Chávez era Chávez, Maduro não é nada. Joaquim Barbosa copia sem pagar royalties. Dona Marina tem que ter seu partido, haja o que houver. Quem mente mais? Lula ou Dona Dilma? Mantega “condena” Eike. E os que compraram ações das empresas dele?

Helio Fernandes

Hoje é quarta-feira, dia 2, até o dia 5 o partido de Dona Marina tem que estar registrado. Já devia existir, dos 32 que existem (sem o dela), pelo menos 9 não têm representatividade. Não elegem ninguém, mas recebem verbas do Fundo Partidário, aparecem no horário eleitoral “gratuito”, vantagens e privilégios de toda ordem.

Já disse que torço pela legenda dela, embora jamais tenha falado com ela. Como nunca falei com FHC, com o Lula, Dona Dilma, nenhum dos generais ditadores, torturadores, perseguidores.

(Quando comprou o segundo mandato, FHC pediu a um amigo para convidar o Millôr “para almoçar ou jantar com ele, no Alvorada ou no Planalto”. O Millôr respondeu na hora: “Nunca almocei em qualquer palácio. E se eu for comer com FHC, o que é que vou dizer ao Helio, que faz oposição diária a ele?”. FHC não conhecia o Millôr).

Dona Marina também não representa nenhuma modificação ou renovação, mas tem direito igual aos outros. O TSE ficará completamente desmoralizado se negar o registro à Rede. O TSE já marcou retrocesso quando garantiu tudo para o PSD do ex-prefeito Kassab. E agora mesmo, deu uma virada, validando o Solidariedade.

PARTIDO SEM VOTOS? NÃO.

Há anos luto contra esse fato inacreditável, uma legenda sem representatividade, sem votos, sem urnas. Na semana passada dei o exemplo do Partido Verde da Alemanha. Lá os partidos precisavam ter cinco por cento da Câmara (640) para atuar.

Elegiam dois, cinco, dez, não chegavam a 32. Baixaram para três por cento, ou seja 19. O PV agora, na eleição da semana passada, fez 42 deputados, não é muito, são sete por cento.

JOAQUIM BARBOSA NÃO
PAGA ROYALTIES

Agora surge o presidente do Supremo e afirma: “Tem que haver cláusula de barreira”, um número mínimo de deputados para ser representado. Se fosse de três por cento de 513, exigiria 16 deputados. Muitos excelentes deputados não se elegeriam. Por que não se fundem num partido atuante e influente?

SERVIÇO DE SAÚDE DOS EUA

Obama, numa das melhores providências do primeiro mandato, criou o Plano de Saúde obrigatório, financiado até determinados limites pelo governo. Vem sendo adiado durante anos. E agora, a Câmara dos Representantes adiou por mais um ano o começo do serviço.

O cineasta do protesto, Michael Moore fez um filme, com o título “Sicko – $O$ Saúde”. É um tremendo libelo, acusações e escândalos atingindo empresas, médicos, hospitais.

Conclusão: “150 milhões de americanos não têm plano de saúde. Outros 150 milhões têm, mas não têm direitos”. Continua na mesma, igual ao Brasil.

PALAVRAS DE LULA

Se intrometendo no partido dos outros, afirma: “Para o PSDB, Serra seria melhor candidato do que Aécio”. Nem um nem outro, mas Serra já foi derrotado duas vezes. Como Lula mente muito, pode estar querendo dizer qualquer coisa, mandar recado.

DONA DILMA NÃO MENTE TANTO

Mas não fala a verdade, fica rodeando o cercado. Citou de forma errada quase tudo o que aconteceu no seu próprio passado, imaginem no passado dos outros. Para a candidata à reeleição, títulos e até participações em acontecimentos são eticamente desprezíveis. Se chegou a presidente com essas credenciais (?), por que mudar?

DISCURSO DESPERDIÇADO

Estão badalando entusiasmados esse senador dos EUA, que falou 21 horas. Bobagem, usou tanto tempo e não disse nada. O visconde do Rio Branco, pai do Barão, representava o Brasil na Argentina e Uruguai. Naquela época não existia embaixador.

Acusado de irregularidades, foi à Câmara, falou oito horas direto, sem parar sequer para beber água. Respondeu a tudo, saiu aplaudido. A Câmara funcionava na belíssima Quinta da Boa Vista, que devia ser o nosso Central Park. Mas vive inteiramente abandonada.

O ENTUSIASMO DE ALCKMIN

Devora jornais, e sempre atento à internet, vibra quando toma conhecimento dos possíveis adversários que terá na reeleição: Mercadante ou Padilha. O atual ministro da Educação já perdeu duas vezes, o da Saúde ninguém conhece.

Para ganhar no primeiro turno, faz tudo para não romper com Serra. Insiste: “Dispute o Senado, você ganha e é importante”.

NO GOVERNO DESDE 1994

Foi vice de Covas, nessa data. O governador, cauteloso, teve enfarte em 1986, candidato ao Senado. Estava bem, o vice, coadjuvante. Em 1998, a mesma chapa, vitoriosa, mas Covas cambaleante, o vice fazia tudo.

