Chega a seis o número de generais que já desfalcaram a ala militar do governo de Bolsonaro

Maynard pediu demissão após ser confrontado com um dossiê

Rayanderson Guerra
O Globo

Com a saída de Maynard Marques de Santa Rosa , da chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), chega a seis o número de generais que deixaram o governo de Jair Bolsonaro desde o início do mandato.

A ala militar do governo, que ocupa 8 dos 22 ministérios, cargos em secretarias, e postos de chefia e assessoramento, começou a ser desfalcada com a saída do general Carlos Alberto dos Santos Cruz , da Secretaria de Governo da Presidência da República.

Além dele, também deixaram o governo os generais Franklimberg de Freitas, que comandava a Funai; Juarez Cunha, que presidia os Correios; o presidente do Incra, João Carlos Jesus Corrêa; e o secretário especial de Esporte, Marco Aurélio Vieira.

DIVERGÊNCIAS –  Interlocutores de Santa Rosa afirmam que a saída do governo Jair Bolsonaro se deu por divergências com o ministro Jorge Oliveira, Secretaria-Geral da Presidência. O general de quatro estrelas, que chegou ao governo por indicação do então ministro da pasta Gustavo Bebianno, pediu demissão na segunda-feira e pode levar com ele outros quatros assessores da SAE, entre os quais dois generais, um coronel e um ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que ameaçam se demitir.

Os desentendimentos entre militares e integrantes do Executivo e do entorno do presidente, no entanto, não são uma novidade. Santos Cruz passou por um processo de meses de “fritura” pela ala ideológica do governo , Carlos Bolsonaro, vereador no Rio, e por bolsonaristas nas redes sociais.

IDEOLOGIA E EMBATES – A saída de dele, em junho deste ano, foi atribuída por um auxiliar direto do presidente a uma “falta de alinhamento político-ideológico” e embates com outros integrantes do próprio governo.

Dois dias antes da demissão de Santos Cruz, outro general também já havia sido demitido. O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) , Franklimberg Ribeiro de Freitas, deixou o cargo por determinação da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos , Damares Alves.

De acordo com parlamentares que compõem a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a queda do presidente da Funai aconteceu devido à pressão de deputados que estavam insatisfeitos com a forma como Franklimberg estava conduzindo o órgão.

CONTRA O PLANALTO – O primeiro general a deixar o governo foi o secretário especial de Esporte do ministério da Cidadania . General da reserva do Exército, Marco Aurélio Vieira teria colecionado desentendimentos com o ministro ao decidir estratégias e assuntos da pasta. Fontes do ministério dizem que o titular do Esporte teria atuado contra a vontade do Planalto e do próprio Terra ao estimular parlamentares a recriar a pasta do Esporte.

Ao demitir o presidente dos Correios, o general Juarez Aparecido de Paula Cunha, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o general se portou como um “sindicalista” por ter ido à Câmara dos Deputados a convite de partidos da oposição. Bolsonaro ainda disse que o fato de o general ter descartado a privatização dos Correios pesou para a decisão.

INCRA – A confronto entre o que a ala ideológica espera dos militares no governo e os generais também culminou com a queda do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), João Carlos Jesus Corrêa.

A pressão de parlamentares da bancada ruralista foi o principal motivo para a demissão do militar. O general vinha sendo criticado por integrantes da bancada por causa da demora no processo de regularização fundiária conduzido pelo órgão. A gota d’água teria ocorrido durante audiências públicas da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários nas quais Corrêa foi alvo de críticas generalizadas.

13 thoughts on “Chega a seis o número de generais que já desfalcaram a ala militar do governo de Bolsonaro

  1. Bolsonaro revoga decreto que protege biomas de desmatamento na Amazônia.

    O presidente revogou um decreto que impedia expansão da cana-de-açúcar para Amazônia
    Bolsonaro revoga decreto que protege biomas de desmatamento na Amazônia

    © Reuters

    O governo Bolsonaro revogou nesta quarta-feira, 6, o decreto que estabelecia o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar e impedia a expansão do cultivo por áreas sensíveis do País, como Amazônia e Pantanal. O decreto 6.961, de 2009, foi um dos principais fatores que tornou o etanol brasileiro em um diferencial para as exportações, justamente por proteger os biomas de desmatamento. O zoneamento da cana foi formalmente defendido até mesmo pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) no ano passado.

