Centrais sindicais cobram de Dilma pauta trabalhista e marcam megaprotesto conjunto para 11 de julho

Carlos Newton

Com o prestígio em baixa e o poder fugindo-lhe das mãos, a presidente Dilma Rousseff se reuniu esta quarta-feira com representantes de todas as Centrais Sindicais, em Brasília. Participaram dirigentes da CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, UGT, CGTB, CSP Conlutas e CSB. Dilma expôs os cinco pontos da sua proposta de avanços institucionais e depois abriu a palavra às Centrais.

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, a reunião foi chamada “para fazer uma discussão sobre a questão das manifestações e do atual momento político do Brasil”. “Defendemos que essa discussão leve em consideração os interesses dos trabalhadores organizados”, afirmou.

A Força Sindical saiu insatisfeita. A Central avalia que o debate sobre a agenda trabalhista poderia ter avançado. “A presidente falou sobre sua proposta de pacto, mas não assumiu o compromisso de atender os itens da nossa pauta”, observa o deputado Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da Força.

PAUTA TRABALHISTA

Os sindicalistas, sem desconsiderar os assuntos mais gerais da conjuntura, focaram suas falas na Pauta Trabalhista (jornada de 40 horas; fim do Fator Previdenciário; fim das demissões imotivadas etc.). Não houve proposta de Dilma sobre esses itens, porque, do seu ponto de vista, ela considera que esses temas devem ser debatidos na Mesa Permanente de Negociações.

As centrais não concordam.“Insistimos que o diálogo deve ser permanente, com o sindicalismo e os movimentos sociais”, disse o presidente da UGT, Ricardo Patah, assinalando que a falta de respostas à Pauta Trabalhista levará para as ruas, com força, bandeiras como as 40 horas e fim do Fator Previdenciário.

As Centrais estão convocando um Dia Nacional de Mobilizações e Protestos para 11 de julho, pelo fim do fator previdenciário, revisão dos benefícios da aposentadoria, derrubada do projeto de lei que amplia a terceirização, além de mais investimentos em Saúde e Educação.

Os sindicalistas acreditam que, se o ato do dia 11 tiver força, estarão criadas as condições efetivas para pressionar governo e parlamento.

 

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10 thoughts on “Centrais sindicais cobram de Dilma pauta trabalhista e marcam megaprotesto conjunto para 11 de julho

  1. Hélio,

    BABOU GERAL!

    Lula e Dilma conseguiram quebrar a maior empresa Brasileira. “Petrobrás

    Deve R$42.000.000.000,00

    Só tem em caixa R$8.000.000.000,00

    E nenhuma parlamentar da oposição pede abertura de CPMI e muito menos chama a presidente para explicar. O petróleo já não é nosso a muito tempo.

    Não demora, algum fornecedor vai pedir a concordata.

  2. João Batista. Cê tá exagerando. Só traduzir a situação para alguém que tá financiando uma casa ou um veículo que seu raciocínio vem a baixo. Alguém pode ter 5000 em caixa por mês e pagar um financiamento habitacional de 100, 150 mil.

  3. Enquanto isto nós Aeronautas ficamos sem representatividade nesta Reunião. A senhora sindicalista Graziella Baggio pelo que se sabe não compareceu a esta reunião. Ela foi presidente do SNA e está sempre em Brasilia tentando resolver o dificil caso AERUS VARIG, mas agora pelo que se sabe não esteve em Brasilia para tentar conversar com Dilma para que ela, presidente, resolvesse o impasse que perdura há mais de 11 meses da Decisão Judicial dada pelo Exmo. Juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira que deu ganho de causa a todos os aposentados e pensionistas da Varig e da Transbrasil no caso da Antecipação de Tutela. Infelizmente o governo da senhora Dilma não cumpriu esta Decisão Judicial e a AGU ( Ministro Luiz Inácio Adams ) interpôs recursos para não cumprir tão importante Decisão Judicial que beneficia a todos nós. Enquanto isto mais pessoas do nosso grupo falecem.

  4. Essas centrais hoje são dominadas por um bando de picaretas, oportunistas, verdadeiros sangue sugas que estão torcendo para a volta de Lula, que foi o maná deles nos seus 8 anos de “governo”.

    Como nas atuais manifestações, foram ignorados, tentam criar um fato qualquer para ver se aparecem. Não acredito na sinceridade dessa turma.

  5. Essa pelegada anda sempre junta. Mas eles ainda tem certeza de que não será dessa vez ainda que este barco vira. São do mesmo naipe do petralha mor.Vão tentar e talvez consigam enganar ainda por bastante tempo. Meios para isto eles juntaram durante esses dez anos passados em que se fingiram de mortos. Vade retro!

  6. Muito triste conseguir alguma coisa com essas centrais sindicais, sabemos que eles fazem tudo o que o governo quer e nunca lutam pelos trabalhadores.
    Nós é que devemos ir as ruas pedir o fim do fator redutor previdenciario!!!!

  7. Acredito ser a formula 85/95 de bom tamanho. Adotem já e estipulem um ano limite. Exemplo: quem ingressou no mercado de trabalho, ou melhor, que começou a trabalhar e contribuir para o INSS, até o ano de 2000, entrará nesta regra. Aqueles que começarem depois, poderão até se aposentar mas proporcionalmente, obedecendo alguma tabela. Daqui uns bons anos, se for o caso, torna-se a “mexer” de acordo com as necessidades da época. O que não dá, é deixar continuar um regra que só tem prejudicado a muita gente. Aposto que se os parlamentares estivessem incluídos nesta tabela do FP ao se aposentarem, já a teriam alterado ou excluído; mas como recebem altos salários e continuarão recebendo ao se aposentarem… Enfim, passou da hora de acabar com esse FP. Pra tudo tem jeito, exemplo disso, são os preparativos para COPA, é só ir na mesma “mina” e arrumar o dinheiro para devolver aos contribuintes, através de uma aposentadoria digna.

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