Centrais pagaram claques para engrossar mobilização

De O Globo

Na tentativa de engrossar o ato desta quinta-feira na Avenida Paulista, centrais sindicais usaram de um artifício recorrente durante nas campanhas eleitorais: o pagamento de claques para portar bandeiras, usar camisetas e carregar balões. A iniciativa não resultou, contudo, em aumento relevante do público. As centrais sindicais negaram que contrataram claques, mas O Globo localizou diversos jovens que foram pagos durante a mobilização.

Vitor Hugo Correia, de 17 anos, por exemplo, admitiu que recebeu R$ 50 da Força Sindical para portar um dos balões da entidade sindical. O jovem e seus amigos, do bairro de Artur Alvim, da periferia de São Paulo, disseram ter sido contratados por um sindicato filiado à Força Sindical. Com camiseta e bandeira da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Viviane Araújo, de 18 anos, disse ter sido paga para participar do ato.

— Eu recebi R$ 30 reais para vir aqui. Eles pagaram nosso transporte e disseram que o dinheiro era para a gente comer aqui — contou Viviane.

Nem bem o ato havia acabado, pessoas com a camiseta da União Geral dos Trabalhadores (UGT) faziam fila em uma das ruas ao lado do Museu de Arte de São Paulo. Um dos jovens, que assinava uma ficha da entidade sindical, disse ter recebido R$ 50 para estar no protesto. O estudante secundarista Alex da Silva, de 20 anos, e seu amigo Jorge Robério Pereira, de 15 anos, também foram pagos. Eles receberam R$ 50, além do pagamento de transporte e de alimentação, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEsta pequena reportagem, enviada pelo comentarista Darcy Leite, mostra o mico que os sindicatos/centrais pagaram. Mesmo dando condução e  dinheiro para “‘alimentação”, a manifestação foi um fracasso. Péssima ideia foi fechar estradas e ruas. A quem interessa isso? Por que Lula apoiou esse tipo de “protesto”. Que país é esse, Francelino Pereira e Renato Russo??? (C. N.)

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5 thoughts on “Centrais pagaram claques para engrossar mobilização

  1. Picaretas de luxo
    ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 11 JULHO 2013
    ARTIGOS – CULTURA

    A mentalidade esquerdista intoxica-se de mitos difamatórios de maneira a não cair jamais na tentação de ver no adversário um rosto humano.

    No show de ignorância dado à Folha de S. Paulo pelos líderes da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), a estrela maior foi sem dúvida o sr. Milton Hatoum, que, incapaz de lembrar o nome de um só escritor brasileiro importante que fosse de direita, ainda completou a performance com esta maravilha: “Diziam que Nelson Rodrigues era, mas discordo. Era provocador, irônico, e na ditadura lutou para libertar presos.”

    De um lado, é absolutamente impossível, a quem quer que tenha lido o cronista carioca, ignorar seu anticomunismo intransigente, seu horror aos “padres progressistas”, seu apoio inflexível ao governo militar e até o orgulho com que ele se qualificava publicamente de “reacionário”.
    É óbvio que o sr. Hatoum só conheceu o pensamento de Nelson Rodrigues por ouvir falar, e ainda assim com muita cera nos ouvidos.

    Em segundo lugar, socorrer e proteger presos e perseguidos políticos durante a ditadura foi uma das ocupações mais constantes dos intelectuais de direita, entre os quais Adonias Filho (um dos muitos omitidos, por falta de espaço, no artigo anterior), Josué Montello, Antônio Olinto, Gilberto Freyre e Paulo Mercadante. Para cúmulo de ironia, o mais célebre e aguerrido defensor de presos políticos naquela época foi o advogado Heráclito Sobral Pinto, um católico ultraconservador que confessava e comungava todos os dias e, quando não estava tirando gente da cadeia, estava escrevendo furiosas diatribes contra o Concílio Vaticano II. Hoje seria chamado de “fundamentalista” e jogado no lixo com a multidão dos outros “ninguéns”.

    O que nunca se viu no mundo foi o beautiful people comunista correr em massa para estender a mão a perseguidos da ditadura soviética, chinesa, húngara, polonesa, romena ou cubana.

    Ao contrário, sempre que aparecia algum foragido revelando as torturas e padecimentos sem fim sofridos nos cárceres comunistas, a gangue toda se reunia, não raro em escala mundial, para achincalhá-lo como “agente do imperialismo”.

    Se o sr. Hatoum não conhece nem Nelson Rodrigues, seria loucura esperar que soubesse algo, por exemplo, do caso Kravchenco, em que toda a intelectualidade esquerdista se juntou para desmoralizar o ex-funcionário soviético que denunciava os horrores do Gulag. Kravchenco reuniu testemunhas, provou o que dizia e venceu um processo judicial contra toda a plêiade dos bem-pensantes.

    Soljenítsin, quando esteve nos EUA, contou que os dissidentes soviéticos nunca receberam a menor ajuda da elite esquerdista americana, e sim apenas de sindicatos de trabalhadores (na época acentuadamente anticomunistas).

    Quando esteve no Brasil o pastor Richard Wurmbrand, homem que por dezesseis anos sofrera torturas e maus tratos numa prisão romena (confirmados em público por uma comissão médica da ONU), a mídia esquerdista o tratou como se fosse um demônio, um conspirador fascista.

    A mentalidade esquerdista intoxica-se de mitos difamatórios de maneira a não cair jamais na tentação de ver no adversário um rosto humano. Até hoje os quatrocentos guerrilheiros mortos na ditadura, muitos deles caídos de armas na mão, merecem mais lágrimas do que os cem milhões de civis desarmados que eles, como membros do movimento comunista internacional, ajudaram a matar. Até hoje os que nadam em indenizações milionárias como prêmio da sua cumplicidade com os regimes mais bárbaros e genocidas não consentem em dizer uma só palavra de conforto às vítimas da guerrilha brasileira, dando por pressuposto que a condição de ser humano é monopólio da esquerda, que aqueles que a esquerda matou, mesmo transeuntes inocentes, não passam de cachorros loucos abatidos pelo bem da saúde pública.

    Para o sr. Hatoum, basta um sinal de bondade na pessoa de Nélson Rodrigues, para produzir a conclusão automática e infalível: Não, ele não pode ter sido de direita.

    Nunca li os romances do sr. Hatoum, mas até admito, como hipótese extrema, que um idiota possa escrever um bom livro de ficção. O que é inadmissível é aceitar como “intelectual”, como formador de opinião, um sujeito que formou a sua na base do puro zunzum e sai por aí arrotando julgamentos sobre o que desconhece.

    Hoje, esse tipo de gente domina não só a FLIP, como todo o mercado editorial, as universidades e a mídia cultural, mas um dia a juventude brasileira, cansada de ser ludibriada por esses farsantes, adquirirá cultura por conta própria (espero sinceramente ajudá-la nisso) e não se curvará mais às opiniões recebidas. Submeterá seus gurus aos testes mais duros e chutará o traseiro daqueles que forem desmascarados como ignorantes palpiteiros a serviço de interesses mafiosos e partidários. Garanto que, entre meus alunos, há pelo menos cem que são incomparavelmente superiores, em inteligência e conhecimentos, aos donos da FLIP e à massa de seus puxa-sacos. O renascimento cultural do Brasil vem-se preparando no silêncio e na modéstia do trabalho sério, do esforço genuíno, na paciente aquisição dos instrumentos da vida intelectual superior. Quando esses jovens ocuparem o espaço que merecem, não haverá mais lugar para os picaretas de luxo, para os comedores insaciáveis de verbas públicas, para os apadrinhados de um governo que vive da mentira e da corrupção. Quando soar a hora, cada um destes últimos, desprovido da interproteção mafiosa, será julgado no tribunal da competência e da honradez intelectual e, muito previsivelmente, jogado às trevas do anonimato, de onde nunca deveria ter saído.

    Publicado no Diário do Comércio com o título ‘A esquerda e os mitos difamatórios’.

  2. Usar dinheiro do Imposto Sindical, valor de um dia de trabalho dos já sacrificados trabalhadores, para fazer Greve a favor de um Governo Incompetente e Conivente com o que ocorre nas mais diversas áreas de sua administração.

    Este é mais um exemplo de coisas que só acontecem no Brasil!

  3. Com o dinheiro de que fonte os “manifestantes” foram pagos? Alguém tem alguma duvida a respeito? (Desculpem-me: a resposta foi dada no comentário que antecedeu a este).

  4. Os Sindicatos e sua Centrais, a longo tempo abandonaram o trabalhador, FHC “pintou e bordou”, veio LULA e agora Dilma, continuaram a “pintar e bordar”, e a consequência, foi o “povo na rua em junho” que acordou, e que se mantenha desperto, exigindo pacificamente com passeatas e outros meios legais, a pressionar os 3 Poderes, formados com o VOTO, não digo “democrático” por ser obrigatório, mas é a “arma pacifica de mudança” quando exercido com Consciência e Dignidade.
    A passeata de junho, alijou partidos, politiqueiros e sindicatos e suas centrais, que no dia 11/07, receberam o que mereciam à muito: o repudio do povo, cabe a eles, retornarem a Ética e Dignidade, representando o “TRABALHADOR” pela demanda de VIDA DIGNA, pois, ele é o construtor esse País.
    Lembro uma recomendação de 2 mil anos: HORAI E VIGIAI.

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