3 thoughts on “Charge do Alpino

  1. Dragão da inflação já preocupa o Banco Central

    Expansão no consumo das famílias brasileiras e retomada da indústria são fatores previstos no relatório do Banco Central.

    O Banco Central (BC) manteve seu duro discurso de combate à inflação ontem e indicou que dará continuidade ao ciclo de aperto monetário, mas agentes econômicos seguem sem consenso sobre se virão altas maiores do juro básico ou se o ritmo atual será mantido. Em seu Relatório Trimestral de Inflação, o BC indicou que vê a economia brasileira crescendo menos em 2013 e piorou seus cenários de inflação para este e o próximo ano, citando também riscos trazidos pelo dólar mais elevado e repetindo que continuará “especialmente vigilante” na condução da política monetária.

    Para o economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, o relatório do BC indica que a autoridade monetária avalia que altas adicionais do juro são necessárias, mas que não há “pressa excessiva no ciclo de aperto, já que as previsões apontam para a estabilização da inflação numa perspectiva de médio prazo, embora ainda acima da meta”.

    Para este ano, o BC prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 2,7%, abaixo dos 3,1% estimados anteriormente, o mesmo desempenho visto em 2011, primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff. Em 2012, a economia doméstica teve expansão de apenas 0,9%. A previsão do BC para este ano ainda é melhor do que a colhida na pesquisa Focus, que aponta alta de 2,46% do PIB em 2013.

    INDICADORES

    O BC argumenta que os indicadores de atividade já vistos no segundo trimestre sugerem continuidade da recuperação, como a retomada da indústria e a manutenção da expansão do consumo das famílias, apesar da estimativa de alta para esta variável ter sido reduzida a 2,6%, ante 3,5%.

    ‘O cenário de inflação neste ano abaixo de 2012 está de pé. O BC dispõe de instrumentos para que a inflação permaneça sob controle’, disse Carlos Hamilton Araújo, diretor de Política Econômica do BC. – ABr
    A inflação elevada tem afetado a demanda dos consumidores, uma vez que atinge o poder de compra da população. No relatório, o BC piorou suas expectativas e trabalha agora com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 6% no fechado de 2013 no cenário de referência – que considera Selic estável no patamar de 8% ao ano –, ante previsão anterior de 5,7%. Para 2014, o IPCA deve ficar em 5,4%, ligeiramente acima da estimativa anterior de 5,3%.

    A instituição tirou proveito dos protestos nas ruas de todo o País e antecipou a revogação do aumento das passagens de ônibus de algumas cidades em suas projeções para a inflação, segundo afirmam analistas.

    SOB CONTROLE

    Apesar disso, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, acredita que o IPCA fechará este ano abaixo do registrado em 2012, quando ficou em 5,84%. Isso ocorrerá, segundo ele, porque o BC tem os instrumentos necessários para manter a inflação sob controle, mantra que repetiu várias vezes durante a entrevista coletiva para comentar o relatório de inflação.

    “O cenário de inflação neste ano abaixo de 2012 está de pé”, afirmou o diretor do BC, numa indicação clara de que o aperto monetário continuará. “O BC dispõe de instrumentos para que a inflação permaneça sob controle”, acrescentou.

    TETO DA META

    Pelo conteúdo do relatório atual do BC, o IPCA voltará a estourar o teto da meta do governo neste trimestre no acumulado em 12 meses, chegando a 6,8%, antes de recuar a 6,2% no terceiro trimestre e a 6% no quarto trimestre. A meta de inflação do governo é de 4,5%, com tolerância de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. No Focus, os economistas consultados veem o IPCA a 5,86% neste ano, com a Selic a 9% em dezembro.

    ALTA DO DÓLAR

    O BC destacou, no relatório, que a maior volatilidade e “tendência de apreciação” do dólar são riscos considerados, mas defendeu que na última década o repasse da depreciação cambial para a inflação diminuiu. “Além disso, esse repasse tende a ser suavizado pelo ciclo de ajuste da política monetária ora em curso”, segundo o Banco Central.

    O dólar acumulava alta de 2% ante o real neste mês até dia 26. A moeda norte-americana chegou a subir mais de 5% no pico em junho, quando ultrapassou R$ 2,25 reais, diante da expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, possa reduzir seu programa de estímulos a partir do fim deste ano, o que diminuiria a liquidez internacional.

    Segundo o diretor do BC, as projeções no relatório de inflação não levaram em conta a alta do dólar, que no cenário de referência está em R$ 2,10.

    Apesar de o BC repetir no relatório o tom forte de combate à inflação adotado recentemente pela autoridade monetária, não há consenso sobre a possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) acentuar mais o aperto monetário em julho, quando se reúne novamente.

    Para o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, o BC manter o ritmo de alta de 0,50 ponto porcentual “é o mais provável”, mas um eventual ajuste de 0,75 ponto na Selic não pode ser descartado.

    O BC iniciou o ciclo de alta do juro em abril, quando tirou a Selic do piso histórico de 7,25% ao ano, para 7,50%.

    A autoridade acelerou o passo em maio, quando elevou a taxa básica para 8%, informando que agiria de maneira tempestiva para conter a inflação.

    Já no mercado futuro de juros, a maioria das apostas ainda é de que a Selic será elevada em 0,75% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária.

  2. Editado o Atlas do Censo Demográfico de 2010.

    A população brasileira cresce a uma taxa geométrica de 1,17%. As diferenças regionais são bem ressaltadas. Trabalho muito interessante.

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    Atlas do Censo Demográfico do IBGE mapeia mudanças na sociedade brasileira

    São Paulo e Rio de Janeiro já não têm o mesmo peso como grandes polos de atração do país. Em contrapartida, metrópoles emergentes como Brasília e Goiânia, destacam-se por apresentarem os maiores resultados no saldo migratório e na taxa líquida de migração.

    Em termos de distribuição regional da população, Sudeste, Nordeste e Sul continuam a apresentar os maiores percentuais com 42,13%, 27,83% e 14,36% do total, respectivamente, mas o Norte e o Centro-Oeste detêm as maiores taxas de crescimento populacional. Os padrões históricos de desigualdades regionais permanecem, entretanto, percebe-se, pelos indicadores socioeconômicos, a emergência da região Centro-Oeste.

    Essas são algumas das informações obtidas a partir da visão geográfica da população brasileira recenseada pelo IBGE, que lança agora o Atlas do Censo Demográfico 2010, com novos ângulos de análise da distribuição espacial da sociedade no território nacional. A publicação impressa traz 268 mapas, distribuídos através de um temário que se propõe a abordar, de forma abrangente e interligada, as várias dimensões que compõem a dinâmica e o perfil demográfico da população brasileira, dando ênfase às diferenças regionais e locais aí contidas.

    Os temas relativos à inserção do Brasil no mundo, à divisão político-administrativa, às características demográficas, à distribuição espacial da população, aos fluxos da população no território e à urbanização, além daqueles relativos às condições de habitação, ao perfil social e econômico da população e à diversidade cultural, revelam questões fundamentais da população e do território brasileiros.

    O Atlas do Censo Demográfico 2010 pode ser acessado pelo link http://censo2010.ibge.gov.br/apps/atlas/

    A versão digital oferece uma navegação interativa para um primeiro conjunto de pranchas, com acesso aos seus correspondentes arquivos de base e tabelas com os indicadores utilizados no Atlas, além de disponibilizar a imagem de todas as pranchas em formato “pdf”.

    Fatores estratégicos situam Brasil frente ao mundo

    Os mapas que possibilitam a comparação com outros países, em Brasil e o mundo – parte inicial do Atlas –, tangenciam a geopolítica contemporânea e evidenciam que até mesmo a projeção econômica do Brasil no processo de globalização atual tem como fundamento sua extensa base populacional e territorial: 190.755. 799 habitantes, em 2010 e uma superfície de 8.515.767,049 km². (De acordo com a ONU, o Brasil ocupa a quinta posição no Planeta em termos de extensão territorial e de número de habitantes.) Os mapas dizem respeito à distribuição espacial da população no mundo, com destaque para os indicadores relativos à densidade demográfica, urbanização e distribuição espacial das grandes cidades, enquanto fatores estratégicos do país no contexto internacional.

    Em 140 anos, o número de municípios cresceu de 642 para 5.565

    Os mapas da Divisão político-administrativa do país – primeiro tema em escala nacional – fundamentam, em grande parte, a distribuição e a mobilidade da população no território brasileiro e ressaltam a evolução da malha municipal: ao longo do século XX, o número de municípios cresceu de 1.121, em 1900, para 1.890, cinquenta anos depois. Na última década, esse número passou de 5.507, em 2000, para 5.565 municípios em 2010. Dado o forte caráter descentralizador da Federação após a última Constituição Federal, a multiplicação das unidades de poder local constitui elemento intrínseco de compreensão da geografia da população brasileira, uma vez que a criação de um novo ente federativo constitui, em si, fator de interiorização de parcela da população brasileira.

