Celso de Mello compartilha crítica a Bolsonaro publicada pelo jornal britânico “Financial Times”

Editorial atribui a Bolsonaro ter acendido o ‘medo’ na democracia

Breno Pires e Rafael Moraes
Estadão

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), compartilhou entre interlocutores um editorial do jornal britânico “Financial Times” que atribui ao presidente Jair Bolsonaro ter acendido o “medo” na democracia brasileira e criado um risco real e crescente de uma virada autoritária.

O artigo cita o próprio ministro, que é o mais antigo nos quadros do Supremo. O jornal faz referência à mensagem que Celso de Mello encaminhou na semana passada a interlocutores, comparando o Brasil atual e a Alemanha nazista de Hitler.

DITADURA – Em mensagem de WhatsApp, no domingo, dia 31, Mello acusou bolsonaristas de odiar a democracia e de pretender instaurar uma “desprezível e abjeta ditadura”. “Isso pode soar exagerado”, disse o Financial Times sobre a mensagem do decano. “Mas poucos presidentes eleitos atenderiam e contemplariam protestos nos quais os manifestantes pedem pelo fechamento do Congresso e da Suprema Corte, sendo substituídos por uma lei militar. Ainda assim, isso é o que o Sr. Bolsonaro fez – não uma, mas várias vezes. No fim de semana passado, ele apareceu em uma dessas manifestações montado a cavalo”, descreveu o jornal.

Na mensagem que enviou a interlocutores, junto com uma cópia do editorial do Financial Times, Mello disse que a “advertência” era necessária. “Editorial de hoje, domingo, dia 07/06, do jornal britânico ‘Financial Times’ sobre a conduta inconstitucional de Bolsonaro, com referência à minha advertência, ‘exaggerated’, porém necessária em face dos contínuos ataques à Corte Suprema e ao Congresso Nacional, visando o seu ‘shutdown’ (fechamento)!”, escreveu Celso de Mello no Whatsapp.

CASO MORO – O decano do STF é o relator do inquérito que investiga a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, com base em acusação do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. A investigação pode levar ao afastamento do presidente da República se eventual denúncia da Procuradoria Geral da República não for aceita pela Câmara dos Deputados.

O veículo de comunicação britânico, que tem orientação conservadora, também citou os militares colocados pelo presidente na administração federal e a resposta do ministro Augusto Heleno ao Supremo, quando o celular do presidente foi solicitado pelo STF.

O Palácio do Planalto tem acompanhando com atenção as declarações de Celso de Mello. No início da semana, foi cogitado um pedido de suspeição do ministro – ideia que havia perdido força. A avaliação, do governo e do próprio STF, é de que as chances de o plenário do STF declarar Celso de Mello suspeito são quase nulas. 

2 thoughts on “Celso de Mello compartilha crítica a Bolsonaro publicada pelo jornal britânico “Financial Times”

  1. Prezados …Estamos vivendo uma das maiores aberrações que um membro do “stf” já orquestrou ao longo da história desta corte “suprema’ de justiça…
    Um juiz com idade , e o mais antigo da corte …virando um politico…e atropelando com um linguajar nada elegante para o nosso Brasil …a norma racional do cargo que ocupa.

    Sinceramente não sei a onde este “decano” quer chegar…quer jogar gasolina na fogueira de nosso momento social e politico ? Estes ‘decano” já está passando dos limites éticos de um juiz, fala cousas absurdas que certamente está fazendo um tremendo estrago para nossa justiça..que é um juiz de uma corte “suprema” tendencioso, politico e linguarudo…

    O que me deixa abismado ..é que os demais membros deste “stf” não pedem ao tal falastrão mais cuidado, mais senso de equilibrio e acima de tudo . fazer ele .entender que ele faz parte de um colegiado de uma instituição …Mas todos como covardes submissos e traidores de nossa pátria calados estão e calados ficam …

    tempos tristes e sombrios pairam sobre nossa pátria ..lamentável ..

    YAH SEJA LOUVADO SEMPRE

Deixe uma resposta para Luiz Fernando Souza POA/RS Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *