“Cem mil mortos não precisava ter acontecido”, diz Cármen Lúcia ao responsabilizar ‘atuação estatal’

Ministra diz que luto impõe luta permanente pela democracia

André de Souza
O Globo

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a política de enfrentamento à epidemia de Covid-19 no Brasil, que, no fim de semana, atingiu a marca de 100 mil mortos. Ela não citou nomes, mas responsabilizou a “atuação estatal” e a falta de orientação segura baseada na ciência e na medicina. O governo do presidente Jair Bolsonaro vem sendo acusado de ignorar a ciência na estratégia de combate ao novo coronavírus.

“Cem mil mortos é uma tragédia. Cem mil mortos não precisava ter acontecido, em que pese ser fato que este coronavírus é realmente uma doença grave e que acometeria muita gente. Mas foi uma atuação estatal, aliada a uma atuação em parte de uma sociedade perplexa, aturdida diante de tantos desmandos, de  tanta falta de orientação segura seguindo-se a ciência e a medicina de evidências, que nos levou a um fim de semana de luto. Portanto, luto que impõe luta permanente pela democracia”, disse Cármen Lúcia.

IRRESPONSABILIDADE – A ministra participou do seminário virtual “A Defesa da Democracia”, organizado pelo Instituto dos Advogados Brasileiros e pelo Instituto Victor Nunes Leal em homenagem ao Dia do Advogado, celebrado em 11 de agosto. Ela ainda afirmou: “Essa pandemia está patenteando exatamente isso, tornando escancarado como a irresponsabilidade política junto com a falta de escrúpulo econômico, principalmente no espaço particular empresarial, junto com cidadãos que não pensam nos outros e não se comprometem com os outros, levaram a um fim de semana como esse que acabamos de ter, de uma sociedade enlutada por todos que tenham alguma sensibilidade”.

O ex-ministro e ex-presidente do STF Cezar Peluso, que participou do seminário virtual, criticou outro episódio envolvendo Bolsonaro, mas também não citou nomes. Ele fez menção a uma reportagem da revista “Piauí”, segundo a qual o presidente quis mandar tropas para o STF porque, na sua opinião, os ministros da Corte estavam passando dos limites em suas decisões.

“Há dias, tive notícias que não foram desmentidas cabalmente como deveriam ser sobre uma tentativa de ocupação do Supremo Tribunal Federal, que em qualquer outro lugar do mundo despertaria, vamos dizer, a indignação pública e a tomada de providências dos órgãos destinados a investigar um atentado dessa ordem”, disse Peluso.

RESISTÊNCIA – O ministro do STF Luís Roberto Barroso voltou a citar os perigos que as democracias ao redor do mundo estão enfrentando. Ele apontou três razões para isso: o populismo, o conservadorismo intolerante e o autoritarismo. Mas afirmou também que, no Brasil, as instituições têm conseguido oferecer resistência.

“Nos últimos tempos, alguma coisa parece não estar indo bem. Nós temos assistido ao processo de erosão da democracia em diferentes partes do mundo. Exemplos: Hungria, Polônia, Turquia, Rússia, Geórgia, Ucrânia, Filipinas, Venezuela”, disse Barroso, acrescentando:

“A observação aguda que os autores [do livro `Como as democracias morrem´, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt] fazem logo no início é que a erosão da democracia contemporânea não se faz mais sob as armas de generais  e seus comandos em golpes de estado. A característica da erosão das democracias tem sido o fato de que ela, a erosão, decorre da atuação de líderes políticos eleitos sob o voto popular, seja como presidente ou primeiro ministro. E depois de eleitos, tijolo por tijolo, desconstroem alguns dos pilares da democracia de uma forma paulatina e sutil”, finalizou.

24 thoughts on ““Cem mil mortos não precisava ter acontecido”, diz Cármen Lúcia ao responsabilizar ‘atuação estatal’

  1. “Não há o que fazer, tem que enfrentar. E dai, eu não sou coveiro!”. Meio ambiente? “Façam menos cocô e se reproduzam menos”.
    É triste mas é verdade. Ainda bem que temos um expert em infectologia na Pasta da Saúde.

