Centrão vai com Bolsonaro até o fim, desde que ele ouça os conselhos do grupo

Charge do João Bosco (O Liberal)

Valdo Cruz
G1 Política

O Centrão está disposto a ir até o final do governo ao lado do presidente Jair Bolsonaro, mas desde que ele esteja aberto a ouvir os conselhos e sugestões do grupo. Se ele repetir o atual formato, de atropelar seus ministros e aliados, a fórmula não dará certo e há o risco de uma separação no próximo ano.

Segundo líderes do Centrão ouvidos pelo blog, os partidos que formam o grupo de apoio ao presidente, agora no comando da Casa Civil, apostam no senador Ciro Nogueira (PP-PI) para ser um fator moderador dentro do Palácio do Planalto, atuando como um conselheiro para evitar que o governo entre em confronto com aliados e outros poderes.

FAZER A COISA CERTA – A principal missão de Ciro Nogueira, segundo interlocutores do senador, será fazer o governo andar na direção correta, deixando de lado temas que só geram desgaste e não contribuem para a recuperação econômica do país.

Se o presidente der ouvidos a seu futuro novo ministro da Casa Civil, seus amigos dizem que o governo pode se recuperar deste momento de fragilidade.

Por sinal, amigos antigos do presidente da República têm reclamado nos bastidores da decisão de Bolsonaro de praticamente entregar o comando do governo ao Centrão.

APOIO TEM LIMITES  – Esses interlocutores dizem que a ascensão d0s centristas aconteceu porque o presidente se enfraqueceu e precisa recuperar sua imagem. E, principalmente, manter o apoio do Centrão à sua administração.

Nas últimas semanas, o presidente foi avisado que o Centrão seguiria como aliado do Palácio do Planalto, mas não afundaria junto com o governo. E, alertaram líderes de partidos aliados, esse é o risco do governo se não fizer uma correção de rumo.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Bolsonaro parece anencéfalo. Somente um político descerebrado poderia imaginar que o Centrão pudesse apoiar um golpe militar. Os centristas sabem que o enriquecimento ilícito dos políticos ocorre mais facilmente em democracia plena. Para os aliados do presidente, a intervenção militar seria uma gelada, como dizem atualmente. O Centrão vai lutar para manter o status quo. O próximo governo significa apenas uma nova negociação de apoio.  (C.N.)

3 thoughts on “Centrão vai com Bolsonaro até o fim, desde que ele ouça os conselhos do grupo

  1. Caro Newton,
    NR muito pertinente. Sem esgotar qualquer tema, respeitosamente, sobre a expressão “democracia plena”, é de se imaginar que sociedades fundadas a partir desse regime alcançariam melhores padrões de dignidade para as atuais e futuras gerações. Uma tal “democracia” permitiria, por exemplo, outros patamares de IDH para o respectivo povo… De fato, parecem haver poucos registros, atualmente, de sociedades instituídas através de regime cujo conteúdo que seja digno desse nome (e.g., miremos os 7 bilhões de vidas humanas que povoam este planeta, como o nobre editor ressalta, com frequência). Ainda a título de exemplo, são latentes as divisões e desigualdades lastimáveis, mesmo em países ditos “afluentes”. E, infelizmente, parece ser também que ainda não construímos uma sociedade democrática, mesmo com tanta gente propalando-a em verso e prosa…
    Gratíssimo e ABS!

  2. “Conselhos do grupo” …

    Salve o eufemismo bem colocado porque significa simplesmente deixar o Centrão ROUBAR à vontade!

    A cada dia que passa, mais eu sinto o constrangimento de um general 4 estrelas, que chegou a parodiar uma canção alusiva ao Centrão, e hoje se vê obrigado a conviver com aqueles que ridicularizou em passado recente!

    Heleno deveria pedir que a ONU lhe arranjasse uma missão para combater o Boko Haran, na Nigéria, e deixar que o seu subalterno, Bolsonaro, passe por este vexame sozinho, sem envolver mais generais da máxima hierarquia!

    Aliás, o Exército tem à disposição uma chance notável de se redimir pelo que Bolsonaro foi quando militar:
    Se deixou de expulsá-lo, agora pode deixar que seja impedido de governar, simples.

  3. Se tem uma coisa que o atual governo se mantém coerente desde o primeiro dia da posse é que – não houve realmente “governo”.

    Desde que foi empossado Boçalnaro faz o possível e o impossível para destruir o arcabouço de Estado que temos (ou tínhamos).

    O Rio de Janeiro com suas milícias instadas à plenipotência parece ser o máximo que o ex-coiteiro de milicianos consegue ter como meta.

    Não me espanta em nada ver expoentes das forças armadas servirem de mulas para a familícia.

    Aliás, desde o início do governico a eminência parda olavista fez questão de defecar nas cabeças de todos esses generalecos. De lá pra cá a “honra” dos fardados só desce a ladeira.

    No penúltimo ato dessa tragicomédia (cuja abertura se deu com as eleições de 2018) os generalecos são substituídos pelos parlamentares do CENTRÃO.

    Centrão, diga-se de passagem, primeira e derradeira fronteira política da atuação inexpressiva de Boçalnaro.

    Qualquer pessoa minimamente esclarecida poderia e pode vaticinar dois ou três abismos pr’onde esse desgoverno sucumbirá.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *