China investe pesado e avança em seu programa espacial e militar

Paulo Solon

Sintetizando importante matéria trazida a público pelo “The New York Times” de 30 de dezembro de 2011, cujo título nos comunica que, em desafio, China amplia sua missão espacial (In challenge, China extends space mission), vou apenas enumerar alguns pontos mais significativos do tema.

1. Na interpretação dos americanos, o governo chinês anunciar seu ambicioso plano quinquenal para exploração espacial é um desafio aos Estados Unidos.

2. A China, governada pelo Partido Comunista Chinês, assume a condiçã de maior rival dos EUA, justamente quando o programa espacial americano não somente está paralisado, como também recuando.

3. Acoplado com precedentes notícias de que a China construiria uma estação espacial e colocaria um astronauta na Lua, o anuncio do dia 27 de dezembro de 2011 evoca memórias da guerra fria na corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética.

4. Os Estados Unidos estão agora dependendo da Rússia para transportar seus astronautas até a Estação Espacial Internacional. A Rússia, por sua vez, sofre embaraçosas restrições derivadas de falências em lançamentos de satélites.

5. O plano recém-anunciado pela China inclui o lançamento de um laboratório espacial até 2016, juntamente com poderosas naves espaciais tripuladas e cargueiros espaciais.

6. Recentemente a China tem também incrementado sua capacidade militar em decorrência de seu poder econômico, construindo sua frota de submarinos nucleares e seu primeiro navio aeródromo.

7. A China vai ampliar vastamente sua versão do Sistema Global de Posicionamento, a qual terá emprego militar e civil.

8. O anunciado plano quinquenal é o principal outdoor do sistema autoritário do Partido Comunista.

9. “O programa Beijing é de custo moderado, mas bastante efetivo, e eles o seguem de acordo com um processo ordeiro, o que nos não fazemos”, declarou Joseph R. Fragola, americano especializado em segurança espacial que visitou as instalações espaciais da China.

10. Especialistas dos EUA dizem que Beijing está desenvolvendo seu programa espacial do mesmo modo que fizeram com relação à sua modernização militar.

11. A China desenvolveu um míssil balístico antinavio capaz de ser empregado contra navios de guerra estrangeiros.

12. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, onde existe separação entre programas espaciais civis e militares, na China o Exército de Libertação Popular está desenvolvendo esforços juntamente com o programa espacial chinês.

A matéria é vasta e não dá para ser resumida aqui para os leitores da Tribuna. Mas ela nos revela de que a China, tirando proveito das crises que paralisaram parte da economia ocidental (americana e europeia), está avançando acentuadamente no campo espacial e militar.

Enquanto isso, a campanha para eleições presidenciais de 2012 nos Estados Unidos,onde dizem que se preza a democracia, já começou com alguns candidatos do Partido Republicano declarando serem a favor do lançamento de ataques militares sem a permissão do Congresso.

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