  2. O Ministro Barroso, ignorando qualquer apreciação sobre sua atuação judicante, tem mostrado uma visão analítica e humanista dos problemas políticos nacionais e estrangeiros.
    A sua apreciação levanta temores, na minha opinião, proféticos.
    Se não dermos uma guinada na prática política do pais, uma trágica convulsão social e conflito civil armado, são possibilidades assustadoramente previsíveis.

  3. Bolsonaro assumiu com índices de desemprego assustadores.
    Um ano depois, mesmo com a reforma da Previdência, o desemprego seguia o mesmo.

    Veio a pandemia.

    Com mais de 103 mil mortos no dia de hoje, torna-se comum encontrarmos pelas ruas ou neste blog quem já perdeu conhecidos ou amigos ou parentes ou familiares.

    Perez, em outra página, relata um tio, eu, dois amigos e uma conhecida, e assim por diante.

    Atribuir exclusivamente a culpa a Bolsonaro é irresponsabilidade, evidente.
    Nos Estados Unidos, com muito mais recursos, as mortes estão em 165 mil!
    O mundo acusa 750 mil pessoas mortas pela pandemia.
    O terceiro país com mais mortes no planeta é o México, com 53 mil vítimas fatais.

    Dito isso, a Europa ou boa parte dela, assim como os americanos, possuem condições de se recuperar dos danos e prejuízos ocasionados pelo vírus.
    Brasil e México não.
    Somos duas nações parecidas, onde existem a pobreza e a miséria em números absurdos.
    Mais:
    Temos graves problemas com o tráfico de drogas e armas. Da mesma forma, com milhares de crianças do sexo feminino, que se tornam prostitutas, de modo a ajudarem os pais no sustento da casa ou delas mesmas porque muitas foram abandonadas à própria sorte.

    Ah, igualmente temos as cracolândias, atestados incontestáveis da falência do serviço de saúde pública, que os nossos governantes se orgulham de assinar a cada ano que passa!

    Assim sendo, mexicanos e brasileiros – peruanos estão vindo ao nosso encalço com 21 mil mortes -, precisam se conscientizar que estão na iminência de uma tragédia social sem precedentes!
    Ambas as nações com 160 mil mortos empatam com as vítimas na Segunda Guerra Mundial, ocasionadas pelas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasáqui, no Japão.

    Morreram bem mais pessoas posteriormente, em face da irradiação, mas, na hora, no momento que os artefatos explodiram, mataram instantaneamente um pouco mais ou um pouco menos de pessoas.
    Milhares foram incineradas. Nada restou delas, sequer seus ossos.

    No entanto, o Japão é um país milenar; costumes, tradições, cultura, milenares.
    Rapidamente se recuperou, com ênfase na educação, e se tornou durante um bom tempo a terceira economia do mundo, ficando entre americanos e alemães, outro país destruído naquele conflito, o maior da História da Humanidade.

    Aonde quero chegar:
    Tenho uma ideia, um plano, que será o meu último para esse governo incompetente e medíocre.
    Que Deus me ajude, e faça com que alguém do Planalto o leia, e o coloque em prática.
    Trata-se de algo simples, exequível, factível.

    A Europa se restabeleceu com o fim da guerra através do Plano Marshall.
    O Japão, após a sua derrota, ficou sendo governado pelo general McArthur, que fez uma série de reformas, tais como o voto às mulheres, a agrária, econômica … e o Japão decolou.

    Dito isso, Brasil e México precisam se unir, e se ajudarem mútua e reciprocamente e, de carona, Peru, Argentina, Panamá, e Colômbia.
    Algo parecido com a América para os americanos.

    Certamente os desempregados nessas nações latino-americanas ultrapassam folgadamente 100 milhões de pessoas.
    Um país com uma grande população inutilizado, praticamente.

    Os Estados Unidos não consideram o resto do mundo. Vivem para si e para dominar o mercado internacional.
    Logo, as forças econômicas mexicanas, brasileiras, peruanas, argentinas, panamenhas, colombianas, precisariam se reunir e tecer um plano de ação imediato!

    Se existem nessas nações cinco milhões de infectados – o Brasil tem mais de três milhões -, a bem da verdade existem muito mais pessoas que NÃO ESTÃO contaminadas, e que poderiam trabalhar.
    Mas como revitalizar a economia desses países, inclusive o nosso?

