Celso de Mello vai derrubar os embargos infringentes. Querem apostar?

Carlos Newton

Tenho um vizinho inglês, que é da marinha mercante e se casou com uma linda brasileira, com que quem já tem um filho, que chamamos de “Little John”. Ele adora o Brasil, particularmente o Rio de Janeiro, está completamente integrado e só coloca um defeito em nosso país: a proibição de apostas.

Pensei nele agora, ao analisar a situação do Supremo no caso dos embargos infringentes. Se houvesse no Brasil uma bolsa de prognósticos no estilo inglês, certamente estariam correndo apostas sobre o próximo voto do ministro Celso de Mello.

BRINCANDO COM COISA SÉRIA

Quarta-feira passada, espontaneamente, ele deixou todo mundo na dúvida ao lembrar aos repórteres que já havia votado duas vezes a favor da validade desses embargos infringentes. Mas depois fez a ressalva, dizendo que poderia mudar de opinião. Ou seja, brincou com o respeitável público, num momento que exigia dele o máximo de seriedade.

Cada um tem uma opinião. Posso estar totalmente equivocado, mas acho que Celso de Mello vai arranjar uma macete de valete e dama para derrubar os embargos infringentes, não por convicção jurídica, mas devido à delicadeza da situação. Querem apostar?

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22 thoughts on “Celso de Mello vai derrubar os embargos infringentes. Querem apostar?

  1. Não entendo se o dinheiro era da VISA, como dizer que era dinheiro público.
    Este processo tá muito escabroso. Tem muitas coisas mal explicadas.
    Alguém enriqueceu com o dinheiro. O patrimônio mostra alguma coisa ?

  2. Tomare que o Ministro rejeite os tais embargos infringentes e acabe logo esta escandalosa novela que foi o Mensalão e que todos os envolvidos possam ir dormir na cadeia e ficar lá um bom tempo. Afinal de contas lugar de bandido é na cadeia e é para lá que Zé Dirceu ( o bandido maior ) e toda a turma que participou do maior esquema de corrupção que o País já viu devem ir. Abraços fraternos. Infelizmente tem gente que acha que eles não merecem um julgamento deste como o senhor Luiz no seu comentário aí em cima.

  3. Também se ele votar a favor dos embargos ele pode trocar a Toca pela Mascara que baderneiros usam nas manifestações, pois pouca diferença vai existir entre ele e os bandidos.

  4. Tomara que seu palpite esteja certo, Carlos Newton!!
    Estou torcendo para que o ministro não embarque na canoa furada dos mensaleiros, pois seria uma enorme frustração para grande parte da sociedade que já está farta da impunidade em crimes de “colarinho branco”.

  5. Estou ansiosa para ter uma doce e maravilhosa surpresa.
    Preciso acreditar…

    Como todo povo brasileiro, por motivo diverso, preciso dessa esmola do ministro Celso de Mello.

    A criançada e seus pais necessitam muitíssimo mais da esmola que iniciará um mapa, um novo mapa da justiça brasileira e seu sonoro despertar.

  6. “NÃO HÁ JUSTIÇA, ONDE NÃO HAJA DEUS”
    .
    foram as cinco derradeiras palavras de Rui Barbosa legadas, segundo ele próprio em ‘Oração aos Moços’ como “…a última, a melhor lição da minha experiência. De quanto no mundo tenho visto,…”
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    Rousseau: “…a estimada felicidade é menos negócio da razão que do sentimento…”
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    Bem mais recentemente o Papa Francisco:
    “…eu peço de coração aos idosos, não vacilem em ser a reserva cultural do nosso povo que transmite a justiça, que transmite a história, que transmite os valores, que transmite a memória do povo”
    .
    É fascinante ler as opiniões dos internautas daqui e por aí.

    Há diversidade, mas a aposta do Carlos pagaria pouco.

