Cientista polítivo diz que eleitor pode não seguir alianças dos candidatos no segundo turno

O professor e pesquisador do Insper, Humberto Dantas, em entrevista à TV Estadão, avaliou as tendências de apoio neste segundo turno em São Paulo. “O PMDB de Gabriel Chalita nacionalmente apoia o PT. Há uma probabilidade muito grande de apoio em São Paulo”, afirmou, “Paulinho da Força (PDT) parece mais adepto da candidatura do PSDB”, ressalvou.

Sobre a tendência do eleitorado, Dantas falou da infidelidade dos eleitores. “Segundo pesquisas, a característica do eleitor é mais relevante do que o apoio do candidato que ele votou no primeiro turno. Ou seja, não é porque eu tenho uma afinidade com a sua proposta que eu vou para onde você vai”, disse.

Sobre Celso Russomanno (PRB), afirmou  que o candidato surgiu como uma surpresa. “Esperava-se que ele caísse antes. Deveria ter caído, mas só caiu quando os adversários perceberam que precisavam de uma ação mais incisiva”, disse.

Ele avalia que Russomanno teve forte apoio do eleitorado conservador. “Há uma probabilidade maior desse eleitorado se aproximar de José Serra (PSDB) do que Fernando Haddad (PT)”, afirmou.

Lembrando que se chegou a considerar que Serra estaria fora do segundo turno, o cientista político disse que ele chega agora como o mais votado. “Mas o panorama para o segundo turno é indefinido”, analisa.

Dantas disse que há boas justificativas para os dois partidos acusarem um ao outro, citando o mensalão e a rejeição de Serra em São Paulo. “É importante ver o passado, mas precisaria ter uma discussão de uma forma mais consistente sobre o que eles pretendem para a cidade”.

(Transcrito do Estadão)

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