    Crescimento anual da população recua com declínio da fecundidade
    Os temas relativos às Características demográficas abordam a evolução da população através da taxa de crescimento e de indicadores básicos de natalidade, mortalidade, idade e sexo. Os censos brasileiros mostram que a população experimentou sucessivos aumentos em seu contingente, no período 1991-2010, tendo crescido 1,29 vezes, embora a velocidade do crescimento venha diminuindo progressivamente. Entre 1991/2010, a taxa média geométrica de crescimento anual passou de 1,64% entre 1991 e 2000, para 1,17% entre os censos de 2000 e 2010, refletindo a continuidade do processo de declínio da fecundidade no país.

    Mapas mostram ocupação diferenciada de povoamento do território

    Quanto à Distribuição espacial da população, a análise dos mapas estaduais revela a grande heterogeneidade de povoamento do território. Olhando para os domínios territoriais de baixa densidade, destaca-se o formato linear da ocupação ribeirinha ao longo dos rios, na parte mais ocidental da Região Norte e o predomínio de densidades também lineares ao longo de estradas no Norte e no Centro Oeste, região onde as baixas densidades convivem com densas manchas urbanas, representadas pelas capitais estaduais, e com uma dispersão dos demais centros urbanos. A feição territorial composta por um domínio de maior adensamento populacional, conjugada a uma rede viária e urbana igualmente mais densa, é característica do Sudeste e Sul do país, revelando um padrão de ocupação mais consolidado.

    Mudam os fluxos migratórios: capitais regionais atraem mais

    Já o mapeamento dos Fluxos migratórios permite identificar os centros urbanos que atuam como focos de atração e evasão populacional e ressalta aspectos espaciais de circulação da população, tais como a concentração e a seletividade nas escalas urbanas. Na década de 70, quando a atividade industrial e a urbanização crescente determinavam o direcionamento dos fluxos migratórios, o Sudeste e, particularmente, o interior paulista registravam os maiores volumes de movimentos populacionais do país, o que levou ao surgimento e fortalecimento de centros regionais em um novo contexto de redistribuição populacional. Posteriormente, a desconcentração industrial, que ocorreu principalmente a partir da Metrópole paulista e se estendeu a outros núcleos urbanos, alterou a participação do setor no conjunto da economia, principalmente na produção de bens tradicionais e duráveis, com a intensificação de atividades que incorporam tecnologia avançada, transformando, ao longo do tempo, o perfil não só das maiores aglomerações do país como, particularmente, dos centros sub-regionais nos eixos mais ativos da economia.

    Os índices mais altos de eficácia migratória – relação entre o saldo migratório e o volume total de migrantes (imigrantes + emigrantes) – são vistos nas capitais regionais, que demonstram maior poder de atração quando comparadas ao nível metropolitano. Mesmo no Nordeste, tradicionalmente uma região de emigração, não há perdas populacionais significativas nesse patamar. Enquanto algumas capitais regionais se destacam na estrutura produtiva do país, como Campinas, Santos e Sorocaba (SP), outras exercem forte centralidade devido às funções político-administrativas que exercem como capitais estaduais, a exemplo de Vitória (ES), Porto Velho (RO) e Palmas (TO).

    A maioria das capitais regionais parece atrair migrantes oriundos de centros de diversas hierarquias urbanas, principalmente em áreas como o interior de São Paulo, para onde se deslocou parte da produção, lembrando que a geografia dos fluxos está estreitamente associada às mudanças observadas no mercado de trabalho. Observa-se ainda que o migrante com maior escolaridade amplia suas possibilidades de deslocamento e opções profissionais, num contexto de alterações nas relações de trabalho. O que predomina hoje são, assim, fluxos mais diversificados e não aqueles onde predominam excedentes populacionais com baixa qualificação.
    Regiões Metropolitanas e recortes urbanos têm avaliação crítica
    No capítulo da Urbanização destacam-se as informações das chamadas economias de aglomeração – tamanho populacional, ritmo de crescimento demográfico, estrutura etária, condições de adequação das moradias e estrutura de emprego. As aglomerações selecionadas para representação no Atlas pretendem ultrapassar os recortes de Região Metropolitana e de Região Integrada de Desenvolvimento (aglomeração formada por municípios de diferentes Unidades Federadas), incorporando ainda a capacidade polarizadora das Capitais Estaduais.
    A espacialização do tipo de emprego é um dos temas em destaque. Os mapas ressaltam como algumas atividades econômicas se distribuem nas grandes metrópoles. Aglomerações mais dinâmicas como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis tendem a concentrar atividades de serviços avançados. Já em aglomerações como Brasília, Palmas, Rio Branco, Porto Velho, Macapá e Boa Vista o peso das atividades de administração pública é maior.