Covas morreria em 2001, Alckmin assumiria. E rigorosamente ilegal e inconstitucional, se candidatou para o terceiro mandato.

Foi até 2006, saiu, perdeu para presidente no mesmo 2006. Em 2010 se elegeu novamente governador. Agora quer ser reeleito, seu projeto continua em 2018, como presidenciável.

MANTEGA: FRACASSO DE EIKE
DESACREDITA EMPRESÁRIOS BRASILEIROS

Foi o próprio ministro da Fazenda quem fez a confissão amarga, lamento puro. Mas não foi o próprio governo que ajudou o empresário? Ganhou dinheiro privilegiado do BNDES, com juros fantásticos. Quando dizia, “em um ano serei o homem mais rico do Brasil, e em três o mais rico do mundo”, o Planalto vibrava.

Lançou quase 13 bilhões de reais em ações, vendeu tudo, bateram em mais de 25,40 por ação. Ninguém “foi obrigado a comprar”, como dizem. Mas como resistir ao marqueting e à promoção favorecida?

Quem comprou dessas ações, pode entrar na Justiça, foram enganados. (Essas ações de 25,40, ontem estavam em 21 centavos. Mas pessoalmente Eike continua e continuará riquíssimo, seus bens pessoais não serão atingidos).

Ainda protegido por Lula, que vai para todo lugar no helicóptero de Eike, o jatinho foi vendido, a Marina da Glória idem, está negociando o Hotel Glória, em obras há cinco anos.

FRANCISCO REAGE

O Papa que veio para remodelar, atualizar e popularizar a Igreja Católica, conquistou a opinião pública. No Brasil, nem se fala. Mas já começa a ser criticado duramente pela oposição conservadora e reacionária. Mas parece que ele gosta. Não se esconde, não se defende. Ao contrário, ataca duramente. E muda a cúpula do Vaticano.

MADURO: A VENEZUELA VAI BEM,
“IMPRENSA FAZ GUERRA PSICOLÓGICA”

Chávez pelo menos tinha charme, carisma, liderança, votos, ganhava eleição. Gostando ou não gostando, esse era o Chávez. Maduro ficou com os 100 bilhões de dólares do petróleo, não sabe o que fazer. Diz para o povo revoltado: “Vou dar aumento de salários, geral”.

O que adianta, não há o que comprar, os supermercados estão vazios, briga-se por um quilo de açúcar ou de feijão. 95 por cento de tudo que é indispensável são importados. Maduro responde: “É guerra psicológica”, e expulsa três diplomatas dos EUA, a inflação não cai de 40 por cento, os alimentos não aparecem.

E o povo reza alto: “Volta, Chávez”, e acredita que voltará.

ATÉ A ONU SE ENGANA?

Venho falando muito sobre desemprego, a parte da população que não tem emprego, nem casa, nem comida, e uma outra parte que recebe dois ou três reais, passa fome do mesmo jeito. O que comprar com essa miséria?

Concluí: o mundo já está com mais de 7 bilhões e 200 milhões de habitantes, os que passam fome são 800 milhões, quase chegando a 1 BILHÃO, 12 por cento da população. Portanto, um em cada 12 habitantes do mundo não tem o que comer.

Ontem a ONU fez um comunicado: “Em cada oito habitantes do planeta, um passa fome”. Se enganou ou mentiu, como Lula, Dona Dilma e os outros. A verdade: de cada 12, um não tem o que comer. A Liga das Nações acabou por causa disso, depois da Primeira Guerra Mundial.

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26 thoughts on “Chávez era Chávez, Maduro não é nada. Joaquim Barbosa copia sem pagar royalties. Dona Marina tem que ter seu partido, haja o que houver. Quem mente mais? Lula ou Dona Dilma? Mantega “condena” Eike. E os que compraram ações das empresas dele?

  1. Cita-me qualquer político, que eu te mostrarei um mentiroso, parafraseando Montesquieu.
    Quanto à “condenação” de Mantega com relação ao Eike, só se a laranja do PT escolhida estava podre e somente agora é que se deram conta, pois apenas a olhavam por fora.
    Reclamar nesse instante da atuação do “megaempresário” é cinismo e hipocrisia absolutas.
    Então o BC não teria como antever que o destino do Batista seria este, de dar calote?
    O governo já não sabia que isto seria inevitável?
    Quantas milhares de pessoas serão mais uma vez lesadas por gente que o governo apóia e, depois, com a maior cara de pau, tenta se esquivar de sua responsabilidade quando ocasiona prejuízos?
    Eike será preso?
    Terá seus bens bloqueados e penhorados?
    Claro que não, pois é outro assim como Cavendish, o laranja da Delta, que tem consigo documentos arrasadores e descobertos pela Polícia Federal, razão pela qual a função árdua de calar mais um dos tantos crápulas próximos ao poder!
    O mesmo se dará com Eike, que será “blindado” pelo PT, de modo que não venha à tona os “acordos” intramuros, que tanto beneficiaram um e outro.