    NÃO EXISTE outra forma, repito, NÃO EXISTE OUTRA FORMA que não seja empregar essa multidão de almas.
    Qual é a diferença da América Latina para a Europa?
    Rodovias e ferrovias.
    Transita-se sobre a totalidade europeia de trem, modernos, luxuosos e rápidos.
    Não quer viajar de trem?
    Então se percorre a Europa através de rodovias modernas, seguras, e excelentes na manutenção.

    Os empresários particulares, os governantes, empreendedores, deveriam se reunir e traçar um plano para ligar o México até a Patagônia;
    O Brasil se unir ao Pacífico com o Peru;
    Bolívia, Paraguai, sem costa marítima, contribuiriam com essas construções, ferrovia e rodovia;

    O que tem o México que não temos em termos de tecnologia nesse particular?
    O que teria o Brasil que o México não tem para asfaltar o seu território?
    Que nação poderia construir os trens?
    Quem faria os trilhos mais barato?
    Quais seriam os trechos mais difíceis de ser abertos?
    Que país teria uma mão de obra que melhor se adaptasse a essas dificuldades de terreno?
    Que nação teria mais disponibilidades de máquinas?
    Quem poderia fornecer melhores instalações para os empregados?
    Que estradas e ferrovias que já existem, e que poderiam fazer parte desses trechos novos e longos, de modo que os custos sejam menores e as realizações mais rápidas?
    E as estradas?
    Quais as cidades que poderiam servir de alojamento, depósito, refeições, para os trabalhadores?
    Por que os governos não se unem para o bem de seus países e de seus povos?

    Ah, mas não temos recursos!
    Canalhas!
    Para os poderes não falta dinheiro, mas à nação e seus cidadãos não tem um tostão furado?
    Então que sejam criativos, por favor!

    Ofereçam à iniciativa privada INTERNACIONAL trechos dessas estradas e ferrovias.
    O pagamento será mediante a exploração durante 30/40 anos do que foi construído, se linha de trem ou estradas.

    Pedágios, postos de gasolina, hotéis, parques, CASSINOS … o empreendedor poderá usar o seu trecho para criar milhares de empregos fixos, e onde as pessoas poderiam fixar residência!!!

    Meu Deus!
    Do México à Patagônia, onde muito da fauna e flora é virgem, intocável, que estrada ou ferrovia não poderia ser feita e que seria inigualável??!!
    Do meu estado, RS até o fim da América do Sul, temos 5 mil quilômetros.
    Do México até lá, no mínimo 15 mil, incluindo necessários desvios, pois em linha reta é impossível.

    Se a Transiberiana tem 11 mil quilômetros, oito fusos horários, liga Moscou, Europa à Ásia, passando pela China, Mongólia, até o mar do Japão, E NÃO SE VÊ MAIS DA METADE DO TRECHO PELO FRIO, imaginem a quantidade de turistas do mundo inteiro que não gostariam de fazer esse percurso, que seria praticamente a metade do tamanho do planeta??!!
    Serras, praias, cidades antigas, modernas, mais de 12 países percorridos e cem cidades visitadas, o quanto não ajudaria na economia latino-americana esse empreendimento, e que pode ter um custo zero??!!

    E do Brasil até o Peru?
    A nação inca usando o Atlântico e nós o Pacífico.
    Bolívia, Paraguai, Brasil e Peru, com o Chile e Argentina compondo esse pool de nações exportadoras e altamente turísticas??!!

    A verdade é que temos somente governos de MERDA!
    Ladrões, exploradores, manipuladores, vagabundos, mal intencionados.

    Querem outra ideia?
    Pensem nos Exércitos brasileiros e latino-americanos UNIDOS, construindo essas estradas e ferrovias, empregando mão de obra civil desempregada e não contaminadas pelo vírus??!!
    Usando maquinários e caminhões particulares, que receberiam aluguel por isso??!!

    Falta criatividade;
    Falta ousadia;
    Falta coragem;
    Falta intenção;
    Falta patriotismo!!!