    No nível intraurbano, os mapas privilegiam o recorte metropolitano e apontam também para áreas desiguais, com diferenças significativas entre as diversas aglomerações, onde tamanho populacional, densidade demográfica e taxa de crescimento revelam grandes amplitudes, consideradas incompatíveis com o que se condicionou denominar de sociedade urbana. A análise das Regiões Metropolitanas permite uma avaliação crítica tanto da multiplicação desses recortes territoriais na atualidade, como da enorme diversidade de tamanho, número de habitantes e ritmo de crescimento populacional que elas revelam.

    Desigualdades sobressaem na geografia das condições de habitação

    As desigualdades socioeconômicas também pontuam o tema Condições de habitação, sobretudo em relação aos serviços de saneamento básico: o acesso à rede geral de abastecimento de água, por exemplo, atinge patamares superiores a 90% dos domicílios na área urbana dos municípios, enquanto, no meio rural, a principal forma de abastecimento vem da água de poço e nascente. No meio rural nordestino destaca-se atualmente a construção de cisternas para o armazenamento de água de chuva para consumo humano.

    Quanto ao esgotamento sanitário, os maiores níveis de acesso ao serviço se concentram no espaço urbano, em municípios com mais de 50.000 habitantes. A concentração, nos municípios litorâneos do Sudeste, de níveis de acesso, em grande parte superiores a 85%, denota a forte diferença regional. Os serviços de coleta de lixo são mais bem distribuídos: considerando coleta direta e em caçambas, os níveis de acesso superam 90% na maior parte do espaço urbano, embora, no meio rural, a maior parte do lixo gerado seja queimado no próprio domicílio.

    Além do saneamento básico, foram mapeadas distintas características do entorno dos domicílios, adequação de moradia e valor dos aluguéis urbanos.

    Atlas mostra diferenças de até 56,7% nos rendimentos regionais

    Indicadores de educação, trabalho e rendimento compõem o Perfil social e econômico da população, agregando outras desigualdades regionais significativas. Assim, se em escala nacional, o rendimento da área rural do país representa 46,1% daquele da área urbana, em nível regional tal distanciamento varia de 44,0%, na Região Nordeste a 62,8% na Região Sul. Na escala macrorregional, as diferenças nos rendimentos médios mensais das pessoas de 10 anos ou mais de idade (com rendimento) colocam o Centro-Oeste e o Sudeste à frente, com valores mais elevados e próximos (R$ 1.422,00 e R$1.396,00, respectivamente), o Sul, na posição intermediária (R$ 1 282,00), seguido, em ordem decrescente, pelas regiões Norte e Nordeste, com, respectivamente, R$ 957,00 e R$ 806,00. Nesse contexto, cabe observar que o rendimento do Nordeste representa 56,7% daquele auferido pelo Centro-Oeste.

    No espaço de quase um século e meio, a educação no Brasil tem se modificado lentamente. O percentual de pessoas alfabetizadas saiu de 18,6% da população livre e 0,1% da população escrava, em 1872, segundo o Recenseamento Geral do Brazil daquele ano, para 82,6%, em 2010. Mais recentemente, contudo, observam-se melhorias expressivas nos indicadores de educação entre o período intercensitário 2000/2010, bem como no que se refere aos aspectos redistributivos de renda, mas, em escala nacional, mantém-se o padrão geral de desigualdade regional na comparação entre o Sudeste, Sul e Centro-Oeste com o Norte e o Nordeste.

    Ambiente multicultural aponta novos rumos na geodemografia do país

    Finalmente, uma característica demográfica, intrínseca às diferenças forjadas pela história da formação do Brasil e sua sociedade, constitui o tema Diversidade cultural. Construída ao longo do processo de ocupação diferenciada do território nacional, essa diversidade se reproduz também em municípios distribuídos pelo país. O Atlas ressalta as diversidades regionais por cor ou raça e por religião, diferenças reafirmadas recentemente pelo crescimento no número de pessoas que assumem a identidade indígena no país. O ambiente multicultural das grandes cidades brasileiras é visível na pluralidade de religiões e crenças (acima de 90) presentes em grandes espaços urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Curitiba e que caminha, junto com a expansão da urbanização, para o interior do país.
    Um dos elementos chave de afirmação do Brasil no mundo contemporâneo – a diversidade cultural – finaliza, assim, o temário do Atlas, na direção de um futuro pautado na diminuição das desigualdades socioeconômicas, com manutenção das diferenças culturais/ambientais, que marcam, dentre outras características, as mudanças ocorridas no perfil demográfico e na geografia da população brasileira na década inicial do século XXI.

    (transcrito do site do IBGE)

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