  2. Mais quatro anos do Partidão Corrupto no Estado de São Paulo será o caos total.
    Espero que as pessoas tenham conciência do mal causados 24 (4montoro) anos das saúvas francesas e tucanas no Estado.
    O engraçado é como a mídia esgoto protege, blinda e esconde o des-governador deste Estado., até parece que estão ligados umbilicalmente.
    Tudo é varrido para debaixo do tapete., com a mãozinha da mídia
    Gostaria de perguntar aos jornalistas Hélio Fernandes e Carlos Newton, qual o real e grande motivo dessa corja corrupta nunca ser investigada, presa, com total devolução de dinheiro roubado nestes 24 anos.?

  3. Sr. Hélio,

    Quando o senhor diz que Marina tem direito “igual aos outros” de registrar seu partido, quer dizer que “os outros” também não tiveram o número mínimo de assinaturas? Merval Pereira igualmente defende o não cumprimento da lei no caso do partido de Marina.

  4. RODRIGO CONSTANTINO

    Vida em Marte. Ou: Usando o materialismo marxista para explicar o marxismo

    A prova de que Marx ainda vive entre nós!
    Imagine, caro leitor, que um “profeta” certo dia anunciou que havia vida em Marte. Mas não ficou apenas nessa revelação. Usou métodos “científicos” para “demonstrar” que era inevitável existir vida em Marte, que era um estágio natural do cosmos, que após a vida na Terra, o próximo passo de evolução só poderia ser a vida em Marte.

    Lá, tudo era muito diferente. Os marcianos viviam de forma pacífica, eram altruístas, abnegados, dividiam todas as propriedades e os frutos do trabalho. Uma grande família, formada por uma espécie de ET que mais parecia um “novo homem”.

    Em seguida, milhares de teses de mestrado e doutorado foram escritas sobre os marcianos. Inúmeros professores se especializaram no assunto, e dedicaram suas vidas inteiras ao estudo do tema. Havia vasta literatura sobre a vida em Marte, e os mais renomados professores da área eram vistos como verdadeiras celebridades.

    Até que um belo dia… veio o teste do pudim! Os americanos capitalistas, sempre esses chatos, criaram robôs capazes de chegar a Marte. O que constataram foi cruel, para os especialistas no tema: simplesmente não havia vida em Marte. Cada canto do planeta fora explorado, e nada. Nem um único ET para contar história. Tudo vazio.

    Qual seria a reação de tanta gente cuja vida fora dedicada apenas a essa obsessão? Como aqueles cujos empregos dependiam da expectativa de vida em Marte reagiriam a essa notícia devastadora?

    Essas são perguntas que nos ajudam a compreender melhor a reação de tantos marxistas hoje. Os marcianos, digo, os marxistas acreditaram em um “profeta”, que deu verniz pseudocientífico a uma “revelação”. Só que cada experiência deixou bastante evidente que esse troço não existia, que, quando a teoria era colocada em prática, o resultado não era um “novo homem”, mas muita miséria, escravidão e terror.

    Reconhecer o fracasso da tese, da seita, era o mesmo que sucatear uma vida de estudos dedicados ao tema, e colocar em risco o próprio emprego. “Especialista em Marx? Desculpa, mas é o mesmo que especialista em marcianos, e eles não existem”. Como aceitar isso sem reagir, sem negar os fatos, sem cuspir na realidade, sem alegar que todas aquelas experiências não eram, na verdade, atreladas ao marxismo?

    Voltando ao exemplo hipotético acima, os “cientistas” diriam que os robôs é que estavam errados, que não tinham procurado direito pelos ETs, que eram espiões da CIA com a missão de enganar os demais. Tudo, menos reconhecer que dedicaram suas vidas a uma fraude! Isso, só os mais corajosos, sempre em minoria.

    Acredito que essa explicação mais prosaica, usando o próprio materialismo tão caro aos marxistas, ajuda a entender como ainda existem tantos marxistas aguerridos por aí, negando-se a admitir o fracasso retumbante de sua seita, digo, ideologia.

    Vestem novas embalagens, revisam o mestre, rescrevem a história, dissociam as experiências marxistas do marxismo, colocam a culpa das desgraças em causas exógenas, qualquer coisa para não jogarem no lixo toda a bagagem que acumularam e que justifica seus empregos.

    Sim, o marxismo é uma espécie de religião laica, como vários pensadores perceberam. E isso explica boa parte de sua persistência mesmo após 1989 ou 1992. Mas há esse outro lado mais materialista, mais vulgar mesmo, de quem luta desesperadamente para preservar o que tem, pois a alternativa é dolorosa demais, ameaçadora.

    Quantos doutrinadores, digo, professores não existem ainda hoje por aí pregando o marxismo, enfiando goela abaixo dos pobres alunos Marx? Milhares! Eles são “especialistas” em vida em Marte, aquela que não existe. Não vão jamais reconhecer isso, pois teriam que abandonar toda a trajetória e recomeçar do zero.

    Contam, felizmente para eles, com o fato de que o marxismo sempre vende bem entre os jovens, pois é utópico na teoria, oferece uma fuga sensacionalista para os ressentidos e invejosos, para os recalcados e alienados. Os jovens rebeldes, insatisfeitos com a vida real (típico da juventude), encantam-se com a promessa de vida em Marte, aquela igualitária do “novo homem”, onde os melhores não existem.

    Os professores e intelectuais exploram isso de forma oportunista, e conseguem, então, preservar seus empregos e até sua aparência de celebridade (Zizek que o diga). Esqueçam aquilo que os robôs americanos mostraram. Há, sim, vida em Marte. Se ao menos tentarmos mais uma vez…

    REVISTA VEJA

  5. Travestidos de ecologia

    …“Dona Marina também não representa nenhuma modificação ou renovação, mas tem direito igual aos outros.”…

    A senhora Marina Silva, com sua discutível, velha e temerária bandeira ecológica, idêntica às bandeiras ecológicas de países do primeiro mundo, representados por incontáveis ONGs por toda a Amazônia, criando todo o tipo de resistências, dificuldades e sabotagens, retardando ao máximo a construção de indispensáveis e estratégicas usinas hidrelétricas, sempre usando pretextos ecológicos e ambientais. Ecologia sim, entreguismo não!

    Tratando-se da riquíssima e estratégica Amazônia, toda bandeira ecológica, tem grande chance de ser cínica, dissimulando interesses outros pouco a ver com meio ambiente e ecologia, agitadas por suspeitos representantes dos gringos. A velha cobiça estrangeira sobre a nossa Amazônia é sempre constatada em incontáveis oportunidades. Abaixo, alguma delas:

    “Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas externos, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas”. Margareth Thatcher (Primeira-Ministra do Reino Unido, 1983);
    “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós. Oferecemos o perdão da dívida externa em troca da floresta”. Al Gore (Vice-Presidente dos EUA, 1989);

    “O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”. François Mitterrand (Presidente da França, 1989);

    “O Brasil deve delegar parte dos seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes”. Gorbachev (o grande traidor da ex-URSS)

    “Caso o Brasil resolva fazer uso da Amazônia, pondo em risco o meio ambiente nos Estados Unidos, temos que estar prontos para interromper este processo imediatamente”. General Patrick Hugles (Diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, 1998);

    “A floresta amazônica e as demais florestas tropicais do planeta deveriam ser consideradas “bens públicos mundiais” e submetidas a uma gestão coletiva pela comunidade internacional”. Pascal Lamy (Comissário de Comércio da União Européia, 2005);

    “Obviamente, existem problemas de soberania, mas o desmatamento é um assunto enorme… e qualquer plano, mesmo que seja radical, é digno de ser avaliado”. David Miliband (Ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, 2006);

  6. Este ano, em agosto, alguns números da dívida pública já superam os de 2012. A economia de receitas do governo proveniente, principalmente, da arrecadação tributária, continua não sendo suficiente para o pagamento dos juros da dívida. Essa economia ou reserva de recursos comumente chamada de superávit primário, até agosto, foi de R$54,013 bilhões, e os juros nominais da dívida alcançaram R$163,358 bilhões. É o que mostra o relatório de política fiscal do Banco Central do Brasil.

    Com isto o déficit nominal, que em 2012 ficou em R$108,9 bilhões, foi ultrapassado este ano já em agosto (R$109,35 bilhões). Isto é: (R$163,358 bi – R$54,013 bi). O Banco Central, em seu relatório, deixa implícito que a insuficiência de recursos foi coberta com a emissão de novos títulos em operação de rolagem da dívida. É sempre assim – ou o governo rola a dívida com a emissão de novos títulos ou emite moeda para pagá-la. Como emitir moeda provoca inflação, o governo, quase sempre opta pela primeira opção.

    A dívida interna líquida totalizou R$1,533 trilhão. Resultado da dívida líquida do governo federal (R$1.070,029 bilhões), mais governos estaduais (R$462,072 bilhões), mais governos municipais (R$83,102 bilhões) e empresas estatais (R$31,086 bilhões), menos a posição de reserva do Banco Central (R$73,189 bilhões). Houve um decréscimo dessa dívida em relação ao PIB quando comparada ao ano passado: em 2012 a relação dívida liquida/PIB foi de 35,2%, agora, em agosto ficou em 33,8% do PIB; queda de 1,4 pontos percentuais.

    A taxa de juros implícita da dívida líquida do setor público (DLSP) é de 15,8%. E, é dada pela diferença entre a taxa de remuneração dos títulos do Tesouro Nacional (SELIC, IGPM, câmbio, TR e pré-fixados) e a taxa de juros de longo prazo (TJLP) que remuneram os empréstimos do BNDES.
    A dívida externa está bem controlada, situação confortável, tendo em vista que, em agosto, a posição das reservas internacionais do Banco Central (R$873,712 bilhões) superaram em muito o montante desta dívida que totalizou R$153,526 bilhões. Com a seguinte composição: dívida do governo federal (R$92,659 bilhões), mais governos estaduais (R$48,723 bilhões), mais governos municipais (R$6,341 bilhões) e empresas estatais (R$5,803 bilhões).

    A dívida bruta do governo geral – soma das dívidas da União, Estados e Municípios –, e que excluem os ativos financeiros públicos, ficou em R$2,749 trilhões, ou, 59,1% do PIB. Esta dívida encerrou 2012 em R$2,584 trilhões (58,6% do PIB). Portanto, houve um acréscimo de 0,5 pontos percentuais. O PIB acumulado até agosto situou-se em R$3,122 trilhões e, acumulado em doze meses em R$4,649 trilhões.

  7. Nicolás Maduro – “idalo” dos petistas – diz que conversa diariamente com o finado bufão Hugo Chávez através de um passarinho, que se aproxima do acometido pela manhã, quando acorda, diz ele com naturalidade.

  8. A produção industrial brasileira teve variação nula (0,0%) no mês de agosto, diz IBGE. Isto ratifica os dados dos artigos que veiculamos aqui na Tribuna da Imprensa. De que o consumo variando apenas 0,1% no primeiro trimestre, e 0,3% no segundo trimestre, junto com o grande estoque de mercadorias acumulada pela indústria (R$26,7 bilhões) neste período, fizeram a indústria frear as atividades.

    No atual avança e recua da indústria, pode ser que ela só retome a produção de maneira sustentável a partir do final deste ano para o início de 2014.

  9. Jamais votaria em Marina. Mas ela tem “pedigree” para ter o seu partido, sim. Na verdade estão denegando por puro medo da “concorrência”. A propósito desta frase extraída do artigo, “O TSE ficará completamente desmoralizado se negar o registro à Rede”, pergunto se algum Poder, atualmente nos extremos da imoralidade, está se preocupando com suas falcatruas…

  10. Hélio, o senhor comete um engano. A proporção apresentada pela ONU, corresponde, aproximadamente, a 12% da população. Faça as contas: 1/8 = 0,125 (12,5%).

    p.s. E um doze avos esta longe de ser 12%…

  11. Quantas pessoas sao socias e enrriqueceram com CALOTE do Sr.EIKE, nessa historia? Ja tinha sido programada para dar errado?, O dinheiro foi dividido entre as pessoas certas nas posiçoes necessarias para ajudar no enrriquecimento ilicito de varios ou apenas alguns?

  12. Sr. Hélio Fernandes:

    sua implicância e perseguição a Joaquim Barbosa já está evidente, o que não dá pra endender é que os horrores do PT e de Lula que tanto mal tem feito ao Brasil, nem cometário.

  13. Prezada Vanda Magalhães Vieira

    Durante todo o inacreditável e inédito julgamento-show-mansalão, na falta de provas, usaram domínio do fato, e aqui na Tribuna da Imprensa como em toda a mídia, era Deus no céu e Joaquim na terra. Lugar de ladrão e corrupto é na cadeia. Assim deveria ser. Mas, julgamento sem provas, é linchamento.

  14. Perdão, tenho que repetir:

    SEM CORRUPÇÃO E FRAUDE É IMPOSSÍVEL CRIAR UM PARTIDO POLÍTICO.
    .
    Como não me sinto (como dizem) confortável com uma ou a outra foi que abandonei o PMB – Partido Militar Brasileiro em processo de criação.
    .
    PLURIPARTIDARISMO, mais um MITO, HIPOCRISIA, CINISMO e INVERDADE LEGAL.

    (A Rede atira no que vê, mas acerta no que não vê)
    .
    Não votarei em Marina ainda que num segundo turno com Dilma. Questão de desastre menor, só.
    Razões superabundam:

    .
    De LULA (presidente) para MARINA (ministra), com afeto e sem data vênia conforme Saulo Ramos, advogado e Consultor Geral da República em Código da Vida:
    .

    “Marina , essa coisa de meio ambiente é igual um exame de próstata: não dá para ficar virgem toda a vida. Uma hora eles vão ter que enfiar o dedo no cu da gente. Então companheira , se é para enfiar, é melhor que enfiem logo”