    Em março de 2018, quando chegou a ser colocado em discussão no Congresso um projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para liberar o plantio na Amazônia, a Unica se manifestou contra a proposta por considerar que ela traz riscos aos biocombustíveis e ao açúcar brasileiros no mercado internacional. O projeto acabou engavetado, mas a ideia voltou a ser aventada no governo atual. O Fórum Sucroenergético também se manifestou nesse sentido no ano passado.

    A revogação publicada nesta quarta foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. A medida contraria também um parecer feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, que encaminharam um estudo à ministra mostrando que há no Brasil área suficiente para a expansão da cana sem precisar avançar sobre os dois biomas.

    “O etanol é o único biocombustível de primeira geração aceito pela União Europeia, Japão e outros países como medida de redução das emissões de efeito estufa”, comenta o pesquisador Raoni Rajão, que liderou a análise enviada ao Mapa. “O etanol de milho, por ter um balanço energético menos vantajoso, ou seja, emite gases de efeito estufa em proporção maior do que remove durante o crescimento, é excluído. Isso significa que o Brasil tem uma vantagem competitiva importante perante a seus concorrentes, contato que possa garantir que a cana-de-açúcar não gere desmatamento”, diz.

    “A manutenção desse zoneamento é condição necessária para que a União Europeia mantenha a cota de importações de 850 milhões de litros do Mercosul”, continua o pesquisador. Ele fez um outro estudo, encomendado pela Comissão Europeia, que apontou que a cana só é de baixo impacto justamente por causa do zoneamento mais restritivo.

    Na análise para o Mapa, ele demonstrou também que o bioma amazônico é pouco favorável ao plantio de cana. O Brasil possui cerca de 10 milhões de hectares de área plantada com cana-de-açúcar – 5 milhões estão na Mata Atlântica, 4.8 milhões no Cerrado (em ambos os casos, principalmente em São Paulo e Minas Gerais). A Amazônia abriga apenas 144 mil hectares, cerca de 1.5% do total da área plantada no Brasil, com as plantações concentradas no sul do Mato Grosso.

    “Tendo em vista a pouca representatividade das lavouras de cana-de-açúcar no bioma Amazônia, da baixa favorabilidade, da disponibilidade de áreas para expansão dessa cultura em outros biomas e do grande risco econômico da mudança do zoneamento é fortemente recomendado que seja mantido o atual zoneamento estabelecido pelo Decreto 6.971/2009”, concluiu a análise.

    Em março do ano passado, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, grupo que reúne o setor produtivo e organizações ambientalistas, também havia divulgado um documento criticando a ideia de expansão pela Amazônia que, para a entidade, “contraria os esforços feitos pelo governo federal, setor produtivo e sociedade rumo à produção sustentável de cana-de-açúcar no país”. Para o grupo, a mudança poderia causar uma pressão por mais desmatamento e afetar a imagem da cana para o mercado externo.

    Na época, o Museu Paraense Emílio Goeldi também divulgou uma nota técnica reforçando que a permissão pode aumentar a pressão sobre o desmatamento e ainda afetar a oferta de água.

  2. 1) Li nas redes sociais que um dos motivos do afastamento dos generais é que alguns policiais militares estão em cargos mais altos…

    2) E por motivos de hierarquia eles estariam descontentes.

    3) O atual presidente inverteu a ordem natural das coisas…

  3. Manchete na Veja:
    Fogo no Pantanal: berço de araras-azuis teve 60% da área atingida.
    ======
    De quem é a culpa? Do povo, ora bolas. O presidente já fez a sua parte: aconselhou-nos a fazer menos cocô, a repruduzir e comer menos. Já reduzi o sexo e a comida, mas o danado do cocô presidencial tá difícil de controlar.

  4. “Essa sua conta não faz o menor sentido. É como contar quantos brancos e negros entraram no Flamengo. Não tem grupo militar no Planalto. Sai um, entra outro. São cidadãos recrutados para trabalhar pelo País, como qualquer civil.”
    General Heleno

  5. Generais entreguistas! Nenhum pio sobre os golpes baixos que intentam contra as riquezas nacionais.

    CIRO NELES! Valeu muito a luta! Fracassou e tentativa vil de entregar totalmente o petróleo que pertence aos jovens e às crianças brasileiras: o consórcio liderado pela Petrobras arrematou o maior campo. Nacionalizar não será mais tão difícil! Parabéns a quem lutou! Deus é grande! https://www.conversaafiada.com.br/economia/ciro-fracassou-a-tentativa-vil-de-entregar-o-petroleo

  6. “Desencantado com Bolsonaro? Pense mais uma vez”
    J.R. GUZZO – 04/11/2019
    Desanimado, talvez, com o estado geral da República nestes dias? Meio cansado de ser lembrado na mídia, de hora em hora, que o Brasil está à beira do abismo? Com a paciência já perto do fim diante dos alertas de que você vive, Santo Deus, num regime cada vez mais “ditatorial?” Cheio dos três filhos do presidente, do presidente, do Congresso, do STF, dos porteiros de condomínio que contam mentiras, da Rede Globo, da situação, da oposição, do “ritmo lento” na retomada da economia?
    Ninguém vai dizer aqui que nós temos a solução para o seu problema, porque artigos na imprensa jamais foram a solução para problema algum. Mas um texto de estreia na equipe de colaboradores da Gazeta do Povo exige do autor, pelo menos, uma tentativa sincera de sugerir ao leitor algum tipo de pensamento positivo, como se dizia antigamente. Vamos combinar o seguinte, então, como diz o mestre dos mestres dos atores ingleses, Sir Anthony Hopkins: ninguém vai sair vivo disso aqui. Faz sentido, portanto, aproveitar todas as oportunidades que a vida lhe oferece de não ser infeliz. Pode ter certeza que o contrário é muito pior.
    Eis aqui uma dessas oportunidades: lembre-se, a cada vez que lhe jogarem em cima alguma das aflições expostas ali nas primeiras linhas, como estaria a sua vida se há um ano atrás o Brasil tivesse elegido Fernando Haddad para presidente da República. Que tal? É possível que o próprio Haddad fique alarmado com a ideia. Pense um pouco em quem seria o ministro da Fazenda, por exemplo, e sobretudo no que ele estaria fazendo.”
    “Pense na Petrobras. Pense nos negócios da Petrobras. Pense nos diretores da Petrobras. Pense nos empreiteiros de obras públicas, nos empresários “campeões nacionais”, na roubalheira praticada nas três formas conhecidas de infinito – o atual, o potencial e o absoluto. Pense nos empréstimos que estariam fazendo, com o seu dinheiro, à Cuba ou Angola. Pense em Dilma Rousseff como ministra de alguma coisa.
    Já deu para ver onde estaria amarrado o nosso burro, não é mesmo? Então: um pouco mais de ânimo, pessoal, pois o atual governo, seja lá o julgamento que você faça dele, é artigo de primeiríssima qualidade perto do que poderiam estar lhe servindo agora.
    Não se trata apenas de imaginar pesadelos que não aconteceram. Trata-se de olhar para os fatos. Em 2015, o último ano-cheio do PT no governo, a inflação foi superior a 10%, indo para 11. Em 2019 será de 3%, e na sua última medição mensal foi zero. Os juros estavam em 14,25% ao ano. Hoje estão três vezes menores, em 5% – o nível mais baixo em 33 anos, quando se começou o trabalho de fazer a sua computação anual. O risco do Brasil como devedor passou dos 500 pontos em 2015; hoje está um pouco acima de 100.”
    “Dilma, em sua reta final, deu ao Brasil uma recessão inédita: o PIB caiu em quase 4% no ano. Em 2019 vai subir 1%. O crédito imobiliário está em 6,5% ao ano, um número recorde. Nos seis primeiros meses deste ano, segundo a indiscutível OCDE, o Brasil foi o quarto país do mundo que recebeu mais investimentos estrangeiros. Até 30 de setembro foram criados 760 mil novos empregos.”
    “Até esse dia 30, também, a União arrecadou mais de R$ 95 bilhões com privatizações, concessões e vendas de empresas estatais – quatro vezes mais do que tinha planejado. A BR Distribuidora não é mais da Petrobras. O índice da Bolsa de São Paulo está chegando perto dos 110 mil pontos. Fechou abaixo dos 40 mil em 2015.
    Desencantado, ainda? Pense mais uma vez.”
    Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/desencantado-com-bolsonaro-pense-mais-uma-vez/
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    • Lula era ladrão e a Dilma uma piada. Por isso o povo, com esperança de melhoras, votaria até numa mula para mudar o país, se ela prometesse coices e relinchos. Elegemos o que aí está.
      O que fez o presidente atual? Foi á Arábia Saudita pedir investimentos, enquanto o essencial seria buscar empresas para se instalarem no país – elas trariam dinheiro e emprego. O presidente foi aos Estados Unidos beijar servilmente a mão do rei Trump sem nada obter dele. O presidente se indispôs com os líderes europeus e prejudicou acordo com a União Européia. O presidente tem dado maus exemplos de conduta frequentemente. Quem não se recorda do cocô como receita para melhorar o meio ambiente?
      Vender estatais deve ser bom para evitar corrupção, ineficiência e aumentar arrecadação de impostos, mas isso qualquer mula sabe fazer.
      Em vista disso, penso mais uma vez e chego á mesma conclusão: precisamos eleger um outro presidente na próxima oportunidade. De preferência da espécia homo sapiens!

  7. FOLHA DE S. PAULO – 15/05/2017

    Bolsonaro admitiu atos de indisciplina e deslealdade no Exército

    RUBENS VALENTE
    DE BRASÍLIA

    15/05/2017 02h00 – Atualizado às 13h14

    Documentos obtidos pela Folha no STM (Superior Tribunal Militar) mostram que o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) admitiu em 1987 ter cometido atos de indisciplina e deslealdade para com os seus superiores no Exército.

    O então capitão foi acusado por cinco irregularidades e teve que a responder a um Conselho de Justificação, uma espécie de inquérito, formado por três coronéis.

    Ele foi considerado culpado pelos coronéis, mas absolvido depois em recurso acolhido pelos ministros do STM, por 8 votos a 4.

    O processo tinha dois objetos: um artigo que ele escreveu em 1986 para a revista “Veja” para pedir aumento salarial para a tropa, sem consulta aos seus superiores, e a afirmação, meses depois, pela mesma publicação, de que ele e outro oficial haviam elaborado um plano para explodir bombas-relógio em unidades militares do Rio.

    Os documentos informam que, pela autoria do artigo, Bolsonaro foi preso por 15 dias ao “ter ferido a ética, gerando clima de inquietação na organização militar” e “por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina”.

    O Exército detectou um movimento para desestabilizar a cadeia de comando e determinou uma investigação, a mando do ministro e general Leonidas Pires Gonçalves (1921-2015), alvo de Bolsonaro.

    Em interrogatório reservado de 1987, o então capitão assinou documento no qual reconhece ter cometido uma “transgressão disciplinar” ao escrever para “Veja”. “E que, à época, não levou em consideração que seria uma deslealdade mas que, agora, acha que sim”, disse ao depor.

    O STM decidiu que pelo artigo ele já havia sido punido com a prisão. Depois, a revista publicou que ele e outro capitão haviam elaborado um plano chamado “Beco sem saída”, que previa uma série de explosões. Como evidência, a revista divulgou esboços atribuídos a Bolsonaro.

    Na reportagem, ele dizia que haveria “só a explosão de algumas espoletas” e explicava como fazer uma bomba-relógio. “Nosso Exército é uma vergonha nacional, e o ministro está se saindo como um segundo Pinochet”, afirmava.

    Havia outros movimentos militares pelo país, como um capitão que invadiu uma prefeitura para pedir reajuste. Acuado, o então presidente José Sarney deu um aumento escalonado de 95% nos salários das Forças Armadas.

    Bolsonaro negou a autoria de qualquer plano de bombas e citou que dois exames grafotécnicos resultaram inconclusos. Perícia da Polícia Federal, porém, foi inequívoca ao concluir que as anotações eram dele.

    Os coronéis decidiram, por unanimidade, pela condenação. “O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo, quando negou a autoria dos esboços publicados na revista ‘Veja’, como comprovam os laudos periciais.”

    Segundo documento assinado por três coronéis, Bolsonaro “revelou comportamento aético e incompatível com o pundonor militar e o decoro da classe, ao passar à imprensa informações sobre sua instituição”.

    Pela lei, decisões do conselho deviam ser enviadas ao STM. No tribunal, Bolsonaro negou em abril de 1988 o plano das bombas, mas reconheceu a autoria do artigo: “Admito também a transgressão disciplinar […], pela qual, acertada e justamente, fui punido com quinze dias de prisão, única punição por mim sofrida até a presente data”.

  8. Fazer o que? O cara vazou documentos classificados como confidenciais.

    Bolsonaro culpa general por vazamento de documentos
    O Antagonista

    O general Maynard Marques de Santa Rosa pediu demissão da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Planalto por falta de alinhamento não só com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Antônio de Oliveira, a quem respondia diretamente. O militar também entrou em rota de colisão com Jair Bolsonaro, informa a Crusoé.

    Segundo auxiliares próximos, Bolsonaro culpou Santa Rosa pelo vazamento à imprensa, em setembro, de documentos assinados pelo presidente que elencavam a “agenda estratégica” do governo na região da Amazônia. Os projetos tinham sido elaborados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos e traziam o selo de “confidencial”.

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