Cientistas descobrem que o cérebro tem 97 regiões ainda desconhecidas

A imagem mostra as 180 áreas do cérebro nos hemisférios direito e esquerdo.

Novo mapa mostra que há 180 áreas distintas no córtex

Deu na revista Ciência

Há pouco mais de um século, o cientista alemão Korbinian Brodmann dividiu o cérebro humano em 52 regiões diferentes, criando o primeiro “mapa” do cérebro. Nesta quarta-feira, um esforço científico liderado pela Universidade de Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, atualizou essas divisões, revelando que o córtex, a camada mais externa do cérebro, tem 180 áreas que comandam a consciência, linguagem, atenção, percepções, pensamentos e sensações – um conhecimento sem precedentes sobre a mente humana.

Publicado na prestigiada revista Nature, o estudo está sendo considerado pelos especialistas um marco na área da neurociência e deve guiar estudos futuros que buscam compreender o cérebro humano.

O novo mapa vai ajudar a conhecer o desenvolvimento da mente ao longo dos anos, esclarecer como se dá seu envelhecimento e revelar de que maneira suas funções podem ser alteradas por doenças como Alzheimer ou esquizofrenia.

EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA – “Podemos pensar nesse mapa como se ele fosse uma versão 1.0”, disse o neurocientista Matthew Glasser, um dos autores do estudo, ao jornal The New York Times. “Deve existir uma versão 2.0 assim que os dados forem melhorados e examinados por mais pessoas. Esperamos que o mapa evolua junto com o progresso da ciência.”

Para criar o mapa, os cientistas de sete centros de pesquisa americanos e europeus analisaram imagens de ressonância magnética e a atividade cerebral de 210 adultos que fizeram parte do Human Connectome Project. O programa, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde americanos (NIH, na sigla em inglês), busca compreender como os neurônios cerebrais se conectam.

Estudar os dois aspectos – imagens e atividade cerebral – em conjunto era necessário porque mapas anteriores olhavam para apenas um aspecto do córtex, por exemplo, como se dá o agrupamento dos neurônios ou que áreas se tornam ativas durante o exercício de algumas funções.

TIPO ASTRONOMIA – “A situação é análoga à astronomia, quando telescópios terrestres produziam imagens obscuras do céu antes do surgimento dos telescópios espaciais e da óptica adaptativa”, afirmou Glassler, em comunicado dos NIH.

A análise dos dados confirmou a existência de 83 regiões cerebrais e descobriu outras 97. Algumas dessas novas áreas são totalmente desconhecidas e outras são subdivisões de porções maiores, como o córtex pré-frontal dorsolateral, que fica na parte anterior do cérebro, e é, na realidade, a reunião de uma dezena de pequenas partes.

A comunidade científica internacional recebeu o estudo como um divisor de águas na área da neurociência. Segundo o neurocientista David Kleinfeld, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, o novo estudo traz conhecimentos fundamentais para a área. “É um passo em direção à compreensão de por que somos o que somos”, afirmou o ao site do jornal americano The New York Times.

UM ENORME SALTO – “O estudo achou cerca de duas vezes mais áreas do que conhecíamos, o que é um enorme salto para a neurociência cerebral”, disse o neurocientista David McCormick, professor da Universidade Yale, nos Estados Unidos, ao site americano The Verge,  especializado em ciência e tecnologia.

De imediato, o novo mapa do cérebro deve ajudar neurocirurgiões, que poderão planejar as cirurgias com mais precisão, identificando as áreas cerebrais a serem operadas e evitando lesões em regiões que não deveriam ser afetadas pelos cortes. A longo prazo, os dados podem ajudar neurocientistas a compreender desordens complexas e ainda misteriosas, como a esquizofrenia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGMuito importante a matéria enviada pelo sempre atento comentarista Mário Assis Causanilhas. Mostra que até agora pouco se sabia sobre o cérebro. E apesar da sensacional descoberta, ainda continuamos sabendo muito pouco. (C.N.)

3 thoughts on “Cientistas descobrem que o cérebro tem 97 regiões ainda desconhecidas

  1. Vejo por outro ângulo, Carlos Newton.
    Reitero o comentário que postei mais cedo.
    Ao afirmar que “não autorizou o caixa 2”, Dilma está assinando sua própria sentença condenatória. Ela mesma está impondo o impeachment a si própria. Uma pessoa somente pode autorizar ou desautorizar o uso de algo quando este algo existe e a pessoa sobre ele tem o poder dele dispor ou indispor, usar ou não usar. Enfim, poder de comando, de direção, de disponibilidade. Pronto. Nada mais precisa o TSE para cassar a chapa Dilma-Temer. A própria Dilma, sem ter sido presa, investigada ou denunciada, nem mesmo beneficiada com a delação premiada, ela própria é ré-confessa. Falta apenas a decisão do TSE. É o que se chama de “prova robusta”. O casal de marqueteiro confessou ao Juiz Moro e Dilma defendeu-se, afirmando que não tinha autorizado o uso do caixa 2 que o casal Santana revelou à Justiça. Se alguém tem em depósito grande quantidade de entorpecente ou cédula falsa de real, mas não autoriza o uso e apenas guarda, a pessoa não está cometendo crime permanente?
    Não precisa autorizar ou desautorizar a distribuição ou venda do material ilícito que guarda. Basta tê-lo em seu poder.
    Há semelhança. Dilma sabia da existência do caixa 2, mas diz que não autorizou o uso do dinheiro. Dilma, saiba a senhora que o uso é agravante. O crime está na existência do caixa 2.

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