Viajam as palavras, no trem de ferro poético de Cassiano Ricardo

Resultado de imagem para cassiano ricardoPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O jornalista, ensaísta e poeta paulista Cassiano Ricardo (1895-1974) diz no poema “Viajam as Palavras” que a trepidação do trem de ferro modifica o sentido de tudo, inclusive, das palavras.

VIAJAM AS PALAVRAS
Cassiano Ricardo

Passageiros, formo como que um diagrama
entre o céu tremido e o jornal que a trepidação
do trem sacode em minhas mãos.

A paisagem me vem oferecer seus buquês
roxos e cor de ouro
mas foge, arrependida.

Vistos, de longe, de passagem,
todos os rostos são amigos, são iguais.

Só que depois, em minha memória,
que estará rolando ainda esta paisagem
impressa em mim, à minha saudade
como um quadro à parede.

O possível desastre
faz cantar, como uma carretilha ao meu ouvido,
o pássaro do adeus.
O trem de ferro desloca o sentido das coisas.
Viajam as palavras.

Procuradoria vai decidir se denuncia Temer em inquérito da Odebrecht

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Procuradoria tem 15 dias para responder a Fachin

Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo
Estadão

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 15 dias para que a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, decida se apresenta ou não denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia).

A decisão de Fachin foi tomada no âmbito de um inquérito no qual delatores da Odebrecht apontam que integrantes do grupo político liderado pelo presidente Michel Temer e pelos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco teriam recebido recursos ilícitos da empreiteira como contrapartida ao atendimento de interesses da Odebrecht pela Secretaria de Aviação Civil – pasta que foi comandada pelos dois ministros de Temer entre 2013 e 2015.

CORRUPÇÃO E LAVAGEM – No relatório final do inquérito, que apura propinas de R$ 14 milhões da Odebrecht para a cúpula do MDB, a Polícia Federal concluiu pela existência de indícios de que o presidente Michel Temer, Padilha e Moreira Franco cometeram os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O caso está relacionado com o jantar no Palácio do Jaburu, realizado em 2014, e que foi detalhado nos acordos de colaboração premiada de executivos da Odebrecht. Então vice-presidente, Temer teria participado do encontro em que os valores foram solicitados.

No caso do presidente Temer, a PF mapeou a entrega de R$ 1,4 milhão para João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo do emedebista. Para sustentar a tese, a PF ouviu o doleiro Alvaro Novis, responsável pelas entregas, e anexou um conversa de telefone em que o próprio Lima aparece em ligação para a empresa de Novis em dois dias das entrega dos valores.

QUINZE DIAS – “Tendo em vista que foi acostado aos autos o relatório conclusivo da autoridade policial, dê-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, para que se manifeste no prazo de 15 (quinze) dias”, determinou Fachin, em decisão assinada na última terça-feira (11).

Na semana passada, quando o relatório da PF foi concluído, o Palácio do Planalto afirmou que a conclusão do inquérito é um atentado à lógica e à cronologia dos fatos. “A investigação se mostra a mais absoluta perseguição ao presidente, ofendendo aos princípios mais elementares da conexão entre causa e efeito”, diz a nota enviada pelo Planalto.

O ministro Eliseu Padilha comunicou à época que não comentaria o caso. Moreira Franco disse que não solicitou valores à Odebrecht e que “as conclusões da autoridade policial se baseiam em investigação marcada pela inconsistência”.

Bolsonaro tem problema pós-operatório e só se alimenta pela via venosa

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Caso de Bolsonaro é mais difícil do que se pensava

Tiago Aguiar
O Globo

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro, do PSL, teve a alimentação oral suspensa, segundo boletim médico do Hospital Israelita Albert Einstein divulgado na manhã desta quarta-feira. Na terça-feira, os médicos iniciaram uma dieta leve, a que Bolsonaro teve boa tolerância, sem apresentar náuseas ou vômitos. Da noite de terça para quarta, no entanto, surgiu uma distensão abdominal. A alimentação endovenosa permanecerá exclusiva até a próxima avaliação.

Sem indicar previsão de alta, a equipe médica informou ainda que Bolsonaro permanece estável, sem febre ou outros sinais de infecção. Na última terça-feira, ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a unidade de cuidados semiintensivos.

GRAVAR VÍDEOS – Com a melhora de Bolsonaro, a expectativa é que nos próximos dias ele comece a gravar vídeos de dentro do hospital para manter ativa sua campanha nas redes sociais.

A facada sofrida por Bolsonaro, durante ato de campanha em Juiz de Fora na última quinta-feira, atingiu a artéria mesentérica, que leva sangue da cavidade abdominal para o intestino, provocando diversas lesões na região. O quadro de evolução intestinal é parcial. O candidato segue com uma bolsa de colostomia e levará mais algumas semanas para se recuperar totalmente.

Os relatórios médicos de Bolsonaro só são publicados após aprovação da família. Desde a última sexta-feira, eles são assinados pela equipe médica responsável pelo candidato (o cirurgião Antônio Luiz Macedo e o cardiologista Leandro Santini Echenique) e Miguel Cendoroglo, diretor superintendente do hospital.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como o boletim médico é controlado pela família, não se sabe ao certo o estado de Bolsonaro. Mas somente o fato de estar sem febre e sem sinais de infecção já é bastante animador. A distensão abdominal é relativamente comum no pós-operatório, especialmente em operações abdominais, com líquidos e gases se avolumando no estômago e intestinos. Outras causas: imobilidade do paciente no pós-operatório, traumatismo cirúrgico intestinal no transoperatório. O tratamento inclui fisioterapia no leito. Os sintomas mais clássicos incluem: abdome de volume aumentado, sensação de plenitude como se estivesse com o estômago cheio, dor abdominal tipo cólica, dificuldade respiratória pela pressão sobre o diafragma, o que pode ocorrer em casos extremos. (C.N.)