    .
    A opção do Ministro Celso de Mello – por mais que ele venha a se esforçar no voto dele para provar tecnicamente o contrário – não é, no mérito, jurídico. Ainda que esta proposição seja falsa é como se põe como verdade para a sociedade.
    A verdade é a real percepção que se tem dos fatos e não as versões que deles se faz. Jürgen Habermas formula assim:
    “À luz de uma noção epistêmica da verdade, “encaixar-se nos fatos” não é mesmo que corresponder aos fatos ”
    .
    Por tudo que já se escutou, leu e aprendeu, em fora o disse-que-disse ao longo de mais de uma década, todo tabaréu não mais duvida que a questão é moral; é de legitimidade e assim também política porquanto ética. Escolha entre o bem e o mal; entre o deus e o diabo que vive em todos nós.
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    Está posta uma dicotomia que divide a nação entre os interessados apoiados num considerável contingente silencioso típico de massas que substituiu a sociedade de classes, propensos à manutenção do status quo, o que significa necessariamente o Estado a serviço de um Partido Político, o PT; e os que, no mínimo, descreem da possibilidade de sucesso mantida essa via sabidamente imoral onde a lei é instrumento de poder e não de igualdade nela. É exatamente isto que está em jogo, ou seja, o futuro do Estado de Direito. É justamente nisto que se concentra o tão ansiosamente aguardado voto de minerva do Ministro Celso de Mello.
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    O passado do Ministro Celso de Mello aponta para – por mais que pareça que não – ser ele extremamente sensível à opinião pública.
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    O verdadeiro jurista julga com o Deus dele. Qual será o deus do Ministro Celso de Mello?
    That is of the question.
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    Jurisconsulto por excelência que o Ministro Celso indiscutivelmente o é, certamente não desconhece a opção ética que pesa sobre os ombros dele que está sob os atentos olhos da nação em ter que escolher em seus mais extremos termos, entre “la libertad individual y la seguridad social”; entre a pureza de um Direito sem Deus e um Direito, porventura impuro, mas com Deus:
    “Las opiniones de los hombres divergen em cuanto a los valores que han considerarse como evidentes y no es posibile realizar todos estos valores em el mismo orden social. Es necesario, entonces, elegir, entre la libertad individual y la seguridad social, com la consecuencia de que los partidários de la libertad juzgarán injusto um orden jurídico fundado sobre la seguridad, y vice-versa – Hans Kelsen em Teoria Pura del Dereceho”

  7. Carlos Newton,

    parece estranho, mas o voto do ministro Celso de Mello amanhã, no processo do MENSALÃO, irá traçar o rumo que tomará o comportamento de toda sociedade brasileira, especialmente, as novas gerações.

    De acordo com seu voto – usurpando pensamento do saudoso profeta Stanislaw Ponte Preta – um dos caminhos a seguir estará indicado:

    “RESTAURE-SE A MORALIDADE” ou “LOCUPLETEMO-NOS TODOS”

  8. Meu querido amigo Carlos Newton, banque a aposta que você vai acertar. Você tem um vizinho inglês, o pai de Joãozinho, que lamenta a proibição das casas de apostas no Brasil. Já eu tenho um vizinho que cuida de um polvo chamado “Just”, igual aquele ( o polvo “Paul” ) que acertava quem venceria os jogos da Copa de 2010. Meu vizinho colocou no aquário dois grandes potes. Dentro de um, as fotos dos ministros Barroso, Toffoli e Lewandowski. No outro, as dos ministros Barbosa, Fux e Gilmar Mendes. Pois não é que o polvo “Just” entrou inteirinho do pote em que estavam as fotos de Barbosa, Fux e Gilmar Mendes!! É sinal que seus votos sairão vencedores, quando Celso de Mello votar amanhã, quarta-feira, desacolhendo os Embargos Infringentes. Um detalhe: no final da sessão da última quinta-feira, quando votava, Marco Aurélio Mello perguntou quanto tempo faltava para terminar a sessão. E quem respondeu foi Carmem Lúcia: 20 minutos, ministro, disse.
    Ora, estava combinado que o julgamento iria ser interrompido para que o voto de Celso de Mello fosse transferido para amanhã, 18 de Setembro. E quando Marco Aurélio terminou seu voto, o presidente Joaquim Barbosa deu por encerrada a sessão mas fez questão de dizer que o voto de Celso Mello estava pronto. Era preciso, contudo, ganhar tempo para que o ministro Celso modificasse seu voto, que antes era a favor dos Embargos e agora, como será contra os Embargos, precisa receber outra fundamentação. Carlos Newton, quem apostar contra você vai quebrar. O polvo “Just” já garantiu.
    JORGE BÉJA

  9. Se o Ministro Celso de Melo votar a favor dos embargo infringentes minha opinião e de grande quantidade do povo brasileiro será:

    “Quem pode confiar na Justiça do Brasil, se nem o STF confia nos seus próprios julgamentos.”

    Depois disso vamos virar a terra de Marlboro.

