Cesar Maia deita e rola com as maracutaias do prefeito Eduardo Paes, no Rio

Carlos Newton

Como se sabe, o ex-prefeito Cesar Maia lançou o filho, deputado federal Rodrigo Maia (DEM) para prefeito do Rio, tendo como companheira de chapa a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), filha dos ex-governadores Anthony e Rosinha.

Para alavancar a candidatura dos dois jovens, Cesar Maia usa seu ex-blog e denuncia as múltiplas negociatas do atual prefeito Eduardo Paes. Uma delas é a obra do túnel da Grota Funda-Transoeste, que registra uma desmesurada diferença de valores entre 2004 e 2012.

Confira abaixo a denúncia de Cesar Maia, que também não é flor que se cheire:

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UMA DIFERENÇA DE 600 MILHÕES

Cesar Maia

1. A prefeitura do Rio licitou, sob regime de concessão, em 2000, o Túnel da Grota Funda, assim como as suas saídas/entradas, incluindo passarelas viadutos… O concessionário desistiu em função da crise. Em março de 2004 se fez a atualização para se reavaliar a oportunidade de nova licitação sem pedágio.

2. O valor orçado da obra seria 129 milhões de reais. Atualizados para 2012 seriam 207 milhões de reais. Incluiria, além do Túnel Galeria Guaratiba/Recreio (4 faixas), a Duplicação do Canal de Sernambetiba-Est. do Portinho, 3 passarelas para pedestres, Ponte sobre o Canal de Sernambetiba, Viadutos Est. do Pontal (1) / Est. Barra de Guaratiba (2), Acesso lateral à Embrapa, Viadutos Est. da Matriz, Est. Do Pontal, Ponte Rio Portinho, Duplicação Est. do Rio Portinho/ Est. da Matriz.

3. Era um projeto mais completo para o entorno do Túnel. A diferença é que a Transoeste, agora, alarga a Av. D. João VI (ex-Av. das Américas) em direção à Santa Cruz e inclui –ainda por fazer- uma entrada nova para Campo Grande. Quanto essa ampliação/alargamento de acesso, deveria ter custado?

4. O fato é que em vez dos 207 milhões de reais, a obra está custando mais de 800 milhões de reais. Será que esta ampliação simples de alargamento e pontos de ônibus explicam 600 milhões de reais?

5. Na época, a decisão não foi tomada em função do impacto sobre a Barra-Lagoa antes da construção do Metrô-Linha 4, que a prefeitura se dispôs a assumir. O concessionário da Linha 4, na época, não aceitou receber por etapa de obra medida.

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