Lula usava fundos de pensão das estatais para ter vantagens, afirma Palocci

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Deu no Correio Braziliense
Agência Estado

Em depoimento à força-tarefa da Operação Greenfield, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interferia nos investimentos dos fundos de pensão mantidos por estatais, com o pedido de “vantagens indevidas” a empresas interessadas em receber aportes. Segundo Palocci, esses pedidos eram feitos por tesoureiros do PT. Palocci citou Delúbio Soares, Paulo Ferreira e João Vaccari Neto, que teriam exercido essa função em períodos diferentes.

“O presidente Lula expedia determinações para colocar recursos em empreendimentos de interesse do governo. Que nem sempre era vantagem indevida, mas apenas para atender vantagem política”, diz trecho do depoimento de Palocci aos procuradores da força-tarefa, que apura desvios nos maiores fundos de pensão do País.

DELAÇÃO PREMIADA – Palocci afirmou que, mesmo antes de ser eleito presidente, Lula já tinha influência na administração dos fundos, mas o ex-ministro não detalhou essa atuação.

Palocci fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e vem prestando depoimentos em investigações e processos em andamento. Aos procuradores da Greenfield, o foco foi sobre o FIP Sondas, acionista da Sete Brasil, empresa criada à época da descoberta do pré-sal para alugar sondas para a Petrobrás. Os fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Caixa (Funcef) e da Petrobrás (Petros) eram os principais cotistas do FIP.

“No governo Lula, o pré-sal foi enxergado como um passaporte para o futuro, que foi um bilhete premiado no fim do governo. Que o clima era de delírio político”, disse Palocci sobre interesses do PT no pré-sal e na construção das sondas.

LULA, EM PESSOA – Esse cenário de “delírio político”, afirmou o ex-ministro, fez com que Lula tivesse um momento de atuação “raro” que resultou em um “descuido” da parte jurídica, já que o então presidente começou a atuar diretamente nos pedidos de “vantagens indevidas”.

Aos procuradores, ele citou reunião no “fim de 2009 ou começo de 2010”, no Palácio da Alvorada, em Brasília, em que Lula teria dito a ele e à presidente cassada Dilma Rousseff que o FIP tinha de garantir o “futuro” do PT. “Foi uma reunião muito curta e os demais presentes ficaram perplexos com a conduta do presidente Lula.”

Sobre os gestores dos fundos à época, Palocci disse que eles sabiam das irregularidades e a então presidente Dilma se encontrou com os presidentes dos fundos que seriam acionistas no FIP Sondas para “forçar o investimento”.

PROBLEMAS – Segundo ele, o projeto da construção das sondas tinha problemas. “O projeto era mirabolante, havia motivação política e necessidade de arrecadar propina.” Palocci também disse que Lula tinha conhecimento de irregularidades envolvendo a usina hidrelétrica de Belo Monte e a compra de caças pela Força Aérea.

A assessoria de Lula afirmou que Palocci “falou mentiras sem apresentar qualquer prova para tentar fechar um acordo judicial que o tire da prisão”. Em nota, Dilma disse que o ex-ministro transformou uma ação administrativa em crime, “de maneira irresponsável e criminosa”. “A Odebrecht, alvo da Greenfield, informou que “continua colaborando com a Justiça”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Maioria dos eleitores revela se informar sobre a eleição assistindo à TV

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Charge do Solda (blog soldacáustico)

Deu na Folha

A televisão é o veículo usado por mais eleitores para se informar sobre candidatos à Presidência da República. Segundo o Datafolha, 35% diz ver programas jornalísticos das emissoras para ver notícias sobre a eleição. A pesquisa deu 12 opções de fonte de informação aos entrevistados. Eles foram questionados sobre quais era mais importante para eles terem notícias sobre a campanha eleitoral para a Presidência da República.

Além dos que dizem optar pela TV, outros 28% afirmaram que se informam com o horário eleitoral exibido na TV, 22%, com notícias em sites de jornais ou de revistas e 21%, via notícias no Facebook.

OUTROS INDICADORES – Com índices mais baixos, aparecem: site do candidato (16%), notícias no WhatsApp (11%), programas jornalísticos no rádio (10%), jornais impressos (9%), horário eleitoral no rádio (7%), notícias no Instagram (5%), notícias em revistas impressas (4%) e notícias no Twitter (3%). Uma parcela de 6% não se informa por nenhum desses meios, 3% não buscam informações sobre os candidatos e 2% não opinaram.

A pesquisa foi feita no dia 10 de setembro de 2018, com 2.804 entrevistas presenciais, em 197 municípios, com eleitores de todas as regiões do país. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, para o total da amostra.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O título da matéria indica que a maioria dos eleitores usa a TV para se informar sobre a eleição, mas isso é “menas” verdade, como dizia o Lula.  Na realidade, a própria reportagem mostra que a grande maioria das pessoas já se informa pela internet, através dos sites de jornais e revistas, notícias no Facebook, sites dos candidatos, notícias no Whatsapp, Instagram e Twitter. Mas como todos também assistem à TV, não se pode desconhecer a importância da telinha na eleição. Ou seja, o título está certo, eu é que me equivoquei. (C.N.)

Haddad enfim sai na estrada e precisa provar que não é só o “Andrade”

Resultado de imagem para haddad candidatoElio Gaspari
Folha/O Globo

Fernando Haddad tem menos de um mês para mostrar que não é o “Andrade”. Sua unção aconteceu aos 45 minutos do segundo tempo, quando a vitimização de Lula já tinha rendido tudo o que podia render. É até provável que o PT tenha perdido uma semana de propaganda ao esticar desnecessariamente a corda.

Haddad entra em campo com o patrimônio dos bons tempos de Lula e com a bola de ferro das malfeitorias do petismo. Seus adversários negam que ele tenha presidido um país com emprego, crescimento e olho na redução das desigualdades sociais. Perdem tempo, pois o sujeito que perdeu o emprego lembra da vida que teve. Já os petistas, inclusive Haddad, embrulham o mensalão e as petrorroubalheiras numa delirante teoria da conspiração. Também perdem tempo, pois o resultado está aí e chama-se Jair Bolsonaro.

CABEÇA DE CHAPA – A cenografia que o PT armou em Curitiba foi exemplar. O comissariado, reunido num hotel, anunciou que sua Executiva Nacional decidiu, por unanimidade, colocar Haddad na cabeça da chapa. Teriam feito melhor se dissessem que carimbaram uma decisão de Lula, coisa que até as grades da carceragem da Federal já sabiam. Há dias Haddad fez-se fotografar sorrindo atrás de uma máscara de Lula. A partir de hoje começa a ser testada a cena real, com Lula sorrindo atrás de uma máscara de Haddad.

O PT e Bolsonaro têm o mesmo sonho: chegar ao segundo turno tendo o outro como adversário. Talvez esse seja o único projeto comum à senadora Gleisi Hoffmann e ao general Hamilton Mourão.

Todas as projeções feitas com base nas pesquisas desembocam na mesma pergunta: qual será a transferência de Lula? Certo mesmo é que enquanto se espera por um crescimento de Haddad capaz de levá-lo a um segundo turno contra Bolsonaro, algo que se poderia chamar de eleitorado de centro espalhou seus votos entre três candidatos: Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin. Eles têm, somados, 34% das preferências. Bolsonaro tem 24%.

UM PROJETO – Com o pé na estrada, Haddad oferece um projeto, goste-se ou não dele. Seus adversários do suposto centro estão perdidos numa busca de estratégias marqueteiras. Candidato a vice na chapa de Marina Silva, Eduardo Jorge viu num indesejável dilema Haddad-Bolsonaro uma oportunidade para ferir o petista: “Bolsonaro é o candidato do Lula no segundo turno para, junto com candidato terceirizado que ele quer colocar na outra vaga da finalíssima, pavimentar a volta do Lula”.

Com anos de atraso, Marina  usa a palavra “corrupto” para classificar Lula. Alckmin decide atacar Bolsonaro, freia e dá marcha a ré. Já Ciro Gomes, que negociava uma chapa com Haddad, lembrou que na eleição de 2016 ele perdeu a Prefeitura de São Paulo no primeiro turno, tendo conseguido menos votos que a soma dos nulos e em branco.

BARATA-VOA – Esse clima de barata-voa dificilmente construirá candidaturas que possam ser associadas a políticas públicas. Pode-se atribuir o leve crescimento de Ciro Gomes à sua proposta de renegociação das dívidas dos inadimplentes do sistema de crédito. Ganha uma viagem à Venezuela quem for capaz de citar uma proposta de Geraldo Alckmin. Outro dia ele quis contar que pretende reforçar a Força Nacional com a contratação de conscritos que deixam as Forças Armadas, mas perdeu-se com reminiscências.

Haddad tira o tom de fantasia em que o PT envolveu sua participação na disputa. É tão pesado quanto o foi Dilma Rousseff na sua primeira campanha. Se o poste de 2010 tinha a alavanca do poder e do sucesso lulista, o ex-prefeito de São Paulo depende do prédio da carceragem de Curitiba.

Dilma se atrapalha em entrevista, o áudio viraliza e ela culpa a imprensa

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Na campanha, Dilma exibe sua alta criatividade

Juliana Cipriani
Estado de Minas

Uma entrevista da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) a uma rádio de Janaúba, no Norte de Minas, viralizou nas redes sociais desde segunda-feira (10/9) e irritou a equipe de campanha da petista. No áudio, quando é questionada pelo jornalista José Ambrósio Prates, da Rádio Torre, sobre o que a região pode esperar dela no Senado, caso seja eleita, ela pede um papel para consultar,

 “Vocês podem esperar … aquilo … só um pouquinho. Ô Eleonora? Me dá o papel, dá o papel”, diz. Alguém fala algo que não é possível ouvir e Dilma completa: “Tá com o Valdeci… Valdeci? O papel, Valdeci”, chama novamente a ex-presidente.

Quando o assessor finalmente aparece com o papel, leva um pito da candidata. “Não sei o que que você está fazendo lá fora”.

EXPLICAÇÃO – Diante da repercussão, o jornalista José Ambrósio Prates divulgou texto explicando o contexto da entrevista. Segundo ele, ao contrário do que foi divulgado, a conversa com Dilma não foi ao vivo. O entrevistador também nega ter vazado o áudio.

Prates diz que ia para casa quando viu o comboio da ex-presidente em Janaúba e aproveitou a oportunidade para pedir a entrevista em uma casa onde Dilma almoçava. O pedido foi atendido e ela falou em um local em que outras pessoas puderam gravar com celular.

“Começamos a gravação e foi quando ocorreu a fala que tem sido motivo das matérias publicadas, como se tivesse ocorrido ao vivo. A candidata realmente interrompe pedindo um papel, que pude perceber era uma lista com números e valores de investimentos feitos pelo governo federal na cidade e região, quando a candidata era presidente da República. Quando houve a interrupção, paramos a gravação e logo em seguida  iniciamos novamente a entrevista onde ela falou por cerca de 10 minutos, citando com ajuda do dito “papel”, as obras e investimentos de seu governo na região”, explicou Prates em seu blog e rede social.

O jornalista informa que a entrevista não foi veiculada na emissora de rádio com a interrupção.

CULPA DA IMPRENSA – Em nota, a assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff diz que o episódio em Janaúba traduz a “má vontade” de determinados veículos de comunicação com a candidata. A assessoria informa que a entrevista foi gravada quando Dilma deixava uma residência em Janaúba e veiculada sem o trecho com a interrupção.

“Dão ares de escândalo, mas o assombro está no comportamento do repórter, que vazou o áudio tentando desconstruir a imagem de Dilma Rousseff. Qual profissional de imprensa “vaza” os bastidores da entrevista que ele conseguiu com uma pessoa pública? Isso é um desserviço ao jornalismo e ao papel da imprensa. Um lamentável retrato da mídia comprometida em promover desconstruções de adversários”, diz a nota.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A matéria foi acompanhada com uma série de declarações de Dilma Rousseff realmente sensacionais, mostrando sua grande criatividade de mulher sapiens.

https://www.youtube.com/watch?v=fD7Ufpxfi3s

Busca e apreensão na casa e no palácio do governador Azambuja (MS) 

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Azamabuja está na série de governos corruptos

Deu em O Globo

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira uma operação que tem como um dos alvos o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). Agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão na casa do tucano e na governadoria do estado, em Campo Grande.