    Solução existe!
    Não temos soluções para os governantes que elegemos, cada vez mais ladrões, incompetentes e corruptos!!!

    • Admiro um cidadão já idoso, como você, deixar de lado o merecido repouso e alheamento a que teria direito e espremer o pensamento e gastar energias em pró de ideias e soluções para nossa miséria social, enquanto pessoas na força da idade criativa se fazem desentendidas e se omitem de qualquer tipo de atitude de participação ou solução dos problemas comuns.
      Deus te conserve a força e a inspiração, Chico.

      • Prezado Moreno,

        Muito obrigado pelas palavras gentis.

        Mas, na minha mente, devo até o fim da vida ajudar o meu país de uma forma ou de outra, desde que positivas e úteis.

        Sabe, tenho comigo aquela gana quando fui para Brasília, e tudo precisava ser feito!
        Vivi numa casa em Taguatinga sem água e luz por um ano e meio!

        Hoje, no conforto do meu lar, mesmo que modesto, vejo-me impulsionado a sugerir, propor, alegar, apresentar … diante de tanta passividade, omissão, e falta de iniciativa de nossos governantes.

        Isso, sim, me deixa nervoso, inquieto, querendo medidas que o povo deveria tomar, e que fossem drásticas!

        Faz tempo que venho postando que a única solução que temos é incentivar o emprego.
        Não há nada que possa substituir a necessidade premente de trabalho para o povo, nada.

        Da mesma forma, nada poderia precisar mais de mão de obra, logo, milhares de trabalhadores inicialmente, que não seja a construção de ferrovias e rodovias, pontes, elevadas, viadutos, túneis, metrôs, escolas e hospitais.

        Roosevelt, conseguiu recuperar os Estados Unidos depois da quebra da Bolsa em 29, quando propôs o New Deal.
        Um programa levado a efeito de 1933 a 1937, com o objetivo de recuperar a economia, e ajudar os milhões de desempregados.

        Usinas hidrelétricas, barragens, pontes, hospitais, escolas, aeroportos, estradas, ferrovias etc. Tais obras geraram milhões de novos empregos; diminuição da jornada de trabalho, com o objetivo de abrir novos postos. Além disso, fixou-se o salário mínimo, criaram-se o seguro-desemprego e o seguro-aposentadoria (para os maiores de 65 anos).

        Essas políticas econômicas, até então inusitadas, foram adotadas quase simultaneamente por Roosevelt nos Estados Unidos e por Hjalmar Schacht na Alemanha, cerca de três anos mais tarde.

        Resultado:
        Quando estourou a Guerra, em 39, os americanos estavam com seu parque industrial a pleno; mão de obra à vontade; o país se recuperara da queda brutal na sua economia, depois do fatídico outubro de 1929!

        Por que nunca fizemos o mesmo, Moreno?

        Incompetência, roubos, corrupção, falta de criatividade, falta de patriotismo!!!

        Outro abraço.

        • Você mesmo responde, Chico, enquanto houver corrupção impune, nunca sobrarão recursos para educação, saúde e programas de incentivo industrial, comercial e agrícola que promovam emprego e renda.
          No popular, somos uns otários, ainda pagamos o salário deles.

          • Por essas e outras, Moreno, que o Brasil afunda solenemente, e não temos mais conceito positivo algum no exterior!

            Direita, esquerda, capitalismo, comunismo, socialismo, democracia, ditadura, teocracia, monarquia … nada dá certo nesse país!

            Nosso problema é de ordem pessoal, onde o parlamento e o executivo são compostos por maus elementos, que escolhem, ironicamente, os ministros dos tribunais superiores, notadamente o STF!

            Che, o troço só pode dar errado!

            Não tem como se manter.
            A corrupção domina; a impunidade reina; o roubo é obrigação; explorar e manipular é consequência de poderes em excesso e de impunidade garantida!

            E, ainda por cima, somos obrigados a sustentar essa máquina de moer trabalhadores, de matar cidadãos, de nos esmagar diariamente.

            Em suma:
            Reduzimo-nos a obedecer e outorgar poderes.
            Para um país de incultos e incautos, eles conhecem como “democracia”.

            Para mim, Moreno, isso se chama escravidão!
            Trabalharmos meio ano de graça para um governo corrupto, incompetente, vagabundo e ladrão!

    • Perfeito, Francisco!! Seria o caso de encaminhar seu comentário ao ministério da infraestrutura como sugestão. Talvez tirando os insultos, apesar de totalmente pertinentes, para evitar a rejeição.

  4. Atenção – uma notícia ótima O Jornalista e Apresentador Roberto Canazio – no próximo dia 15 / 08 / 2020 – das 8 as 10h da manhã na Rede Tupi Fm e Tupi 96,5 Fm – Rio de Janeiro, a Grande Estreia -debatendo sobre tudo no Brasil, no Rádio Brasileiro.

  5. Caro Bendl;
    Você é criativo, mas
    estes países que você citou, não possuem
    boa ficha histórica em honrar contratos.
    Juscelino foi profético ao tentar o Contrato de Roboré com a Bolívia, pois temia que um contrato só com a Petrobrás não fosse honrado.

  6. Marins,

    Citei exemplos de empreendimentos que poderiam empregar milhões de pessoas.

    Se os países que citei não são lá muito decentes em cumprir seus contratos, então que cedam à iniciativa privada a exploração dos trechos vencidos nas licitações, e compensem o investimento sem aguardar o governo.

    Depois, nada como uma boa conversa para colocar pingos nos “is” e “jotas”.

    Ou, então, que o Brasil rasgue esse território de norte a sul e de leste a oeste, e empregue essa multidão desempregada e desesperada!

    Por que o governo nada faz para o povo, a não ser roubar, explorar e manipular?

    Abração, Marins.
    Saúde e paz, paceiro.
    Te cuida!

  7. Carlos Marchi (via Facebook)

    No dia 26/3 começou a ser veiculada a campanha “O Brasil não pode parar”, do governo Bolsonaro.
    Neste dia o país contava 2.915 casos de covid-19, com 77 mortes.
    A campanha convocava jovens e adultos a trabalhar, propondo que apenas o grupo de risco ficasse em casa.
    No dia anterior o presidente Bolsonaro vociferara sua famosa dedução: “A covid era apenas uma gripezinha.”
    Estava redonda e cientificamente errado.
    No dia 31/3, cinco dias depois de começar, a campanha foi retirada do ar pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF.
    Saiu do ar mas continuou alimentando a narrativa bolsonarista nas mídias sociais, apurou a consultoria Brites.
    Entre 17/3 (dia do primeiro óbito) e 8/8 (dia dos 100 mil mortos), Jair, Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro fizeram 72 publicações contra o isolamento social.
    Só o presidente Jair Bolsonaro utilizou 26 vezes a expressão “O Brasil não pode parar”.
    Não tinha nenhuma base social. Era mero palpite – um palpite que ajudou a matar 100 mil brasileiros.

  8. Morreu hoje, vítima do COVID-19, o espetacular Trini Lopez!

    Um dos maiores vendedores de discos da década de sessenta, que muito embalaram os casais para dançar ao sabor de seus boleros com arranjos modernos e mais animados.

    La Bamba, Guantanamera, Lemon Tree, Michael Row, Cuando Calienta El Sol, Perfídia, Cielito LIndo … Que Deus o tenha!

  9. Quem tem o cetro tem a culpa. Nos USA, muitos responsabilizam a incompetência do Trump pelos números da covid19. Poderiam ser muito menores, alegam seus detractores. Lá, como cá, o líder minimizou a ação do virus, desprestigiou a área científica e falhou em não arregimentar especialistas, não disponibilizar PPEs, respiradores, testes, etc, para o combate cerrado e correto desde o início.
    Além da gestão do problema ter sido norteada por incompetência e ignorância, houve desrespeito ao povo. Lá e cá.
    Nos States, o CDC foi desmantelado, aqui continuamos sem um expert na gerência do Ministério da Saúde – não compro essa bullshit de especialização em logística para solução de um problema que exige cérebro e expertise apropriada.

  10. Se, em tempos de normalidades, sem pandemias, o governo não sabe como agir, em situação de crise suprema na saúde, a vaca vai para o brejo.

    A bem da verdade, o vírus pegou o mundo de calças na mão.
    Justamente um período ou uma fase que exigiria cuidados, prevenções, isolamentos sociais, tivemos a contaminação diminuída, desprezada, denominada de gripezinha no Brasil.

    A insistente solicitação que se deveria trabalhar, que o emprego evitaria a fome, que a economia não deveria parar, demonstrava perfeitamente o desprezo pela vida alheia, mormente do povão.

    Curiosamente, antes da pandemia, o Brasil acusava milhões de desempregados; a pobreza aumentava, assim como a miséria, mas não se ouvia nada da parte do governo, plano algum, ideia alguma, de incentivar o emprego, de impulsionar o país para o desenvolvimento.

    O deus mercado resolveria nossos problemas econômicos assim que a reforma da previdência fosse realizada!
    Ledo engano ou incompetência, amadorismo, má intenção?

    A permanência de um general como ministro da Saúde, na maior crise que o país vive nos últimos cem anos nessa área, denota o descaso que o governo central tem pelo povo e país.
    Se, pelo menos, o militar fosse médico, veterinário, dentista …. Trata-se de um ilustre desconhecido e, logicamente, ineficiente e incapaz para tão difícil missão, pois despreparado para aceitá-la e desempenhá-la a contento.

    Resultado:
    103 mil mortos, um número surpreendente de vítimas fatais.
    Afora os milhares que estão hospitalizados, e onde muitos ainda vão morrer da doença.

    Quanto ao governo, a preocupação é se manter no poder.
    Acordos, pactos, reuniões, compensações, trocas, negociatas … reeleições dos mesmos presidentes do congresso e câmara, que apoiariam Bolsonaro, é a tônica atual.

    Nada com relação à pandemia, ao desemprego, aos pobres e miseráveis.
    Para quê?
    CASTAS, ELITES, SISTEMA FINANCEIRO E OS TRÊS PODERES ESTÃO MARAVILHOSAMENTE BEM, que o povo se dane, que tente sobreviver, que se vire!

    Acho que, sem eu exagerar, o Brasil ali adiante será conhecido como o país do maior campo de concentração que o mundo já viu!
    Cem milhões de almas vivendo só para comer a ração dada pelo governo, pois sem trabalho, escola, aperfeiçoamento profissional, nada!

    E serão esses milhões de brasileiros que, presos em currais eleitorais, manterão o sistema imune e impune por muito tempo ainda!
    Mas, terão como se alimentar, e quanto mais filhos tiverem, aumentam os donativos em 15 ou 20 reais para cada criança!!!

    Podemos nos tornar um povo de terceira categoria, mas, em compensação, reprodutores de primeira!

    A coisa tá feia, muito feia e, a cada dia, mais feia se torna!

  11. A ministra Carmen Lucia usa a pandemia para fazer críticas enviesadas ao governo. É muito cômodo espinafrar a trabalho dos outros; difícil é oferecer soluções concretas.
    Ela se esquece que o STF também é ente estatal e que o povo brasileiro dispende recursos gigantescos para mantê-lo. O que fez os meritíssimos de concreto para minimizar a crise e a mortandade? Interferência nas atribuições dos outros poderes, críticas gratuitas, libertação de criminosos, arrivismo midiático, autorização para a violação de direitos individuais básicos e apoio a mentiras “científicas”.
    Por tudo isso, de todos os órgãos estatais, o que mais atrapalhou a vida do cidadão no enfrentamento da pandemia foi exatamente o STF da Carmen Lucia.

  12. Eu já disse, vou repetir, tenho medo, muito medo. Os abusos, sejam da natureza que forem, tendem a subir até um limite onde eles cessam, quase sempre, violentamente pela reação do abusado. Atualmente há uma atmosfera muito tensa no ambiente sócio político do pais, a radicalização é uma realidade e as práticas governamentais de propaganda e vigilância ideológica, sem que se enxerguem bombeiros nos outros Poderes, preocupam e assustam a sociedade e podem levar a uma ruptura.
    Não esqueçam os teóricos do poder moderador das FA, que seus componentes são filhos, maridos, pais e irmãos de cidadãos, sujeitos às mesmas influências e queixas que atingem a sociedade civil.

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