    Há uma contradição em sempre pretender que se cumpra o escrito; que se cumpra a lei em seu estrito significado literal. Isto é reduzir toda a legitimidade à legalidade; legalidade que não está na letra fria dos textos legais, mas sim, na dolosa ação interpretativa de um Celso de Mello. Em paralelo, em campo oposto criticar insistente e desabridamente a conduta legalista que se defende. Todo extremo é perigoso. Certo que sem lei impera a desordem.
    A autoridade que está no Direito Puro enquanto dita manifestação e expressão social é a mais forte fonte de opressão dos dias atuais. Opressão consentida por se saber que se com o Estado é ruim, muito pior sem ele. Queda-se no desânimo, na desesperança e na apatia.
    .
    O voto deixa de ser instrumento de soberania no instante que atrelado a um sistema partidário intencionalmente corrupto. Passa a ser mera ratificação de escolha anterior tornando o poder político uma dança das cadeiras.
    O Estado passa a ser governado por um grupo, um PUG – PARTIDO ÚNICO GOVERNISTA desfigurado ideologicamente, sem cor, sem bandeira exceto a do poder pelo poder. Risca-se o “ORDEM E PROGRESSO” e insere-se no lábaro pátrio o desafortunado dístico “PODER PELO PODER” passando-se a égide da mentira do progresso com o progresso da mentira.
    O mais contraditório é que segundo a Constituição (JUDAS, CIGANA, BOMBRIL e PROSTITUTA) o princípio é PLURIPARTIDÁRIO. Não suficiente, assentado sobre o oportunismo de um milionário FUNDO PARTIDÁRIO e TEMPO na MÍDIA. A contradição está em se amarrar, restringir por lei a soberania popular, portanto a livre opção ideológica e de associação partidária, a regras que tornam esta liberdade uma ilusão, um engodo, uma mentira. Acresce que se impedem candidaturas independentes.
    .
    SEM CORRUPÇÃO E FRAUDE É IMPOSSÍVEL CRIAR UM PARTIDO POLÍTICO.
    .
    A “LEI Nº 9.096, DE 19 DE SETEMBRO DE 1995” é contraditória em seus próprios termos:
    TÍTULO I
    Disposições Preliminares

    Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.

    Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana.”
    Em seguida arrola em dezenas de prescrições um imenso rol de restrições à liberdade que apregoa nos artigos iniciais transcritos.
    .
    Este cenário entrega o meio político à sanha diabólica de uma camarilha composta por empresários e profissionais da política que dominam e fazem do Estado despojos do assalto a ser repartido entre eles. Os “investidores”; o privado promiscui o público, deixa de haver república, de haver democracia, de existir o espírito de um Estado de Direito, mas o Direito do Estado.”

  15. MAIS DE 30, 32 PARTIDOS POLÍTICOS? SIM, E DAÍ? QUE SEJAM MIL E MAIS. O SISTEMA É PLURIPARTIDÁRIO, MAS: DURA LEX SED LEX.
    .
    Pergunto-me: em tese, qual o argumento sério em contrário? Quem cooPTa e corrompe um, tem grande probabilidade fazer o mesmo com os demais. É tudo uma questão de preço. É conduta infantil desprezar Nietzsche, Friedrich em A Genealogia da Moral:
    “Tudo tem seu preço, tudo pode ser pago”
    .
    Corrupção, furto e roubo da coisa pública não aumentarão. O Fundo Partidário e o tempo na mídia no máximo serão mais divididos. No mesmo sentido o fruto do esbulho da república será mais bem repartido. O que se quer não é dividir mais equanimemente a riqueza?
    .
    A cabeça pensa onde os pés pisam.
    Sonhos, ilusões não melhoram ou modificam a realidade natural e social. O que se tem é um sistema político partidário cruel, adredemente preparado para corrupção e manutenção status quo; manutenção no governo de uma camarilha composta por capitalistas e políticos profissionais. Note-se e a história universal prova que poder não se dá, empresta ou aliena, exerce-se.
    Não há como alterar o sistema político pensando ou atuando fora dele. Esta hipótese constituir-se-ia numa autêntica ruptura, numa revolução.
    H. Arendt oferece um interessante episódio ocorrido quando da revolução Francesa:
    “C’est une revolte!” E Liancourt corrigiu: “Nom, sire, c’est une révolution”.
    …O rei ao declarar que o assalto a Bastilha era uma revolta, afirmava o seu poder e os vários meios de que dispunha para enfrentar conspirações e desafios à autoridade; Liancourt respondeu que o que havia acontecido era irreversível e ultrapassava os poderes de um rei.”
    Revolução sem a força organizada – que está nas mãos e bolsos do Estado – não é pensamento sério que possa ser levado em consideração.
    Democracia liberal contexto onde se trava a luta invencível da liberdade com a igualdade somente tem denominador comum com a participação política efetiva do povo enquanto povo e não enquanto massas. O silêncio da indiferença política é que elege tiranos mesmo em democracias.
    Usando a observação de H. Arendt não me é difícil comungar com ela. Tirania não é incompatível com democracia. É ilusão acreditar que o povo, em sua maioria, participa ativamente do governo e todo indivíduo simpatiza com um partido ou outro…democracia pode funcionar com normas que, na verdade, são aceitas apenas por uma minoria. O governo democrático repousa na silenciosa tolerância e aprovação dos setores indiferentes e desarticulados do povo, tanto quanto nas instituições e organizações visíveis do país.
    Nenhuma pensadora social da atualidade estudando a Revolução e o Totalitarismo anteviu o veneno que corre no sangue democrático qual H. Arendt:
    “As liberdades democráticas podem basear-se na igualdade de todos os cidadãos perante a lei; mas só adquirem significado e funcionam organicamente quando os cidadãos pertencem a agremiações ou são representados por elas, ou formam uma hierarquia social e política”
    Não são massas informes em opinião e força que provocam mudanças, mormente políticas. Distintamente, é o povo representado em todas as suas dimensões e opiniões quanto ao presente e ao futuro nos mais variados núcleos que uma democracia liberal oferece: familiar, grupos informais, profissionais (também os militares), religiosos e principalmente os partidos políticos ainda que estes sejam pensados como realmente são: empresas de interesses. Marcelo Caetano os define assim:
    “é uma associação de cidadãos que pretendem, mediante a ação concertada junto a opinião pública, obter o exercício e os benefícios do poder…sacrificam à conquista ou à detenção deste (poder) todas as outras considerações. O interesse geral é então submetido ao interesse partidário”
    Max Weber em “A política como vocação” é bem mais preciso:
    “Não são, por conseguinte, as lutas partidárias apenas lutas para consecução de metas objetivas, mas sim, a par disto, e acima de tudo, EMULAÇÃO PARA CONTROLAR A DisTRIBUIÇÃO DE EMPREGOS”.
    .
    Portanto e em PROS e REDE hipoteco a minha SOLIDARIEDADE, o que não significa, apoio, pois:

    “Quem pensa muito não é apto a ser homem de partido: demasiado cedo seu pensamento interfere no partido – Nietzsche”

    Obs.: Helio, perdão, se há um número mínimo de assinaturas exigido por lei, uma a menos descumpre o escrito. Fora disto é zona, é anarquia.
    Num Estado de Direito tem gente que não gosta de jiló, mas come. Dura lex sed lex, ou, A lei é amarga mas é lei.

  16. Considero justa a lembrança que o prezado Sucupyra Filho faz a respeito de colaboradores brilhantes que tem este Blog incomparável.
    E o faço com isenção, haja vista que, o Bendel a que se refere não sou eu, que me chamo Bendl, sem o “e”, entre a letra de e ele, evidentemente faltando alguns outros de igual teor e importância.
    Quanto ao Naveira, tenho comentado sobre seu conhecimento e preocupação com as pessoas, sua lúcida inteligência, independente da sua posição política de todos nós conhecida.
    Assim, causa-me supresa que o seu intelecto superior admita que o julgamento do mensalão tenha sido uma farsa, além de bater na mesma tecla com a falta de provas existente, na sua opinião.
    Ora, partido nenhum neste País merece que um homem da estatura moral do Welinton renuncie a si próprio, e se deixe conduzir pelas determinações de seu partido no sentido de negar em qualquer circunstãncia e ocasião a legitimidade desta condenação, usando como contradição dos condenadores a tese do domínio do fato por eles abraçada.
    Eu acreditaria nesta fragilidade da causa maior da condenação, no caso de a ex-primeira dama, srª Letícia, alegar não ter conhecimento do fato de o seu marido levar para viagens ao exterior a secretária Rose, haja vista que não se trata de política e nem do Estado, mas de uma relação conjugal, medidas que o marido traidor sempre toma para evitar que sua esposa saiba de suas escapadas extraconjugais, mas em se tratando de um Zé Dirceu e cúmplices, debitar as condenações impostas como injustas é desmerecer uma CPI, a investigação da Polícia Federal e o inquérito do Ministério Público, que trouxeram à luz de todos fartos documentos comprovando o plano de perpetuação no poder pelo PT mediante compra de alianças, eliminando a oposição e, igualmente, desconsiderar a inteligência de boa parte desta população brasileira dotada de senso crítico, de análise interpretativa e de obter convicções através da conduta dos próprios políticos, ainda mais quando possuem um histórico de mentiras e mitos sobre suas “lutas” no passado.
    Portanto, Naveira coloca o seu nome, que todos prezamos e admiramos, a serviço de um partido que não o merece, e de gente sabidamente corrupta e mercenária, que não se importa com o Brasil e nem com o seu povo, a não ser consigo mesma!
    Pois é esta fidelidade partidária do Naveira que ofusca o seu brilhantismo, a sua argúcia, argumentos inteligentes, pois não é crível que uma pessoa culta, sagaz, de grandes conhecimentos sobre a política brasileira, se deixe levar por ordens emanadas de chefetes que querem a defesa do partido em detrimento até mesmo da dignidade de seus partidários, uma espécie de kamikazes da política petista, que serão abandonados pelos seus colegas de Blog ou até mesmo amigos pessoais, por conta desta falsa glória de se ser fiel ao partido, que irá abandoná-los na primeira oportunidade que o vento mudar de direção.
    Continuarei a admirar o Naveira e depositar a minha solidariedade à sua frágil posição de defender o indefensável, em típico comportamento quixotesco, mas Naveira precisa parar e repensar nesta sua continuada e desacreditada crença – até por ele mesmo, indiscutivelmente -, que o julgamento do mensalão tenha sido um show com falta de provas, e o motivo da condenação tenha sido o domínio do fato!
    Claro que foi, haja vista que o plano não era a respeito de relações conjugais, mas de como se adonar de uma nação e mentir desarvoradamente para seu povo.
    Welinton Naveira, meus respeitos, como sempre.
    Sucupyra, muito boa este teu resgaste sobre as mentes que enaltecem este espaço democrático, na exata medida que assim fazes o mesmo.
    Um abraço.

  17. Sr, Bendl, ate nao preferia mais, (mas devido a critica ao Naveira), referir-me a voce e
    suas criticas, muitos bem escritas, enfeitadas, mas, no meu entender, muito mal intencionadas(nao dar para dialogar com quem nao aceita o contraditorio). Fala de uma perpertuaçao no poder por um partido. E os 503 anos de poder do partidao, o das elites? ah! desse voce esqueçe, em? Gostaria apenas que visse/lesse/ouvisse este material sobre a farsa do mentirao. ha que pesar em alguma consideraçao sua. Se nao acreditas, vá à globo, ou a centenas de outras midias e peça os recibos.

    Veja como foi construida a farsa do mensalao;

    http://www.youtube.com/watch?v=tq15GeVliVI

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/83657/A-vertigem-do-Supremo.htm

    http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/05/comecam-aparecer-as-ligacoes-de-azeredo.html

  18. José A,
    O teu sectarismo, que já nos fez discutir várias vezes, continua te impedindo de olhares à frente.
    Se tivemos 503 anos de as elites comandando este País (a mesma lenga-lenga de sempre), o PT se achou no direito de ser a vez dele, a partir do momento que conquistou o poder, simples, e arquitetou um plano estilo do México onde o PRI permaneceu 71 anos no comando!
    Ora, como ser igual aos cubanos obrigaria uma revolução com milhões de vítimas e final imprevisível, então que as tramóias palacianas aliadas às necessidades do povo brasileiro servissem como fundamento a esta perpetuação, aparentemente legítima por conta da maioria dos votos, mas imoral se considerarmos que eles foram comprados!
    E não critiquei o Naveira, mas a sua posição política, pois a pessoa dele me causa admiração e respeito, se tu observasses melhor.
    Sobre tu considerares como farsa o mensalão e seu julgamento e, em consequência, a condenação dos envolvidos, ages como avestruz, pois eu te perguntaria se tivesses acesso ao processo, caso contrário, como que tu poderias afirmar tamanha afronta à inteligência alheia e isenta partidariamente?!
    A tua função como defensor dos condenados, os criminosos que roubaram este País, é explicável, mas tu te deixares comandar desta forma, percebe-se que tu és um dos kamikazes petistas, porém com uma larga distância da dignidade do Naveira, que se identifica, ao passo que tu te escondes atrás do biombo da covardia, ao te aproveitares do anonimato.
    Naveira dá a cara para bater, então a minha admiração, respeito, reverência ao homem, ao cidadão, mesmo que eu discorde dele sempre, enquanto que aos que se mostram “corajosos”, mas até o próprio nome omitem, a minha repulsa, o meu desprezo.

  19. Por que o conservadorismo quer tanto a Rede de Marina?

    O conservadorismo brasileiro está em franca campanha para que os ministros do TSE aprovem a criação da “Rede” de Marina Silva.

    Com assinaturas ou sem assinaturas exigidas pela lei, importa pouco.

    Mas está difícil.

    Merval Pereira, o Ruy Barbosa do casuísmo, depois de revogar os embargos infringentes por conta própria, agora quer revogar as exigências legais e lamenta que o tribunal esteja inclinado a “optar pela letra fria da lei, em vez de interpretar o espírito do legislador”.

    Ou seja, o respeito à lei depende do freguês.

    Esse “jeitinho” já foi dado há 30 anos, quando Ivete Vargas “registrou” o PTB sem os documentos exigidos por lei, alguns dias antes que Leonel Brizola o tentasse fazer, este com a documentação completa.

    O TSE, por artes e manhas de Golbery do Couto e Silva, a quem era essencial que Brizola não pudesse reatar o fio da história petebista que o Golpe de 64 quisera cortar, inspirou um “direito de protocolo” que entregou a sigla a Ivete quando ela, afinal, conseguiu os apoios e documentos que não tinha ao fazer o pedido de registro.

    Agora, a direita faz tudo para conseguir que o Tribunal ”flexibilize” a lei e dê a Marina o partido que ela não organizou como se exige.

    Não por ela, mas porque deseja que a eleição não tome, já de início, uma natureza plebiscitária, com Marina servindo de estuário a um voto de classe média arisco ao tucanato.

    E que, assim, não se possa decidir no primeiro turno.

    Não que Marina careça de legitimidade pessoal para ser candidata. Tem.

    Mas o processo democrático é fundado em partidos e ela saiu do PV – como antes do PT – porque quis, não entrou em outro partido porque não quis e lançou esta tal Rede apenas em fevereiro deste ano porque assim o quis.

    Como quis, arrogantemente, que as instituições e regras legais se abrissem e deixassem passar a “princesa da floresta” ou outro título nobiliárquico que se adeque à sua atual e pomposa condição de queridinha das elites.

    Por: Fernando Brito

    FERNANDO BRITO

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