No total, estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão temporárias e 41 de busca e apreensão em cidades do estado. A operação partiu de colaborações premiadas de executivos da J&F e teve os mandados autorizados pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer.

ESQUEMA CRIMINOSO – A suspeita é de um esquema criminoso de concessão de créditos tributários, que teria encoberto o pagamento de propina no estado. Segundo informações do Ministério Público, a propina variava entre 20% e 30% do valor do benefício fiscal concedido. A estimativa é que o prejuízo para os cofres públicos tenha superado R$ 209 milhões.

Investigações preliminares apontaram que a propina era paga de três formas: como doação eleitoral, em dinheiro vivo e por meio da simulação de contratos de compra e venda, com a utilização de várias empresas do setor agropecuário. Essas empresas emitiam notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade ao negócio.

Azambuja concorre à reeleição para o governo do Mato Grosso do Sul. Segundo a pesquisa Ibope divulgada em 24 de agosto, o tucano tem 39% das intenções de voto.

LAMA ASFÁLTICA – A ação da PF é um desdobramento da Operação Lama Asfáltica, segundo o G1. A ação investiga uma organização criminosa especializada em desviar recursos públicos federais por meio de obras de pavimentação de rodovias, construção e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. A soma dos contratos chega a R$ 2 bilhões.

Em maio de 2016, a PF cumpriu 67 mandados judiciais em cidades do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Na ocasião, eram alvos o ex-governador do MS André Puccinelli e o ex-assessor especial do Ministério dos Transportes Edson Giroto. O apartamento de Puccinelli foi alvo de busca e apreensão, e Giroto foi preso temporariamente.

PROPRINA DA JBS – Em agosto deste ano, Puccinelli tornou-se réu pela segunda vez, acusado de receber propina da JBS. A contrapartida seriam os benefícios fiscais à empresa, entre 2007 e 2015, período em que esteve à frente da administração estadual. Ele está preso desde 20 de julho. Outras dez pessoas foram denunciadas.

Segundo o MPF, diz o G1, os valores das vantagens indevidas correspondiam a 30% e depois 20% dos benefícios fiscais. Os repasses eram ocultados por doações de campanha, pagamentos de notas frias em serviços não executados e em dinheiro.

SUPERFATURAMENTO – Durante a primeira fase da operação, deflagrada em julho de 2015, os investigadores constataram que um grupo superfaturava contratos de obras públicas com a administração governamental. Para isso, eles usavam empresas em nome próprio e de terceiros, mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes de licitações.

Com a análise dos materiais apreendidos nesta etapa, segundo a PF, verificou-se fortes indícios de prática de lavagem de dinheiro proveniente de desvio de recursos públicos e corrupção passiva, já que os envolvidos compraram bens em nomes de terceiros e sacaram dinheiro em espécie para ocultar os valores.

Mourão irá consultar TSE para tentar substituir Bolsonaro em debates

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Mourão quer atuar mais ativamente da campanha

Deu no Jornal do Brasil

O general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à presidência, disse nesta terça-feira, 11, que a campanha consultará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber da possibilidade da sua participação nos debates na TV, em substituição a Bolsonaro, que ainda se recupera da cirurgia feita em decorrência do atentado sofrido em Juiz de Fora (MG).

Mourão está em Brasília para uma reunião com aliados. “A gente pode solicitar se o Tribunal autoriza. Vai depender da autorização do Tribunal. Porque vamos lembrar da situação do Lula e do Haddad, apesar de serem situações distintas”, disse referindo-se à impossibilidade de Haddad, quando era candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula, de participar dos debates e entrevistas.

NA CAMPANHA – Na entrevista, ainda no aeroporto, Mourão disse que manterá as atividades que estavam previstas, como encontros com empresários e produtores rurais.

No fim do dia, ele embarcou para o Paraná, para agendas em Cascavel e Londrina. Na semana que vem, estará no interior de São Paulo para reforçar a campanha na base do candidato tucano Geraldo Alckmin.

Mourão ressaltou que não substitui Bolsonaro em atividades de rua. “Esse negócio de eventos de rua, ser carregado pelos ombros, não pertence a mim. Eu não sou o cara de rua. O cara de rua é ele. Ele é o líder de massa”, disse o candidato a vice, relatando que a equipe de campanha discute as estratégias que serão tomadas na reta final.

REJEIÇÃO – Mourão afirmou “desconfiar” de pesquisas que apontaram grandes índices de rejeição a Bolsonaro. “Eu tenho desconfiança, pois todo lugar que vou converso com pessoas das mais diferentes camadas sociais e não vejo que essa rejeição seja tão grande assim. Não vou dizer que a pesquisa está errada, pois seria uma leviandade. Mas prefiro esperar um pouco mais.”

Sobre o tom da campanha, pós-atentado a Bolsonaro, ele disse que é fase de desconstruir os discursos adversários. “Temos de ter um discurso de desconstruir algumas coisas que foram colocadas, como aquela questão das mulheres e da violência. Colocaram que ele (Bolsonaro) não respeita as mulheres. É preciso desconstruir isso”, comentou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 Enviada por Mário Assis Causanilhas, a reportagem do JB mostra que o problema da chapa é sério no segundo turno, devido à rejeição e o impedimento médico de Bolsonaro participar dos debates. O grupo “Mulheres contra Bolsonaro” ultrapassou hoje 1 milhão de eleitoras. Outras minorias ofendidas pelo candidato também estão sendo mobilizadas. Não adianta tanto esforço par vencer o primeiro e perder o segundo turno? (C.N)

Crescimento de Ciro Gomes pode frear o potencial de Fernando Haddad

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Ciro ganham muitos votos petistas no Nordeste

Mauro Paulino e Alessandro Janoni
Datafolha

Um dos dados que chama a atenção na pesquisa divulgada na segunda-feira (10) pelo Datafolha refere-se ao grau de decisão dos brasileiros em relação ao candidato que escolheram para presidente da República. A maioria (55%) se diz totalmente certa sobre sua opção, porém, ao se comparar a taxa dos convictos com eleições anteriores, percebe-se que a cristalização do voto nesta eleição está em patamar muito mais baixo.