  10. O ministro Celso de Mello está entre dois fogos:
    Se acolhe os Embargos Infringentes, a sociedade brasileira lúcida irá se revoltar com esta decisão;
    Se os rejeita, haverá a revolta de petistas, que poderão compensar no Legislativo tal afronta à justiça, como alegam.
    No entanto, a questão fundamental é se este recurso é legal, se é permitido que divergências entre ministros possam ser aproveitadas pelos réus para revisão de sentença.
    Não sou advogado, razão pela qual eu perguntaria se os Embargos Infringentes podem ser requeridos na última instância do Judiciário, o STF?
    Se não podem, Celso de Mello não os acolherá, caso contrário, terá de fazê-lo.
    Aguardo que um comentarista especializado neste tema me responda a pergunta que, antecipadamente, agradeço a sua boa vontade para comigo.

  11. Celso de Mello, votando contra os embargos estará estritamente dentro da lei, como estiveram que fez assim. Ou não.

    Ele, como como conhecedor profundo do direito e da situação deste país nesta questão, e pior, conforme seus discursos a cada voto que dava , não deixou a menor dúvida da culpabilidade dos réus.

    Enfim, na prática, advogado algum está preso a nada para, como querem alguns, manter o que disse no passado em contextos diferentes.

  12. Se ele votar a favor, veremos como se comportará o gigante do oba oba das ruas.

    Será que a midia ninja e o tal Capilé serão coerentes com o que pregam?

    Infelizmente, acredito que o forno da pizza já está sendo aquecido.

  13. JÁ ESTOU COM MEUS “EMBARGOS CHEIOS”! COLOCA OS PRECATÓRIOS NESSE ENREDO TAMBÉM! QUANTA ESTRELA NESSA NOVELA! O OSCAR SERÁ DE DIFÍCIL ESCOLHA! TEMOS: — O BOM, O MAU E O FEIO!

  14. Eu só queria entender, o ministro Marco Aurelio, concedeu Habeas Corpus ao assassino da Missionária Dorothy, o ministro Gilmar Mendes, soltou, Roger Abdelmassih – Condenado – Acusado de mais de 50 casos de abuso contra suas pacientes, foi beneficiado por um HABEAS CORPUS, fugiu do Brasil e dizem, vive muito bem na EUROPA. Quem concedeu o HC foi o Ministro Gilmar Mendes, que em sua “sábia” decisão e sentença proclamou: “A prisão preventiva do médico, “sem a demonstração de fatos concretos”, resultou em “mero intento de antecipação de pena”
    Ninguem fala nada. Por quê o ministro Celso de Melo não pode aceitar o embargo infringente?

  15. Se o que vale é o número quatro (inquestionável?) de votos, recordo a todos que em 1968, Wilton, ponta direita do Fluminense fez um gol no Flamengo, encontrando-se impedido e usando a mão para tirar o goleiro do Flamengo, Marco Aurélio, da jogada. O juiz era Armando Marques que não assinalou a irregularidade pois, por estar mal colocado em campo, não “viu” a malandragem e na sua conhecida arrogância não considerou o auxiliar da bandeira. Resultado, o Fluminense venceu o torneio Gomes Pedrosa e o jogo por 1 x 0. Justo ou não ? A justiça depende de quem se encontra na situação perdedora ou vencedora? Creio que é injusto para os dois lados, embora o título tenha ficado para o Fluminense e este muito satisfeito, ao contrário do Flamengo. Nesse antigo caso o que valeu foi o placar, mesmo com erro do juiz e anti jogo do atacante.
    Voltando para o mensalão, todos sabem muito bem que dentre os quatro votos pela absolvição dos já condenados quadrilheiros houve ao menos um voto do tipo gol-de-mão, anti ético e pleno de irregularidade que foi o do ministro Dias Toffoli, que não poderia jamais estar julgando nem o seu ex-chefe José Dirceu e nem a cúpula partidária do PT para quem advogara e era subalterno. Ele estava impedido e não foi suficientemente ético para se auto declarar impedido; tão pouco, outros juízes assinalaram este comportamento irregular. Este juiz votou pela absolvição dos réus do núcleo político. A parcialidade foi tão patente que todos já sabiam de antemão quais seriam seus votos, diferentemente de outros ministros como Carmem Lucia ou Marco Aurélio. No futebol vale o que o juiz determinou dentro das quatro linhas e do tempo regulamentar. O juiz Celso de Mello certamente viu pelo menos estes gols de mão do juiz impedido (talvez outros mais por outros juízes). Resta saber se ele considera justo o placar de quatro votos com estes gols irregulares (eticamente falando) e terá argumentos para invalidar a malandragem. Esta questão, absolutamente, “NÃO É PELOS EMBARGOS INFRINGENTES” ou “NÃO É PELOS 20 CENTAVOS”.

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