Centrais sindicais se unem contra projeto que amplia terceirização de serviços públicos

Ricardo Patah (presidente da UGT)

As Centrais Sindicais, de forma unânime, rejeitam o Projeto de Lei 4.330/04 que trata da terceirização. A crítica principal é a de que o projeto, de iniciativa do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO e grande empresário), possibilita terceirização também na atividade fim.

Esta segunda-feira  (dia 3), as Centrais se reúnem para tratar do PL e apresentar propostas ao relator da matéria, deputado Arthur Maia (PMDB-BA). A reunião será na sede nacional da UGT (Rua Aguiar de Barros, 144, Bela Vista, São Paulo. Telefone (11) 2111.7300).

Como presidente da UGT, Ricardo Patah, considero que há dois aspectos centrais do PL 4.330 que merecem ser combatidos: mudança permitindo terceirização na atividade-fim e imprecisão quanto à responsabilidade subsidiária do contratante.

Nossa posição é firme contra qualquer retrocesso. O que precisamos é avançar e ampliar a rede de proteção social dos trabalhadores.

DIESSE DENUNCIA

A reunião, às 15 horas, terá participação do Dieese, que tem estudos mostrando a precarização entre os terceirizados. O trabalhador terceirizado ganha menos, sofre maior rotatividade e tem a representação sindical prejudicada.

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e o Ministério Público já se pronunciaram contra o projeto, considerando que a iniciativa, sem dúvida, visa legalizar o capitalismo selvagem.

 

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7 thoughts on “Centrais sindicais se unem contra projeto que amplia terceirização de serviços públicos

  1. Gente do céu… mas que coisa absurda. Olha só o contra-senso: vem a Constituição e diz no seu art.37 que a administração pública direta e indireta deve ser norteada pela eficiência.

    Para a garantia dessa eficiência os cargos deverão ser preenchidos por gente que demonstre capacidade mediante concurso. Aí vem um débil mental desse, querendo esculhambar as empresas públicas e sociedade de economia mista com trabalhadores mal remunerados, sem qualificação, visando somente o lucro, sem se preocupar com a qualidade final do produto ou serviço.

    Aonde este imbecil quer chegar?

    Que homem ridículo! Alguém tem de dar um chega-prá-lá neste coisa sinistra.

    Contente-se em prestar serviços à atividade-meio. Que muitas vezes são umas porcarias de serviços.

    Homem ganancioso e imbecil.

  2. Só seria bom ser verdade que concurso público demonstra capacidade…

    “Meu sonho é passar num concurso, pra não ter que trabalhar” Alguém aqui já precisou ir no INSS? Ou solicitou algum documento ao IBAMA? Ou é aposentado?

  3. Seytrym, sou concursado e trabalho feito gente grade. O serviço público seleciona muito mais do que a iniciativa privada.

    Meu pai também é concursado, trabalha no INSS e trabalha muito. Aliás está havendo uma sobrecarga de trabalho no funcionalismo público de uma maneira geral. No INSS nem se diga!

    Veja no blog do INSS que não param de abrir agências Brasil afora sem realizarem concursos para atender à demanda. É um problema de gestão do governo e não da qualidade dos servidores.

    Grande abraço!

  4. Ok! Vamos deixar tudo como está, com essa beleza de gestão pública que funciona maravilhosamente no nosso Brasil. Vamos continuar pagando a maior tributação do mundo, vamos continuar recebendo esse belo tratamento médico proporcionado pelo SUS, vamos continuar com a transposição do São Francisco, com a Transnordestina, com os belos administradores da Fazenda e do BC, os fabricantes de terras indígenas da Funai, os majestosos estádios para abrigar as Copas do Mundo, das Confederações e as Olimpíadas de 2016, a ridícula infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária, com as desonerações setoriais que agradam muito aos setores não beneficiados, com as bolsas misérias de várias denominações, enfim, com essa maravilha de poder executivo que desfrutamos no nosso amado Brasil. Atenção, a casa já começou a ruir… foi construída na areia… não poderia permanecer edificada!

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