COMPARAÇÃO – No mesmo período, nas campanhas de 2006 e 2010, esse índice alcançava 80% e, em 2002 e 2014, se aproximava de 70%.

Claro que a tendência reflete o conjunto de incertezas do cenário político brasileiro dos últimos anos, meses e semanas.

Mas, considerando-se o contingente de eleitores que mantém a posição de votar em branco ou anular o voto (o percentual caiu em relação à pesquisa anterior, mas ainda configura recorde histórico), o espaço para os candidatos conquistarem novos adeptos é reduzido.

VARIÁVEIS – Com o objetivo de projetar potenciais de crescimento dos principais nomes ao cargo, o Datafolha aplicou análise multivariada de segmentação sobre o universo eleitoral de cada candidato.

A exemplo do que fez na disputa de 2014, combinou variáveis como intenção de voto, rejeição e conhecimento para chegar ao teto e piso imediatos de cada um.

Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as intenções de voto, é o candidato que, ao mesmo tempo, apresenta alto grau de cristalização tanto de entusiastas quanto de detratores.

PRÓS E CONTRAS – Dentre os seus 24% de intenção de voto, 21% são de eleitores que se dizem convictos.

No extremo oposto, 47% dos brasileiros enquadram-se em um grupo denominado “causa perdida”, isto é, afirmam conhecer o deputado e o rejeitam completamente.

Demonstram certeza sobre a opção pelo candidato do PSL a presidente principalmente os homens e os mais ricos, mas é interessante notar que o índice de convicção entre simpatizantes do PSDB supera a média em cinco pontos percentuais.  O dado ilustra a dificuldade de Geraldo Alckmin (PSDB) no resgate de seus correligionários.

TETO DE 27% – Considerando-se o potencial de crescimento de Jair Bolsonaro, se a tendência mantiver curva ascendente, o candidato do PSL tem teto imediato de até 27%.

Quanto a seus detratores, pelo menos metade das mulheres, dos jovens e dos mais escolarizados impede desempenho mais expressivo do capitão reformado em sua aspiração de chegar ao Palácio do Planalto.

No pelotão de baixo, onde estão embolados quatro candidatos, se considerados apenas os eleitores convictos de cada um, o quadro fica ainda mais indefinido.

HADDAD E MARINA – O que impede um melhor desempenho do substituto de Lula não é mais Marina Silva (Rede), que nos levantamentos anteriores herdava boa parte do espólio do ex-presidente e que, agora, é totalmente descartada por metade dos brasileiros.

É Ciro Gomes (PDT), que, além de dividir com o petista a cristalização de voto em segmentos correlatos de redutos lulistas, como o Nordeste, apresenta também bom potencial em estratos mais ao centro, como entre os eleitores de Geraldo Alckmin, onde chega a ser cogitado por 47%.

Talvez, por esse espectro amplo, o maior desafio de Ciro daqui para frente seja justamente o de adaptar o discurso, sem desagradar ambos os lados.

VOLÚVEIS – O pedetista é um dos candidatos com maior taxa de eleitores “volúveis”, isto é, que podem mudar o voto a qualquer momento. Se isso acontecer, é bem provável que Haddad suba para percentuais próximos a 13% em médio prazo. Caso contrário, Ciro tem potencial para chegar a 18% no mesmo espaço de tempo.

Quanto a Alckmin, resta a dúvida sobre como o ex-governador de São Paulo penetrará na blindagem que Jair Bolsonaro compôs em torno do eleitorado tradicionalmente tucano.

Seu potencial imediato se projeta em 15% das intenções de voto, mas, para alcançar esse patamar, o foco não deve ser exclusivo no perfil óbvio dos eleitores de Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoedo (Novo). Alckmin tem maiores chances na conversão quantitativa de eleitores indecisos e entre os que votam em Marina.

O que dizem os médicos sobre recuperação de pacientes como Bolsonaro

Aliados de Bolsonaro publicam foto de cicatriz do abdômen do candidato para refutar acusação de 'fake news'

Foto é verdadeira, confirma o filho de Bolsonaro

Débora Álvares
(Gazeta do Povo)

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, não poderá fazer caminhadas, participar de comícios, ser carregado por eleitores, exercitar-se e participar de demais atividades que lhe exijam esforço físico nos próximos 30, 40 dias, pelo menos. É o que dizem especialistas em aparelho digestivo consultados pela Gazeta do Povo. 

Especialistas do aparelho digestivo orientam cuidados pelos próximos 40 dias, pelo menos, e acreditam que muitos atos de campanha podem ser prejudicados devido à cirurgia

RECEBERÁ ALTA – Informações do Hospital Albert Einstein, onde o deputado está internado, dão conta de que ele já saiu da UTI, mas só deve receber alta no início da semana que vem.

A reportagem conversou com dois médicos com acesso à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde se encontra o presidenciável e que, também, mantém contato constante com os especialistas que têm atendido o deputado. “

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FOTO É MESMO DE BOLSONARO
Guilherme Seto
/ Folha

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) têm compartilhado em suas redes sociais uma foto do abdômen do presidenciável após a cirurgia a que foi submetido para reparar os danos causados por facada que recebeu na quinta-feira (6) durante ato de campanha em Juiz de Fora.

No sábado (dia 8), os filhos de Bolsonaro, Eduardo e Flavio, também pediram compreensão dos aliados e disseram que no momento somente os familiares poderão interagir com o candidato.

“Agradeço a preocupação de todos, mas apenas a esposa e os filhos podem visitá-lo agora. Se entrar ele vai querer falar e precisa ser preservado”, disse o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do candidato do PSL.

CONFIRMAÇÃO – À Folha, Eduardo confirmou se tratar de uma imagem de seu pai, mas disse que cada um que tem que avaliar se a atitude de compartilhar a foto seria apelativa.

“Cada um que faça seu julgamento. O pessoal do Einstein manifestou uma preocupação. Vai para dizer também que não foi coisa pouca. Ele está todo arrebentado lá. Está evoluindo bem, mas não se trata de fake news ou de algo leve que nós estejamos aumento e encenando para gerar comoção pública. Ele quase morreu. Enquanto familiar, não me incomodo, não [com a publicação da foto]. Nossa vida é um livro aberto”, disse Eduardo. 

“As coisas que rolam na serra são fortes como suas pedras”, diz o compositor

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Dedo de Deus, a montanha mais famosa do país

Paulo Peres
Site Poemas & Canções


O cantor, compositor e poeta  João Batista Gomes do Amaral, que adotou o pseudônimo de Johnny do Matto, natural de Campos dos Goytacazes (RJ), tem mais de duzentas músicas, entre elas, “Degraus Para As Nuvens”, que mostra a sua alegria de estar e encontrar amigos pelas montanhas das cidades mencionadas na letra. Esta música foi gravada pelo grupo Cambada Mineira, em 2000, no CD Cambada Mineira 2, produção independente.

DEGRAUS PARA AS NUVENS

Johnny do Matto

Nunca me falta alegria
Quando eu estou na montanha
Nunca me faltam amigos
Pra abraçar
Quero morar
Em São Tomé das Letras, Sana,
Maringá, Mauá, Maromba,
Em São Pedro lá da Serra!
Também na serra do Bocaina,
Ouro Preto, Tiradentes, Mirantão e no vale do pavão.
As coisas que rolam na serra,
São fortes como suas pedras,
Ficam gravadas em tantos corações!
Vou viajar
Pra Pouso Alegre, pra Serrinha,
Em Floriano as ruazinhas
São tão lindas de se olhar e andar.
Santa Isabel, Conservatória, Itatiaia,
Japuíba, Papucaia,
A noite em Maria da Fé.
As coisas que rolam na serra,
São fortes como suas pedras,
Ficam gravadas em tantos corações!

O problema não é propriamente Jair Bolsonaro, mas quem vota nele

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Charge do Junião (Arquivo Google)

Clóvis Rossi
Folha

O problema não é Jair Bolsonaro. O problema são os que se dispõem a votar nele e que constituem, segundo o mais recente Datafolha, um terço dos eleitores (no segundo turno). Ou, mais corretamente, o problema é o sinal enviado por essa parcela do eleitorado. Por que o problema não é Bolsonaro? Porque, conforme ensinam os especialistas em sociologia e política, a liquidação da democracia não se dá mais, hoje em dia, pelos tanques e canhões, mas pela erosão lenta, gradual e segura promovida por quem chega ao poder, de farda ou de terno, pelo voto popular.

Venezuela e Nicarágua são os dois exemplos do momento na América Latina. Há outros até na Europa ultracivilizada.

IMPROVÁVEL – Parece altamente improvável, primeiro, que Bolsonaro se eleja, conforme mostraram as simulações de segundo turno no Datafolha. E, se ganhar, é mais improvável ainda que consiga levar adiante o trabalho de demolição da democracia.

Não digo que não queira. É, visivelmente, um autoritário empedernido. O problema é que não terá a colaboração da maioria do Congresso, da maioria dos governadores, da maioria dos partidos e, acima de tudo, enfrentará uma sociedade civil razoavelmente articulada.

Dividida, é verdade, mas naturalmente pouco inclinada a ceder os espaços de liberdade e de participação que foi conquistando. Democracia é oxigênio para a sociedade civil.

EXORCISMO – Mesmo os militares, salvo alguns alucinados, não têm em tese incentivo para estrangular a democracia. O fantasma do comunismo, usado como pretexto para o golpe de 1964, já foi exorcizado.

As elites, que conspiram contra a democracia sempre que sentem seus interesses ameaçados, não têm com que se preocupar. Até o PT deixou de ser aquele partido cuja vitória, em 1989, levaria 800 mil empresários a deixar o país, na famosa frase de Mario Amato, então presidente da Fiesp.

Lula acabou ganhando 13 anos depois e, em seu governo, os empresários nunca ganharam tanto dinheiro, segundo o próprio Lula diria mil e uma vezes. Os 13 anos e algo de governos petistas não tocaram em um só fio de cabelo das elites.

NÃO CONVENCE – O problema, do meu ponto de vista de militante pela democracia, é que ela, nesses seus 33 anos de vigência no Brasil, não conseguiu convencer um terço do eleitorado de que é o pior dos regimes, fora todos os outros, para citar Winston Churchill.

Há uma parcela nada desprezível de brasileiros que prefere o pior dos regimes, uma ditadura, resgatada, pela primeira vez nas oito eleições democráticas, das catacumbas a que havia sido felizmente condenada.

ÀS ESCÂNCARAS – Posso até ver algo de positivo nesse ressurgimento: é melhor que os viúvos e viúvas da ditadura trabalhem à luz do dia, no processo eleitoral, do que conspirem nas sombras, como fizeram nos anos 60, até derrubar o governo e impor 21 anos de trevas.

Mas é importante que os que rejeitam o autoritarismo que Bolsonaro simboliza tomem consciência de que a eleição de 2018 é uma demonstração de que a democracia está capengando. Uma muleta —rejeitar o autoritarismo— não vai bastar. É preciso restabelecer a confiança no modelo democrático, sob pena de que, em algum próximo assalto, ele vá a nocaute.

Piada do Ano! Haddad se lança candidato culpando “as zelites” do país

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A vice Manuela d’Ávila vai ajudar a levantar o poste

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

No primeiro pronunciamento como candidato à Presidência pelo PT, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad fez uma fala ressaltando os avanços sociais do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou o que chamou de “elites” do País. Em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde abril, Haddad disse que “sente a dor de todos aqueles que saberão hoje que não poderão votar no Lula”.

Em outro momento mais duro, Haddad disse que tudo que “a elite fez desde a reeleição de Dilma Rousseff foi desestabilizar o País”. A ex-presidente estava presente no ato, ao lado da candidata a vice-presidente, Manuela D’Ávila (PCdoB), da presidente do PT, Gleisi Hoffman, da esposa de Haddad, Ana Estela Haddad, do senador Lindbergh Farias (RJ), do governador de Minas, Fernando Pimentel, e do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh.

NEGRO NO AVIÃO – A partir daí, o agora candidato do PT enumerou programas sociais do governo Lula e condenou a postura dos adversários. “Quais pecados cometemos? Será que foi sentar ao lado de um negro no avião ou na universidade? Incomodou que uma pessoa sem diploma, conseguiu fazer o que nunca fizeram em 500 anos, foi isso?”, afirmou.

Na fala, o ex-prefeito de São Paulo frisou que a campanha petista vai fazer “o povo rememorar os bons dias que viveu”. “Nós temos um líder chamado Lula que nos inspira. Não vamos aceitar o Brasil do século 20, desigual”, disse.

IR ÀS RUAS? – Haddad também conclamou a militância para ir às ruas até 7 de outubro e para “celebrar a democracia no dia 28 de outubro”. “É hora de sair de casa com cabeça erguida e ganhar esta eleição por Lula e pelo Brasil”, afirmou.

Haddad encerrou o pronunciamento em frente à PF em Curitiba aos gritos de “Lula Livre”. Gleisi puxou, posteriormente, o coro “Boa noite, presidente Lula” e “Lula livre”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É Piada do Ano. Quando parecia que os petistas já tinham se acostumado a Romanée Conti, Chivas Regall, Veuve Clicquot, de repente a gente descobre que eles continuam invejando “as zelites”, como diz o grande líder Lula da Silva, aquele durango kid que diz ter ficado rico fazendo palestras para os milionários. É Piada hilariante. (C.N.)

Igreja evangélica ameaça processar advogado do agressor de Bolsonaro

Zanone, o advogado, quer ter 15 minutos de fama

Andreza Matais
Estadão

O departamento jurídico da igreja Testemunhas de Jeová avalia ingressar hoje na Justiça contra o criminalista Zanone Oliveira Junior por ter declarado que foi contratado para defender o agressor de Jair Bolsonaro por uma pessoa ligada à agremiação. Desde que ele fez a afirmação, a igreja tenta contatá-lo para pedir que diga quem da comunidade paga por seus serviços ou se retrate publicamente.

A avaliação é que o advogado envolveu a imagem da igreja no episódio, ajudando a estigmatizá-la ainda mais. “Abominamos o que o agressor fez”, diz a igreja via assessoria.

AQUI NÃO –  A igreja chegou a divulgar nota pública para dizer que “Adélio Bispo de Oliveira (o agressor de Bolsonaro) e sua família não são Testemunas de Jeová ou têm vínculos com ela” e que “lamenta” o ocorrido com o candidato.

Procurado ontem pela Coluna, Zanone já não é mais tão assertivo quanto aos vínculos do contratante. “É uma pessoa que conhece o Adélio do meio evangélico, não necessariamente Testemunha de Jeová”, disse.

O perfil de Zanone no Facebook foi alvo de críticas e ofensas. Ele diz estar acostumado, já que trabalha com casos de homicídio há duas décadas. “Nenhum acusado será julgado sem defensor. Se não for eu, outros virão”, afirma.

FALAS POLÊMICAS – A defesa do agressor de Bolsonaro está compilando polêmicas declarações do candidato sobre mulheres, negros e homossexuais.

Vai alegar que o Código Penal prevê atenuar a pena de crime cometido por “motivo de relevante valor social ou moral”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Os advogados do esfaqueador não foram contratados por ninguém. Em crimes de grande repercussão, como o que levou o goleiro Bruno à prisão, eles se oferecem para defender gratuitamente os acusados, em busca de 15 minutos de fama. (C.N.)

Efeito eleitoral do atentado contra Bolsonaro foi menor do que a expectativa

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Os filhos e a equipe de Bolsonaro estavam esperando uma subida maior nas pesquisas

Hélio Schwartsman
Folha

Foi relativamente modesto o efeito mártir provocado pelo ataque a Jair Bolsonaro. Como mostra o Datafolha, as intenções de voto no candidato do PSL oscilaram apenas dois pontos percentuais para cima, apesar da ampla exposição no noticiário, e a rejeição a seu nome até subiu em relação ao levantamento anterior. O que isso significa para a corrida eleitoral?

Tudo o que não é proibido pelas leis da física pode acontecer. Em tese, até o cabo Daciolo pode ser eleito presidente. Mas, com base nas pesquisas, na literatura técnica, no histórico dos pleitos e no que se convencionou chamar de sabedoria política, podemos classificar como remota a possibilidade de o bombeiro militar sagrar-se vencedor.

QUATRO NO PÁREO – Até que novos e mais surpreendentes imprevistos venham a abalar nossas profissões de fé bayesianas, o mais provável é que a disputa se dê entre Bolsonaro, Ciro, Marina, Alckmin e Haddad.

Mais até, dá para afirmar com alguma confiança que haverá dois turnos e que uma das vagas será ocupada por um representante da esquerda, e a outra, por alguém do campo da direita. Isso significa que Ciro e Haddad vão brigar por um dos lugares, e Bolsonaro e Alckmin pelo outro. A melhor chance de Marina seria fazer colar o discurso antipolarização, mas seu escasso tempo de TV não a ajuda.

HADDAD E CIRO – Se a transferência de votos de Lula ocorrer como o PT espera, Haddad leva vantagem sobre Ciro. Se a coisa não for tão automática, o PT terá desperdiçado um tempo vital ao retardar a oficialização da candidatura do ex-prefeito de São Paulo.

Quem se encontra na situação mais complicada é Alckmin. Ele não tem alternativa que não a de bater em Bolsonaro, mas não pode errar na dose. Com o rival convalescendo numa UTI, o risco é que a tentativa de desconstrução se volte contra o tucano. É um problema difícil de resolver, mas não impossível. Não faltam inconsistências na candidatura do militar reformado.

