7 thoughts on “Charge do Sponholz

  1. Rede Globo assume seu lobby pela Rede de Marina Silva

    Jornal dos Marinho escala seus dois principais colunistas para defender a criação da Rede Sustentabilidade, mesmo que o partido não cumpra as exigências legais

    O jornal O Globo, da família Marinho, abriu campanha para que a Rede Sustentabilidade, partido que Marina Silva pretende criar, seja validado mesmo sem o número mínimo de assinaturas exigido por lei. Na coluna “Debate diverso”, Miriam Leitão afirma que “se Marina for barrada, por não cumprir um número de assinaturas, será um crime contra a democracia”.

    No Globo, outro que pede um “jeitinho” para a criação da Rede Sustentabilidade é Merval Pereira, que cometeu o ato falho de chamar o partido de “Rede Solidariedade”.

    Segundo ele, há um movimento suprapartidário em defesa da candidatura Marina e, caso o registro do partido seja negado, o caso irá ao STF – com apoio do Globo, é claro. No mesmo jornal, Ilimar Franco informa que a ex-senadora tem convite para concorrer pelo pequeno PEN, caso seu partido não seja criado a tempo.

    A pressão exercida pelo jornal dos Marinho sobre a Justiça Eleitoral deixa claro que, para o Globo, a lei é apenas um detalhe. O que importa, realmente, são os interesses políticos.

  2. Um partido de verdade, e sobretudo, um partido que se propõe a ser o novo, precisa de uma identificação com a sociedade que vai além do culto de uma única personalidade.

    Ainda mais sendo uma personalidade como a de Marina, uma mistura de progressismo urbano ambiental tão caro à classe média, com um conservadorismo religioso que confunde igreja e Estado.

    O militante da REDE seria colocado na constrangedora posição de fazer a critica à velha política carregando o Feliciano a tiracolo, tudo isso para ter o privilégio de votar na Marina.

  3. A Rede da Marina: com jeitinho ou sem jeitinho, Marcos Palmeira?

    Organização de Marina Silva lança nas redes sociais vídeo onde o ator global “ensina” a Justiça Eleitoral a como agir sobre 95 mil assinaturas que foram rejeitadas em todas as instâncias legais; “isso não parece estar em conformidade com o espírito da lei”, diz Marcos Palmeira. E diz que não está pedindo um “jeitinho” para legalizar o partido; pede o que, então?

  4. Arrastão: Do Psol ao PSDB, o que é a “Rede” de Marina Silva

    O partido “tucano-socialista” da ex-ministra do governo Lula conta com Heloísa Helena e Walter Feldman

    Marina Silva e o Rede: tábua de salvação para partidos burgueses em crise.

    Marina Silva e seus aliados tucanos pretendem fazer do Rede Sustentabilidade uma tábua de salvação para políticos burgueses e partidos inteiros em crise.

    Por permitir um agrupamento das alas de centro dos partidos de direita como o PSDB, e de elementos mais direitistas em partidos como o PT e, por consequência, de suas periferias, o Rede atraiu rapidamente a atenção dos que procuram manter mandatos e permanecer como candidatos diante do colapso dos partidos de direita e da crise nas fileiras da frente popular.

    A criação da Rede de Marina Silva torna mais fácil compreender o significado da criação do próprio Psol oito anos atrás justamente por se tratar de um partido burguês sem qualquer demagogia socialista.

  5. A decadência política de Marina Silva

    Independentemente do desfecho da novela de criação da Rede, Marina Silva só perdeu com o episódio. Além de poder ficar sem sua legenda, ela viu expostas contradições originadas na formação de sua imagem pública.

    Marina tenta capitalizar desde 2010 a fama de uma “outsider” dada a gerenciar de forma horizontalizada, seja lá o que for isso, o sonho dos milhões que a apoiaram.

    Só que esta hagiografia, calcada na narrativa da superação da miséria e no peculiar cruzamento entre ideologia “povo da floresta” e populismo evangélico, escamoteia o fato de que Marina é política de carteirinha.

    A dinastia petista do Acre, de onde vem, é tão viciada quanto qualquer outra. A forma envergonhada com a qual lida com empresários revela mais sobre a tradicional simbiose público-privado da política do que possam fazer crer mil palavras de ordem.

    Por fim, ensaia o papel de salvadora da pátria, “deus ex machina” da política. É personagem recorrente no Brasil, como Jânio e Collor não nos deixam esquecer.

    O processo de criação da Rede explicita a dificuldade de convivência entre a verdadeira Marina e a musa idealizada dos sonháticos. As regras são ridículas? São, mas é o que temos hoje; cláusula de barreira é o nome da melhoria possível.

    A Rede achou que seria possível montar um partido a partir de 500 mil curtidas no Facebook, e que o direito divino estaria a seu lado –a soberba de Marina em suas declarações é reveladora disso.

    Nesse sentido, o parecer negativo do Ministério Público vai ao ponto quando questiona a criação da sigla com fim exclusivo de eleger uma candidata.

    Se a lei for levada ao pé da letra pelo TSE, o fracasso empurrará Marina ou ao exílio orgulhoso ou à lambança de fazer tudo o que prometia não fazer.

    Se for rasgada, a vitória a manchará com a pecha de que apelou ao jeitinho como todo mundo. Sonhar é fácil. Despertar, nem tanto.

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