogados da ENRC alegaram que não pagaram a parcela porque descobriram que a licença de instalação do Porto Sul foi conseguida com pagamento de propina. E um dos beneficiados seria Jaques Wagner.

Um fato que corrobora a suspeita é o número de contatos telefônicos entre o indiano e o ex-governador. Segundo os advogados, foram feitas quatro ligações para o telefone de Wagner às vésperas da saída da licença. Wagner defende-se das acusações. Nega qualquer vantagem pessoal. Em nota enviada por sua assessoria, ele afirma que “tanto o porto como a ferrovia são essenciais para o desenvolvimento da Bahia, do Nordeste e do Brasil”.

Na próxima terça-feira 22, representantes do Ibama terão reunião em Ilhéus com o Ministério Público Federal e integrantes da sociedade civil para tratar do caso. Este é mais um enredo obscuro que envolve o petista. Ele chegou a ser cotado para substituir Lula na disputa pela Presidência, mas até o PT já abandonou o barco do ex-governador. Antes solução, Jaques Wagner virou um porto de problemas.

Antes de ser preso, Dirceu chorou entre amigos e terminou sua autobiografia

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Defesa de Dirceu ainda tem esperanças de libertá-lo

Mônica Bergamo
Folha

O ex-ministro José Dirceu segue firme na intenção de jamais aderir a um acordo de delação, apesar da perspectiva de talvez nunca mais sair da prisão. Figura central do PT, ele diz que “nem em música” considerou algum dia a hipótese de fazer colaboração premiada. “Nem em samba-canção”, afirma. “No Exército Vermelho [da antiga União Soviética] tinha um ditado: para ser covarde, é preciso ter coragem. Porque os traidores eram sumariamente eliminados pelo comissário político na frente de batalha.”

“Eu fui formado numa geração em que a delação é a perda da condição humana. A maioria [das pessoas presas na ditadura] não delatou nem mesmo sob torturas que as destruíam psicologicamente, fisicamente. Muitas ficaram com sequelas e carregam até hoje aqueles tormentos, como é o caso da própria [ex] presidente Dilma”, segue ele.

AUTOBIOGRAFIA – Antes de ser preso, o ex-ministro terminou de escrever uma biografia, que será lançada pela Geração Editorial.

Apesar das mensagens enviadas na quinta-feira (17) a grupos de WhatsApp em que aparentava firmeza e força, Dirceu chegou a chorar em conversas com alguns amigos antes de ser preso.

O petista pensava, num primeiro momento, em tentar cumprir a pena no Complexo Médico Penal, no Paraná, para onde esperava que Lula fosse transferido. A decisão do ex-presidente de permanecer onde está fez com que Dirceu preferisse ficar em Brasília.