Haddad e Ciro travam batalha pelo espólio de Lula e dividem a esquerda

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Ciro e Haddad: amigos, amigos, negócios à parte

Daniela Lima
Folha

Dois nomes dominam a disputa pelo eleitorado que vai influenciar de maneira decisiva a corrida presidencial. Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) são os que mais avançam sobre o espólio de Lula, indica o Datafolha. Haddad, candidato ainda oficioso do PT, atraiu os setores em que o padrinho político despontava: cresceu entre os mais pobres, no Norte e no Nordeste e entre os que têm ensino fundamental. Ciro também avançou sobre esses votos. Anúncio de nova batalha, a da esquerda.

A campanha de Ciro vinha dizendo há dias que só via uma vaga disponível no segundo turno –e apostava que ela ficaria entre o pedetista e Haddad. No PDT, o palpite hoje é de que um dos dois passará à próxima fase da disputa para rivalizar com Jair Bolsonaro (PSL).

MUDAR O TOM – Ciro foi preparado para mudar de atitude com relação a Haddad e deve começar a criticar o petista. O caminho indicado: indagar como alguém que não se reelegeu prefeito de São Paulo pode estar gabaritado para disputar a Presidência.

Sobre a última pesquisa do Datafolha, o detalhamento do Datafolha mostra que, na região Nordeste, mesmo com uma campanha tímida, Haddad subiu oito pontos percentuais em comparação com levantamento de agosto, de 5% para 13%. Ciro subiu seis, de 14% para 20%. No Norte, o pedetista passou de 10% para 14% e Haddad de 5% para 13%.

JÁ SABEM – Uma análise com foco só nos eleitores que declaram voto em Ciro mostra que 43% deles sabem que Fernando Haddad é o escolhido de Lula. Outros 11% acham que o indicado do ex-presidente é o pedetista e 38% não sabem quem foi o ungido. 

Apesar de Bolsonaro ter oscilado positivamente em quase todas as faixas do eleitorado na esteira da repercussão de seu atentado, o pior cenário pintado pelos rivais não se confirmou. Não houve um tsunami de adesões e a rejeição do candidato permanece alta em setores importantes, como o das as mulheres.

Publicitários que operam para candidatos ditos de centro temem hoje que o crescimento de Ciro Gomes o transforme no destinatário natural dos eleitores que tendem a optar pelo chamado voto útil contra Bolsonaro.

Recurso de Lula será julgado pelo STJ após as eleições, sem chances de êxito

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Fischer sempre derrotou Lula por unanimidade

José Carlos Werneck

O recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação no caso do triplex em Guarujá, que chegou na noite desta quinta-feira ao Superior Tribunal de Justiça, não tem a menor chance de lograr êxito, simplesmente porque o STJ é conhecido por fazer julgamentos despidos de quaisquer conotações político partidárias e obedecer estritamente às previsões legais, à jurisprudência e à boa doutrina.

Não é por outra razão que o STJ é conhecido pelos jurisdicionados como o Tribunal da Cidadania e suas decisões têm sido exemplares e dignas de grande respeito por parte dos operadores do Direito, bem como de toda a população brasileira.

SEM FALHAS – Realmente tanto a sentença do juiz Sergio Moro que condenou Lula e a decisão do Tribunal Regional Federal da 4a Região, que a confirmou e, ainda, aumentou a pena imposta, são irretocáveis sob o ponto de vista jurídico processual.

O juiz Sergio Moro e os desembargadores julgaram inteiramente alicerçados na Lei e deram ao réu todas as possibilidades de defesa previstas no Direito. O resto é conversa fiada de quem abusa do direito de recorrer, com a finalidade única de procrastinar uma decisão legal fundamentada em provas robustas.

O RECURSO – Trata-se de um recurso especial que pretende reverter a condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região em janeiro e pela qual, em abril, Lula começou a cumprir pena de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em uma cela especial da superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

No mesmo mês que Lula foi preso, seus advogados protocolaram recursos contra a condenação no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça.

Conforme previsão legal, cabIa ao TRF-4 decidir se eram admissívesi esses recursos para que os tribunais superiores analisem o questionamento do condenado.

CRONOLOGIA – O TRF-4 decidiu aceitar o recurso ao STJ em junho, mas negou para o STF, demonstrando que, em consonância com a previsão legal e a jurisprudência existente, não existia questão constitucional a ser respondida. A defesa recorreu para o recurso pudesse subir ao Supremo.

Mais de dois meses depois de o tribunal regional aceitar o recurso, o processo chegou ao STJ através de meio eletrônico. Os advogados do ex-presidente poderão refazer pedido de cautelar para suspender os efeitos da condenação que determina prisão e inelegibilidade. O STJ negou antes o pedido argumentando que o recurso ainda não havia chegado, afirma a defesa de Lula.

A PEDIDO – Mas é bom não esquecer que a remessa do processo ao STJ, em Brasília, foi determinada pela vice-presidente do TRF-4, desembargadora federal Maria de Fátima Freitas Labarrère, e que ela suspendeu o envio dos autos em 20 de julho, a pedido dos próprios advogados do ex-presidente.

Esta semana, o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, declarou que o recurso poderia ser julgado em até 40 dias depois que chegar ao tribunal.

Ele explicou que o julgamento deve ocorrer rápido, como outros casos da Operação Lava Jato, principalmente em razão da eficiência do relator processos ligados ao esquema da Petrobras no tribunal, ministro Félix Fischer. Mas afirmou que o caso não será acelerado em razão da tentativa de Lula de se manter como candidato.

HIPÓTESE – Uma eventual absolvição de Lula no STJ, com anulação da condenação, poderia tirar o ex-presidente da prisão e torná-lo capaz para disputar eleições.

Em 1º de setembro, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidiram por 6 votos a 1 pela rejeição do pedido de registro de candidatura de Lula à Presidência da República por considerá-lo inelegível combase na Lei da Ficha Limpa, que veda a participação de políticos condenados por órgãos colegiados.

Os advogados de Lula fizeram três recursos no STF depois da decisão.